Menu de temas do site para quem acessa por smartphone (post fixo)

Acessar via smartphone não possibilita a visualização completa deste site, originalmente feito para ser visto em tela maior. Este post fixo servirá para quem acessa via smartphone.





Áudios de Plinio Corrêa de Oliveira!

Temas Contra-Revolucionários


Mística, espiritualidade, fatinhos de santos


Básico da sabedoria

Igreja Católica, a única verdadeira religião: Provas Teológicas


>Provas da atual crise na Igreja


Básico sobre profetismo

>História do futuro pela razão

Pelos Doutores da Igreja

Pelo Padre Antônio Vieira
Por Plinio Corrêa de Oliveira

>Profecias Católicas
Apostasia na Igreja e nos povos

Castigo Mundial ou Bagarre
Reino de Maria ou Restauração

>Plinio Corrêa de Oliveira

Conjunto da ação
Previsões na política
Previsões na religião

Básico do Tradicionalismo


>Básico
Papa pode ser herege
Sobre canonizações
Missa nova

>Provas da catolicidade da TFP
Prelados e teólogos elogiam
A esquerdista CNBB é contra
Chavez, Dilma e Globo contra

>Defesa da TFP
Hagiografias em defesa dela
Livros contra todas acusações
Falsos seguidores de Dr.Plinio

>Falsas Resistências
Cisma Lefebvrista e outros

Ecclesia Dei
Summorum Pontificum

A Igreja contra Erros Modernos

>Erros condenados por Pio IX
Livre filosofar sem teologia


>Pacifismo suicida
Contra Guerra justa
Contra Pena de morte


>Ecumenismo com a-católicos
Rezar com eles

Chamar para a Igreja ou coral

>Idéias Liberal-Igualitárias
"A Igreja não é de Direita"



>Regimes de Esquerda

Fascismo
Nazismo

>Imodéstia externa
Nas roupas

Problema do jeans

>Impureza


>Erros na educação


>Falsas alegações de invalidez

No rito novo de sagração

>Erros na música litúrgica


>Erros liturgicistas I


>Erros litúrgicos


Imposição de mãos por leigos "carismáticos"
Na cosmologia
Vida Extra-terrestre
"O homem não veio de Adão"


>Práticas neo-pagãs
Tatuagem, Piercing

Reino da Virgem Maria ressurge: áudios de Plinio Corrêa de Oliveira

Divulgando este importante blog e seus canais, reproduzimos o seguinte post, recomendando o acompanhamento de seu blog e as inscrições nos Canais, pedindo também orações neste sentido:



"Desde 08/2013 existiu um Canal no Youtube chamado Reino da Virgem Maria.

Nele, havia mais de 200 áudios de Plinio Corrêa de Oliveira falando sobre variados assuntos.

O que o tornava único era sua seleção criteriosa de áudios, trabalho compilativo e a edição das partes com gritaria joanista (joanistas eram membros da TFP que depois viraram progressistas). As que constavam era por erro de edição ou simultaneidade com a fala de Dr. Plinio.

Entretanto, sua vida durou até ser deletado em 2017, por motivos que não valem a pena perder tempo explicando.

Sendo ESTE BLOG O DETENTOR DAQUELE CANAL, se resolveu retomar aquele trabalho com os seguintes novos elementos:"


Continua em.... 

https://cruciferos.wordpress.com/2019/07/16/reino-da-virgem-maria-ressurge-audios-de-plinio-correa-de-oliveira/

 

Teólogos sobre o problema moral no monopólio, oligopólio e cartel

Do recomendado site:

https://economiaescolasticacatolica.wordpress.com/2019/03/31/teologos-sobre-o-problema-moral-no-monopolio-oligopolio-e-cartel/

Pe.Royo Marín

"1. O monopólio

693. Se entende por tal a faculdade de vender alguma coisa, restringida a um ou a muitos poucos vendedores. Pode ser legal, se o dispõe a autoridade pública em favor do próprio Estado (monopólio público) ou de uns concessionário (monopólio privado); e ilegal, se se deve a maquinações de algum ou alguns comerciantes, que acumulam toda a mercadoria ou impedem os demais de fabricá-la ou importá-la" [1].

Enciclopédia Católica (1911) citando Teólogos

"Não importa quão grande é o grau de controle que um monopólio tem, seu poder sob a oferta e os preços não é absoluto. Muitas considerações econômicas e prudentes restringirão um monopólio de exercer seu poder na medida que desejar, por exemplo, o medo da competição potencial, a descoberta de um produto substituto para o artigo monopolizado, ou a possibilidade que as pessoas possam viver seja sem este artigo, seja sem o substituto. Mas em todos os casos monopólio implica a habilidade deliberada de regular a oferta e o preço de antemão, e fixar ambos em um outro ponto que não é aquele que não seria o alcançado pela ação natural do mercado dentro da competição natural. Por mais inconveniente que um monopólio possa ser, não é em si mesmo imoral. Seu caráter moral depende inteiramente nas suas ações e efeitos. Mais especificamente, sua moralidade é determinada pelos preços que estabelece, e os métodos que emprega em relação aos concorrentes potenciais e existentes (...).

De acordo com antigos teólogos da moral, os preços dos monopólios eram injustos quando eram mais altos que os preços que teriam prevalecido dentro da competição (cf. Lugo, "De Justitia et de Jure", disp. xxvi, n. 72). Enquanto esta regra era substancialmente correta para a Idade Média, quando o preço competitivo, ou melhor o costumeiro, era geralmente justo para ambos produtores e consumidores, é longe de ser aceitável hoje, quando muitas vezes o preço competitivo é muito baixo para prover um retorno justo aos agentes de produção. Para preços competitivos, assim como para preços monopolistas, a regra objetiva da justiça é que uma coisa deve ser vendida a um preço suficientemente alto para remunerar justamente todos aqueles que contribuíram para a produção de uma coisa; a regra subjetiva de justiça é o estimador social, o preço aprovado pelos homens competentes e imparciais (cf. Tanquerey, "De Justitia", 776). Se o preço monopolista não excede estes limites, não é injustamente alto, mesmo que fosse mais alto que o preço que obteria ou teria obtido dentro da pressão competitiva. Como as diferentes classes que ajudam a produzir uma commodity socialmente útil tem o direito de ter um retorno justo para seus serviços, e como este retorno vem somente do preço pelo qual a commodity é vendida, este preço é injustamente baixo ao menos que seja suficiente para este propósito. Não há força oculta na competição através da qual um preço injusto pode se tornar justo. Por outro lado, não há virtude secreta no monopólio para justificar um preço de venda que é mais do que suficiente para trazer retornos justos aos diferentes agentes de produção. Estas proposições são aceitas pela grossa maioria das pessoas, sejam especialistas ou não. A dificuldade prática, e única séria, é a de determinar precisamente o que é um justo retorno para cada um dos diferentes agentes" [2].

Plinio Corrêa de Oliveira comentando o Projeto de Constituição

"Art. 202, § 3° A lei reprimirá a formação de monopólios, oligopólios, cartéis e toda e qualquer forma de abuso do poder econômico que tenha por fim dominar o mercado e eliminar a livre concorrência.

Comentário

O projeto da Sistematização parece considerar intrínseca e gravemente nocivas à economia as formas de agrupamento de capitais que enumera.

Em concreto, têm sido muitos os casos em que esses agrupamentos se têm prestado a abusos econômicos e financeiros altamente nocivos, tanto ao interesse público quanto aos interesses particulares.

Desse fato decorre que o assunto merece ser disciplinado por lei.

Em se tratando de matéria de tal importância, parece indispensável que a Constituição corte explicitamente o passo a quaisquer combinações capazes de defraudar o disposto no presente artigo. De onde seria preferível que a emenda do Centrão fosse formulada nos seguintes termos:

- "A lei reprimirá a formação de monopólios, oligopólios e cartéis, quer sejam constituídos por entidades estatais ou paraestatais, quer por entidades privadas, quer ainda por umas e outras" [3].

Clique aqui para ver mais Doutrina Católica contra os erros sociais


------------------------------------------
[1] Teología Moral para Seglares, BAC.
[2] Ryan, J.A. (1911). Moral Aspects of Monopoly. In The Catholic Encyclopedia. New York: Robert Appleton Company. Link: http://www.newadvent.org/cathen/10497b.htm 
[3] Revista Catolicismo, N.° 449, Maio de 1988. "Reforma Agrária — Reforma Urbana – Reforma Empresarial, O Brasil em jogo", Mensagem da TFP aos Srs. Constituintes e ao público em geral. https://www.pliniocorreadeoliveira.info/MAN%20-%20198805_RARURE_OBrasilemjogo.htm

Sagrada Escritura sobre o rosto e outros aspectos físicos como revelador da personalidade

Do site: https://psicologiapraticacatolicahome.wordpress.com/2019/07/13/sagrada-escritura-sobre-o-rosto-e-outros-aspectos-fisicos-como-revelador-da-personalidade/

Sagrada Escritura

"Descendo do monte, Moisés não sabia que a pele de seu rosto se tornara brilhante, durante a sua conversa com o Senhor. E, tendo-o visto Aarão e todos os israelitas, notaram que a pele de seu rosto se tornara brilhante e não ousaram aproximar-se dele. Mas ele os chamou, e Aarão com todos os chefes da assembléia voltaram para junto dele, e ele se entreteve com eles" - Êxodo 34

"O coração do homem modifica seu rosto, seja em bem, seja em mal.

O sinal de um coração feliz é um rosto alegre, tu o acharás dificilmente e com esforço" Eclesiástico 13.

"Pelo semblante se reconhece um homem; pelo seu aspecto se reconhece um sábio.

As vestes do corpo, o riso dos dentes, e o modo de andar de um homem fazem-no revelar-se" Eclesiástico 19.

"A malícia de uma mulher transtorna-lhe as feições, obscurece-lhe o olhar como o de um urso, e dá-lhe uma tez com a aparência de saco" Eclesiástico 25

"Quem é comparável ao sábio, que conhece a razão das coisas? A sabedoria de um homem ilumina-lhe o semblante e a severidade de seus traços é modificada por ela" Eclesiastes 8

"Como o reflexo do rosto na água, assim é o coração do homem para o homem" Provérbios 27

"Fixando nele os olhos, todos os membros do Grande Conselho viram o seu rosto semelhante ao de um anjo" Ato dos Apóstolos 6

"Enquanto orava, transformou-se o seu rosto e as suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura" Lucas 9

"Mas todos nós temos o rosto descoberto, refletimos como num espelho a glória do Senhor e nos vemos transformados nesta mesma imagem, sempre mais resplandecentes, pela ação do Espírito do Senhor" II Coríntios 3


Santo Ambrósio
 
"A face é a testemunha dos pensamentos e é o silêncio o intérprete do coração. A aparência exterior costuma ser uma sinal da consciência e das palavras não-ditas da mente" (Livro sobre Elias, cap.10)


São Gregório Naziazeno

"Não diz para mim nada de bom ver um homem com um pescoço fraco, ombros caídos, uma constante agitação, olhos insolentes e uma raivoso olhar, pés instáveis e cambaleantes, um nariz ofensivo a respirar desprezo, e uma arrogante e descontrolável risada" (Discurso 2, Juliano o Apóstata)

São Beda

 "Os movimentos do corpo demonstram os hábitos da mente" (Comentário aos provérbios)

"Deixe que de seu modo de andar seja simples, seus passos honestos. Sem vergonha, sem sensualidade, sem arrogância, sem insolência, nenhuma frivolidade deve aparecer no seu modo de andar. De certo, o espírito se mostra no movimento do corpo, e o carregamento do corpo é um sinal da alma"

Pe.Cornélio A Lapide, S.J.

Citando estes textos da tradição em seu comentário à Escritura, diz que há quatro meios de se conhecer, como por janelas da alma, as virtudes e vícios de uma pessoa, a simplicidade ou hipocrisia.

1. A aparência exterior, a expressão da face, principalmente dos olhos
2. As roupas
3. A risada
4. O modo de andar

Tendo colocado a risada sincera e regular como reveladora de um coração sincero e aberto, o Pe.Cornélio relaciona a risada curta, retorcida, cínica, e arrogante com o espírito limitado, retorcido, fraudulento, arrogante, sinal de um ódio imbuído.

Fontes:


Sagrada Escritura

https://www.traditioninaction.org/religious/n003rpLapide_Appearance_2.htm

https://archive.org/details/greatcommentaryo07lapiuoft/page/n7


Teólogos contra moeda sem lastro e moeda universal

Do site muito recomendado:

https://economiaescolasticacatolica.wordpress.com/2019/04/06/teologos-contra-moeda-sem-lastro-e-moeda-universal/

Neste artigo, além das sete vantagens apresentadas no primeiro texto ilustrativo, há uma oitava descrita só no segundo texto.

Pe.Matteo Liberatore, S.J (1888)

"67. A moeda foi introduzido no mundo para a conveniência das trocas (...). Tal era a concepção de Santo Tomás de Aquino, que considera a moeda como uma invenção do homem feita em vista de facilitar as trocas. Tal é efetivamente o ofício que ela cumpre, e tal é a sua natureza, definida por seu objeto.

69. Quanto à matéria escolhida para constituir a moeda, o uso dos povos variou muito a este respeito, até que, entre as nações civilizadas, o ouro e a prata prevaleceram (...).

As vantagens que apresentam o ouro e a prata são numerosas; nos basta citar algumas:

I. Tem valor próprio, porque dado que o ouro e a prata servem a muitos outros usos, tem em si mesmo um valor, e como tal, são geralmente estimados e procurados.
II. São divisíveis sem nada perder de seu valor, isto é, que cada um de suas frações conserva uma parte correspondente deste valor, e que, reunidos, eles tem o valor de tudo que representam.
III. O transporte é fácil e sem grave embaraço para aquele que o carrega, o ouro e a prata concentram muito valor em um pequeno volume (...).
IV. Podem sem conservar sem alteração ao menos sensível. Basta observar uma moeda de uma época mesmo muito antiga.
V. Podem, graças às suas durabilidades, receber a alcunha que garante seu valor e peso" [1].

"O "Traité élémentaire" de Hervé-Bazin resume assim as vantagens que apresenta para a função monetária o uso dos metais preciosos (...).
6. Variam pouco de valor, graças às dificuldades de sua extração (...).
7. Enfim, a cor, som, durabilidade, peso, fazem a falsificação delas difícil (Traité élémentaire, etc., p.269-270)" [2]

"Se diz frequentemente que a moeda é o signo representativo do valor das mercadorias (...). Say mostra com evidente a falsidade e o perigo desta expressão. A representação de uma coisa não é nem a coisa mesma, nem seu equivalente. Ora, a moeda, pela matéria que é constituída (ouro ou prata) tem um valor próprio e é equivalente a outros valores (...).

Say mostra como a idéia falsa que a moeda é um signo algumas vezes conduziu os governos a alterá-las crendo poder fazê-lo sem dano para ninguém (aquilo que não é senão um signo, pouco importa o mais ou menos), enquanto na realidade esta alteração trouxe aos cidadãos o prejuízo mais grave, dado que lhes deu como valor inteiro um valor mutilado. No fundo, é um verdadeiro roubo da parte do Estado" [3].

Santo Tomás de Aquino

"CAPÍTULO XIII - Como em um Reino ou qualquer Senhorio é necessário ter moeda própria, e as comodidades que disso se seguem, e as incomodidades do contrário

Depois do dito é preciso falar da moeda, por uso da qual se regula a vida dos homens, e assim mesmo por conseguinte qualquer propriedade, particularmente a Real, pelos muitos
proveitos que dela se seguem. Donde é que o Senhor perguntando aos Fariseus, que debaixo de fingimento lhe tentavam, diz: “de quem é esta imagem e inscrição?”. E como respondessem que de César, deu contra eles a sentença do que lhe haviam perguntado: “Dai, pois, o que é de César a César, e o que é de Deus a Deus”, e parece o ter dito pelo fato da moeda ser uma razão, como muitas outras, de pagar o tributo.

Da matéria com a qual se faz a moeda, e como é necessário ao Rei tê-la em abundância, já tratamos (...). Ter moeda própria é necessário a qualquer governo, principalmente para o Rei, para o qual há duas razões.

A primeira, que se considera da parte do Rei, e outra, da parte do povo sujeito. Em relação à primeira a moeda própria é ornamento do Rei e de seu reino, e de qualquer outro governo, porque nela se inscreve a imagem do Rei, como a de César acima dito, de maneira que nada é mais próprio a perpetuar sua memória, dado que não há nada relativo ao Rei que passa tão frequentemente nas mãos dos homens que a moeda. E mais, por ser a moeda a regra e medida das coisas que se vendem, se mostra nela sua excelência, como que sua imagem seja no dinheiro a regra dos homens nos seus comércios; da onde se chama moeda, porque é um aviso de que não se deve cometer fraudes, pois aquela é a medida certa, para a imagem de César seja no homem como a imagem divina. como expõe S.Agostinho tratando desta matéria, e se chama a moeda Numisma, porque se alcunha com os nomes e figuras dos Senhores, como diz S.Isidoro. Da onde parece manifestadamente, que com a moeda resplandece a majestade dos Senhores, e isto é porque Cidades, Príncipes ou Prelados tiveram a grande honra de receber dos Reis o privilégio de alcunhar moedas.

Além disso, ter moeda própria redunda em proveito do Príncipe, como dissemos, porque ela é medida dos tributos e outras contribuições que se põe no povo, como mandava a lei divina acerca das oferendas, e reembolso dos sacrifícios. Ademais, alcunhar moeda por autoridade do Príncipe lhe é também proveitoso, porque a nenhum outro se permite fazê-lo com a mesma imagem e inscrição, como o ordena o direito das gentes.

E mesmo que um Príncipe ou Rei possa exigir um direito para a fabricação das moedas, ele deve ser moderado, não mudando o metal nem diminuindo o peso, porque é um dano ao povo, por ser a moeda medida das coisas, como fica dito; da onde mudar a moeda é mudar todos os pesos e medidas, e quanto isto desagrada a Deus se lê nos Provérbios, capítulo 20: "Dois pesos, e duas medidas, um e outro é abominável ao Senhor". e assim foi repreendido gravemente o Rei de Aragão pelo Papa Inocêncio, porque havia mudado a moeda, diminuindo-a em detrimento do povo, e absolveu a seu filho do juramento com que se tinha obrigado a usar de tal moeda, mandando-lhe que restituísse ao antigo estado.

Com efeito, o valor das moedas favorece os empréstimos e o comércio, porque garante o reembolso dos empréstimos e o pagamento das vendas em moeda do mesmo valor. Se vê aqui porque um Estado deve ter uma moeda própria, mas também aqui se prova que ela favorece os interesses do povo.

Primeiro, porque é medida das trocas das coisas, e porque é mais conhecida do povo, porque muitos não conhecem as moedas estrangeiras, e assim facilmente podem ser facilmente enganados por quem é contrário ao governo real (...). Por fim, a moeda própria é de mais proveito, porque quando as moedas estrangeiras se comunicam nos comércios, é necessário valer-se do câmbio, quando tais moedas não valem tanto nas regiões estranhas como nas próprias (...)" [4].

Clique aqui para ver mais Doutrina Católica contra os erros sociais -------------------------------------------
[1] Principles d'economie Politique, Traduzido do original em italiano de 1888, Librairie Religieuse H.Oudin, 2 edição, pg.132, 136-137 
[2] Idem, nota pg.137
[3] pg.138-140
[4] Do governo dos Príncipes ao Rei de Cipro, livro II, Cap.13

Pio XII e teólogos contra a especulação financeira

Do site:

https://economiaescolasticacatolica.wordpress.com/2019/04/03/tradicao-catolica-contra-a-especulacao-financeira/

Pio XII 

"Grave responsabilidade ante Deus a de aqueles cujo egoísmo cruel, acumulando e ocultando as provisões, ou de qualquer outra maneira, exploram odiosamente a miséria do homem, das pessoas em particular e dos povos em proveito próprio e pessoal e acaso para enriquecer-se com ilícitas especulações e com o mais vil comércio" [1].

Enciclopédia Católica

"Sem incorrer na reprovação de desonestidade moral eu posso comprar mil reais em valor de ação em determinado momento de um corretor quanto nem o comprador nem o vendedor pretendem a transferência efetiva da ação, mas meramente o pagamento de diferenças quando o dia determinado chegue. Essencialmente a transação é uma aposta sobre qual será o preço da ação no dia da liquidação. E se o comprador ou o vendedor tem a disposição livre de dinheiro que é delimitada na aposta, ou não há fraude, negociação injusta, ou outros males adjuntos ou efeitos da transação, a aposta não será moralmente errada.

Entretanto, apostar é quase sempre um passatempo perigoso e frequentemente moralmente errado. Do mesmo modo a especulação tende a desenvolver uma paixão que frequentemente leva à ruína da especulador e sua família (...). Além disso, na prática, o evento na qual a aposta é feita por alguém que especula no futuro é devida totalmente às operações de causas naturais. Quando grandes somas de dinheiro está em jogo a tentação de influenciar o curso dos preços se torna quase irresistível. Assim, o feroz e frequente entrave entre "bulls" e "bears" nas Bolsas. Grupos de uma parte, interessados em fazer os preços subirem, compram as ações de maneira que o aumento na demanda pode produzir o efeito desejado. Frequentemente a compra é meramente fictícia, mas esse fato não é sabido pelo público externo. As compras são publicadas, habilmente comentadas pela mídia mercenária que fala de finanças, reportagens mentirosas e elogiosas são inseridas nos jornais visando aumentar o preço da ação e atrair investidores endinheirados. A parte oposta adota a tática contrária, mas igualmente imoral. Eles fazem vendas fictícias ou reais e fazem tudo que podem para depreciar a ação em favor deles por meios leais ou desleais. Grandes financistas que possuem grandes somas de dinheiro podem e influenciam os mercados quase tanto como eles querem, e o pequeno especulador é usualmente engolidos por eles. Financistas ricos e sindicatos gigantescos pode frequentemente comprar ou obter controle efetivo sobre total a oferta disponível de alguma ação ou commodity e então cobrar preços monopolísticos (...).

A especulação de fato tem seus defensores e advogados, especialmente entre corretores e revendedores, que clamam que ela equaliza preços e previne flutuações que de outro modo seriam inevitáveis. Alguns afirmam que as transações especulativas tem pouco efeito apreciável na compra e venda para transferências. Em volume e número as transações especulativas são muito maiores que as transações efetivas, mas as duas são conduzidas separadamente e em grande parte por grupos distintos. É afirmado que o mercado especulativo é em grande parte separado e distinto do verdadeiro mercado. Estes dois argumentos em favor das transações especulativas se destroem mutualmente. Se as transações especulativas equalizam preços, não pode ser verdade que elas tem pouco efeito apreciável nos mercados. Como o resultado da especulação depende do preço atual de mercado da ação ou commodity em questão no tempo escolhido, não pode ser dito que as transações especulativas são independentes da compra e venda efetiva para transferências (...). A argumentação, portanto, de produtores e consumidores de que a especulação tem um efeito desastroso nas transações de negócios reais parece ser sólida. Eles sustentam que especuladores desnaturalizam preços. Estes deveriam ser regulados, e são naturalmente regulados, pelos variados custos de produção e pela mútua interação de oferta e demanda; mas os negócios artificiais de especuladores tendem a fixar preços sem referência a estes fatores naturais. Assim, produtores e consumidores são roubados por homens espertos, que manipulam mercados nos seus próprios interesses, produzem nada, não fazem nenhum serviço social útil, e são parasitas do comércio" [2]

Plinio Corrêa de Oliveira

"Compreende-se, pois, que toda a máquina econômica de um país fica profundamente viciada em sua estrutura, pelo trabalho habitual de intermediários supérfluos. Infelizmente, esse mal se tornou crônico na economia moderna. E a fonte do mal está, principalmente, na especulação.

Nos grandes centros comerciais, tornam-se cada vez mais numerosos os intermediários que não tem a menor intenção real de encaminhar a mercadoria ao consumidor. Intermediários de intermediários, limitam-se eles a adquirir pela manhã um artigo, revendendo-o à tarde a outro intermediário, e apurando com isto alguma diferença de preço. Negociam com sacos de café, de milho, de trigo; com cabeças de gado ou partidas de algodão; com metas ou títulos de sociedades anônimas; e, em tudo isto, não prestam ao comércio o menor serviço real. Limitam-se a viver das diferenças apuradas nas operações de bolsa.

Este mal, já bem grave de per si, assume proporções gigantescas, dadas as facilidades de comunicação modernas. A especulação inútil já não se limita a uma praça ou a um mercado, mas estende seus tentáculos pelo mundo inteiro. Compra-se na China, vende-se por telegrama oito ou dez horas depois em Nova York, e, com o lucro apurado na transação, compra-se em São Paulo ou no Rio Grande do Sul, para vender pouco depois em  Buenos Aires ou Genebra. Assim, é toda a economia mundial que sofre com a ação perfeitamente estéril de intermediários inúteis.

Mais ainda. Muitas vezes, o intermediário chega a intervir intencionalmente nas operações, força artificialmente a alta ou a baixa de certos produtos, reduz à miséria regiões inteiras, ou põe outras em delírio pela vertigem de uma prosperidade efêmera, tudo a fim de obter um lucro na diferença de preços.

A jogatina dos cassinos arruína particulares. A jogatina da bolsa pode arruinar zonas inteiras, votar à decadência industriais prospérrimos, anarquizar a economia de toda uma região, e, assim, transformar em paradas de jogo os interesses de famílias sem conta, não apenas em uma, mas em inúmeras gerações.

Acrescente-se a tudo isto que a jogatina comercial, se por vezes dá origem a fortunas fabulosas, por vezes também atrai para os azares e as seduções das grandes aventuras comerciais pessoas de vida econômica perfeitamente organizada, e, ali, as reduz à mesma miséria a que a roleta expõe comumente o jogador. Da noite para o dia, uma fortuna imensa poderá estar desfeita, atirada à desgraça uma família, arruinado um lar, simplesmente porque seu chefe, alucinado pela perspectiva de ganhos fabulosos, não quis contar, em seus cálculos, com a precariedade de todas as operações de bolsa" [3].

Clique aqui para ver mais Doutrina Católica contra os erros sociais


------------------------------------------
[1] Radiomensagem de 4 de abril de 1946: AAS 38 [1946] 168
[2] Slater, T. (1912). Speculation. In The Catholic Encyclopedia. New York: Robert Appleton Company. Link: http://www.newadvent.org/cathen/14211a.htm
[3] "Ainda o jogo", Legionário, N.º 542, 27 de dezembro de 1942

Teólogos contra o preço predatório ou dumping

Do recomendado site Economia Escolástica Católica:

https://economiaescolasticacatolica.wordpress.com/2019/03/28/teologos-contra-o-preco-predatorio-ou-dumping/

Pe.Royo Marín

"691 (...) 2ª. É ilícito e injusto: a) obter com fraudes e enganos o preço máximo da venda ou o preço mínimo na compra; b) vender no começo abaixo do preço mínimo (para atrair compradores) e depois por cima do preço máximo; c) comprar uma grande quantidade de mercadorias no tempo de abundância para vendê-las depois a preços abusivos em tempo de escassez" [1].

Santo Tomás de Aquino

"SOLUÇÃO. – Empregar fraude para vender uma coisa por mais do que o seu justo preço, é absolutamente pecado, porque enganamos o próximo causando-lhe dano. Por isso diz Túlio: Não devemos, pois, usar de nenhuma mentira ao fazer contratos, nem o vendedor nem o comprador devem fazer intervir um licitante que finja querer adquirir a causa.

Se, pois, não há fraude, então podemos tratar da compra e venda à dupla luz. - Primeiro em si mesmas. E então, elas foram inventadas para utilidade comum das duas partes, por precisar uma da coisa da outra e inversamente, como está claro no Filósofo. Ora, o que foi inventado para a utilidade comum não deve vir impor um gravame mais a um que a outro. Por isso devem fazer entre si um contrato baseado na igualdade da coisa. Ora, a quantidade das coisas que servem ao uso do homem mede-se pelo preço dado; para o que se inventou a moeda como diz Aristóteles. Portanto, se o preço exceder a quantidade do valor da coisa ou se, inversamente, a coisa exceder o preço, desaparece a igualdade da justiça. Por onde, vender mais caro ou comprar mais barato do que a coisa vale é em si mesmo injusto e ilícito.

De outro modo, podemos tratar da compra e venda enquanto acidentalmente dela resulta a utilidade de um e o detrimento de outro. Por exemplo, quando um tem grande necessidade de uma coisa e o outro fica lesado se for privado dela. E em tal caso o justo preço consistirá em se considerar não somente a coisa vendida, mas também o dano que pela venda sofre o vendedor. E então, pode licitamente uma coisa ser vendida por mais do que vale para o seu dono.


Quando porém o comprador tire grande vantagem da coisa comprada e o vendedor nenhum dano sofra por se ver privado dela, não lhe deve aumentar o preço. Porque a utilidade que acresce ao comprador não vem do vendedor, mas da condição do comprador. Pois, ninguém deve vender o que não é seu, embora possa vender o dano que sofreu. Contudo, o que tirou grande vantagem da coisa comprada pode espontaneamente dar algum dinheiro mais ao vendedor; o que será proceder com honestidade" [2].


Clique aqui para ver mais Doutrina Católica contra os erros sociais

--------------------------------------
[1] Teología Moral para seglares, BAC
[2] Suma Teológica, Pt.II-II q.77, art.1