Dr.Plinio prevê o advento do movimento trans-humanista e do mundo dirigido pela propaganda em 1959

Negritos nossos.

Comentando sobre a utopia revolucionária, Dr.Plinio deixa claro que o intento da revolução é negar o pecado pelos mil processos de propaganda, colocando no lugar ídolos diversos. Uma previsão exata do que ocorre hoje, principalmente na televisão.


1. A Revolução nega o pecado e a redenção

A Revolução é, como vimos, filha do pecado. Mas se ela o reconhecesse, desmascarar-se-ia e se voltaria contra sua própria causa.

Explica-se, assim, porque a Revolução tende, não só a passar sob silêncio a raiz de pecado da qual brotou, mas a negar a própria noção do pecado. Negação radical, que inclui tanto a culpa original quanto a atual, e se efetua principalmente:

- Por sistemas filosóficos ou jurídicos que negam a validade e a existência de qualquer Lei moral ou dão a esta os fundamentos vãos e ridículos do laicismo

- Pelos mil processos de propaganda que criam nas multidões um estado de alma em que, sem se afirmar diretamente que a moral não existe, se faz abstração dela, e toda a veneração devida à virtude é tributada a ídolos como o ouro, o trabalho, a eficiência, o êxito, a segurança, a saúde, a beleza física, a força muscular, o gozo dos sentidos, etc [1].

A Revolução trará a redenção pela técnica e pela ciência, através dela o homem "esperará vencer um dia a morte".  Uma previsão do advento do trans-humanismo, que espera reverter até o processo de aniquilação do universo que sucederá segundo as teorias deles. A imortalidade pela técnica, que esse movimento visa, entre outras coisas, tem origem no estudo da criogenia, com Robert Ettinger e seu livro de 1962, "The Prospects of Immortality" (que se baseou em um livro de ficção científica, para variar). Foi a partir da popularidade deste livro que começou o movimento para o congelamento dos corpos, entre outras teorias que visam a imortalidade que hoje faz sucesso entre humanistas seculares. Portanto pouco depois das previsões de Dr.Plinio surgiu um aspecto da utopia revolucionária denunciada por ele. 


Um mundo em cujo seio as pátrias unificadas numa República Universal não sejam senão denominações geográficas, um mundo sem desigualdades sociais nem econômicas, dirigido pela ciência e pela técnica, pela propaganda e pela psicologia, para realizar, sem o sobrenatural, a felicidade definitiva do homem: eis a utopia para a qual a Revolução nos vai encaminhando.

Nesse mundo, a Redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo nada tem a fazer. Pois o homem terá superado o mal pela ciência e terá transformado a terra em um “céu” tecnicamente delicioso. E pelo prolongamento indefinido da vida esperará vencer um dia a morte [2].


CLIQUE: Plinio Corrêa de Oliveira e suas Profecias

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Fontes: 
[1] Revolução e Contra-Revolução, Pt.1, Cap. XI, 1 
[2] Idem, Pt.1, Cap. XI, 3