Papas e Teólogos contra a arte imoral. Comentário sobre a Capela Sistina

Mosaico, Catedral Monreale. Dois filhos de Noé cobrem o pai,
depois que este ficou embriagado sem intenção
->Contra a arte imoral

Concílio Tridentino

"Ainda, na invocação dos santos, na veneração das relíquias, no sagrado uso das imagens, toda superstição seja removida, toda ganância sórdida seja abolida, e finalmente, toda lascívia seja evitada, de modo que nas figuras nada seja pintado ou adornado com uma beleza excitando a luxúria" [1].

Pio XI

"Não é mais arte racional ou arte humana (e queremos dizer digna do homem e conforme à sua natureza) a arte amoral, como dizem, que nega e esquece e não respeita a sua razão suprema de ser, que é ser um aperfeiçoamento de uma natureza essencialmente moral.

As poucas idéias fundamentais, que temos mais bem indicado que exposto, deixam entender suficientemente o nosso juízo prático sobre a chamada nova arte sacra. Já dissemos outras vezes a homens de arte e a Sagrados Pastores: a Nossa esperança, o Nosso ardente desejo, a Nossa vontade só pode ser que se obedeça à lei canônica, claramente formulada e sancionada também no Código de Direito Canônico, isto é: que tal arte não seja admitida nas nossas igrejas e menos ainda seja chamada a construí-las, a transformá-las e decorá-las" [2].

"Toda a arte nobre tem como fim e como razão-de-ser, tornar-se para o homem um meio de se aperfeiçoar pela probidade e virtude; e por isso mesmo deve ater-se aos princípios e preceitos da moral" [3].

Pio XII

"São portando condenáveis todos os que pensam e afirmam que se pode usar, estimar e louvar determinada forma de difusão, mesmo que falte gravemente à ordem moral, contanto que encerre valor artístico e técnico. "É verdade que arte, para ser tal, – como recordámos por ocasião do V Centenário da morte do Angélico – não requer explícita missão étnica ou religiosa". Mas "se a linguagem artística servisse, com as suas palavras e cadências, espíritos falsos vazios e túrbidos, isto é, não conformes ao plano do Criador; se, em vez de elevar o coração a nobres sentimentos, excitasse as mais vulgares paixões, não deixaria de encontrar eco e aceitação nalguns, mesmo só pela novidade, que não é sempre um valor, e pela diminuta parte de realidade, que toda a linguagem contém; mas tal arte degradar-se-ia a si mesma, renegando o seu aspecto primordial e essencial, nem seria universal e perene, como é o espirito humano, a que se destina (...)

Deverão recordar-se também que um dos fins principais da classificação moral é esclarecer a opinião pública e educá-la no respeito e apreço dos valores morais; sem estes não se pode ter nem verdadeira cultura nem civilização. Seria portanto reprovável qualquer indulgência com os filmes que, apresentando embora valores técnicos, ofendem a ordem moral, ou, respeitando na aparência os bons costumes, contêm elementos contrários à fé católica[4].

Cardeal Celso Constantini

Os artistas têm freqüentemente concepções muito largas no que se refere ao nu. Mas devem persuadir-se de que, quando trabalham para a arte litúrgica, são chamados a servir, e não a dar livre curso a seu talento. É inútil invocar o nome de Michelangelo, G. Della Porta (Monumento a Paulo III) e outros exemplos, como o de G. Pillon, que representou Henrique II e Catarina de Medicis nus sobre o leito funerário na catedral de Saint-Denis.

É preciso que os artistas modernos saibam que a Igreja não tolera mais semelhantes liberdades" [5].

Pe.Royo Marín

"c) Pinturas e estátuas

Se consideram como gravemente obscenas as pinturas ou estátuas que representam pessoas adultas totalmente desnudas ou cobertas tão somente com um véu transparente, que talvez excitem ainda mais a sensualidade, ou representam cenas, posturas, etc., gravemente provocativas para a maior parte da gente. São réus de grave escândalo os que as pintam o esculpem, os que as exibem ao público em oficinas, escaparates, jardins, cinemas, etc., ou as vendem indistintamente a qualquer um, ainda que só com pretexto de que são obras de arte (...).

Sem chegar a este extremo de perigo, são também mais ou menos escandalosas as pinturas e estátuas que por sua desnudez parcial ou atitude provocativa são aptas para excitar as paixões humanas.

d) Teatros e espetáculos em geral

Os espetáculos, em geral, não são maus em si mesmos, e inclusive poderiam ser altamente educadores do povo (...)

I.° São gravemente escandalosos os espetáculos em que se representam coisas notavelmente obscenas, ou nos que aparecem pessoas meio desnudas, ou se dizem coisas altamente provocativas, piadas ou rimas indecentes, etc., ou se ridicularizam os bons costumes, ou se preconiza o vício ou a imoralidade. Tais são a maior parte das chamadas revistas, muitos espetáculos de variedades (...), muitas emissões de rádio e televisão e outras coisas semelhantes. 

Cometem gravíssimo pecado de escândalo os compositores de letra e música, as empresas que os representam em seus salões, os atores que atuam neles e os que contribuem com seu dinheiro e aplauso a sustentar estes espetáculos. E pecam gravemente os que assistem a eles sabendo de sua imoralidade ou perigo. Se animam outros a fazer o mesmo, são réus de grave escândalo.

2º. Em outro aspecto, cometem gravíssimo pecado de escândalo o autor, compositor, empresario, atores e colaboradores de uma representação na que se impugna ou ridiculariza a religião, ou a fé, ou os costumes cristãos. Pecam gravemente os que assistem a ela, ainda descontando o perigo próprio e toda aprovação do irreligioso em quanto tal" [6].

Objeção: E a Capela Sistina? Dirão os obstinados progressistas que odeiam a tradição

É notório fato entre os estudiosos da arte que Paulo IV, sob influxos do grande Concílio de Trento, mandou cobrir os nus da Capela Sistina, e para isso convocou um dos discípulos de Michelangelo, Daniel de Volterra. 

Entretanto, o pudor completo não foi aplicado, e talvez sejam estas as razões: 1- Estão inseridas em cenas de movimento, como no caso das guerras do Juízo Final, e da criação e queda no Gênesis, daí a nudez não ter traços de sensualismo. 2 - A nudez é representada de modo toscamente musculosa, sempre deformada, dando a impressão de movimento, e de não estar vendo nudez, que é o que o artista queria incutir visto que retratava corpos gloriosos, imaculados, anjos, etc. 3 - Maior parte delas estão demasiados altas, sombreadas ou pequenas. 4 - Em vista dos motivos anteriores, os Papas não quiseram alterá-las além do cobrimento inicial, para manter o valor artístico (embora seja inferior a muitas imagens mais piedosas de cenas semelhantes), e posteriormente, para manter o patrimônio histórico.



A decadência da indumentária ou aonde aquele que preza a elegância deve mirar, por Plinio Corrêa de Oliveira


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[1] Sess. XXV, De invocatione, vener. et Reliquiis Sanct. et sacris Imaginibus
[2] Sermo diei 27 oct. 1932, A.A.S., XXIV, (1932), p. 356. Link: http://w2.vatican.va/content/pius-xi/it/speeches/documents/hf_p-xi_spe_19321027_abbiamo-poco.html 
[3] Encíclica Vigilanti Cura: sobre o cinema, 29 de junho de 1936 
[4] Encíclica Miranda Prorsus, 8 de Setembro de 1957. Link: http://w2.vatican.va/content/pius-xii/pt/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_08091957_miranda-prorsus.html 
[5] A propósito de Arte Figurativa, Revista Catolicismo n° 23, novembro de 1952. Link: http://catolicismo.com.br/Acervo/Num/0023/P04-05.html 
[6] Teología Moral para Seglares, no.551 

Providência a favor de Dr.Plinio: Arcebispo de São Paulo em plena campanha contra ele, até mesmo desejando-o a morte, falece em acidente

Encontro de Dr.Plinio e seu Jornal Católico
"O Legionário" com D.José Gaspar
Do livro "Minha Vida Pública - Relatos Autobiográficos", Ed.Artpress, 2015, Parte V, Capítulo IX, com as notas deste livro.

Nesta parte do livro, após inúmeros relatos de oposição de D.José Gaspar, Arcebispo em São Paulo na década de 40, ao "Grupo do Plinio", como então era chamada a TFP, vem um relato que mostra o quanto a providência esteve ao lado do fundador da TFP.  

1. Morte completamente inesperada

Eu estava muito preocupado com essa situação toda quando, durante uma aula no Colégio Roosevelt, sou chamado ao telefone. Disseram-me tratar-se de um assunto urgentíssimo.

Era o José N. César Lessa, redator do Legionário, que com uma voz cava me disse [209]:

— Plinio, eu queria lhe avisar que está correndo o boato de que o avião que levava Dom José Gaspar ao Rio de Janeiro caiu e ele morreu. Morreram também o Cásper Libero, Monsenhor Alberto Pequeno, o Padre Nelson Vieira, secretário dele e toda a tripulação *.

* Em meio a densa cerração, o piloto da VASP havia feito uma primeira tentativa de pouso sem resultado, e na segunda bateu com a asa direita em um dos prédios da Escola Naval situado na Ilha de Villegaignon, contígua ao Aeroporto de Santos Dumont. Três passageiros foram resgatados com vida pelos cadetes da Marinha e as restantes 18 pessoas morreram no desastre. O desastre ocorreu às 9:05 horas do dia 27 de agosto de 1943 (cfr. Legionário n° 577, de 29 de agosto de 1943).

Fiquei muito espantado [210]. Esse desastre de avião era uma coisa com a qual ninguém contava [211].

Voltei para dar aula, mas aquela impressão diante do meu espírito se tornou tão clamorosa, que interrompi a aula.

Tomei um automóvel e, ao passar em frente à agência da Vasp, de longe vi uma aglomeração diante da vitrine.

Cheguei perto e encontrei um aviso: “Temos o pesar de informar que faleceram Dom José Gaspar, o senhor Cásper Líbero e outras pessoas.”

Parei um minutinho, olhei e mandei o automóvel tocar para o [212] meu escritório de advogado, no centro da cidade. Fechei as portas e deitei-me um pouco no sofá. Eu estava muito emocionado e, pela única vez em minha vida, tomei um calmante chamado Água das Carmelitas [213].

2. Premonição dessa morte prematura

Uma das razões pelas quais fiquei impressionado [214] foi por ter-me lembrado de uma cena ocorrida algum tempo antes com o Arcebispo.

Numa solenidade na Cúria, [215] estávamos os dois em pé, o Arcebispo e eu, conversando sobre assuntos do Movimento Católico. Ele se referiu a uma coisa qualquer e depois, não sei por que, disse-me o seguinte: “Nos poucos anos de vida que me restam, ainda conto fazer tal coisa”.

Quando falou isto, ele, que estava casualmente olhando para o chão, levantou os olhos e olhou no fundo de meus olhos. Nossos olhares se cruzaram. E percebi perfeitamente que ele tinha razão e iria viver pouco tempo [216].

*   *   *

Apesar de todas as desavenças, prestei a ele todas as honras fúnebres que deveria prestar. E ainda fizemos um número especial do Legionário em sua homenagem [217].

3. A morte o colhe em plena campanha contra nós

Depois da morte de Dom José, soubemos que ele estava de tal maneira empenhado na luta contra nós, e posto numa campanha tão formidável nesse sentido, que ele havia programado uma visita a todos os Bispos da Província Eclesiástica de São Paulo, com o intuito específico de recomendar que não nos convidassem para nada e nos mantivessem no ostracismo mais completo.

Soubemos também que ele estava indo ao Rio de Janeiro para levar à Nunciatura documentos contra nós e tentar nos demolir junto ao Núncio.

Foi encontrado até um caderninho, que um sacerdote amigo nosso chegou a ler, com a agenda dos encontros que ele deveria manter naqueles dias no Rio. Eram quase todos amigos nossos daquela cidade.

*   *   *

Nessa campanha contra nós, ele havia tido um desaponto.

Ele passara uma circular aos seus colegas de Episcopado comunicando que eu tinha deixado a Presidência da Junta Arquidiocesana da Ação Católica.

Os Bispos mandaram uma resposta muito corriqueira e inteiramente burocrática, agradecendo a comunicação, quando ele esperava perguntas: “Por que? Mande informações”. E alguns Bispos, com quem ele foi falar, receberam mal a visita.

O velho Bispo de Ribeirão Preto, Dom Alberto José Gonçalves, chegou a dizer a ele:

— Senhor Arcebispo, V. Excia. é moço e eu sou velho. Cuidado! O caminho da heresia é o que V. Excia. está seguindo.

O Bispo Auxiliar, Dom Manuel da Silveira d‘Elboux, também disse a Dom José coisas muito pesadas.

Numa visita a Dom Cintra [218], na época Reitor do Seminário e mais tarde Bispo de Petrópolis, Dom José perguntou:

— Cintra, você também é dos que acham que eu sou herege?

Dom Cintra respondeu:

— Senhor Arcebispo, eu não acho que V. Excia. seja herege, mas acho que V. Excia. protege os hereges, e que infelizmente a sua atitude não é boa.

Falando depois a meu respeito para Dom Cintra, ele disse: “O Plinio não tem mais razão de ser nesta vida. A única solução para ele é morrer”.

*   *   *

Tudo isto mostrava bem que nós, apesar de precipitados de uma situação brilhante, tínhamos deixado muitas consciências alertadas.


Portanto, dentro de nossas desgraças, havíamos feito, até certo ponto, o papel de Sansão. A coluna estava derrubada [219]. E o nosso cadáver, atravessado na estrada, impedia o inimigo de continuar. Quer dizer, o sacrifício tinha sido útil [220].




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[209] Palestra sobre Memórias (VII) 12/8/54.
[210] SD 16/6/73.
[211] Telefonema Estados Unidos 17/2/95.
[212] Palestra sobre Memórias (VII) 12/8/54.
[213] Palavrinha 23/8/91 — A Água das Carmelitas é também conhecida como Água de Melissa.
[214] Telefonema Estados Unidos 17/2/95.
[215] SD 16/6/73.
[216] Telefonema Estados Unidos 17/2/95.
[217] Palestra sobre Memórias (VII) 12/8/54.
[218] — Dom Manoel Pedro da Cunha Cintra (1907-1999): Reitor do Seminário Central da Imaculada Conceição do Ipiranga e Visitador Apostólico dos Seminários do Brasil, foi eleito em 1948 1° Bispo da Diocese de Petrópolis, até a sua resignação em 1984.
[219] — O episódio aqui referido é da Sagrada Escritura (Juízes, 16:22-30)

Aparição e profecias em Fátima foram previstas cinco séculos antes

A Beata Margarida de Saboia, abadessa, foi testemunha
Margarida de Sabóia
No dia 16 de outubro de 1454, Soror Filipina estava em seu leito de morte no Mosteiro de Santa Maria Madalena das religiosas dominicanas de Alba, no sul de Turim, Itália.

Em torno do leito dessa dominicana com odor de santidade, acompanhando-a com as orações pelos moribundos, estava toda a comunidade religiosa, a abadessa e fundadora do mosteiro, Bem-aventurada Margarida de Sabóia, e o confessor das religiosas, Pe. Bellini. Eles lavraram um documento endereçado "àquelas pessoas que nos anos futuros lerão estas folhas" [1] Em 2000 as próprias dominicanas de Alba publicaram os documentos relativos ao caso [2]

Este profecia nós tivemos conhecimento através da Revista Catolicismo (Maio de 2004), e a tradução é deles, mas as interpretações em grifos são nossas. 

"Aconteceu que durante a agonia ela [Soror Filipina] recebeu do Céu uma magnificís­si­ma visão ou revelação, durante a qual, diante do Padre Bellini, da Abadessa Fun­dadora e de todas as monjas, manifestou em alta voz coisas ocultas. [...] Raptada por uma alegria celeste, voltando o seu olhar para o alto, saudou nomina­­lmente e em alta voz os celícolas [3] que lhe vinham ao encontro, ou seja: a Santíssima Senhora do Rosá­rio, Santa Catarina de Siena, o Beato Umberto, o abade Guilherme de Sabóia; falava de acontecimentos futuros, prósperos e funestos para a Casa Sabauda, até um tempo, não precisado, de terríveis guerras, do exílio de Umberto de Sabóia em Portugal, de um certo monstro do Oriente, tribulação da humanidade, mas que seria morto por Nossa Senhora do Santo Rosário de Fátima, se todos os homens a tivessem invocado com grande penitência. Depois do que, expirou nos braços da prima, a santa nossa Madre Margarida de Sabóia".(4)

Nossa Senhora do Rosário aparece claramente porque é a Nossa Senhora que apareceu em Fátima, também dita de Fátima. Aparecer Santa Catarina de Siena, e não São Domingos, é notável, já que o último era o fundador, e Santa Catarina, leiga. Ora, era porque a revelação tinha a ver com a missão que esta teve, ao admoestar Papas e Reis como simples leiga, viver em período de grande crise no mundo e no clero. Este é o período que vivemos também, no qual Nossa Senhora em Fátima veio anunciar.

O "monstro do Oriente" parece ser claramente o comunismo, podendo ser significado pela Rússia que em Fátima foi dito que espalharia seus erros, visto que a Rússia se estende ao Oriente, ou pode ser a China comunista, filha dos erros da Rússia. Por outro lado, pode se referir ao perigo islâmico, como falaremos a seguir.

As terríveis guerras e tribulações é claramente a Bagarre, e o monstro teria sido morto por Nossa Senhora se os homens fizessem penitência é exatamente o que Ela disse em sua mensagem, caso contrário, a Rússia espalharia seus erros.

Como também notou a Revista Catolicismo, o exílio do rei Umberto II da Itália se verificou depois da II Guerra Mundial, poucos anos após a Irmã Lúcia tornar público o conteúdo da mensagem revelada em Fátima, logo, se corrobora mais ainda com os tempos modernos.

"Satanás fará uma guerra terrível, porém perderá, porque a Virgem Santíssima Mãe de Deus e do Santíssimo Rosário de Fátima, 'mais forte que um exército em ordem de batalha', vencê-lo-á para sempre".

Isso escreveu em 1655 uma religiosa, após confirmar tudo quanto dizia o documento sobre a Soror Filipina. Esta religiosa só anotou suas iniciais.

Nossa Senhora de Fátima vencerá, isto é, é necessário que seu Imaculado Coração triunfe, é necessário que Ela seja a principal profecia contra os ímpios na Bagarre, e que o mundo fique ciente que é por Ela que se profetizou e derrotou a Revolução, e por isso Ela é que fundará um Reino, através de seus filhos. Esse Reino será o mundo novo, o Reino de Maria.

Vale notar, como salienta a Revista, que a região de Fátima e vizinhanças fora conquistada aos mouros pela espada do rei D. Afonso, fundador de Portugal. Também diz a lenda que Fátima é um nome árabe da moura convertida ao catolicismo que se casou com um nobre da região, e que pôs o nome dela nestas terras. Daí Nossa Senhora não precisar falar de islamismo, já que só sua aparição no local é um tanto simbólico, demonstra que acabará esta seita.  

O terceiro documento diz: "Nossa Senhora de Fátima salvará a humanidade [...]. Amém!"

Por isso a necessidade da sétima aparição também, além do que já falamos.

Clique aqui para ler mais sobre profecias

Beato Palau profetiza "a mais encarniçada guerra", e a apostasia na ordem civil e espiritual

São Luís Maria Grignion de Montfort profetiza o Reino de Maria e os apóstolos dos últimos tempos

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[1] Il Cervo della Beata Margherita di Savoia, nº 2, 2000, Ano XLVIII, Alba.
[2] Os documentos históricos do Convento de Alba são três. Eles fornecem o fundamento deste artigo. O documento 1 é uma nota manuscrita, acrescentada a um livro de autoria do Pe. Jacinto Baresio, de 1640. Ocupa quatro páginas não numeradas. É datada de 7 de outubro de 1640. Nela se encontra o essencial da revelação. O documento 2 consiste num acréscimo ao caderno, que leva a inscrição: 1624 - Livro no qual se anotam as Missas, Milagres, ex-votos que acontecem diariamente à Beata Margarita de Sabóia em Alba. É datado de 1655. Começa a partir da página 52, e é escrito com "uma caligrafia alta e clara" por uma religiosa que assina Soror C.R.M. Descreve a mesma revelação. O documento 3 consiste em apontamentos da Irmã Lúcia Mantello em 1855. Esta passou brevemente pelo convento e depois tornou-se religiosa salesiana. Ela não conheceu os dois documentos anteriores. Todos os três foram "reencontrados casualmente em 19 de agosto do ano passado [1999]" e publicados em 2000.

Teria Dr.Plinio dito que o João Clá é o alter-ego dele segundo os progressistas joanistas? Responde o próprio João Clá

Quando o desespero bate em alguns em vista da ausência de provas de que o atual Monsenhor João Clá foi tido por Dr.Plinio como sucessor dele, ressuscitam as mais antigas e esdrúxulas "razões" para corroborar a mentira.

Desta vez trata-se de uma interpretação que se dá a um áudio em que Dr.Plinio diz que João Clá é o "alter-ego presente".

Ora, ESTA INTERPRETAÇÃO FOI NEGADA PELO PRÓPRIO JOÃO CLÁ HÁ MAIS DE VINTE ANOS, em reunião aos Correspondentes-Esclarecedores da TFP, no dia 4/10/96. Portanto, antes da dissidência conduzida por ele, mas já com ela alimentada. 

Temos aqui abaixo um trecho desta reunião transcrito, o que não podia ser melhor resposta, embora façamos uma ressalva final. Já o áudio talvez se encontre em posse dos mesmos que atualmente divulgam estas "razões".

**********************(grifos nossos)**********************

(Da. Suzana: Por isso é que ele disse que o senhor é o "alter ego".) [Aplausos]

João Clá: "Discordo, discordo. Sedeatis, sedeatis [Nota:"sente-se", em latim]. Olhem que a hora vai correndo. Não vamos entrar em discussão. Eu vou apenas responder rapidamente e voltar ao Sr. Dr. Plinio, porque o que interessa é falar do Sr. Dr. Plinio e da Sra. Da. Lucilia. Ele pode perfeitamente ter feito essa afirmação, eu já não me lembro mais. Pode ser que de repente tenha feito isso, pode ter feito essa afirmação porque cada um de nós -- isso é verdade -- é chamado a ser -- proportione servate, ou seja, as proporções guardadas, guardadas as devidas proporções -- um alter ego dele. Tal seria".

Em seguida, João Clá fala acerca dos votos de obediência que alguns membros fizeram a Dr.Plinio:

"inclusive ele mudava o nome da pessoa, e o nome primeiro da pessoa era o nome de Plinio, Plinio Tal de Nossa Senhora Tal.

O nome primeiro era de Plinio, por quê? Porque nós devemos ser todos alter egos dele. Então ele podia ter dito: "Suzana é um alter ego meu".

**************

Ressalva:

Fulminada a mentira, notamos através da nossa ressalva também mais uma prova de que o Mons.Clá não poderia ser sucessor de Dr.Plinio, porque este nunca, mas nunca mesmo, diria que uma mulher é “alter ego meu”, já que a vocação que ele fundou não englobava o sexo feminino. Mas talvez o monsenhor já soubesse, ao usar estas palavras, que tipo de "vocação" estava preparando naquele tempo, hoje materializada.

Dr.Plinio sobre sucessor na TFP: a própria TFP, a qual alguns deixaram de lado...

"Minha sucessão está amplamente preparada. Só não preparei o sucessor.", Entrevista à Folha de SP, 19 de Agosto de 1984.





Outros artigos de interesse:

Dr.Plinio prevê a traição de uns membros da TFP pelo estado de espírito que os animava. Ou: o que Dr.Plinio achava da gritaria "Fenomenaal! Nooossa"

Dr.Plinio prevê a traição de um membro da TFP e seus seguidores com vívidos detalhes, em várias ocasiões

Syllabus Arautos e Mons.Clá: mudança na posição sobre missa nova e Concílio Vaticano II, tramas contra a TFP, roupa de homem em mulher, etc




Teria Dr.Plinio errado em não expulsar um futuro traidor e seus seguidores das fileiras da TFP?

Outros artigos de interesse:

Dr.Plinio prevê a traição de uns membros da TFP pelo estado de espírito que os animava. Ou: o que Dr.Plinio achava da gritaria "Fenomenaal! Nooossa"

Dr.Plinio prevê a traição de um membro da TFP e seus seguidores com vívidos detalhes, em várias ocasiões

Além dos artigos anteriores mostrando as profecias de Dr.Plinio sobre um traidor e o estado de espírito que alimentava dentre os jovens, pode-se agregar outras razões contra as alegações de que Plinio Corrêa de Oliveira, se fosse realmente santo ou profeta, invés de ter sido conivente, teria expulsado em vida um determinado traidor (o qual ele sabia que caminhava para isso) que prejudicou enormemente a sua TFP após seu falecimento, causando uma divisão e debandada ao progressismo.

Nada mais longe do conhecimento da Sagrada Escritura, dos santos e da História da Igreja, como mostramos aqui.

Bíblia

Por que Nosso Senhor não tirou o futuro traidor do Colégio Apostólico? Talvez não fosse por que ainda esperava convertê-lo?

Por que Nosso Senhor deu a Sagrada comunhão ao futuro traidor (Jo 13:26)? Talvez não fosse para que ele não virasse um traidor através da graça da comunhão? 

Por que quando o traidor vinha para entregá-lo, Nosso Senhor o chamou de "amigo" (Mt 26:50)? Talvez não fosse para tentar convertê-lo até o último momento?

História da Igreja

São Francisco de Assis voltou de sua viagem de Roma e viu sua Ordem totalmente transviada. Por que um homem que tinha visões, revelações e via através da alma dos outros não impediu que isto acontecesse, mesmo em vida? Visto que a divisão ocorreu com Dr.Plinio morto, o "erro" deste foi menor do que de São Francisco, se fosse realmente um erro.

Do mesmo modo podemos dizer das inúmeras Ordens Religiosas com inúmeros santos e visionários os quais não viram, não profetizaram, não precaveram, nem problemas do passado não muito longe deles, nem os problemas de hoje, quando as Ordens Religiosas quase em sua totalidade vivem imersas no progressismo.

Lógica da atitude

Uma divisão em vida de Dr.Plinio daria certamente os mesmos resultados que deu quando ele faleceu, só que a diferença seria que invés de se preocupar com a luta da Contra-Revolução, Dr.Plinio teria que se preocupar com milhões de processos, e talvez com a probabilidade de ser preso, já que alguns processos contra ele visavam isto. Ademais, a apostasia da vocação seria mais profunda, pois seria uma traição direta ao fundador, de modo que o abismo aonde cairiam seria maior, mais difícil de sair, podendo levar muitos a drogas, suicídio, apostasia da religião. 

Em que o mundo e as almas lucrariam mais? É evidente a resposta.


Lançamento da segunda edição do volume 1 da série "O Príncipe dos Cruzados", do escritor Eloi Taveiro

Capa do Vol.1, Pt.1
O site "O Príncipe dos Cruzados" lança hoje, dia 13 de Julho de 2018, a segunda edição dos livros: "O Príncipe dos Cruzados (Volume 1, Parte 1): Da Teologia da História às profecias", com 609 páginas, e "O Príncipe dos Cruzados (Volume 1, Parte 2): Plinio Corrêa de Oliveira, o S. Elias de seu tempo e profeta por sabedoria", com 218 páginas.

Ambos escritos por seu articulista principal e motor principal, Eloi Taveiro.

No dia 13 de Maio de 2015 havíamos lançado a primeira edição da primeira parte, e poucos dias depois, a segunda. Respectivamente com 477 e 193 páginas. Com o novo formato e os incrementos da segunda edição, bem melhor, estes números aumentaram.  

Colocamos a seguir transcrita a introdução desta segunda edição com todos os incrementos, lembrando que temos a intenção de pôr a opção de comprar via internet o livro físico, assim que acharmos algum negócio decente.

Links para baixar gratuitamente estes livros em pdf:

"O Príncipe dos Cruzados (Volume 1, Parte 1, 2 Ed): Da Teologia da História às profecias", Eloi Taveiro, 2 Edição, 609 pgs.

"O Príncipe dos Cruzados (Volume 1, Parte 2, 2 Ed): Plinio Corrêa de Oliveira, o S. Elias de seu tempo e profeta por sabedoria, 2 edição, 218 pgs.

Como ler este livro – Introdução da edição

Este livro faz parte da série “O Príncipe dos Cruzados”. Dela foi lançado em primeiro lugar o volume 1, que é dividido em duas partes, “Da Teologia da História às profecias” e “Plinio Corrêa de Oliveira e suas profecias”. O segundo volume trata de teologia em geral aplicada à refutação de erros modernos e apologia da Tradição Católica.

A segunda parte pode ser lida sem a primeira, e a primeira também, com boa vontade. No entanto, elas fazem parte de um conjunto, e só serão divulgadas separadas porque muitos têm interesse em uma só das partes. 

O índice explica por si a divisão e o intento do livro. Assim, nos limitamos a reforçar aqui o que é afirmado em todo o livro: nossa intenção é dar glória a Deus através do estudo e divulgação da plenitude das profecias, com a qual Plinio Corrêa de Oliveira está tão intimamente relacionado. 

A data em que escolhemos publicar este livro pela primeira vez também é relevante: 13 de Maio de 2015, dia de Nossa Senhora de Fátima. Noventa e oito anos depois da primeira aparição. A data é profética não só por isso: dentro de sete anos começarão, segundo as nossas teses, eventos nunca antes vistos pela humanidade, mas antes vislumbrado pelos profetas. O primeiro dos sete anos que nos separa do momento aguardado, a primeira da sete aparições que nos separa da aparição aguardada, começaram no dia 13 de Maio. Nossa Senhora em Fátima disse: “Virei aqui uma sétima vez”. Ainda esperamos esta sétima vez, visto que foram somente seis aparições.

Muitas profecias não foram compiladas aqui, pelos motivos que explicamos. As citadas já são suficientes, e Deus não quer por enquanto dar a conhecer estas revelações. No entanto acreditamos que poderemos, até a época mais esperada por nós que o livro deixa claro qual é, conseguir alguma destas profecias hoje perdidas, porque de fato elas existem.

Também afirmamos aqui previamente que quando usamos o nome “TFP” para designar uma entidade que teve como principal fundador Plinio Corrêa de Oliveira, não queremos nos referir a ela no sentido jurídico, na sua existência perante a lei, mas sua existência espiritual. Assim, teremos mais liberdade para nossas teses não emitindo juízo algum sobre a entidade atualmente e seu caráter social. Portanto este livro e toda a série não representa nenhuma entidade ou grupo do mundo, e nem o pensamento da TFP brasileira e de outros países. Ele representa somente a opinião do autor ou de quem aderir ao pensamento exposto.

Nesta nova edição do livro, foram feitas diversas correções de português e reformulação ou eliminação de frases que não foram desenvolvidas pela falta de revisão em alguns artigos escritos debaixo de "brainstorming", o que fazia algumas destas frases ininteligíveis. Além disso, colocamos as coisas que faltavam como numeração, capa na parte, bordas acertadas, etc. Isso fez o número de páginas da parte 1 saltar mais do que saltaria só com os incrementos. A seguir falaremos das novidades e incrementos em ambas partes.

Na parte 1 foram postos artigos sobre: Aparição falsa de Akita, Teoria dos Animais príncipes, Teoria simbolismo-prefigurador, fatimólogos e sétima aparição, Sor Patrocínio, um novo do Beato Palau, sobre Fátima cinco séculos antes, e uma Conclusão. Foram atualizados os artigos sobre: S.Francisco de Paula, os de Pe.Vieira, sobre outras profecias e Medjugorje, Beato Palau, Hipótese sobre o aparecimento da Arca da Aliança.

Na parte 2 foram postos artigos sobre: Providência a favor de Dr.Plinio no caso do Bispo acidentado, objeções sobre Dr.Plinio e o Concílio, sobre alter-ego e sucessor de Dr.Plinio, sobre ele ter apoiado um traidor, profecias sobre a traição. Foram atualizados os artigos sobre: profecias sobre a traição pelo estado de espírito, oferecimento de si como sacrifício, previsão do boato, previsão de uma graça nos anos 10.

Somente com a aparição de coisas muito relevantes colocaremos novos detalhes e artigos em futuras edições, que certamente existirão pelo menos para correção de erros de português, estilo, etc. Nos comprometeremos, assim como fizemos nesta, a ressaltar aqui na introdução, os acréscimos ou correções relevantes desde a primeira edição.


Eloi Taveiro,
13 de Julho de 2018,

Festa da Terceira Aparição de Nossa Senhora de Fátima.

Dr.Plinio prevê a traição de um membro da TFP e seus seguidores com vívidos detalhes, em várias ocasiões


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Como profeta que era, Plinio Corrêa de Oliveira não poderia ter deixado de profetizar a grande traição ocorrida no Grupo que ele fundou, a TFP, após sua morte, mas já em germe durante a sua vida, assim como também deixou indicado o homem que estaria por detrás disso, que para este artigo chamaremos pelo nome de J, em homenagem a Judas traidor.

Urge notar como as palavras de Dr.Plinio não se aplicam só a este fato, mas à essência de toda e qualquer traição, atual ou futura, que pode ocorrer dentro da TFP.

Grifos nossos.

1 - Reunião "Santo do Dia" 3/6/94

Resumo: Vivemos a Era da Traição pelo Cavalo de Tróia, presente em todos os Grupos, até na TFP, e que consiste na atitude otimista de não considerar um cavalo de Tróia o que nos é oferecido pelos nossos piores inimigos, e abandonar a luta da Contra-Revolução. Essa posição está muito presente na TFP. 

Onde se cumpre a Profecia: traidores aceitam acordos e colaborações com o progressismo, abandonam a luta, viram auxiliares destes progressistas.   

"Nós poderíamos comparar a situação da humanidade do mundo de hoje, mas não só do gênero humano, mas também de cada nação, de cada grupo social, no fundo, de cada indivíduo, com uma cidade antiga, digamos por exemplo Tróia nas vésperas da traição (...).

Então, nós poderíamos começar por dizer que há dentro de cada uma dessas entidades --Humanidade, gênero humano, nação, grupos sociais, indivíduos-- um cavalo de Tróia. Ou seja, há um inimigo que foi introduzido em nossa alma, ou no grupo que pertencemos, etc., etc., enquanto dormíamos, como o cavalo de Tróia foi introduzido em Tróia enquanto os troianos dormiam. (...).

Também em cada um de nós existe um cavalo de Tróia. O que é que é aí o cavalo de Tróia?

É o seguinte: nós temos tudo, o mundo contemporâneo tem tudo, mas no meio de tudo aquilo que ele tem, ele tem a negação de tudo quanto é positivo, de tudo quanto é vida, ele tem a Revolução.

E o mal que há nesta atitude, é que o homem, no caso concreto o troiano, não quer despender o esforço de fazer um pequeno raciocínio:

"O que haverá dentro desse cavalo?  Esse cavalo enorme que nos foi dado de presente, esse cavalo deve ter alguma coisa para a nossa ruína. Nós devemos desconfiar desse cavalo simplesmente porque ele existe, simplesmente porque ele nos foi dado por nossos adversários mortais, que cercam há tanto tempo as nossas muralhas, que têm provocado a morte dos nossos melhores heróis, e que visivelmente tentam incendiar a nossa cidade na próxima ocasião em que o vaivém da luta em torno dela proporcione isto, eles nos darem um cavalo, uma obra escultural desse tamanho, e que provavelmente dada a arte dos gregos, era um bonito cavalo, esse cavalo eles tentam nos dar até com rodas debaixo dos pés, pelo desejo evidente que levemos o cavalo para dentro" (...).

Há muito tempo que não leio a história de Tróia, (...) mas é plausível que tenha havido em Tróia duas correntes: uma que era a favor do cavalo e outra contrário ao cavalo. Uma era a corrente dos otimistas e queriam ver tudo pelo melhor, pelo mais simples, pelo mais cômodo. Esses deviam achar que os gregos estavam querendo se entregar aos troianos. Ou que estavam ao menos querendo propor uma paz e que começavam as negociações de paz por meio de um presente.

(...) Mas o partido do otimismo venceu. E eles cogitaram de levar os gregos para dentro. O resto os senhores conhecem: incêndio de Tróia (...). 

Ora, o que é que há conosco?

(...) os quinta-colunas recomendam a (...) atitude fácil, a atitude mole, a coisa que não exige esforço, que não exige previsão (...). Essa aí é a posição psicológica, é a posição de entrega que nós vemos tão frequente em torno de nós.

(...) quem debaixo de alguns pontos de vista é um guerreiro perfeito, mas debaixo de outro ponto de vista é um mole que entrega a guerra diante de qualquer ilusão, neste eu não confio. Para ter a minha confiança, é preciso que um homem não se entregue nunca, que não tenha preguiça jamais, que não lamente de estar guerreando jamais; que pelo contrário, no campo de batalha e na hora do risco, diga: "oh beleza, eu vou viver e vencer, ou eu vou lutar e morrer, em qualquer dos casos eu terei vivido como Deus quer". [aplausos].


(...) Isto é o que existe dentro de nós na medida em que nós não queiramos ser de acordo com a solicitação de nossa vocação, filhos de Maria, feitos para o combate, vivendo para o combate e no combate, e vendo que fora do combate a vida não tem razão de ser [aplausos]".

2 - Reunião MNF 2/12/94

Resumo: Se fala da hipótese de um castigo na TFP, devido ao crescimento de infidelidades, azedamento. Sobraria um grupo pequeno, isto é, a maioria apostataria. Aconteceria antes do castigo mundial (Bagarre) esta seleção interna para aqueles que devem lutar na Bagarre. Nisto pode dar-se substituições, quer dizer, metaforicamente falando, aqueles que estavam na frente de batalha vão para as estrebarias cuidar dos cavalos.

Onde se cumpre a Profecia: a maior parte dos que estavam na TFP saiu, e a Bagarre ainda não chegou. Já a hipótese das substituições só ocorreria se estes voltassem arrependidos ou houvesse futura infidelidade.

"Essa distinção entre nós e o mundo é o que há de mais essencial, importante, não há dúvida nenhuma. Mas que na medida em que nós estamos com os nossos defeitos pouco distanciados do mundo, nós somos de algum modo partícipes do mundo e, portanto, também objeto de algum modo dos castigos do mundo. E acho que a correr a coisas como estão, a TFP talvez sofra algumas lascas ou algumas centelhas do castigo do mundo. E não me espantaria demasiadamente isto. (...)

No meu modo de entender, eu naturalmente vou-me abrir aqui e falar mais do que costumo falar, as infidelidades foram crescendo com o tempo. Em vez de, pelo contrário, diminuírem com o tempo e crescer a inocência, foram crescendo as infidelidades e foi diminuindo a inocência.

A profecia do Pe. Palau chegou-nos no momento em que as coisas caminhavam para azedar de um modo muito grave. Constituía para mim uma preocupação “nocte et diae” e era atenuada pelo fato da confiança, graça de Genazzano, etc., sem o que eu não aguentaria. Veio esta terceira chamada, que é a chamada do Bem-aventurado Palau. Quantas chamadas Nossa Senhora está disposta a suportar?

(J: É, esse é o problema. Até onde vai, não é?)

Eu não sei. Eu não sei, não sei, não sei. (...)

É natural o que eu digo agora, que chegue um momento de seleção. Eu acho que é natural, é preciso escolher, não tem remédio (...). Eu estou dizendo que é razoável que haja uma seleção. Não estou propriamente afirmando que haverá, mas digo que é razoável. E é mesmo a meu ver mais do que razoável.

Este seria o “pusillus grex”, o grupo pequeno do qual Nossa Senhora diria: "Estes sim. Com estes construirei o meu reino".

(Dr. Adolpho: A Bagarre é seletiva também).

A Bagarre é seletiva.

(Sr. G. L: Mas isso é pré-bagarre. Ou não?)

Isso é uma pré-bagarre seletiva para a bagarre.

(Sr. G. L: Sim, mas seletiva dentro do Grupo só ou também fora?)

Não, dentro do Grupo. (...) não faria bem para o Grupo que isso transpirasse. Faria mal para o Grupo que isto transpirasse, colocaria as pessoas numa espécie de sobreaviso “gauche”. Na hora que Nossa Senhora quiser, Ela fará isto chegar ao conhecimento deles. Não é o momento de nós mexermos nisso a não ser internamente entre nós para determinados efeitos.

Eu creio que aí poderá dar-se também uma coisa que eu não sei bem como Nossa Senhora faria, mas poderiam dar-se substituições. Quer dizer, alguns não é propriamente que jogue no Inferno, mas Ela põe de lado, ensabugam (...)" [Nota: aqui houve um corte de áudio, e o sr.AM, em uma reunião para membros da época, no dia 4/12/94, relatou o que Dr.Plinio disse desta maneira: "Na grande batalha, todos os que iriam ser cavaleiros, de repente alguns passam a ser escudeiros. Eles que eram chamados a ser cavaleiros, passarão a trabalhar nas estrebarias lavando os cavalos (...), coisas desse gênero e os outros entrando na batalha, na guerra e ouvindo os canglores da guerra. Todo mundo era chamado a ser guerreiro, mas alguns vão ficando nas estrebarias. E, depois, nas estrebarias, entre lágrimas, vão começar a limpar os cascos de cavalos escovando com uma escova forte, enquanto, de longe, se escuta os canglores das batalhas".]

3 - a) Interpretação de um sonho de 24 de maio de 1995, que ocorreu no dia da morte de um membro da TFP, lido e comentado pelo insuspeito J na reunião Jour-le-Jour 17/9/95. b) Conversa de J com eremitas de S. Bento e Praesto Sum, “Confidencial”, 3/9/95.

Resumo: A interpretação é de que haverá uma renovação total dentro do Grupo, mudança de quadros. Gente que se vai, outras que se afundam, outras que sobem.

Onde se cumpre a Profecia: Exatamente o mesmo se passou, mas junto das "outras pessoas que sobem" pode ter mais a ver com a hipótese anterior.

a) 
(J: Nesse dia houve um jantar. Jantar que eu não posso transmitir aos srs. na sua totalidade, por ser ele confidencial em vários de seus pontos. Mas eu dou o que o Senhor Doutor Plinio comenta a respeito do sonho que ele teve a respeito da morte do Sr. Horacio).

SDP: Eu estava deitado em minha cama fazendo sesta...

(J: O sonho mostrava ele em Amparo com aquelas toras que tem o teto do quarto dele.)

... e assim entre acordando e dormindo eu ouvi rangerem todas essas traves que suportam o teto do meu quarto, mas como se rangessem porque umas forças dentro delas se voltavam contra a ordem ... enfim, vamos dizer que elas eram voltadas assim e passavam a ser assim, uma coisa dessas. Um ranger horrível.

Daí a pouco batem na porta: "Morreu o Sr. Horacio Black e queríamos saber o que fazer". Pouco depois!

(J: Aí vêm uns comentários parâmicos...)

E exatamente eu me perguntei se essa torção no teto com a morte do Horacio Black não tinha algum significado nessa direção:

(J: Palavras ipsis vocabulis do Senhor Doutor Plinio:) 

Prepare-se porque tudo isso vai ser renovado".

b) "O Senhor Doutor Plinio estava fazendo sesta. Sonhava ele que estava no quarto de Amparo. O quarto de Amparo tem umas vigas no teto. E que havia um ruído esquisito, que dava a impressão de que as vigas estavam sendo retorcidas. Ele diz: "O que é isto?" Quando D. Bertrand bate à porta do quarto dele na Alagoas, entra e diz: "Dr. Plinio, o Horácio acaba de morrer." O Sr. Dr. Plinio diz: "Mas o Horácio?" Aí ele deu a interpretação depois. Qual é a interpretação?

(A. M: Ele dizia: Será que isto não significa que haverá uma grande renovação?)

Dentro do Grupo. Mudança de quadros. Gente que se vai, outras que se afundam, outras que sobem..."

4 - Despacho 13/10/94.

Resumo: A ação do maligno tinha entrado na sua fase mais ativa e decisiva na TFP, e era possível uma possessão coletiva em quase todos os membros. 

Onde se cumpre a Profecia: a traição na TFP se deu com uma espécie de possessão coletiva, uma ofensiva coletiva contra a ordem vigente, e de quase todos.

SDP: [Falando de assuntos relacionados à influência do maligno] Se isto é verdade, então é certo que o demônio não tem meio mais eficaz para infestar e para perder do que a TFP.

(J: E que, portanto, a ação do demônio sobre a TFP não é pequena).

Não é pequena. E nós devemos estar muito desconfiados de que de algum tempo para cá essa ação entrou numa fase mais ativa, mais decisiva e que exige de nossa parte que nós concordemos em discernir isto, primeiro ponto; e, em segundo lugar, odiemos isto, portanto, quase que por uma espécie de direito natural de legítima defesa, cada atacado tem o direito de se defender.

Se tivéssemos à nossa disposição exorcistas, deveríamos recorrer a eles. Não tendo, pode se perguntar se o nosso anjo da guarda não tem poder exorcista aos quais nós devemos recorrer. (...)

(Sr. GL: O senhor diz pedir esse auxilio para cada um ser defendido dos próprios ataques que sofre dos demônios, mas também contra outros, não é?)

Também, também.

(Sr. GL: Se uma, por exemplo, faz mal a um membro do Grupo, pedir que o anjo da guarda dê um jeito).

Sobretudo em fazendo mal a um membro do Grupo, porque uma coisa é a defesa que a pessoa toma de si, outra é a defesa que toma da TFP e da Causa Católica. Em se tratando de uma defesa de uma tentativa de possessão coletiva que abranja quase completamente os membros todos do Grupo, então não se poderia pedir a vinda dos exércitos celestiais? (...).

Há ocasiões em que o demônio consegue da parte de um ou dois sabugos um encolhimento do diâmetro do enclave bom [Nota: cumprimento da vocação]. Isto produz um avivamento dos demônios em todos os outros sabugos, e pode vir a encontrar-se na presença de uma ofensiva coletiva de sabugos, que tenha o valor e o alcance de uma insurreição de sabugos.

5 - Reunião MNF de 18/2/94

Resumo: Haveria uma grande crise na TFP por causa de um homem (e não vários), o qual tentaria dominar a situação e ter tal posição hierárquica. Sedes se esvaziariam, pessoas se dispersariam, objetos seriam vendidos a vil preço, pessoas naquela noite mesmo iriam a casas de prostíbulo. Tudo por causa de "um homem". E a TFP seria vista pela opinião pública como um exército sem garbo, dentro do qual também penetrou o caos, e que não atrai ninguém. Dr.Plinio admite que a conversa tomou tons proféticos, e ainda cogita se Judas não ouviu coisas assim e traiu do mesmo modo, que é o que aconteceu, pois o J da TFP estava presente.

Onde se cumpre a Profecia: Tudo isto se deu, embora não se saiba quem foi à casa de perdição.

"Judas Iscariotes é o arqui, arqui, arqui-arquétipo, não é? Ele escolher... "Àquele a quem eu der um ósculo, Este é". Ele vai e oscula a Nosso Senhor. E Nosso Senhor pergunta: "Judas, com um ósculo trais o Filho do homem?". É uma coisa ...

(Sr. G: É de morrer na hora).

Ou de sair andando louco pelas ruas, e se não encontrar Nossa Senhora no caminho, passar uma corda no pescoço. Nada justifica a corda no pescoço, mas eu quero dizer que em certo momento, se o sujeito não é fiel a uma última graça, é o que ele faz. 

Se algum dia Nossa Senhora, para nos provar, permitir uma grande crise na TFP, e a vaidade de um homem tiver uma responsabilidade ponderável nessa crise --já não digo a responsabilidade como a de Judas, porque Judas fez tudo, mas uma responsabilidade ponderável-- os senhores já imaginaram a velhice desse homem?

(Sr. G: É melhor pedir que Nossa Senhora leve logo).

Não, é uma coisa de ficar louco. Então pensar as sedes que se esvaziam, as pessoas que se dispersam, os objetos que se vendem a vil preço, as pessoas que naquela noite mesmo estão em casas de prostíbulo. E o homem que fez tudo isso, para tentar, sem certeza, de dominar a situação, este homem sozinho em casa com os pés estendidos sobre um tamborete, comodamente sentado, mas um cômodo que não adianta nada, porque se ele estivesse incômodo, ele ao menos podia pensar uma coisa: "como está incômodo isto". Mas ele está perfeitamente cômodo e não tem nada que pensar a não ser no crime que ele praticou.

Lembro-me de um dos salmos que diz: “Quoniam iniquitatem meam ego cognosco: et peccatum meum contra me est semper”. É uma coisa terrível: "A minha iniqüidade eu conheço, e meu pecado está sempre de pé diante de mim". O sujeito que faz uma porcaria dessas...

(AM: E por vaidade).

Por vaidade. E depois sabe que a Contra-Revolução não se apresentou contrária à Revolução como um exército garboso em ordem de batalha, e atraindo a si muita gente, etc., porque ele quis ser chefe do Grupo de tal cidadinha. E assim ficou. Há misérias dessas, hein!

(J: É uma coisa misteriosa, porque às vezes a Providência faz depender toda uma obra de um minúsculo ato de humildade de um só, ou de um ato de vaidade). 

É! Você tem toda razão. (....)

(J: Pode ter sido um pecado leve de vaidade que mudou o rumo da história).

É isso.

(AM: Por que Nossa Senhora coloca dentro do Grupo a possibilidade de destrui-lo com coisas pequenas que os inimigos de fora não fazem? É misterioso que o Grupo possa ser destruído só por dentro e não por fora).

Eu pergunto a você o seguinte: a Paixão não seria muito menos pungente se...

(AM.: Está tudo dito).

Está tudo dito, não é? A questão terrível é a seguinte: é que um de nós fica com essa hipoteca pesando sobre si. Quem sabe se Judas assistiu essas coisas, conversas dessas, também achou que era horrível, e depois pun! Foi ele quem fez.

(Sr. G: Nossa Senhora aconselhou muito a ele...)

(J: O trato de Nosso Senhor com os apóstolos no Evangelho é de uma grandeza e de uma bondade até o fim, até o último momento. Até quando Ele prevê que São Pedro vai negá-lo três vezes).

Nosso Senhor ter a paciência de, para São Pedro, profetizar a questão do canto do galo para lembrar a São Pedro --equivale a dizer isto (...).

Não sei se DB percebe, mas penso que percebe, que essa conversa tomou uma “tournure” que está com ar de conversa profética".

6 - Chá para os membros do ENSDP, realizado no Praesto Sum em 6/4/94

Resumo: Dr.Plinio começa a dizer para todos imaginarem um anjo que vem e acusa um dos presentes de ser um futuro traidor, chamando-o para a conversão, caso contrário, se suicidaria.

Onde se cumpre a Profecia: J estava presente na reunião conforme depoimento dos eremitas do ENSDP.

"Imaginem que aparecesse agora, aqui, um anjo, olhasse para nós e desse uma proibição formal de qualquer um sair da sala. 

"Enquanto --diria o anjo-- eu permanecer na sala, ninguém pode sair. (...) Qual é a coisa mais terrível, a hipótese mais tremenda que eu posso lhes anunciar, que vai acontecer a um dos senhores? Porque eu vim anunciar aqui que a um dos senhores vai acontecer de fazer a coisa mais vil que um homem possa fazer. Ele será um traidor, e é um dos senhores!

(...) Ó infame que está aqui, meça você, meça o tamanho da infâmia que você vai fazer.

E eu, que estou falando sem mencionar nomes, sei que a pessoa de que eu estou falando sabe que eu estou falando dela. Ela sabe que eu sei que ela traiu e por quanto ela traiu, e que ela está fazendo parte do movimento dos senhores.

Todos estão se voltando para um e para outro, e dizem: Serei eu? Serás tu? Esse miserável está também dizendo: Serás tu ou serei eu?

“Homem torpe, ser imundo que, não contente em praticar esses pecados todos, terminará a sua vida com um pecado supremo: ele se suicidará. Também ele poluirá a face da Terra, porque o seu cadáver vai ficar suspenso a uma corda, na qual ele se amarrou a si próprio, e em determinado momento a corda se desfaz e ele cai no chão. E nesse momento a sua víscera podre... ele é todo podridão, nele não há o que não seja podre, no sentido físico e no sentido moral. Ele cai, as suas vísceras se rompem na terra e a imundície dessas vísceras se espalha sobre o chão com o seu odor asqueroso. É o ponto final de uma vida de pecado. A alma dele está ingressando nesta hora para o Inferno, com toda a forma de infelicidade possíveis, com toda a forma de asquerosidade possível e para todo o sempre.

"Agora pergunto: miserável! se tu tens coragem de viver à vista de Deus-Homem que está aqui, levante-se, estenda-se no chão, peça perdão. Ou você, que merece todo o desprezo do mundo, é entretanto vaidoso, é entretanto faceiro, e não quer fazer isto para não dar uma má impressão a seu respeito? 

"O que pode te resgatar é um pedido de perdão. Peça! Ponha-se de pé, miserável! Atire-se ao chão, vá escorregando como uma lesma até aos pés divinos, que se você tiver a coragem de oscular, num ósculo tua alma será salva. 

"Olhem como ele é. Ninguém se aproximou, ninguém se levantou, ninguém se arrastou até aos pés divinos para pedir perdão. Entretanto, esse miserável está aqui. 

"Mais uma vez, miserável! Tenha pelo menos a coragem de, com o teu olhar, procurar o olhar dEle; pelo menos a coragem de, com o teu olhar, mendigar um minuto de atenção daqueles ojos claros serenos que te olharão até ao fundo, te desvendarão a teus próprios olhos a tua própria infâmia e com isso te purificarão. Vá, faça! Preste para alguma coisa.

"Se eu quisesse te reduzir a zero, diria agora para o culpado: Querem saber quem é? É fácil. Olhem todos para os olhos de Nosso Senhor. Aquele que não tiver coragem de olhar, este é ele’."Mas há duas coisas que não quero. Não quero de tal maneira levar longe a justiça, que não caiba um grão de espaço de misericórdia no que eu vou fazer. E, portanto, em vez de te desafiar desta maneira, eu vou deixar um pouquinho de ar respirando nos teus pulmões. Respirando uma respiração de infame, uma respiração de traição, de torpeza, mas, enfim, um pouco respirarás. Até ao momento em que você mesmo terá tal nojo de si, que se suicidará."