Sagrada Escritura, Papas e santos sobre a submissão dos filhos aos pais e a punição (moderada) deles pelos pais

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Do livro O Príncipe dos Cruzados (volume II).

Sagrada Escritura

"Pois Deus disse: 'Honra teu pai e tua mãe' e 'Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado'" Mateus 15:4

"Filhos, obedeçam a seus pais em tudo, porque isto é agradável ao Senhor" Cl 3:20

Papa Francisco

"Um pai bom sabe esperar e perdoar, do profundo do coração. Sem dúvida, também sabe corrigir com firmeza: não se trata de um pai fraco, complacente, sentimental. O pai que sabe corrigir sem aviltar é o mesmo que sabe proteger sem se poupar. Certa vez ouvi numa festa de casamento um pai dizer: «Às vezes tenho que bater um pouco nos filhos... mas nunca no rosto, para não os humilhar». Que bonito! Tem o sentido da dignidade. Deve punir, mas fá-lo de modo correcto e vai em frente" [1].

Santo Tomás de Aquino citando a Sagrada Escritura

“Em sentido contrário, está escrito: “Quem poupa a vara, odeia seu filho” (Prov 13:24). E, mais longe: “Não deixes de corrigir o menino, porque se o fustigas com a vara, ele não morrerá. Tu o fustigas com a vara e livrarás sua alma do inferno” (Prov 23:13-14). E ainda em uma passagem: “Para o servo mau, tortura e algemas” (Eclo 33:28)”.

Solução: Como a mutilação, as pancadas fazem mal ao corpo, mas de maneira diferente. Enquanto a mutilação priva o corpo de sua integridade, as pancadas causam apenas uma sensação de dor, o que é um dano menor. É interdito causar um dano a outrem, a não ser como castigo para o bem da justiça. Ora, alguém só pune justamente a quem está sob sua jurisdição. Portanto, apenas aquele que tem autoridade poderá bater em outro. E uma vez que o filho está sujeito ao pai e o escravo ao senhor, o pai pode bater no filho, e o senhor, no escravo, em vista de os corrigir e formar” [2].

“Porém, o pai e o senhor, que estão à frente de uma comunidade doméstica, sociedade imperfeita, tem um poder coercitivo imperfeito, impondo penas mais leves, que não causam danos irreparáveis. Tal é o açoite” [3].





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[1] Audiência Geral de 4 de fevereiro de 2015. Link: https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2015/documents/papa-francesco_20150204_udienza-generale.html
[2] Suma Teológica, II-II, q.65, art.2 
[3] Idem, ad.2