Hipótese Teológica da divisão das eras da Igreja em parte segundo S.Agostinho e S.Boaventura

Tirada do livro "O Príncipe dos Cruzados"

Hipótese Teológica da divisão das eras da Igreja em parte segundo S.Agostinho e S.Boaventura

A criação é ordenada em sete, logo, a história do mundo também, por possuir mesma perfeição ordenativa. 

O homem, na ordem da criação, é feito na sexta fase. Logo, a história do mundo, que necessita do homem, pode estar inclusa em uma sexta fase, isto é, sete fases dentro da sexta.

Na ordem da criação é feito o homem imortal no sexto dia. 

Na ordem da história do mundo é feito o homem imortal, em sentido pleno, que é Cristo.

Se na ordem da criação, o homem imortal é feito na sexta fase, na ordem da história do mundo, que possui a mesma perfeição ordenativa, há de se ter o homem imortal na sexta fase dela.

O homem imortal continua na terra espiritualmente e na Eucaristia: é a Igreja, corpo místico de Cristo.

A história do homem é centrada teologicamente na vinda do Reino do Messias na terra que culminou na fundação da Igreja, que luta para dar a maior glória a Deus aqui, preparando os homens ao Céu, verdadeira morada deles. Não podemos dizer que Deus faz as coisas arbitrariamente, quando Ele faz pelo princípio de beleza, isto é, faz as coisas com a maior beleza, verdade e bondade possível, ato próprio à essência de Deus. Baseado nisso, se Deus criou o mundo com o Cristo no centro, colocando todos os pré-requisitos para a vinda Dele na ordem de sete, Ele também o faria para a história do homem no paraíso, mas o homem caiu, e sobrou para a história da humanidade até a vinda do Messias. E também, obviamente, para a segunda vinda do Messias. Portanto, existem sete eras até Cristo, e depois Dele mais sete, até Ele de novo.

Ao princípio de beleza outro motivo concorre: há mais beleza quando Deus quer apontar pelos dias da criação as eras até a vinda de Nosso Senhor, do que se não quisesse. E isso vale igualmente para a segunda vinda.

Santo Agostinho [1] trata as eras do mundo como um corpo, indo da puerícia até a velhice. Também ele tira do primeiro capítulo do Evangelho de S.Mateus a questão das gerações até o Messias e o sentido disso. São Boaventura [2] é a favor dessa divisão de Agostinho.

A nossa concepção é baseada na de Agostinho em relação ao corpo, e a exegese que trata a criação do mundo como analogia das eras [3]. Mas não é Agostiniana quanto às gerações, porque a vinda do Messias estava prometida para a linhagem de Davi e por isso a ordem das gerações por São Mateus. A ordem que o Evangelista dá é uma ordem em torno da promessa Messiânica em torno do povo Judeu, por isso não é uma era, que deveria tratar da relação entre a esfera temporal e a espiritual. A missão de Abraão muda os protagonistas da história dali para frente, mas não ainda a história na relação temporal de modo suficiente. A missão de Moisés muda os protagonistas (não excluindo a missão de Abraão) e muda a história presente, com o fim do exílio egípcio. A diferença no caso de Moisés é a mudança na estrutura externa da sociedade, que sempre vem acompanhada com a mudança interna, que não precisa de mudança externa para acontecer.

Também não concordamos totalmente nas colocações das eras do até a vinda de Cristo segundo Agostinho [4], pelos motivos seguintes: a história do homem no mundo tem que começar com o pecado original, e não com o começo da raça humana, porque a história do mundo seria bem diferente se não houvesse pecado, antes não seria a história da encarnação do Verbo para a salvação, mas da encarnação do Verbo somente (tese que não tentaremos justificar aqui), pois os homens sem pecado já estariam em condições para o céu. Portanto, este é o começo da primeira era antiga.

A segunda começa com Noé, concordamos com S.Agostinho, mas não termina com Abraão, e sim com Moisés, quando começa o povo judeu a ter o domínio temporal além do espiritual, chegando na terra prometida, assim como na terceira era começam a se converter os povos, Constantino, os Francos, e o Concílio de Nicéia e os padres da Igreja colocam os primeiros pilares da Doutrina tradicional, a interpretação correta da Escritura. De fato, Abraão é pai de todas as nações e nele começa a promessa, mas a lei começa com Moisés, do mesmo modo acontece depois da destruição de Jerusalém (simbolizada pelo dilúvio), começa não a promessa, mas o cumprimento dela. E também as pragas simbolizam os sete grandes castigos das eras seguintes até a última cristã, como mostramos a seguir. E o terceiro dia, quando apareceu a terra e produziu erva vivente, é mais de acordo com a época de Moisés e não de Abraão, por causa da terra prometida, que deu fruto, isto é, o Cristo, simbolizado pelo terceiro dia, a glorificação da trindade, e a ressurreição.

A quarta acreditamos que começa no tempo dos Reis, tendo seu auge com Davi. Não cremos com S.Agostinho que ela termina com cativeiro, mas com a decadência no tempo de Salomão que trouxe revoltas já dentro do povo de Deus, e o filho do Rei já teria o Reino de Israel dividido, sendo ele Rei somente do Sul. Ali começa a quinta era, ali a decadência vai aumentando até o exílio, então o povo sofre, as dez tribos se perdem, e o retorno do exílio é uma restauração, mas não ainda completa, visto a perda das outras tribos, e a ainda desejada vinda do Messias. S.Agostinho diz que as eras são divididas em manhã e tarde, como na obra dos seis dias do Gênesis, onde elas são prefiguradas. Para a quarta ele admite, como nós, a tarde ser a decadência dos reis [5].

A sexta então seria a vinda do esperado, o Salvador, então é o esplendor das eras antigas, embora não tenha se feito materialmente em sentido pleno, apesar de boa parte do povo ter acreditado em Nosso Senhor, como boa parte já acreditava no batismo de S.João, e Herodes temia isso. Materialmente no sentido pleno será no Reino de Maria, na sexta idade cristã. Apesar das discordâncias, todas as interpretações simbólicas de S.Agostinho do Gênesis em relação às eras que estão conformes as nossas interpretações nós concordamos.

Ao sistema Agostiniano adicionamos na sétima era outras sete eras. O que perfazem na verdade treze eras, se contamos a sétima era como não uma era propriamente, mas um conjunto de eras. Esta é a interpretação parecida com a de S.Boaventura [6], que diz que a sexta corre a sétima idade. S.Agostinho parece indicar que pensa igualmente quando diz que a tarde da sexta Era é a sétima [7].

Vale dizer que esse sistema de sete eras do novo testamento não é novidade, sendo já uma interpretação de Anselmo de Havelberg (1100-1158), pupilo de S.Norberto, o fundador dos Premonstratenses, do Beato Holzhauser (1613-1658) e de Dr.Plinio Corrêa de Oliveira (1908-1995), que não conhecia os outros quando expôs sua exegese do Apocalipse, tendo depois conhecido e admirado o trabalho do B.Holzhauser. Também acreditamos que o livro "Pastor de Hermas" contendo visões de S.Hermas de Filipópolis do século I, tem a mesma idéia das seis idades sendo a sexta a plenitude da Igreja.

Anselmo de Havelberg não foi o primeiro a fazer uma teologia da história segundo a noção Agostiniana do tempo secular como espelho da providência, porque ele compartilhava "com outros pensadores do século XII, notavelmente seu próprio professor Rupert de Deutz (1075-1129), o cisterciano Otto de Freising (1114-1158), o visionário calabriense Joaquim de Fiore (1132-1202), e o grande Hugo de São Vítor (1096-1141), um vívido interesse em empregar a história da Igreja de acordo com estágios exegeticamente estruturados de desenvolvimento temporal" [8].

A divisão das sete idades depois de Cristo, com os quatro cavalos e os três selos, não é original de Anselmo [9], nem nos é interessante avaliar a dele aqui, pois concordamos na interpretação de que são idades da Igreja, mas não no que cada uma significa, visto que Anselmo se aprofunda pouco na questão, sem fazer relação com as eras antigas ou dar motivos para a divisão dele.

Já São Boaventura se dá um trabalho maior para justificar suas opiniões. De fato, ele segue S.Agostinho na análise da era antiga e do dia da criação de número igual ao da era nova e estabelece um paralelo. Ele diz, com razão, que nos tempos do Anti-Cristo será preciso uma graça como nunca antes vista aos que sobrarem. O Santo separa o tempo dos profetas em duas Idades, antes e depois do exílio, quando na verdade a reconstrução do templo foi só uma restauração parcial, as tribos nunca voltaram para Israel como mostramos em outros artigos, e a quinta era antiga ainda tem mais o exílio romano, quando aparece Nosso Senhor, portanto a idéia Bonaventuriana neste caso não se sutenta com as próprias interpretações. 

"No sétimo tempo, nós sabemos que estas três coisas tiveram lugar: a reconstrução do templo, a restauração da cidade e o dom da paz. Paralelamente, no sétimo tempo vindouro, terá lugar a reparação do culto Divino e a reconstrução da cidade. Então será cumprida a profecia de Ezequiel, quando a cidade descerá do Céu, não aquela que é do alto, mas aquela que é de baixo, isto é, a Igreja militante, quando ela se conformará com a Igreja triunfante, no máximo que for possível nesta vida" [10]. Não apoiamos a interpretação em relação ao tempo antigo e o número da Idade Cristã, que deveria ser a sexta. Mas ela é uma clara idéia do Reino de Maria conforme defendemos. 
  
A sétima idade cristã global abrange desde Nosso Senhor até o fim do mundo, porque Ele, sua vinda e evangelização simbolizam todas as eras, dado que Ele é a perfeição da Igreja, é a plenitude dos Santos, etc. Mas a sexta era acaba no calvário porque a sexta cristã precisa acabar com o anti-Cristo, porque o calvário é o tempo em que Cristo mais está marginalizado da esfera temporal, e logo depois dali ele irá reinar espiritualmente com a ressurreição (prefigura da geral). A sexta Era tem o significado de que, apesar da vinda da restauração (na sexta era antiga era a vinda de Cristo), ainda temos um Grande Castigo (novamente, com Cristo foram os sinais, terremotos, a destruição parcial do templo). Alguns podem dizer que a ressurreição deveria entrar nesta Era, e então a sexta antiga deveria acabar na ressurreição de Nosso Senhor. Mas a ressurreição simboliza a ressurreição geral, que virá só na oitava propriamente e na sétima de modo mais reduzido (argumentamos em outro artigo que São João Evangelista virá assim), e por isso é mais conveniente que esteja só na sétima antiga que na verdade engloba todas as eras cristãs.

Outro razão para a divisão é Pentecostes, o começo da primeira era Cristã porque foi o começo da era apostólica. O evento representa o intervalo de tempo depois de completos 49 dias, isto é 7 vezes 7 dias ou 7 ao quadrado, indicando esta virada da era antiga para a cristã neste intervalo, que foi o único tempo da era cristã fora de uma era própria. Portanto concorda no sentido numerológico.

Pelo mesmo princípio de beleza, adicionamos outras exegeses que cremos não precisar de maior explicação além do que já mostramos em outros artigos.

Resumo:

1.Aonde as eras são definidas:
1.1.Gênesis conforme a simbologia da Criação
1.2.Livros Legais e Históricos segundo a simbologia da história e da ação dos profetas (no caso, identificamos em S.Elias e em Moisés)
1.3.Livros proféticos segundo a interpretação das profecias
1.4.Livros Sapienciais conforme a correta análise da ordem de toda a exposição sapiencial

1.5.Na paixão de Nosso Senhor, ápice do centro da história
1.6.Livros Legais e Históricos segundo a simbologia da história e das ações dos apóstolos e de Nosso Senhor
1.7.No Apocalipse segundo a interpretação das profecias
1.8.Livros Sapienciais ou Cartas conforme a correta análise da ordem de toda a exposição sapiencial

Segue abaixo as eras a partir do Calvário como compreendemos, e uma das analogias delas com as eras do Antigo Testamento. Bagarre é o Castigo Mundial.

1.Pentecostes - Destruição de Jerusalém

Adão - Dilúvio

2. Destruição de Jerusalém - Concílio de Nicéia

Dilúvio - Moisés
  
3. Concílio de Nicéia - Idade Média

Moisés - Florescimento com Reis
  
4. Idade média - Bagarre no aspecto de decadência que culmina com o Castigo

Florescimento com Reis - Decadência com Salomão 

5. Bagarre no aspecto de decadência que culmina com o Castigo - Reino de Maria

Decadência com Salomão - Cristo

6. Reino de Maria - Anti-Cristo

Cristo - Cristo no calvário 

7. Anti-Cristo - Fim do mundo

Cristo no calvário - Fim do mundo

Eras definidas por tragédia ou graça enorme

É importante ressaltar que definimos por tragédia ou graça enorme na sociedade. E que a sétima, como já dito, não é uma era propriamente, é um conjunto de eras, fazendo o total de eras particulares serem 13.

1. Adão - Dilúvio 

2. Dilúvio - Moisés

3. Moisés - Florescimento com Reis
  
4. Florescimento com Reis - Decadência com Salomão

5. Decadência com Salomão - Cristo 

6. Cristo - Cristo no calvário

7. Cristo - Fim do mundo
  
(7) 7.1. Pentecostes - Destruição de Jerusalém

(8) 7.2. Destruição de Jerusalém - Concílio de Nicéia 

(9) 7.3. Concílio de Nicéia - Idade Média 

(10) 7.4. Idade média - Bagarre no aspecto de decadência que culmina com o Castigo

(11) 7.5. Bagarre no aspecto de decadência que culmina com o Castigo - Restaurador

(12) 7.6. Restaurador - Anti-Cristo 

(13) 7.7. Anti-Cristo - Fim do mundo

8. Fim do mundo - Céu 

É preciso notar que a vinda do restaurador (que pode ser mais de um) na era cristã tem semelhança com a vinda de Cristo na outra sexta era, até porque a vinda por si só não acabará com a iniquidade, tanto que Cristo sofreu e acreditamos que qualquer restaurador sofrerá igualmente. É preciso para isto acabar definitivamente no Castigo que antes já vinha ocorrendo em escala menor (crise moral, espiritual, etc) e que culmina com os dias de trevas que em seguida mostraremos como se dará pela análise das pragas de Moisés. Apesar do restaurador o calvário ainda existirá, será uma prefigura do calvário da Igreja, porque este mesmo só virá no tempo do anti-Cristo, quando acaba o mundo.

Eras segundo a simbologia das 10 pragas de Moisés

Como dizemos acima em 1.2. as eras são definidas nos "Livros Legais e Históricos segundo a simbologia da história e das ações dos profetas". E isso inclui as pragas do Egito, a qual demos uma interpretação para as últimas duas anteriormente, mas o mesmo poderia ser feito para as outras pragas. A penitência do mundo no caso é significada pela dureza do coração do Faraó (representante do mundo), que depois de algumas pragas tenta se desculpar com Moisés.

Praga - Era desde Moisés - Maior Castigo - Penitência do mundo ou não

1 - Águas em sangue - 3 - Moisés na travessia do mar vermelho - Não
2 - Rãs - 4 - Decadência de Salomão - Sim
3 - Piolhos - 5 - Exílio - Não
4 - Moscas - 6.1 - Rompimento do véu do templo - Sim
5 - Doenças nos animais - 6.2 - Destruição de Jerusalém - Não
6 - Sarna que rebentava em úlceras - 6.3 - Queda de Roma - Não
7 - Granizo - 6.4 - Invasões bárbaras e islâmicas na Idade média - Sim
8 - Gafanhotos - 6.5 - Decadência - Sim
9 - Trevas - 6.6 - Castigo (incluso o dos dias de trevas) - Não
10 - Morte dos primogênitos - 6.7 - Anti-Cristo - Não

A penitência no caso, representa não só a penitência dos homens na história mas também um recuo do mundo perante o Castigo de Deus, portanto, nossa interpretação é neste sentido e engloba a ausência de penitência do mundo podendo ser a impossibilidade de voltar atrás (como a destruição de coisas), coisa que existe na história, mas não existe enquanto o homem é vivo. Isto porque, segundo S.Agostinho, as nações são terrenas e precisam ser punidas neste mundo, não tem purgatório para elas.

O primeiro e o último é fácil dizer porque não houve penitência, o faraó acabou submergido pelas águas, e o anti-Cristo será derrotado no fim do mundo. A decadência com Salomão teve penitência se tomarmos no sentido que acabou as iniquidades dele em seguida, mas Israel foi sendo castigada até o Exílio, que destruiu o Templo, e não houve mais aquele templo de antes, e por isso se diz que o mundo não se reconstituiu nessa "praga". De fato, houve a reconstrução do templo e fim do exílio, mas não era o mesmo, e a decadência moral ainda existia, por isso os profetas bíblicos falam tanto dela, principalmente dos sacerdotes (fala disso Malaquias, que é do pós-exilio). Assim o povo judeu nos tempos de Cristo acabou em mãos romanas, sob um Rei estrangeiro e um sacerdote sem linha sacerdotal (como conta o historiador antigo Euclides de Cesaréia). E o véu do templo se rasga no Calvário, mas houve penitência ? Para muitos houve, como os apóstolos, e o próprio templo ainda não havia sido destruído, sendo disperso os judeus, e assim a religião judaica não tinha acabado por completo. Isto acontece depois, e por isso "não" figura na destruição de Jerusalém. Roma também tem o seu "não", depois de destruída, nunca volta, mas aparece o Império Romano espiritual, a Igreja. As invasões bárbaras e islâmicas são freiadas pelas cruzadas e pela evangelização daqueles povos, e se notou isto na Europa medieval Cristã com Carlos Magno, São Domingos e outros. Da decadência podemos dizer que ela acabará, e por isso há penitência, mas para quem sofre com o castigo dos dias de trevas não há: quem sofrer ali não terá volta.


As eras como corpo humano

As eras como corpo, é uma interpretação segundo Agostinho que estendemos para as eras da era cristã. A sexta acaba no calvário, e a sexta da era cristã acaba com o surgimento do Anti-Cristo, ou nascimento dele, segundo alguns. Embora seja mais plausível que acabe só com a tomada da Igreja pelo Anti-Cristo, que tem analogia com o Calvário de Nosso Senhor.

Era do corpo - característica dela - analogia com a era da era cristã e com a era antiga

1 - Infância - apagada pelo esquecimento - apagada o símbolo do judaísmo, de modo a mostrar que aquela época passou já, o Messias veio. As águas do dilúvio apagaram os vestígios daquele tempo.
2 - Puerícia - distinção das línguas, separação dos conceitos - a destruição de Jerusalém deixou mais evidente a distinção entre judeus e cristãos. A torre de Babel.
3 - Adolescência - o poder gerador começa a manifestar-se - Concílio de Nicéia, Padres da Igreja começam a construir uma civilização cristã. Moisés leva o povo para a terra prometida, a civilização prometida.
4 - Juventude - florescimento - glória da idade média, glória dos reis de Israel
5 - Senetude - forças diminuem - decadência e revoluções, decadência dos reis culminando com a dispersão das dez tribos, o exílio, no entanto, como na era cristão, há resistências e o Reino de Judá volta do exílio (parte de Israel).

6 - Velhice - grande luz de sabedoria, encerra com a morte - grande sabedoria do Reino de Maria, esplendor do conjunto das eras cristãs, termina com a vinda do Anti-Cristo. Esplendor do conjunto das eras antigas com a vinda do Messias.

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Fontes: 
[1] Gênesis contra Maniqueus, I, 23até 24
[2] São Boaventura, Brevilóquio, Prólogo, 2
[3] Idem 
[4] A divisão de S.Agostinho está no livro Instrução dos catecúmenos, cap.22
[5] Gênesis contra Maniqueus, I, 23, n.38

[6] Les Six Jours de la Création ou Les Illuminations de L'Eglise, Saint Bonaventure, 1273, Seizième Conferénce, 2

[7] Idem, 23, no.41

[8] Anticimenon, Anselm of Havelberg, Cistercians publications, pg.24

[9] Anselm of Havelberg: Deeds into Words in the Twelfth Century. Jay T. Lees, pgs.177-191

[10] "Les Six Jours...", Seizième Conferénce, 30