Apoiadores do liberalismo econômico? Mentira contra Dr. Plinio e a TFP oriunda da esquerda católica, nova "direita" cultural e outros

Uma mentira mais ou menos nova é a acusação inverídica de apoio de Plinio Corrêa de Oliveira e da TFP ao liberalismo econômico.

Primeiro, é preciso entender que a TFP e Dr. Plinio possuem basicamente a mesma opinião, isto é, a maior autoridade dentro da TFP sempre vai ser o fundador, principalmente em assuntos temporais. Do mesmo jeito é a autoridade de Santo Inácio nos jesuítas. Dado esta informação, qualquer alegação de qualquer coisa suspeita dentro da TFP será preciso primeiro recorrer ao pensamento do fundador.

Também é preciso entender que liberalismo econômico não é igual à capitalismo, como muitos querem fazer entender, entre eles, Karl Marx. Para isso, ver:

Refutação de "a Igreja condenou o capitalismo". Papas a favor do capitalismo intrinsecamente, e contra seus abusos

Portanto, passemos ao trecho que refuta esta mentira:

Falando sobre o combate da Igreja ao fascismo, Dr. Plinio, que sempre foi um crítico do regime, não deixou de relembrar as coisas boas que o regime fez no começo:

"O Estado fascista, dotado de um corpo de doutrinas absolutamente novas no campo do direito moderno, atacou o liberalismo político e econômico com uma virulência e uma energia que mereceram elogios calorosos, não somente dos fiéis, como do próprio Clero católico. As agitações socialistas e comunistas, a irreligiosidade, a imoralidade pública foram extintas no seu foco principal" (Plinio Corrêa de Oliveira, Fides Intrepida - II, Jornal “O Legionário”, N.º 83, 12 de julho de 1931)

No seu livro principal, "Revolução e Contra-Revolução", Dr. Plinio rejeita o liberalismo metafísico.

"A par do orgulho gerador de todo o igualitarismo, a sensualidade, no mais largo sentido do termo, é causadora do liberalismo. É nestas tristes profundezas que se encontra a junção entre esses dois princípios metafísicos da Revolução, a igualdade e a liberdade, contraditórios em tantos pontos de vista" (Plinio Corrêa de Oliveira, "Revolução e Contra-Revolução", Cap.VII, 3.B)

Dr. Adolpho Lindenberg, membro da TFP e primo de Plinio Corrêa de Oliveira, também costuma ser atacado por causa de seu livro "Os Católicos e a Economia de Mercado: oposição ou colaboração? Considerações do bom senso". No entanto, eis o que diz seu livro:

"Trato no livro de forma especial das seguintes questões:

(...).

- Economia de mercado, livre empresa e capitalismo, desde que "enquadrados num sólido contexto jurídico", e a serviço da liberdade humana integral, como afirmou João Paulo II, estão de acordo com a lei natural e deles dependem, em nossos dias e na presente quadra histórica, a elevação do padrão de vida das classes mais pobres e a obtenção de meios para uma efetiva assistência aos necessitados. A visão que boa parte do povo tem do capitalismo deve ser expurgada de clichês marxistas, para que ele possa ser considerado um sistema econômico justo, que permite a pobres e ricos viver com dignidade, poupar e aplicar suas economias num processo de prosperidade auto-alimentado.

(...).

- Fui além do apoio ao movimento que preconiza a liberalização das economias. Senti o dever de apresentar aos leitores um panorama global (se bem que de forma resumida), e espero que atrativo, de uma ordem socioeconômica cristã ideal. Com efeito, o melhor remédio para o individualismo do mundo liberal e para a utopia igualitária e estatizante do socialismo é a edificação de uma sociedade orgânica, construída sobre a família patriarcal e com a mais ampla participação do princípio de subsidiaridade" (Adolpho Lindenberg, "Os Católicos e a Economia de Mercado: oposição ou colaboração? Considerações do bom senso", introdução à edição brasileira).

"Historicamente, o liberalismo deu origem à Revolução Francesa. Inspirou seu lema: Liberdade, Igualdade, Fraternidade. Para os liberais, a liberdade é a anima vitae do agir humano. É o valor supremo e deve abranger todas as esferas da existência, religiosa, moral, política, econômica, familiar, etc. As limitações a esse sonho quase anárquico só existiriam na medida em que terceiros se sentissem de alguma forma lesados" (Adolpho Lindenberg, "Os Católicos e a Economia de Mercado: oposição ou colaboração? Considerações do bom senso", introdução à edição brasileira, II parte, cap.9).

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