Hipótese Teológica: a missão de Elias Profeta é prefigura das eras do Apocalipse ou eras cristãs

Como vimos em artigo anterior CLIQUE AQUI PARA VER:
"
É importante ressaltar que definimos por tragédia ou graça enorme na sociedade. E que a sétima, como já dito, não é uma era propriamente, é um conjunto de eras, fazendo o total de eras particulares serem 13."

1. Adão - Dilúvio
 

2. Dilúvio - Moisés

3. Moisés -
Florescimento com Reis
 
4. Florescimento com Reis - Decadência com Salomão

5. Decadência
com Salomão - Cristo

6. Cristo - Cristo no calvário

7. Cristo no Calvário - Fim do mundo
  
(7) 7.1. Pentecostes - Destruição de Jerusalém

(8) 7.2. Destruição de Jerusalém - Concílio de Nicéia

(9) 7.
3. Concílio de Nicéia - Idade Média 

(10) 7.4. Idade média - Bagarre no aspecto de decadência que culmina com o Castigo

(11) 7.5. Bagarre no aspecto de decadência que culmina com o Castigo - Restauração com a Igreja no Calvário

(12) 7.6. Restauração com a Igreja no Calvário - Anti-Cristo 

(13) 7.7. Anti-Cristo - Fim do mundo

8. Fim do mundo - Céu

Nesse mesmo artigo dizíamos que as eras são definidas pelos "
Livros Legais e Históricos segundo a simbologia da história e das ações dos profetas"

Hoje provaremos como isso está na missão de Elias profeta, que apesar de não ser o maior dos antigos profetas (esse era Moisés), está para vir no fim do mundo. CLIQUE AQUI PARA A PROVA DISSO.


As treze ações proféticas de Elias no Antigo Testamento provam as treze eras.

PRIMEIRA - 1 Reis 17, 1

Deus mostra por Elias o poder que tem sobre a chuva e orvalho, isto é, a mesma exibição de poder que aconteceu no Dilúvio.


 SEGUNDA - 1 Reis 17, 2-6

Elias vai, por ordem de Deus, à corrente de Carit, e lá bebe da torrente enquanto os corvos trazem pão e carne. Elias fica lá até a torrente secar. O corvo é aquele de Noé que solto, não volta até a secura das águas. A torrente são as águas do dilúvio.

TERCEIRA - 1 Reis 17, 8-14

A viúva que parece sem pão, por causa da seca, é abastecida pelas palavras do profeta. Mesma coisa acontece com os 40 dias no deserto com Moisés, quando, apesar da seca, os israelitas tinham o maná e não faltava comida na panela deles.

QUARTA - 1 Reis 17, 17-24


Nesta parte o profeta, que é ação profética de Deus na história, ressuscita o filho da viúva que reclamava com Elias insinuando que ele tinha vindo para suscitar a lembrança dos pecados dela por causa da doença do filho. Ora, essa viúva, como vimos na simbologia, é o povo israelita, que passou pelo deserto na era anterior. Então o povo não é deixado de lado, com uma descendência chagada por causa dos flagelos anteriores, ele ressurge (a herança deles, o filho). Também aqui há a significância da promessa do Messias, que irá ressuscitar, pela linhagem de Davi Rei, que é dessa era. E por isso a viúva crê no profeta.

 
QUINTA - 1 Reis 18, 1-40

Essa é a era de Elias propriamente, a era dos profetas. Se fosse só isso ela não teria significado profético, mas essa parte, como as outras em certo grau, é prefigura da era correspondente da era cristã. Os profetas nessa época de Elias, como ele, se apresentam diante do mundo, simbolizado por Acab, o Rei. Elias desafia Acab a juntar os falsos profetas no Monte Carmelo, e lá lança o desafio do fogo, que ele ganha e em seguida extermina os profetas de Baal.

O Monte simboliza a criação da entidade profética do Carmelo, que vem em tal época crítica. Também veio na quinta era da era cristã a reforma do Carmelo e a TFP, composta por terceiros carmelitas.

O desafio é a luta que se trava nessa era entre o bem e o mal, mais explícita nesse tempo. Os falsos profetas são o significador de todos os embusteiros da era, desde os idólatras até os hereges, os que não fazem um sacrifício digno ao Senhor, e Ele não aceita mandando fogo. Esses falsos doutores se retalhavam, isto é, nessa era os próprios ímpios são o motivo de suas dores.

Já Elias pega doze pedras para representar as doze tribos de Israel, mas também para nós as doze eras e contando com o próprio profeta treze. Manda jogar quatro talhas de água três vezes sobre o holocausto, representando o doze novamente, e também o três, representante das três testemunhas do começo da sexta era cristã (Papa Santo, Grande Monarca e o profeta, que por sua vez são prefiguras de Elias, Enoch e S.João Apóstolo).

O profeta, depois disso, tem sua oração e sacrifício aceito com fogo do céu, o que simboliza que nessa era só o âmbito profético é que seria agradável a Deus, só os escolhidos para bater de frente com o mundo (os de Baal) e serem profetas. As talhas de águas já no holocausto recebem o fogo do Espírito Santo e está pronta a virada da era, a vinda do Papa Santo, da onde sai vitorioso esse profeta de Deus, exterminando os de Baal. O fogo consome também as doze pedras, porque não só acaba com a distinção de doze tribos judaicas, com a vinda do Messias na sexta era antiga, como é a infusão do Espírito Santo nos doze apóstolos.


SEXTA - 1 Reis 18, 41-46

Elias diz para Acab comer e beber para se preparar para a chuva, isto é, o profeta diz para o mundo (Acab) se preparar para o Castigo. Elias sobe no alto do Carmelo, vai para o ápice da ação profética as ações dos homens, e lá vê a nuvem, e a venera de joelhos, porque a nuvem é a vinda de Nossa Senhora, envolta na nuvem com o anjo Gabriel, assim como era envolta na nuvem a Arca da Aliança (prefigura de Maria, a verdadeira arca da aliança). Ela vem do mar, porque Maria vem da palavra Mar. O criado não vê e precisa voltar sete vezes, quando vê em formato de pegada de homem, e vê assim como uma marca porque na sétima era Cristo deixa sua marca nos céus e na terra, a marca da era cristã, da nova aliança, embora o evento todo diga respeito a vinda Dele. Também esta parte tem a ver com a vinda do Reino de Maria por causa de Nossa Senhora, e os dias de trevas, pois a chuva faz, como diz nesses versículos, o céu cobrir-se em trevas. Elias diz para o mundo (Acab) atrelar os cavalos no carro, isto é, subordinar as paixões à razão.

SÉTIMA (1) - 1 Reis 19, 1-5a

O mensageiro de Jezabel ameaça matar Elias, que, com medo vai para onde o desejo o leva, e andando pelo deserto deseja a morte, dizendo que não é melhor que os pais, e adormece na sombra de um junípero. A princípio alguém pode objetar que essa parte não deveria ser contada como ação profética por ser puramente fraqueza de Elias, mas dois motivos são contrários a isto: aquela ação, apesar de um tanto humana, vem seguida por uma ação profética que ocorre ali mesmo. E as vezes Deus deixa o homem ser tentado e levado pelas paixões para completar o plano divino, nesse sentido comenta Cornélio A Lápide na passagem "e desejou para si a morte...".

Essa parte representa a
prefigura da humanidade de Cristo, "ecce homo", como disse Pilatos. A crucificação foi a parte humana de Cristo sendo revelada ao extremo. O pedido de Elias para o Senhor tirar a vida dele em gesto de humildade em relação aos pais lembra Cristo encomendando nas mãos do Pai a sua alma. Também Cornélio A Lápide fala da alegoria com Cristo citando Ruperto, lib. V, cap. X, a qual provamos em outro nível aqui.

OITAVA (2) - 1 Reis 19, 5b-9


O anjo o acorda duas vezes com comida e bebida, e na segunda Elias levanta e caminha 40 dias até o monte de Deus, Horeb.

O monte Horeb é segundo Eclo, 48, 7, onde Elias ouviu os decretos da vingança do Senhor. Aqui está simbolizado a destruição de Jerusalém, a vingança do Senhor contra o povo que não seguiu a aliança, a profecia Dele no Evangelho. Foi após 40 anos também, que Moisés viu Deus na sarça ardente (Ex 3) e começou a sua missão, que é a terceira era antiga, e isso indica no fim dessa passagem a virada da era dois para a três da antiga, porque também significam as antigas eras essas passagens. O anjo o acorda duas vezes porque aqui é o meio das duas eras, a passagem de uma para outra definitivamente, aqui acontece a sétima da era antiga, que representa o conjunto das seguintes, e a primeira da era cristã.

NONA (3) - 1 Reis 19, 13-19

Nessa parte Deus menciona a profecia do vento, terremoto, fogo e então a brisa, que é a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vem na quarta era a partir da terceira, representada por esses versículos. Deus também mostra que Ele tem poder sobre os elementos, ar, terra e fogo, mas que não estará neles, e omiti a água, pois estará na água do batismo na sexta era antiga.
O vento transtorna os montes, tão presentes na missão de Moisés e quando ele quebra as tábuas da Lei.

A segunda
parte dos versículos é mais interessante para nossa avaliação porque trata da missão profética de Elias. Nela o profeta deverá ungir o rei da Síria, o rei de Israel e o profeta Eliseu no seu lugar. Essa missão é dada mas não cumprida por Elias, exceto a última. Um rei para o povo simboliza um papa querido por Deus e o rei para um outro povo são os reis queridos por Deus, ambos os quais abundaram na quarta era cristã, onde na interpretação da missão profética de Elias, começa no mínimo com a unção de Eliseu (quarta na interpretação também), já que foi ele que completou essa missão de Elias, e ele foi ungido na quarta, que veremos a seguir. Também a terceira é a primícia da quarta como avaliamos na história dessas eras cristãs quando vemos que na terceira muitos reis e bons papas estavam na Igreja, mas não tantas quanto na quarta.

DÉCIMA (4)
- 1 Reis 19, 19-21

Eliseu estava com doze juntas de bois porque esse número é o dos apóstolos que recebem o legado, como recebe nessa parte Eliseu. Para ser seguidor fiel é preciso deixar os bois, isto é, as paixões baixas e também a vida ativa, porque só se completa a vida contemplativa e profética no sentido pleno sem essas coisas. Eliseu também representa aquele que completou a missão da era anterior dada por Deus a Elias, isto é, a sagração dos reis e dos Papas muito queridos por Deus (na nossa interpretação), então ele é a quarta era propriamente enquanto é aquele que completa isso, sinais principais da era cristã. A quarta era, da idade média, é na qual se completa a missão da terceira, pois floresce a Cristandade com todo o trabalho apostólico da terceira era, a sagração dos reis, a vida monástica, o conhecimento dos padres da Igreja, etc.


DÉCIMA PRIMEIRA (5) - 1 Reis 21, 15-28

Acab, representado pelo mundo ou os filhos da serpente, tira a vida de Nabot, que queria somente manter a vinha dos seus pais. Nabot era quem ficou fiel a tradição, não se vendeu ao mundo, e não quis abrir mão dos costumes dignos de outrora por causa de vinhas maiores, isto é, bens materiais. Nabot é morto por Jezabel, através de falsas testemunhas que dizem que ele louvou Deus e o rei, exatamente o que fazem os revolucionários nessa época.

Elias profetiza a morte de Acab e de sua mulher e filhos, mas Acab fez penitência e então o Senhor resolveu fazer cair a maldição só nos dias do filho dele. O filho simboliza a próxima era onde é destruída toda a herança de Acab, o mundo da quinta era, o mundo revolucionário, é destronado esse mundo desprezador das heranças tradicionais. Também esse filho representa a herança revolucionária: ela perecerá. Não por acaso a ação profética aqui é similar a da quinta e da sexta era já tratadas, não só porque Elias profetiza para Acab diretamente como profetiza destruição. Assim também é a próxima era, a décima segunda na contagem geral.

O que a penitência de Acab significa ? Poderia ser a parte do mundo que se arrepende de ter ferido de morte Nabot (a tradição), e que não sofrerá as penas da maldição na próxima era, porque se arrependeu fielmente e agradou o Senhor.


DÉCIMA SEGUNDA (6) - 2 Reis 1, 3-18

Acazias, filho de Acab, passa a reinar, e por consultar Belzebub, Deus fala a Elias que o rei certamente morrerá. Avisado, o rei manda tropas de cinquenta homens para ter com Elias, que faz descer fogo do céu e consome as duas primeiras. O simbolismo do cinco é claro que significa a era passada que é consumida. As três tropas são os três dias de trevas que já tratamos em outro lugar. A última tropa é quando vem o arrependimento, a ressurreição. As duas primeiras tratam com desrespeito o profeta, e por isso perecem. A última pede misericórdia e sobrevive, porque um anjo fala ao profeta para acompanhá-la até o rei, onde é confirmada a profecia da era anterior e é assim porque a quinta era, tanto para a antiga quanto para a cristã são eras de profetas, a era de Elias e do Monte Carmelo. Outro dado interessante é o que comenta Cornélio A Lápide em "ide, consultai Belzebub": esse Deus era o Deus das moscas, e muitos seguem Serário no que concerne esse ser o Deus da libidinagem, pois as moscas estão na impureza. E para nós fica claro que a ação profética nessa era vem castigar a luxúria, a insolência, a inquietude, o litígio. Fica mais significativa a presença de Baal nessa interpretação geral.

DÉCIMA TERCEIRA (7) - 2 Reis 2, 1-13
 

Elias vai visitar as comunidades de profetas que ele mesmo criou conforme Cornélio A Lápide e outros comentadores. Esses grupos já sabiam então que Elias seria arrebatado. A ação profética aqui é ser levado ao paraíso terrestre, mas isto é uma prefigura da ressurreição universal e do fim de Elias no nosso esquema.

Eliseu pede o espírito duplicado como quem pede os céus e Elias responde para ele estar atento quando o levarem, isto é, o martirizarem, e então Eliseu terá o que quer se cumprir o "vigiai e orai". Elias profeta vem ser buscado com fogo, porque no fim dos tempos será levado (a alma dele) quase simultaneamente com fogo (do apocalipse). Mas um profeta fica, e este seria São João Apóstolo, aquele que recebe o espírito duplicado de Elias, pois vê as duas paixões de Cristo, a primeira e a última, recebe o espírito Santo de Cristo e depois em Pentecostes. Também tem duplicado o espírito no sentido profético, que é maior para o apóstolo por causa dessas coisas citadas. Elias profeta visita as comunidades antes de tudo porque no fim vai visitá-las antes do martírio, vai exortar todos os seus apóstolos proféticos antes do fim, mesmo sendo poucos ou não (lembrando que aqui pode significar não os apóstolos mas sim as comunidades que eram ligadas ao profeta e sua missão, o que pode indicar, em tese, que somente Eliseu sobraria. No entanto fica difícil achar lugar para dizer da onde vem os cinquenta filhos dos profetas nessa concepção, então é melhor admitir que um número parecido ficará).

OBSERVAÇÕES


Alguns poderão argumentar que em outros livros Sagrados, como nas Crônicas, Elias ainda age profeticamente advertindo os outros, e por isso essa divisão toda seria inválida. Acontece que tudo que acontece posteriormente (com ele no paraíso terrestre) não entra na missão profética dele na terra, que é a que avaliamos.