Descoberta nova profecia da Irmã Lúcia: ela vê um grande Castigo e no final "uma só Fé, um só Batismo, uma só Igreja"

Comentários nossos em negrito.

A Irmã Lúcia, vidente das aparições de Fátima, recebeu, junto com os outros videntes, algumas visões mais particulares. Recentemente saiu um livro do Carmelo de Coimbra com novidades sobre estas mensagens. Nele ela conta que, por volta das 16 horas do dia 3 de janeiro de 1944, rezando na capela do convento diante do Tabernáculo, pediu a Jesus que lhe fizesse conhecer a sua vontade. E então, escreve ela:

“Senti então, que uma mão amiga, carinhosa e maternal me toca no ombro, levanto o olhar e vejo a querida Mãe do Céu.

Não temas, quis Deus provar a tua obediência, Fé e humildade, está em paz e escreve o que te mandam, não porém o que te é dado entender do seu significado” [1]

Nossa Senhora quer provar a obediência, a fé e humildade. Esta última é a base para as outras, mas é preciso ter essas três no contexto apocalíptico descrito, isto porque a obediência vem da caridade, e impede os cismas, e como disse Nosso Senhor sobre o tempo da abominação da desolação: "a caridade de muitos esfriará", mas ele também disse "Quando vier o Filho do Homem, achará ainda fé na terra?". Alguns, como Antonio Socci [2] argumentaram que "o significado" é a parte do Segredo não divulgada, mas aqui se fala para escrever não o significado, mas o que mandam, de modo que parece indicar o contrário. Cremos que só com a vinda de um Papa Santo saberemos a verdade sobre o segredo suprimido, então será só um detalhe no conjunto das coisas.


“E senti o espírito inundado por um mistério de luz que é Deus e N’Ele vi e ouvi,

— A ponta da lança como chama que se desprende, toca o eixo da terra.

— Ela estremece: montanhas, cidades, vilas e aldeias com os seus moradores são sepultados.

O mar, os rios e as nuvens saem dos seus limites, transbordam, inundam e arrastam consigo num redemoinho, moradias e gente sem número que não se pode contar, é a purificação do mundo pelo pecado em que se mergulha.

O ódio, a ambição provocam a guerra destruidora!"

Claramente um Castigo de ordem natural, e é assim descrito principalmente porque Deus quer que ele não seja confundido com a guerra que acontecia no momento dessa revelação (Segunda Grande Guerra). O Grande Castigo, como vimos em outros artigos, vem acompanhado de castigos naturais, como os descritos, e pela terceira guerra mundial.

“Depois senti no palpitar acelerado do coração e no meu espírito o eco de uma voz suave que dizia:

— No tempo, uma só Fé, um só Batismo, uma só Igreja, Santa, Católica, Apostólica. Na eternidade, o Céu!

Esta palavra Céu encheu a minha alma de paz e felicidade, de tal forma que quase sem me dar conta, fiquei repetindo por muito tempo:

— O Céu! o Céu!” [3]

"No tempo, uma só Fé...", que Fé é essa e que tempo é esse ? Pelo o que vimos é claramente a Fé Católica, e o tempo do Reino de Maria. O palpitar do coração é o indício da espera, e depois "O Céu" enche de paz e felicidade a Irmã, e isto é para denotar a diferença entre as duas coisas, um sentimento é de ordem física e o segundo sobrenatural, para indicar que há duas coisas, o Reino de Nosso Senhor fisicamente, ou o Reino de Maria que já falamos (vejam que é até onde pode haver esse Reino), e no Céu.
 


“Apenas passou a maior força do sobrenatural, fui escrever [o terceiro Segredo] e fi-lo sem dificuldade, no dia 3 de janeiro de 1944, de joelhos apoiada sobre a cama que me serviu de mesa” [4]

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Fontes:

[1] Um caminho sob o olhar de Maria — Biografia da IRMÃ Maria LÚCIA de Jesus e do Coração Imaculado, Carmelo de Santa Teresa, Edições Carmelo, Coimbra, 2013, p.266
[2]
“Libero”, 17 de agosto de 2014 
[3] Idem., p.267
[4] Idem.