A Teologia da História prova a vinda do Reino de Maria, por Plinio Corrêa de Oliveira em 1971.

Este artigo é baseado em uma aula de Dr.Plinio, mas foi editado. Os negritos, palavras em colchetes, e notas são nossas. A primeira parte tratou do Grande Castigo.
 
A Teologia da História prova a vinda do Castigo Mundial ou Bagarre, por Plinio Corrêa de Oliveira em 1971.

São Luís Maria Grignion de Montfort profetiza o Reino de Maria e os apóstolos dos últimos tempos

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"[Agora trataremos] por que é que sendo irreversível a vitória da Revolução é irreversível a vitória da Contra-Revolução, que é a segunda tese.

Eu respondo assim. Ou virá o fim do mundo já, ou não virá. Ora, não virá! Quais são as duas razões para achar que não virá ?"

Primeira razão: exegese da Escritura


"Uma, são as próprias palavras de Nosso Senhor. Ele caracteriza o fim do mundo assim: quando o Filho do Homem vier pela segunda vez haverá Fé na Terra? Como que a dar entender que a Fé será tão pouca que será como que não havendo mais. Ora, a esse ponto ainda não chegamos, que existe Fé na Terra ainda existe em gentinha espalhada por aí, etc., graças a Deus".

Segunda razão: das profecias, que nós estendemos para outras além de Fátima


"Mas alguém poderia objetar: "Está bom, não chegamos mas chegaremos por esse processo". A resposta é: "Está bem, mas Nossa Senhora em Fátima disse que não, que o Imaculado Coração dEla triunfará". 


Bom, [a plenitude da Igreja] terá de vir à maneira de uma grande misericórdia e é o que está previsto em Fátima. Nossa Senhora não diz: "Eu triunfarei". Há um matiz. Ela diz: "Meu Imaculado Coração triunfará". Quer dizer, "Minha misericórdia triunfará, minha bondade triunfará". Depois de uma justiça daquelas, naturalmente; indispensabissima, pela qual dia e noite bradamos.

O que quer dizer aí esse triunfo do coração? Quer dizer a Mãe que depois de obter para o filho um castigo regenerador para o que se salvarem, para os que ficarem na Terra, depois os cumula de dons".

 
Terceira razão: teológica, pela dinâmica da reconciliação


"Há uma terceira razão que é uma razão teológica, e ao mesmo tempo psicológica. Os grandes pecados trazem os grandes castigos para os povos. Os grandes castigos trazem as grandes emendas, e as grandes emendas, as grandes reconciliações. Está na ordem da economia da graça. Por exemplo com o Dilúvio. Já antes do Dilúvio, com a expulsão do paraíso, pecado original, castigo tremendo, a promessa do Messias. Depois com o Dilúvio houve o que houve, depois o arco-íris.

Com o próprio povo hebraico está prometida para o fim do mundo uma conversão espetacular. Castigo tremendo mas uma conversão espetacular. Quer dizer, essa é a seqüência.

Se não tem o fim do mundo agora, tem de haver uma reconciliação tão grande quanto o castigo. Há, agora, a pergunta: quer dizer, se vem a Contra-Revolução, se vem uma reconciliação, ou por outra, se houve um tão grande pecado, um tão grande castigo, tem de haver uma enorme reconciliação".

Quarta razão: pela teoria da evolução até a perfeição do Corpo de Cristo


"Agora, por que é que isso tem de ser o Reino de Maria ? Eu já dei no início uma razão. É a plenitude da Igreja, etc. Mas eu dou uma outra razão, eu aprofundo esta razão.

Não estaria de acordo com os planos da Providência que o mundo terminasse sem a Igreja atingir toda a perfeição para a qual Ela foi chamada.

Há a tese dos teólogos de que Nosso Senhor Jesus Cristo morreu com 33 anos e portanto 33 anos é a idade perfeita do homem. Porque se pode perguntar qual é a idade em que o homem normal atinge o seu pleno desenvolvimento. E a resposta é: como Nosso Senhor Jesus Cristo quis entregar a sua vida por nós aos 33 anos, 33 anos tem de ser a idade perfeita. Por quê? Porque Ele tendo se encarnado, Ele haveria de chegar à plenitude de seu desenvolvimento físico e de seu desenvolvimento intelectual e moral enquanto Filho de Deus na sua Humanidade santíssima, Ele havia de chegar à sua plenitude antes de morrer. Não podia um Ser tão excelso, quanto à natureza humana do Filho de Deus hipostaticamente unida à Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, não podia existir sem completar o seu curso e chegar à sua perfeição. Seria contrário à ordem sapiencial das coisas.

Este é um lindo argumento que se pode aplicar à Igreja. Porque tudo que se diz de Cristo, mutatis mutandis, se diz da Igreja que é o Corpo Místico de Cristo. Então não pode o corpo místico de Cristo desaparecer (a Igreja militante desaparecer) sem ter atingido a sua perfeição.

Ora, a Idade Média não foi uma perfeição, foi uma perfeição truncada por um pecado abominável, foi um germe de perfeição. Logo a perfeição ainda é vindoura, terá de vir.

Logo está concluído: Virá o auge da Revolução, virá a vitória da Contra-Revolução, virá o Reino de Maria"
[1].

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Fontes:
 
[1] Reunião da SEFAC (semana de estudos de formação anti-comunista). 6 de Agosto de 1971.