Êxodo e o livro da Sabedoria falam de três dias de escuridão, parte do castigo segundo a boa exegese

Êxodo, cap. 10, 21-29 - A nona praga, a dos três dias de escuridão

O Senhor disse a Moisés: Estende a mão para o céu, e que se formem sobre todo o Egito trevas (tão espessas) que se possam apalpar.Moisés estendeu a mão para o céu, e houve trevas horríveis em toda a terra do Egito, durante três dias.

Essa é a nona praga, a penúltima que caiu sobre os egípcios antes da praga da morte dos primogênitos. Isto faz sentido nas outras profecias que tomam os dias de escuridão como a última parte dos castigos, até o castigo que virá com o anti-cristo.

A morte dos primogênitos seria o castigo que acontecerá no fim do mundo, já com a vinda do anti-Cristo, e Roma tomada, Deus ferirá os principais generais, ou sacerdotes do anti-Cristo, algo nessa linha, sem necessariamente ser os filhos dele.

Um não via o outro, nem se movia do lugar em que estava. Ao passo que todos os israelitas tinham luz nos lugares onde habitavam.

A luz é a vela abençoada tantas vezes recomendadas em profecias das trevas vindouras. E também é a luz da verdadeira fé que os israelitas tinham e que na próxima praga simbolizará os católicos verdadeiramente fiéis.

O faraó mandou chamar Moisés e Arão e disse-lhes: Ide fazer vossas devoções ao Senhor. Somente vossas ovelhas e vossos bois ficarão neste lugar; podeis levar convosco vossos filhinhos.

O faraó representa o mundo e seus pecados. Ele agora deixa ir os filhos dos homens de Israel, ao contrário do que tinha feito depois da última praga. O mundo não quer se desvencilhar do materialismo e por isso essa proibição de levar o gado está relacionada com a praga, que virá no castigo futuro para acabar com o materialismo de uma vez. Também significa o que foi cultivado naqueles tempos (como o saber científico, Igrejas, construções, etc), o homem, passado o castigo, não deixará de ter, embora o mundo não vá ter muita gente no começo para gerir tais recursos como antes. E também significa os recursos de sobrevivência, isto é, os homens não passarão fome, etc.

Moisés respondeu: Tu mesmo nos porás nas mãos o que precisamos para oferecermos sacrifícios e holocaustos ao Senhor, nosso Deus. Além disso, nossos animais virão conosco; nem uma unha ficará, porque é deles que devemos tomar o que precisamos para fazer nosso culto ao Senhor, nosso Deus. Enquanto não tivermos chegado lá, não sabemos de que nos serviremos para prestar nosso culto ao Senhor

Moisés responde ao mundo. É necessário tudo aquilo para o culto devido ao Senhor no Reino de Maria.

Mas o Senhor endureceu o coração do faraó, que não quis deixá-los partir. O faraó disse a Moisés: Fora de minha casa! Guarda-te de me rever, porque no dia em que vires o meu rosto morrerás. Assim se fará como disseste, replicou Moisés, já não verei o teu rosto.

Moisés, que representa a Igreja aqui, porque fala por Deus, não dialogará mais com o mundo e seus pecados até o fim do mundo, quando "morrerás", porque o fim dos tempos significará o ápice do simbolismo da crucificação e "morte" de Nosso Senhor.

Sabedoria, cap.17 - A descrição dos três dias de trevas

Comentário único ao texto abaixo

Essa é uma descrição não só das trevas que foram, mas as que serão, conforme nossa interpretação. De comentário só resta acrescentar duas coisas: os mágicos no caso, representam o positivismo no mundo, que tentará dar uma explicação para todo aquele evento sobrenatural. E a brilhante luz no mundo inteiro parece significar não só os verdadeiros católicos mas aqueles santos que virão para iluminar o mundo e profetizar esses tempos.
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1 Em verdade, grandes são vosos juízos e inefáveis vossas palavras, Senhor; por isso as almas indóceis se desgarraram. 2 Por terem acreditado que podiam oprimir a santa nação, os ímpios, prisioneiros das trevas e duma longa noite, jaziam excluídos da perpétua providência..

3 E quando eles julgavam estar escondidoss na escuridão dos seus pecados, foram dispersos sob o sombrio véu do esquecimento, horrendamente espavoridos, e com assombro excessivo pertubados.

4 Pois nem a caverna em que se tinham posto os guardava sem temar, pois, baixando sobre eles um horrível estrondo, os pertubava, e viam aparecer espectros que lhes enchiam de pavor. 5 Nenhuma chama, por intensa que fosse, chegava a iluminar. E a luz brilhante dos astros era impotente para alumiar esta noite sombria. 6 Mas aparecia-lhes de súbito nada mais que uma chama aterradora, e, tomados de terror por medo daqueles fantasmas que viam confusamente, julgavam essas aparições mais terríveis ainda. 

7 A arte dos mágicos se mostrou ilusória, e esta sabedoria, a que eles pretendiam, evidenciou-se vergonhosamente como falsidade. 8 Aqueles que se jactavam de banir das almas doentes o terror e a perturbação, eram eles mesmos atormentados por um ridículo temor. 

9 Mesmo quando nada de mais grave os aterrorizava, a passagem dos animais e o silvo das serpentes punham-nos fora de si, e eles morriam de medo. Recusavam até mesmo contemplar essa atmosfera à qual nada podia escapar; 10 porque a maldade, condenada por seu próprio testemunho, é medrosa, e, sob o peso da consciência, supõe sempre o pior, 11 pois o temor não é outra coisa que a pertubação da alma que se julga priva de todo socorro, 12 porque, quanto menor for em sua alma a esperança de auxílio, tanto mais penosa é a ignorância daquilo de que se tem medo. 

13 Eles, durante essa noite de impotência, saída dos recantos do inferno impotente, dormiam num mesmo sono, 14 agitados, de um lado, pelo terror dos espectros, e paralisados, de outro, pelo desfalecimento da alma; pois era um pavor repentino e inesperado o que se abatera sobre eles. 

15 E todo aquele que caía sem força, ficava como que preso e encerrado num cárcere sem ferros. 16 Fosse ele camponês ou pastor, ou o operário que se afadiga sozinho no seu trabalho, uma vez surpreendido, tinha de suportar a inevitável necessidade, porque todos estavam ligados por uma mesma cadeia de trevas. 

17 O silvo do vento, o canto harmonioso dos passarinhos nos ramos espessos, o murmúrio da água correndo precipitadamente, o estrondo das rochas que se despenhavam, 18 a carreira invisível dos animais que saltavam, os urros dos animais selvagens, o eco que repercutia nas cavidades dos montes: tudo os paralisava de terror. 


19 Enquanto o mundo inteiro era alumiado de uma brilhante luz, e sem obstáculo se entregava às suas ocupações, 20 somente sobre eles se estendia uma pesada noite, imagem das trevas que mais tarde os deviam acolher; e eram para si mesmos um peso mais insuportável que esta escuridão.