A (falsa) Teoria da Relatividade, suas "aplicações" científicas, adeptos admitindo seu fim, aberrações científicas e esoterismo que dela segue

Do livro "O Príncipe dos Cruzados" (compilação doutrinária inédita).

Já provamos antes algumas coisas afirmadas neste artigo, como: Einstein foi em grande parte uma fraude, como sua teoria da Relatividade surgiu de um conjunto de esforços de cientistas que não queriam aceitar o geocentrismo e como o geocentrismo é provado teologicamente, cientificamente, etc. Para ver mais disso, veja nossa série anterior:

1 - Desmitificando falsas histórias da ciência, caso Galileu, Einstein, acusações de que a Igreja promovia a terra plana, etc
  

2 - Razões Teológicas para aceitar o Geocentrismo

3 - Razões científicas para aceitar o Geocentrismo Tychoniano modificado


- Resumo da ópera

A Teoria da Relatividade apareceu primeiro na forma de Teoria da Relatividade Especial (TRE), e depois Teoria da Relatividade Geral (TRG). Albert Einstein foi o criador de ambas.

Ela surgiu, como mostramos em outros artigos, pela indisposição em aceitar que a Terra não se movia (e não que era plana!), a qual era a explicação mais simples aos resultados do experimento de Michelson-Morley feito com raios de luz. Partiu-se então para explicações de que a luz era constante sempre, que há distorções no espaço, no tempo, etc. Em termos de Revolução científica, a revolução einsteiniana foi a segunda depois da Copérnica ou heliocêntrica. A terceira é o Big Bang, tentativa de explicar a origem do universo baseada na segunda, e a quarta a Teoria do Multiverso, que tenta unir idéias de universo infinito, mundos paralelos que teriam outras leis físicas, nirvana, idéias esotéricas, e assim tem gerado a partir dos anos 90 aos 2000 a maior oposição dentre os cientistas, mesmo que a maior parte deles, com a ajuda da mídia, ainda se submeta a esta revolução. Enfim, "um abismo leva ao outro", isto é, a revolução é progressiva.

- Erros filosóficos na TRE: paradoxo dos relógios, dos gêmeos

O famoso físico Hebert Dingle explicou:

"De acordo com a teoria, se você tem exatamente dois relógios iguais, A e B, e um está se movendo em relação ao outro, eles precisam funcionar em diferentes frequências, isto é, um funciona mais devagar que o outro. Mas a teoria também requer que você não pode distinguir qual relógio é "o que se move". É igualmente verdade dizer que A está parado enquanto B se move ou que B está parado e A se move. O problema portanto surge como alguém determina, consistentemente com a teoria, qual relógio funciona mais devagar? Ao menos que a questão seja respondível, a teoria inevitavelmente necessita que A funcione mais devagar que B e B mais devagar que A, o que não requer nenhuma super-inteligência para ver que é impossível. Agora, claramente, uma teoria que precisa de uma impossibilidade não pode ser verdadeira, e a integridade científica precisa, portanto, que ou que esta questão seja respondida, ou que a teoria seja reconhecida como falsa" [1].

O que Dingle diz é que uma teoria não pode ferir o princípio da não-contradição, isto é, que uma coisa é o que é, e não é o que não é, não pode ser e não-ser ao mesmo tempo. 

Deste modo também se encontra o paradoxo dos gêmeos que é quando uma pessoa em altíssima velocidade envelheceria mais rápido que seu irmão gêmeo se durante um bom tempo viajar nesta velocidade e voltar. Embora alguns argumentem que outros fatores não implicariam a existência de paradoxo, é desnecessário falar disso aqui, já que o paradoxo só é uma versão mais ilustrativo do paradoxo dos relógios acima.

Respondendo a crítica de Max Born que alegava verdade matemática na TR, Dingle escreveu:

"O erro aqui está em não ver o fato de que uma teoria física precisa conter não só uma estrutura matemática mas também uma correlação entre os símbolos matemáticos e as quantidades observadas: uma teoria perfeitamente lógica pode portanto falhar fisicamente no segundo destes pré-requisitos" [2].

- Cientistas conhecidos admitindo as falhas da TR

Stephen Hawking e Leonard Mlodinow:

"Nós já sabemos que a Relatividade Geral precisa ser alterada. Prevendo pontos de densidade infinitas, singularidades, a relatividade geral clássica, prediz sua própria ruína (...). Quando uma teoria prediz singularidades de densidade infinita e curvatura, é um sinal de que a teoria deve ser de algum modo modificada" [3].

A Mecânica Quântica e a TR se excluem mutualmente, observaram muitos cientistas, como Brian Greene:

"Os argumentos de Bell e os experimentos de Aspect mostram que o tipo de universo que Einstein via pode existir na mente, mas não na realidade (...) nós podemos ver que os dados anulam este tipo de pensamento, os dados refutam este tipo de universo" [4].

Misner, Thorne, e Wheeler também:

"Nenhuma predição do espaço-tempo, portanto, nenhum sentido para o espaço-tempo, é o veredito do princípio quântico. Aquele objeto que é central a toda relatividade geral clássica, a geometria quadri-dimensional do espaço-tempo, simplesmente não existe, exceto na aproximação clássica" [5].

- "Provas" da Teoria da Relatividade (TR) 

Meson-Mu

"Os mesons-mu ou mesons-pi aparecem quando prótons de raios cósmicos entram na atmosfera da Terra e colidem com as suas moléculas. Os mesons viajam com grande velocidade, mas como eles são inerentemente instáveis, vão decair antes de atingir a superfície da Terra. Mesmo assim, muitos são encontrados na superfície. Como isto aconteceu? A Resposta da relatividade é: como os relógios em movimento andam mais devagar, há uma dilatação do tempo de um ponto de vista do observador da Terra enquanto ele olha para o meson. Desta vantagem, a vida do meson é expandida por um fator de Lorentz e por isso muitos mesons atingem a superfície.

O problema com esta explicação, é claro, é idêntico ao paradoxo de "A ou B" que Dingle demonstrou, o princípio do papel reverso na TRE não irá permitir uma tentativa de assegurar um ponto de referência preferido, isto é, o do observador na Terra. A Relatividade diz que o tempo é diminuído para o observador terrestre, mas não para o observador do meson, mas isso só seria o caso se se pudesse provar de alguma maneira que o chão ou a Terra está imóvel, e provar assim este referencial preferido, o que certamente não se pode. De novo, a TR, pelo que parece um jogo com a audiência, apela ao princípio de uma Terra fixa visando apoiar um universo relativístico" [6].

Medições no Eclipse de 1919

Foi um evento astronômico que se tornou midiático para consagrar a TR e consequentemente, Albert Einstein, com a medição levada a cabo por Arthur Eddington e equipe. No entanto, Charles Lane Poor, antigo astrônomo americano anti-relatividade, mostrou as várias falhas tanto na tentativa de apresentar a medição como prova da TR, como na própria expedição dos cientistas em vários lugares do mundo onde o Eclipse se daria:

"A fórmula matemática, pela qual Einstein calculou sua deflecção de 1.75 segundos para raios de luz passando pela borda do sol, é uma bem conhecida e simples fórmula de física óptica. Nenhum dos conceitos do tempo variante, ou do espaço deformado ou torcido, ou da simultaneidade, ou da relatividade do movimento é, de nenhum modo, relacionado nas previsões de Einstein para, ou fórmulas para, a deflecção da luz. As muitas e elaboradas expedições de eclipse foram, portanto, dadas uma importância fictícia. Seus resultados não podem provar nem desprovar a TR" [7].

Como se isso não bastasse, Lane Poor mostrou como Eddington rechaçou 85% dos dados fotográficos devido a um "erro acidental" não especificado. Na verdade, o que ele tinha feito é descartar os desvios maiores ou menores que 1.75 previstos na teoria. Outros eclipses foram estudados, e como revela Robert Dicke:

"Sempre houve dúvidas sobre os resultados finais estarem livres de erros. Além disso, os resultados derivados de antigos eclipses solares (...) disseminaram um tanto disso. A confiabilidade da deflecção gravitacional da luz determinada dos eclipses solares é provavelmente não maior que 20%" [8]. Misner, Thorne e Wheeler citam estes resultados de Dicke [9]. Ou seja, nem Eddington, nem ninguém, chegaram ao resultado previsto por Einstein, entretanto, muitos livros forçam os dados para salvar a autoridade do criador da TR.

Periélio de Mércurio 

Periélio é o ponto da órbita de um corpo celeste mais perto do sol, e no caso de Mercúrio, ele era considerado anômalo por não ser explicado pelas leis de Newton nem por outros fenômenos conhecidos. Aqui entrou Einstein com sua Teoria para tentar resolver este problema. Entretanto, ele sabia qual resultado deveria encontrar [10], e trabalhou de trás para frente para obtê-lo. O resultado era de 43'' para a excentricidade residual do planeta.

Ora, não poderia ser uma prova da TR, dado que primeiramente a fórmula empregada por Einstein era idêntica a que 18 anos antes havia deduzido Paul Gerber sem utilizar a Relatividade. Tudo parece como se Einstein tivesse tomado emprestado uma fórmula newtoniana que funcionava corretamente, tivesse adaptado à sua TRG, e tivesse convertido como prova da superioridade de sua teoria.

Um defensor da Relatividade, o físico Clifford Will, admitiu:

"É irônico que depois de todos estes anos, o primeiro grande sucesso de Einstein continue a ser uma questão aberta, fruto de controvérsia e debate" [11].

Lente gravitacional

Se há luz por trás de toda galáxia, então toda fonte de luz deveria ser curvada antes de chegar aos telescópios na Terra, o que é citado muitas vezes como prova da Relatividade quando se observa distorções.

Edward Dowdye, antigo engenheiro da NASA, fala sobre o assunto:

"Todas estas lentes gravitacionais não tem absolutamente nada a ver com lente gravitacional da Relatividade Geral. O telescópio moderno de alta resolução tem poderes de amplificar a luz e é capaz de ver sinais muito pequenos e imagens fracas (de poucos fótons por conta) fazendo visível o que não era visível 50 anos atrás porque a tecnologia não estava lá ainda. O que é visto na maior parte dos casos é a dispersão da luz vindo de regiões longínquas atrás ou galáxias emitindo luz para regiões do espaço onde não havia pouca ou nenhuma luz (escuridão completa). A dispersão da luz vinda do pano de fundo é a responsável pelos falsos alarmes e falsas imagens. Estas imagens são falsamente interpretas como tendo que ver com a lente gravitacional ou os efeitos da curvatura da luz da Relatividade Geral. Tudo que você tem que fazer é mudar a largura da onda ou a frequência das ondas observadas ou as imagens, então as imagens aparecerão completamente diferentes. Todos os aspectos irão desaparecer e a característica não será mais visível no infravermelho ou no ultravioleta (...). Se a lente gravitacional ou a curvatura da luz da TRG está correta, então deveria funcionar no infravermelho e no ultravioleta. O efeito da TRG é supostamente independente da frequência" [12].

Experimento de Hefele-Keating

Este experimento, feito com relógios mais ou menos na linha do paradoxo comentado acima, não prova a TR, mas o efeito Sagnac referido abaixo no caso do GPS.

-Suposta contribuição científica: GPS

A refutação disso está em um nome: George Sagnac. Este conhecido cientista fez um experimento para provar a existência do éter, o que Einstein não acreditava (embora depois tenha passado a considerar sua existência), e acabou por descobrir que em seu experimento a luz possuía diferença de velocidade em comparação com a luz que saía de um sistema giratório. Ora, isso contradiz a constância da velocidade da luz, postulado da TRE. Sagnac disse que isso devia ao éter que diminuía a velocidade, gerado pela plataforma giratória. Ou seja, existe o movimento absoluto: a luz não tem a velocidade constante a menos que seja medida em um sistema de repouso absoluto, e existe o éter.

Por isso é preciso corrigir o efeito Sagnac na programação do GPS, como afirma um defensor da TR, que sem querer acaba admitindo a falha da TR num dos seus postulados, e a inexistência de efeito Sagnac do ponto de vista geocêntrico:

"Por exemplo, o principio da constância de c (luz) não pode ser aplicado em um referencial giratório, onde os caminhos dos raios da luz não são estreitos, mas espirais (...). Uma correção Sagnac é necessária para o movimento diurno de cada receptor durante a propagação do sinal. De fato, se pode usar o GPS para observar o efeito Sagnac. É claro, se se trabalha inteiramente com um referencial ECI não giratório, não há efeito Sagnac" [13].

Alguns ainda dizem que o efeito Sagnac prova a rotação da Terra, no entanto, de acordo com a ciência moderna, um universo girando em volta de uma terra fixa produz as mesmas forças centrífugas em um GPS estacionário que um GPS móvel produz quando gira em torno da terra.

Big Bang que ocasiona um universo em expansão

Histórico 

O Big Bang foi originalmente inventado quando Edwin Hubble viu todas as galáxias do universo em volta de uma terra central (The Observational View of Cosmology, 1936). Para escapar de uma terra no centro, Hubble criou um universo em expansão para que o universo parecesse o mesmo por onde quer que fosse visto, e então não permitisse a terra estar em uma posição única central. Mas o máximo de tempo que ele podia englobar em seu universo em expansão eram 4 bilhões de anos. Então entrou Georges Lemaître, um padre progressista que acreditava que Deus tinha feito o mundo de modo enganoso [14], que a Bíblia é pouco iluminada [15], que teologia e ciência não tinham relação [16], e que fazia parte do círculo do suspeito Cardeal Mercier [17]. Este sacerdote físico inventou a expansão stop-and-go, isto é, o universo pararia de expandir-se o tempo suficiente para os anos necessários para a evolução estrelar e biológica terem algum grau de confiabilidade (algo em torno de 15 a 20 bilhões de anos), e então começaria de novo.

O próprio Hubble disse "a posição não bem-vinda de uma posição favorável [geocêntrica] precisa ser evitada a todos os custos (...), tal posição favorável é intolerável (...). Portanto, de maneira a restaurar a homogeneidade e de escapar do horror da posição única (...), é preciso compensar com a curvatura do espaço. Parece não haver escapatória" [18].

Portanto, após a criação da lei de Hubble para mostrar que o universo está em expansão, encontraram-se problemas após a descoberta de um universo muito maior do que se via na época deste físico, porque esta lei previa que, dado este novo tamanho enorme, se deveria dizer que galáxias distantes estão se distanciando da terra mais rápido do que a velocidade da luz. Ora, isso contradiz a TR que supõe a velocidade da luz constante. Daí se criou a idéia de um universo explodindo, um Big Bang, a partir de um ponto infinitesimal.

Enquanto explode, se diz que ele cria espaço, então as galáxias não estão se distanciando mais rápido que a luz, mas é o espaço que é criado mais rapidamente do que a luz pode viajar, e as galáxias só estão sendo carregadas nesta expansão, portanto, só aparentemente elas parecem mais rápidas que a luz. É um jeito perspicaz de contornar a situação.

Problemas lógicos e metafísicos

Acreditar em Big Bang requer que acreditemos em coisas absurdas:

1) Um ponto de singularidade infinitesimal, menor do que o ponto do i nesta página, possuía toda a matéria, energia e portanto espaço do universo. Ou seja, o conceito de densidade é totalmente relativo, o que destrói o próprio conceito de matéria, visto que a matéria que não cabe neste ponto teria cabido, ou supõe a criação de matéria por este ponto infinitesimal, o que viola a lei de conservação de energia.

2) Esse ponto explodiu por nenhuma razão proporcional há mais de 13 bilhões de anos. Ou seja, não há causalidade proporcional, e portanto, seria possível dizer com esta lógica que é possível um olhar fazer um livro voar e esbofetear uma pessoa que acredita nestas coisas.

3) As leis das física não valiam naqueles primeiros momentos, segundo alguns. Isso possibilita dizer que foi um palhaço fazendo malabarismo que criou, já que ninguém poderia dizer que não seria possível, pois se alguém diz que o palhaço só veio a existir depois, se pode responder que o palhaço fazendo malabarismo deste caso não é o atual que obedece as atuais leis da física. Dizer que não existe palhaço que não obedeça as leis da física é dizer que não há nada físico que não obedeça estas leis, mas isto requer incluir a matéria primordial do Big Bang. Assim, qualquer fruto da imaginação que não obedeça às leis da física pode ser o criador, até mesmo o diabo, talvez o maior entusiasta destas teorias.

4) O universo está em expansão para lugar nenhum, segundo alguns. Entretanto, não existe expandir para nenhum lugar, expandir é um verbo que pressupõe deslocação, e deslocar-se é mover-se de um lugar a outro. Como lugar é um espaço, mas a expansão não pode ser para um lugar, então não é expansão. Dizer que lugar pode ser um não-espaço, é o mesmo que dizer que o espaço é e não é espaço, ou seja, violar o princípio lógico da não-contradição. Dizer que esta expansão não pode ser inteligível na linguagem que temos é dizer que ela não pode ser entendida, logo, não é científica, porque a ciência é o que se pode conhecer e exprimir.

Problemas científicos

Outro problema do Big Bang é a mais que comprovada homogeneidade da temperatura do universo, já que a teoria necessita de tempo para que os extremos se conectem, assim como o corante em copo de água demora um tempo para alcançar toda a água. Ironicamente, não crendo em um universo jovem por causa de uma alegação de que existem coisas que precisam de muito tempo para chegar ao desenvolvimento atual dentro do paradigma evolucionista, eles criam teorias falsas que pedem a crença em um universo no qual, pelas observações, é também jovem demais para abarcar as teorias deles. Fala o físico adepto da relatividade Marcelo Gleiser:

"As regiões do céu ao leste e ao oeste do horizonte terrestre não poderiam ter se comunicado em apenas 13,8 bilhões de anos. Mesmo assim, as suas temperaturas são idênticas com uma precisão de uma parte em cem mil! Como isso é possível, se nenhuma partícula pode viajar mais rápido do que a luz? Será que essa observação contraria as leis da física? Esse mistério é conhecido como o "problema do horizonte". Quando adicionado ao "problema da geometria plana", que questiona por que nosso Universo é plano com tanta precisão, temos duas das maiores limitações do modelo do Big Bang, que não resolve nenhum dos dois" [19].

-> Invenções invisíveis, anti-científicas, que são remendos da Teoria

Buraco Negro

Stephen Hawking e Leonard Mlodinow:

"Prevendo pontos de densidade infinita, singularidades, a relatividade geral clássica, prediz sua própria ruína (...). Quando uma teoria prediz singularidades de densidade infinita e curvatura, é um sinal de que a teoria deve ser de algum modo modificada" [20].

Brian Greene, defensor da teoria de Cordas, é um caso dos que vão com fé einsteiniana mesmo sabendo que adiante vem um precipício:

"Tome os buracos negros. Cientistas costumeiramente usam a relatividade geral para falar com confiança sobre o que acontece dentro de um buraco negro, mesmo que nada, nem mesmo a luz, possa escapar do interior do buraco negro, tornando estas regiões não-observáveis. Uma vez que uma teoria faz uma enorme quantidade de previsões certeiras sobre coisas que podemos observar, como faz a TRG, nós justificadamente ganhamos confiança nas previsões da teoria sobre coisas que não podemos observar" [21].

George Musser:

“Apesar de tudo, a relatividade está permeada com buracos, buracos negros (...) Claramente a teoria é incompleta” [22].

Matéria escura

Nos anos 1970, Vera Rubin do Cal Tech descobriu que galáxias não rotacionam de acordo com as leis de Newton e nem as galáxias formam aglomerados pelas mesmas leis. Para harmonizar isto com Newton seria preciso mais ou menos 23% mais matéria que elas contêm. Então, invés de modificarem seja a concepção de galáxias e o que as fazem girar, ou mesmo as leis de Newton e questionando as bases do Big Bang, a cosmologia moderna inventou a matéria que era necessária sem a menor evidência empírica para a sua existência. Aqui vemos que o abandono do método científico é evidente, mesmo quando o método científico é alegado como o método usado. Não há evidência empírica para a "Matéria Escura". É uma invenção da cosmologia moderna para que a cosmogonia teorética do Big Bang pudesse ser mantida em face das mais embaraçosas anomalias. 

Um defensor da Relatividade, Michio Kaku, disse: "Acredite ou não, o Telescópio Hubble Space nos últimos anos tem nos fornecido mapas de algo chamado matéria escura. Matéria escura constitui a maior parte do universo. Não é feita de átomos. Seu professor de química estava errado em dizer que o universo era constituído principalmente por átomos (...). Gerações inteiras de livros didáticos precisam ser jogados fora (...). É invisível. Você não pode fotografar a matéria escura. Nós sabemos que está lá por causa da sua presença gravitacional (...). Alguns de nós acreditam que na verdade estaríamos traçando o perfil de (...) galáxias invisíveis, mundos invisíveis girando acima do nosso universo, invisível porque a luz passa embaixo dele, mas sentimos os efeitos da sua gravidade que salta através dos universos (...) e pode ser medido" [23].

Quando Kaku fala que ele sabe que a matéria escura existe pela sua "presença gravitacional", ele não quer dizer que ele realmente viu a Matéria Escura, ao contrário, ele está somente se referindo ao fato de que a gravidade das galáxias não funcionam ao menos que a ciência arbitrariamente adicione Matéria Escura na conta. Para esconder o fato de que esta Matéria não é nem empiricamente verificável ou falseável, Kaku alega que é uma substância totalmente diferente das ordinárias, e por isso é indetectável, isto é, "invisível porque a luz passa por baixo dela".

Energia escura

O físico brasileiro Marcelo Gleiser citando Leonard Susskind [24]:

"Uma vez que aceitamos a existência da energia escura, uma miríade de questões emerge: qual a natureza dessa energia escura que causa a aceleração cósmica? O que determina seu valor? Por que começou a agir em um determinado momento do passado? Não sabemos".

Na verdade, ela começou a agir da cabeça dos físicos para salvar as teorias sacrossantas da comunidade científica que encontraram muita pouca energia no universo para o que previa o modelo padrão, e se sabe disso. Continua:

"Claro, tal como com a matéria escura, devemos também considerar a possibilidade de que o efeito seja apenas devido a limitações da teoria atual da gravitação, a teoria da relatividade geral de Einstein, e que, portanto, possa vir a ser explicado por uma nova teoria (...). O físico Leornard Susskind, da Universidade de Stanford, revelou a sua ansiedade (e a de muitos): 'Nossas teorias cosmológicas poderão estar erradas por milhares de anos. Profundamente erradas' " [25].

- Esoterismo e Revolução oriundo da TR: universo infinito ou mundos paralelos (infinitos ou não)

Argumento contra a infinitude do mundo ou de mundos paralelos

Sobre a eternidade do mundo é importante destacar que S.Tomás de Aquino diz que se sabe que a eternidade do universo é falsa unicamente por causa da fé (Suma Teológica, Parte I, Q.46, art.2). Isso porque ele mostra a fraqueza de argumentos metafísicos que se apresentam como refutação da eternidade do mundo. Portanto, defender esta posição é uma heresia, o que bem sabem os físicos, como mostraremos a seguir.

Sobre mundos paralelos, ou mundos possíveis, só se pode falar deles de duas maneiras: estão interligados ao nosso, ou não. Se estão, fazem parte deste universo, mesmo que através de algum tipo de portal ou túnel, e portanto não são verdadeiramente mundos ou universos paralelos como se apresenta na ficção científica. Por outro lado, se não estão interligados ao nosso universo, são figuras da imaginação ou má filosofia, pois não há e não haverá prova empírica da existência deles, logo, não há ciência experimental para tratar disso.

Se estes "mundos paralelos" fazem parte do nosso universo de alguma maneira, ou eles são infinitos ou não. Se são infinitos, entra-se no mesmo problema da eternidade do mundo referido acima. Se não são, é possível pensar que alguém diria que são regidos pelas mesmas leis físicas e lógicas, ou não. Entretanto, é impossível que algo que faça parte deste universo, desta realidade, não seja regido pela lógica e pela física, como se um triângulo redondo pudesse existir ou um fogo inextinguível, logo, esta possibilidade não existe. Assim, estes "mundos paralelos" são parte do nosso universo, e nem eles, nem o suposto "portal" ou "túnel" entre eles e o nosso, poderão escapar das leis que regem este universo. Portanto, como falar em "mundos paralelos" dá a impressão de portais em que se entra em uma velocidade inexistente, onde tudo se contrai, onde existem coisas impossíveis neste mundo, invisíveis, etc, o melhor é não usar tal expressão.

Teoria do Estado Estacionário

Esta teoria, proposta por físicos como Hermann Bondi, Thomas Gold e Fred Hoyle, defende um universo infinito, sem fim nem começo, onde a matéria é continuamente criada. Uma mistura de heresia com violação da conservação da energia, e coisas que já falamos acima.

Teoria de Multiversos como a Teoria de Cordas e outras mil

Esta categoria de teoria se ramifica em vários tipos, mas todas propondo o multiverso, uma espécie de "mundo do além", mas nada a ver com um céu católico, purgatório, etc. No fundo, é uma teoria esotérica, baseadas em suposições, sem possibilidades de ser testada ou provada, como veremos nas afirmações a seguir:

Jim Baggott:

"A teoria de Supercordas é baseada na suposição de que partículas elementares podem ser representadas por vibrações nos filamentos uni-dimensionais de energia. A isto adicionamos a suposição de que existe uma simetria do espaço-tempo fundamental entre fermions e bósons. Como a teoria demanda um total de nove dimensões espaciais, supomos que seis dimensões são compactadas em um espaço Calabi-Yau. Não há evidência ou observação experimental para nenhuma destas suposições" [26].

De acordo com Stephen Hawking:

"O perfeito ajustamento das leis da natureza podem ser explicadas pela existência de de múltiplos universos (...) o conceito de múltiplos universos pode explicar o perfeito ajustamento das leis físicas sem a necessidade de um Criador benevolente que criou o universo para o nosso benefício" [27].

Steven Weinberg, Martin Ress, Leonard Susskind:

"Um exótico multiverso provê uma explicação bem arranjada para esta aparente coincidência: se todos possíveis valores ocorrem numa coleção de universos grandes o suficiente, então aqueles viáveis para a vida certamente se acharão em algum lugar" [28].

Michio Kaku:

"O conceito antigo do universo foi substituído pelo multiverso e os dados dos satélites estão abrindo este caminho. Nós poderíamos estar próximo de uma nova Revolução Copérnica. Copérnico introduziu a idéia de que a Terra não é o centro de tudo aqui (...). Nesta nova Revolução Copérnica, nosso universo não é necessariamente o "único jogo na cidade" (...). Se você pensa sobre a idéia do multiverso, é desconcertante no seu âmbito filosófico e teológico. Por exemplo, quando eu era jovem (...) eu costumava aprender sobre Genêsis. Meus parentes são budistas e no budismo não há gênesis; há nirvana. O nirvana é a-temporal. Não há começo, nem fim (...) duas idéias mutualmente excludentes na minha cabeça. Como eu reconciliei elas? Bom, agora sou um físico (...). Eu percebi que a idéia do multiverso nos dá uma mistura maravilhosa, a mistura destes dois pensamentos religiosos, que o Gênesis se dá continuamente em um oceano de nirvana (...), esse nirvana é algo que chamamos de hiper-espaço de 11 dimensões (...)" [29]. 

O esoterismo vai a ponto de tentar justificar a existência de lugares para os mortos deste universo. Continua Kaku:

"Isto significa que quando se aplica o princípio Quântico para as pessoas, você tem que entender que existem pessoas paralelas, que talvez existam universos que nós não podemos nem conceber o quando foi separado. Será que isto significa, portanto, que Elvis Presley ainda está vivo? E a resposta é sim. Significa que em algum universo paralelo, Elvis Presley provavelmente está vivo. O Rei do rock não necessariamente precisa morrer" [30]. 

A Igreja, deixa bem claro Kaku, possui uma cosmo-visão que vai em contra isso, ela é, mais uma vez, "rival da ciência":

"No século de 1600, Giordano Bruno, um padre católico, foi queimado vivo pela Igreja Católica por dizer exatamente estas coisas. Ele falou sobre universos paralelos no espaço sideral, outros sóis, e o que poderia ser mais inocente que civilizações alienígenas lá fora nos céus. Mas pense nisso. Se você acredita nestes universos paralelos no espaço, a Igreja precisa dizer a si mesmo, "Há lá algum Papa?", "Há uma Trindade?", "Há algum Cristo paralelo?", "Há santos paralelos?", "Quantos santos existem lá no espaço sideral?", "Quantos Papas?", "Qual Papa tem jurisdição religiosa sobre qual?". A mente fica louca pensando das implicações religiosas de mundos paralelos, então a Igreja simplesmente queimou ele vivo" [31].

John A.Wheeler, físico cunhador do termo "buraco negro":

"Eu realmente tomo 100% seriamente a idéia de que o mundo é um fragmento da imaginação" [32].

Stephen Hawking e Leonard Mlodinow falando que podem haver histórias (oriundas da observação) do universo diferentes das que conhecemos:

"Pode haver uma história em que a lua é feita de queijo roquefort. Mas nós observamos que a lua não é feita de queijo, o que é uma má notícia para os ratos. Por isso histórias nas quais a lua é feita de queijo não contribuem para o estado presente do nosso universo, mas pode contribuir para outros. Isso pode parecer ficção científica, mas não é" [33].


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[1] Science at the Crossroads, pg. 17 
[2] Op.Cit. Pg.231-232
[3] "A Briefer History of Time: The Science Classic Made More Accessible", Stephen Hawking, Leonard Mlodinow, 2005, Pg. 102, 84; Black Holes and Baby Universes, 1994, Pg. 92
[4] Brian Greene, The Fabric of Cosmos: Space, Time and the Texture of Reality, 2004, Pg. 120-121.
[5] Gravitation, Misner, Thorne, e Wheeler, 1973, 25 ed., Pg. 1182-1183.
[6] Galileo Was Wrong, The Church Was Right, R. Sungenis, R. Bennett, 2010, 10 Ed., Vol. I, Pg. 543, Cp. 4.
[7] "The Deflection of Light as Observed at Total Solar Eclipses", 1930, Journal of the Optical Society of America 20:173-211.
[8] "Solar Oblateness and Gravitation", Gravitation and the Universe, Pg. 27.
[9] Gravitation, Pg. 1104.
[10] A.Einstein, Relativity: The Special and General Theory, Appendix III 
[11] "Was Einstein Right?", pg.107 
[12] E-mail a Robert Sungenis, 2 Julho de 2012. Galileo Was Wrong, The Church Was Right, R. Sungenis, R. Bennett, 2014, 10 Ed., Vol. II, Pg. 577, Ap. 2. Veja a palestra dele em: https://www.youtube.com/watch?v=6kJ8gTdOsek
[13] Neil Ashby, "Relativity and the Global Positioning System", Physics Today, Maio de 2002, Pg.5-6
[14] In an interview recorded by Victor Weisskopf (cited in Sander Bais, In Praise of Science (2010)), Georges LeMaitre allegedly said that “God created the earth 6000 years ago, with all the radiactive substances, the fossils, and other indications of an older age.” LeMaitre says that God “did this to tempt humankind and to test it’s belief in the Bible.” So while it appears that LeMaitre attempted to reconcile the Bible with the Big Bang Theory, he didn’t intend BBT to be another form of YEC.
"So, you believe the Bible?"
"Yes, every word is true"
"But, how can you tell us the earth is 4.5 billions of years, if the bible says it is about 6000 years old?"
"That is no contradiction"
"How come?"
"God created the earth 6000 years ago, with all the radiactive substances, the fossils, and other indications of an older age. He did this to tempt humankind and to test it's belief in the bible."
"Why are you so interested in finding out the age of the earth if it is not the actual age?"
"Just to convice myself that God didn't make a single mistake."

[15] From his interview with the Literary Digest of 1933: "The writers of the Bible were illuminated more or less -- some more than others -- on the question of salvation. On other questions they were as wise or as ignorant as their generation. Hence it is utterly unimportant that errors of historic or scientific fact should be found in the Bible, especially if errors relate to events that were not directly observed by those who wrote about them.

The idea that because they were right in their doctrine of immortality and salvation they must also be right on all other subjects is simply the fallacy of people who have an incomplete understanding of why the Bible was given to us at all."

Link: https://www.forbes.com/sites/johnfarrell/2017/03/12/two-priests-a-pope-and-the-big-bang/#128db87c7dbe
[16] "I mention all this because I happened to listen to the Heart and Soul programme on BBC Radio 4 last week, presented by William Crawley – and it was all about the work of Mgr Georges Lemaître, a Belgian priest-astronomer and known as “the father of modern cosmology”. He is also mentioned in Coren’s chapter on science, which is where I first heard of him. (…)

According to Crawley, Mgr Lemaître was not happy with Pope Pius XII’s belief that the book of Genesis had been vindicated by his cosmological discoveries, and that “Fiat Lux!” (“Let there be light!”) coincided with his Big Bang theory. This was not because he rejected Genesis but because he felt the two disciplines, theology and science, should be studied separately without requiring mutual confirmation. Lemaître met Einstein several times at conferences, and the latter applauded his lecture at a seminar in California in 1933". Link: wttp://www.catholicherald.co.uk/commentandblogs/2012/10/03/the-belgian-priest-who-invented-the-big-bang-theory-shows-up-the-canard-about-faith-and-science/

[17] Fazia parte do círculo do Cardeal Mercier (1851-1926), o qual, além de ser um dos fundadores das Conversações de Malines, uma prefigura do ecumenismo moderno que sofreu oposição dos tradicionalistas da época, tinha uma posição estranha sobre a reencarnação, como se ela não tivesse sido condenada pela Igreja.

"For all his scientific preoccupations, however, he [Lemaître] was thoroughly committed to his priestly vocation. He was a member of the first cohort of a new order founded by the eminent Cardinal Désiré-Joseph Mercier, Les Amis de Jésus, that perhaps might best be described as a company of free-lance academic priests. Link: http://americamagazine.org/content/all-things/faith-and-science-georges-lemaitre-11-questions-dr-karl-van-bibber


In his book Psychologie gives this definition of three views of reincarnation: “Under the term Wiedermenschwerdung, metempsychosis, or the transmigration of souls, a great variety of ideas may be understood: either a series of repetitions of existence under the twofold condition that the soul maintains consciousness of its personality and that there is a final unit in the series of transmigrations; or a series of repetitions of existence without any final unit, and yet with the presupposition that the soul maintains consciousness of its personality; or, finally, an endless series of repetitions of existence with the loss of consciousness of personal identity….So far as concerns the first assumption, we do not see that reason, if left to itself, would declare this to be impossible or certainly false.”


Manual of Modern Scholastic Philosophy, Cardinal Mercier again enumerates the three views on reincarnation and this time states that the first view “cannot be shown either to be impossible or even to be false” (I, 326).

[18] The Observational Approach to Cosmology, pp. 58-59.
[19] Criação Imperfeita, Marcelo Gleiser, 2010, Parte II, Cap. 20.
[20] "A Briefer History of Time: The Science Classic Made More Accessible", Stephen Hawking, Leonard Mlodinow, 2005, Pg. 102, 84; Black Holes and Baby Universes, 1994, Pg. 92
[21] "Welcome to the Multiverse, 5/21/12. http://www.newsweek.com/brian-greene-welcome-multiverse-64887
[22] “Was Einstein Right?” Scientific American, Sept. 2004, p. 89 
[23] Michio Kaku: New Space 101; http://www.youtube.com/watch?v=Pr2R2OKauNg&feature=results_main&playnext=1&list=PLDB1EF4826E25ED70
[24] Criação Imperfeita, Marcelo Gleiser, 2010, Parte II, Cap. 25
[25] Geoff Brumiel, "A Constant Problem", Nature 448 (2007): 245-248 
[26] Farewell to Reality, Pegasus books, pg, 2013, Cap.9, Pg.229
[27] Stephen Hawking, The Grand Design, 2010, Pg. 161-164
[28] "Does the Multiverse Really Exist?", Scientific American, August 2001, Pg. 42 
[29] Michio Kaku: New Space 101; http://www.youtube.com/watch?v=Pr2R2OKauNg&feature=results_main&playnext=1&list=PLDB1EF4826E25ED70 
[30] Trecho da entrevista de Michio Kaku ao documentário "The Principle", produzido pela Stellar Motion Pictures, 2013
[31] Michio Kaku: New Space 101; http://www.youtube.com/watch?v=Pr2R2OKauNg&feature=results_main&playnext=1&list=PLDB1EF4826E25ED70 
[32] Do Our Questions Create the World? - Scientific American Blog Network, John Horgan, 6 de Junho de 2018. Link: https://blogs.scientificamerican.com/cross-check/do-our-questions-create-the-world/ 
[33] Stephen Hawking, The Grand Design, 2010, Pg. 140