Dr.Plinio conta como chorou por prever a destruição das tradições romanas por um Papa

Nota introdutória nossa: Sabendo após Paulo VI houve o abandono da tríplice tiara, da sede gestatória, e de outros cerimonias, sem contar com a promulgação da missa nova, é certo que falava Dr.Plinio nesta parte de Paulo VI ou João XXIII, visto que era um Papa depois de Pio XII. Sabemos, também, por testemunhos, que o fundador da TFP chorou ao saber da eleição de João XXIII, portanto, poderia estar se referindo a ele, mesmo não tendo sido este Papa o autor da destruição, mas por cumplicidade, ou por mérito na promulgação do Concílio Vaticano II, que visava exatamente uma modernização, e consequentemente, uma destruição das tradições antigas.

" 'Qual foi o momento mais duro de sua vida e qual foi o momento mais feliz.'

"Eu passei momentos tão duros em minha vida que eu teria dificuldade em dizer qual foi mais duro. Também, Nossa Senhora me deu momentos muito felizes, eu teria dificuldade dizer qual foi o mais feliz. Eu posso dizer uma coisa, é terrível mas é assim: Um homem, naturalmente, não chora. Depois de homem eu me lembro de ter chorado duas vezes.

Uma vez foi, quando tinha falecido X como papa. Reuniu-se o conclave. Eu estava no rádio e ouvia chegar as notícias diretamente de Roma. O conclave tinha se reunido várias vezes, não tinha chegado a eleger o papa, afinal elegeu um papa. Eu sabia que, esse quando fosse papa, haveria de destruir toda a tradição romana.

Eu já tinha estado várias vezes no Vaticano, tinha estado não só na igreja de São Pedro, fora, mas tinha estado dentro, tinha estado com o papa Pio XII mais de uma vez, tinha, portanto, visto o interior dos aposentos do Vaticano, a pompa de Vaticano, os guardas suíços, os guardas nobres, os guardas palatinos, o ar apalaciado do Vaticano etc., etc. E tinha amado essas coisas enormemente, com o fundo da minha alma.

Uma das minhas grandes alegrias na vida foi quando eu fui pela primeira vez à igreja de São Pedro, em Roma, e vi a entrada do papa (...).

Eu estava numa tribuna, onde eu tinha conseguido um lugar especial. A igreja cheia, cheia, cheia. Na tribuna diplomática tinha príncipes, tinha diplomatas, tinha ministros, tinha generais, toda espécie. Depois tinha o povo. Estavam só esperando o papa chegar. 

De repente eu vejo uma salva de palmas, e de uma porta lateral da igreja de São Pedro entra um cortejo pitoresquíssimo. Era um desses assim, não era rei, era uma espécie de semi-rei, assim, chefe de tribo negra da África, mas com uma coroa de madeira pintada de ouro, e com aquele manto que parecia o rei Baltazar dos três Reis Magos, e seguido de um séquito de negros assim também. Mas pitoresquíssmo. E que vinham para venerar o papa. 

A Santa Sé tinha mandado reservar para ele um tronozinho de lado. Quando ele entrou foi uma salva de palmas da basílica vaticana inteira. Daí, longe, comecei a ouvir as trombetas de prata, desenhadas por Michelangelo, era a guarda suíça que começava a tocar longe, longe, dentro do palácio, anunciando que o papa tinha posto a tiara na cabeça, tinha subido na sedia gestatória, que é aquela cadeira em que eles carregam o papa, carregavam, e que começava o cortejo rumo à igreja.

Aí começou o entusiasmo de todo o povo e começaram a tocar os sinos do Vaticano, depois os sinos de 400 igrejas em Roma, tudo reboava de sinos vindos de todas as direções.

Afinal, as trombetas de prata vão se tornando mais próximas, mais próximas, enchem com o som de prata delas a basílica, e entra Pio XII, alto, esguio, com a tiara na cabeça e abençoando a todos. Um cortejo enorme, antes, de bispos e arcebispos, de superiores gerais de ordens religiosas, de guardas nobres, de guardas palatinos etc., etc. Tudo isso se encaminha para o altar-mor onde o papa ia começar a missa. Eu tive uma alegria enorme com aquilo. Eu me lembro que aplaudia etc., etc. Fiquei contentíssimo. Uma das grandes alegrias de minha vida.

Bem, eu estava ouvindo a ascensão daquele ao trono de São Pedro, e tive a convicção de que este ia destruir tudo. Eu sabia porque era, tinha minhas informações, tinha certeza: esse vai destruir tudo. Quando eu ouço pelo rádio, as trombetas e todo cerimonial que começa do papa que ia destruir o cerimonial. Deu-me um tal pesar, que eu fui para uma sala vizinha e chorei.

Outra vez que chorei foi quando morreu minha Mãe. Esses foram os dois momentos em que chorei, depois de homem. É um modo de responder à pergunta" [1].

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Fontes:
[1] Reunião para Núcleos de Periferia Urbana, 7 de setembro de 1984,  Sexta-feira