Dr. Plinio prevê a perda de poder da TFP: por falta de radicalidade. Também fala do pecado imenso na TFP

Livro de um chileno
publicado em 2001
Veja também:
Dr. Plinio prevê a traição de uns membros da TFP pelo estado de espírito que os animava

Do livro "O Príncipe dos Cruzados (Vol. I, parte 2, 3a edição)".

Outrora, quando a mídia falava de movimento de direita, logo todos pensavam na sigla TFP (Tradição, Família e Propriedade), associação que Plinio Corrêa de Oliveira liderava no Brasil, e que era de inspiração católica contra-revolucionária. Essa associação inspirou outras associações co-irmãs e autônomas em mais de 20 países até a morte de Dr. Plinio. Entretanto, após a morte deste, a associação se dividiu, fragmentou e perdeu o poder.

Mas Dr. Plinio não deixou em nenhum momento, durante a sua vida, de indicar as causas de uma possível perda do poder perante a opinião pública.

 
As outras pessoas que participaram desta reunião têm seus respectivos nomes em forma de sigla, como temos publicado. Grifos nossos, assim como os subtítulos que começam em asteriscos.  



-> A TFP PERDERÁ PODER POR FALTA DE RADICALIDADE


"[a perda do] poder da TFP dar-se-á por culpa nossa, ou por muita força que o adversário adquira sem culpa nossa.

Eu acho difícil que se dê sem culpa nossa porque se nós formos muito fiéis, muito fiéis, muito fiéis, eu não posso imaginar que escape das nossas mãos o poder.

Bem, pode ser que também a infâmia dos adversários (aliás, acontece sempre) os ajudará a conquistar o poder. Mas a culpa principal será nossa.

No que que haverá essa culpa? Fundamentalmente, tem que ser o seguinte: o desejo de não estar em um estado de ruptura com o mundo, mas pelo contrário estar em um estado de harmonia e de paz, ter o bem-estar de estar de acordo com todo mundo.

Esse bem-estar os homens o conquistam quando eles estão de acordo com os defeitos do mundo, e portanto, será um estar de acordo que começará por não estar tão em desacordo (...).

Depois dizer que, afinal de contas, não se pode atacar assim, sem mais nem menos. Depois acabar tomando o lado do mundo. Há certa altura dessa queda, perdemos o poder.

É possível que apareça um sucessor meu que diga que a situação já não é a mesma, que não se pode combater o mundo como outrora, que nós seremos fechados, como foram os jesuítas no século XVIII, os templários no século XV, e que por isso nós temos que fingir estar de acordo com o mundo, umas infâmias dessas.

Mas a partir do momento em que a gente abandone a perfeita radicalidade, nós teremos começado a cair. Minha questão é a radicalidade perfeita, que não dê margem para nada. Esse é o negócio.

[Alguém pergunta algo]

Tem que haver muito cuidado e sempre mais medo de ter falta de radicalidade, do que exagerar a radicalidade. A tendência é faltar com a radicalidade. É muito mais cômodo!

Isso que a gente não deve aceitar, não deve se pautar.

[Alguém pergunta algo]

Eu tomei o hábito... logo que começou a minha vida de Contra-Revolucionário, eu sentia tendência a não ser radical. "Não, eu vou ser católico, etc, etc, mas não vou levar a coisa além de certo limite, porque a vida se torna insuportável para mim se eu for além de certo limite".

Mas eu me dei conta imediatamente que se eu não fosse até o último ponto, eu estava liquidado. Então, o único jeito possível era eu ir até o último ponto da radicalidade, dentro do limite que permite a Igreja. Não ser mais radical que a Igreja manda. Mas tudo que ela manda, chegar escrupulosamente até o último ponto da radicalidade.

Outra coisa é o seguinte: chegar logo, não deixar para amanhã, porque se eu deixar para amanhã, eu posso perder a força, perder a coragem. Então, fazer hoje, e fazer logo, e fazer por inteiro. Quebrar as pontes do retorno. Ou se preferir, queimar os navios que voltam para a terra da não-radicalidade.

Então, cenas que eu contei para vocês de rezar a Via-Sacra durante a missa elegante de São Paulo daquele tempo, e cem coisas que eu fazia que deixavam as pessoas aturdidas de radicalidade minha. E que, por assim dizer, me impediam de mudar depois de mudar de atitude. Eu tinha queimado os navios. 

É o que aconselho a todos os meus filhos.

Quando eu, por exemplo, quero que vocês aparecem aqui de hábito, quando vem outro parente de vocês, acho que primo de vocês, foi por causa da radicalidade" [1].





-> HAVERÁ UM "PECADO IMENSO" DENTRO DA TFP ORIUNDO DO OTIMISMO

Alguns anos depois dessa reunião, Dr. Plinio falava da possibilidade do "pecado imenso" na TFP. Antes, um resumo bem enxuto do que era a "teoria do pecado imenso", nas palavras do próprio Plinio Corrêa de Oliveira:

"Como conseqüência dos princípios enunciados [N.E: o problema da Revolução e da decadência da Idade Média, conforme explicados nessas conferências] chegamos à teoria do pecado imenso. Houve, evidentemente, na raiz de todo esse processo, desta apostasia, um imenso pecado. As famílias de almas deveriam, no diálogo interno das várias fibras de um povo que entram em luta, manter a fidelidade à virtude e o amor à Cruz. Alguém não a manteve. Houve um ente sublime, extraordinário, predestinado, que pecou. E com este pecado todo o plano da Providência caiu por terra. Ela quer, muito misteriosamente, condicionar à generosidade de certos indivíduos o livre curso de certos fatos. É um plano de Deus.

Na Idade Média, que viveu de grandes ordens religiosas formando enormes famílias de almas (beneditinos, reforma de Cluny, franciscanos, dominicanos) - e eu não vejo uma ordem religiosa senão como uma família de almas - houve uma ou algumas famílias de almas que apostataram em determinado momento. Como conseqüência, todos os vírus maus começaram a agir no momento perigoso. E a hecatombe da civilização feudal se lhe seguiu" [2].


Reunião sobre o pecado imenso na TFP:

"É assim, é? Bom, meu caros, vamos rezar três Ave Marias? Ave Maria.. Auxilium Christianorum...  Benedictio... 

*Um antigo membro continua o tópico de uma reunião passada, na qual Dr. Plinio falava sobre o otimismo presente dentro do Grupo e diz que as reuniões não criam raízes, por causa do estado de espírito de otimismo

O que você está querendo dizer? Que está meio assim...?

(AB: Eu ia perguntar se o senhor teria algo a comentar sobre a reunião.)


Quer dizer o seguinte: eu achei que o pessoal estava com um estado de espírito mais atento e melhor do que na última reunião. Mas que, até aquilo que eu disse criar raízes, tem chão... Ou não? Porque de fato aquilo vem conjugado com outros estados de espírito que são da mesma laia. Por exemplo, esse de... é um corolário, porque tudo isso é otimismo, não é? 


(...).

Havia uma espécie de cegueira no horizonte dos membros da TFP

(JB: Mas não é para desconfiar um pouco que seria uma [provação]? Ou um castigo para nós, uma espécie de cegueira também: nunca a gente sair dessa modorra?)

Tem o seguinte. A partir de um momento, há uma espécie de... Vocês não notam, eu talvez seja um pouco imprudente em dizer, mas há nos horizontes de todos nós uma espécie de cegueira.


*Uma simples perspectiva de doença, que deixaria um de nós apavorado, e que até poderia produzir um certo distúrbio nervoso

Porque todo o mundo tem mais ou menos uma noção do que é que vai lhe acontecer, uma noção vaga, indefinida, mas mais ou menos tem. De tal maneira que, se for parecer, para um de nós aqui, que o sujeito vai morrer com uma famosa doença que há... que eu não sei se vocês já ouviram falar, é uma doença em que o indivíduo fica completamente paralítico, de tal maneira paralítico que não é capaz nem de mover os olhos. E por causa disso não fala, dão coisas muito fáceis de comer porque ele não mastiga, e daí para fora. E passa às vezes trinta anos nesse estado, deitado numa cama sem poder se mover. Bom, ninguém sabe o que é que acontece com um jeito nessas condições. Porque pode ser que nessa imobilidade ele tenha problemas que o deixem louco, e não tem com quem se abrir, porque não dá!


Você imagine, por exemplo, que um homem tenha uma esposa ou uma filha, ou qualquer coisa do gênero que ele queira muito bem. E que, de repente, cessa de aparecer para ele. E ele vê que no primeiro dia não comparece. Essa pessoa não foi acariciada etc. Ele pensa: “Ela provavelmente foi fazer uma viagem”. Começa a procurar se lembrar que dia do mês estão, e se é uma época em que essa pessoa costuma viajar. Então, uma confirmação. Mas, de repente, ele vai ver, esqueceu em que dia do mês está, em que mês do ano está, a noção do tempo se apagou na cabeça dele. Passa um dia, dois dias, cinco dias, cem dias, trezentos dias, trezentos e sessenta e cinco dias, a pessoa não apareceu...


“Morreu? Fugiu da casa? Fugiu de casa com um homem? Casou? Onde é que anda? Por que é que nunca mais aparece? Ou será que me esqueceu? Quantos dos que estão em torno de mim vão sumindo e eu vou ficando sozinho? Se eu levar muito tempo para morrer, quem sabe se eu fico desconhecido, ninguém sabe quem eu sou. E eu também já não sei quem é, porque durante a minha invalidez foram aparecendo pessoas dentro da minha vidinha que eu não conheço, e as que eu conheço foram saindo. E eu e os da minha vidinha somos desconhecidos uns para os outros”.

E daí para fora! Você pode imaginar!

Agora, qual aquele de nós que põe diante dos olhos a possibilidade de acontecer alguma coisa assim? Todos aqueles que têm parentes a quem isso tem acontecido... acabou!


Agora, você pode imaginar essa perspectiva o que é que é? A simples perspectiva! Por exemplo, se vocês estivessem nessa perspectiva, vocês não ficavam apavorados? Não poderia produzir – não quero dizer em você – mas em algum outro... a simples perspectiva já não podia produzir um certo distúrbio nervoso?

Estão – mais ou menos todos – fazendo sinal que sim.
São as coisas da vida...

Eu tive um tio que teve uma doença de que vocês devem ter ouvido falar, mal de Parkinson. Começa a tremer. Alguém lá da família dele, presenciou essa cena: ele, sozinho – era uma casa muito movimentada, mas no momento ele estava sozinho – e com um livro posto entre as duas mãos (era sinal de que ele estava lendo, e que tinha deixado de ler), e procurando com movimentos que ele não controlava bem, com a ponta do nariz expulsar um mosquito que estava passeando no nariz dele.

Você já pode imaginar! Pode levar uma hora essa luta com o mosquito. E depois, o pânico de que o mosquito volte. Tudo isso é... dava ou não dava a tal neurose? Dava! É uma coisa medonha!

(RFMG: Um concunhado meu está há 17 anos paralítico, cego.)

Um tio seu?

(RFMG: Concunhado, um irmão do meu cunhado. Ele deve ter uns setenta anos, desde os 45 mais ou menos, paralítico, cego, por um problema de operação que erraram. Ficou paralítico, cego .... Com revoltas contra Deus, que é uma coisa medonha. Era católico etc. A ponto de não se poder nem chegar perto para falar alguma coisa de Deus.)

Mas ele falava?

(RFMG: Ele fala, escuta, mas é cego e paralítico.)

Que coisa horrorosa! Essas são coisas que... a perspectiva disso deixa o sujeito nem sei de que jeito!

(Arturo Hlebnikian: O temor é o início da sabedoria.)

Aí é que está.

(AH: O senhor está passando um pouco a ferro o auditório, para pôr o temor .....)

Eu não acredito que, no estado de espírito que está, nosso auditório, sem uma graça especial, suba até o planalto do temor e da sabedoria. Porque é uma coisa que está na cabeça deles: que tudo vai correr bem, e que normalmente dá certo etc.

(...)


*Mais adiante, nessa mesma reunião, alguém lembra que Dr. Plinio três anos antes (1991) dizia que antes do Castigo Mundial, o que ele chamava de Bagarre, viria um outro Pecado Imenso, pior que o Pecado Imenso, e Dr. Plinio confirma essa possibilidade, dizendo que mais provável que esteja baseado no otimismo dito nessa e na reunião anterior.
 
(PM: O senhor disse que o pecado cometido pelo mundo, a respeito da recomendação do Parlamento Europeu, era um pecado só comparado com o deicídio, e só abaixo do deicídio, só o deicídio era pior do que isso. Parece que o senhor previu isso. Pelo menos eu estava lembrando que, faz uns três anos, o senhor disse que achava que antes da Bagarre teria que vir um outro Pecado Imenso, pior que o Pecado Imenso. Será que é isso? Faz três anos que o senhor disse isso.)

É possível, é possível. Mas eu acho que a maior possibilidade, é a do Pecado Imenso estar nesse otimismo de que eu estou falando.

(PM: Então esse Pecado Imenso terá sido cometido por nós?)

Por que não, meu filho? Por que não? Não há um resíduo de otimismo na sua pergunta?
Você dirá: “Mas há tanta gente pior do que nós!”. E o que conclui daí?

(PM: Porque nós conhecemos mais, nós recebemos mais.)

Vejo que a minha resposta produziu um certo burburinho na sala.

(...)"
[3].




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[1] 20-06-1991 SRM, Palavrinha. Grifos nossos.
[2] Conferências publicadas na antiga Circular aos Propagandistas de "Catolicismo", em 1964. Completo em: https://pliniocorreadeoliveira.info/DIS_640615_RCR_01.htm
[3] Marcação de Recortes – 06.05.94 – Sexta Feira