As seis eras representadas nas seis aparições de Nosso Senhor no dia da Ressurreição conforme a Sagrada Escritura

Nosso Senhor aparece para Maria Madalena
Para entender este artigo, é preciso ler este antes: Nossa Senhora dos Prazeres, a primeira pessoa que Jesus Cristo ressuscitado apareceu. Provas pela Escritura, Santos e tradições litúrgicas

Clique aqui para ler mais sobre Reino de Maria, Castigo Mundial (bagarre) e outras coisas mencionadas como coisas comuns nas profecias 

Era - Quem viu Nosso Senhor

1 - Nossa Senhora

Era necessário que aquela que primeiro viu o Messias, primeiro tocou-O, e osculou Seus pés nesta terra, por mérito, por ser "cheia de graça", também seja a primeira que viu Ele ressuscitado. E é mais belo ainda este fato quando vemos que as aparições de Nosso Senhor no dia da Ressurreição relatadas nas Escrituras tenham nexo místico com as eras cristãs. Porque das antigas Ele abriu, enquanto encarnado a sexta, a sétima, e abriu a primeira era cristã em Pentecostes pelo Espírito Santo quando estava presente Nossa Senhora. Portanto abriu a mística sexta época antiga, em que Ele é a principal pessoa, através de Nossa Senhora. E abriu as seis aparições no dia da ressurreição com Nossa Senhora igualmente. A numerologia da palavra de Deus se mostra aqui como é: digna de ser proveniente Dele.

Maria Santíssima é a primeira a ver a morte vencida, "eu venci o mundo". Ela é a primeira do mesmo modo que é a primeira na hierarquia das criaturas de Deus. É por isso que ela é a primeira sozinha e não com outros. Nosso Senhor mostra a vitória, e é dela o melhor lugar para ver a Glória de Deus, por ser Mãe de Deus, Virgem Santíssima.

2 - Nossa Senhora e as Santas Mulheres

As Santas mulheres foram no sepulcro e o encontraram vazio, assim, a destruição de Jerusalém não deixou pedra sobre pedra, confirmando a profecia de Nosso Senhor. Todo o Corpo de Nosso Senhor ressuscitou, nenhuma parte ficou de fora. Do mesmo modo a destruição do que era velho, o antigo templo, havia de ser completa, como foi completa a ressurreição.

As mulheres foram avisadas por um dos anjos, embora ali estivessem dois. Isto porque elas simbolizam exatamente o povo que ainda não largou da antiga aliança, o povo que ainda não estava preparado para a destruição de Jerusalém, como advertiu Nosso Senhor "quem estiver no campo não volte para buscar suas roupas". Eram dois anjos porque esta aparição simboliza a segunda era. 

Elas fugiram do anúncio, pois não estavam ainda confirmadas, mas eis que Nossa Senhora estava perto delas, e seguindo-as, rogou por elas, e Nosso Senhor apareceu para todas.

3 - Maria Madalena

Dois anjos, mais Nosso Senhor, em forma de jardineiro em um primeiro momento, completam o simbolismo do três, para completar o simbolismo desse evento com a terceira era.

Também S.Maria Madalena é a terceira discípula presente no momento no sepulcro, contando com S.João e S.Pedro, que vieram com ela, visto que ela veio com as outras mulheres, mas saiu correndo para avisar os apóstolos logo ao ver de longe a pedra removida.

Quando as mulheres entraram o anjo pediu para que ela avisassem os outros da boa nova e o encontro marcado na Galiléia. Confusas, elas fugiram, mas viram no caminho Nosso Senhor que pediu a mesma coisa. Então nesta aparição é exprimido pela terceira vez um pedido de Deus para avisar aos apóstolos para encontrá-los no Monte das Oliveiras. Assim a numerologia se completa. 

Nosso Senhor fala para não tocá-Lo porque ele ainda não subiu ao Pai. Ele fala para não tocá-Lo por esta razão, e não porque ela ia poder tocá-Lo em seguida com as outras mulheres, como alguns comentam (contrário também a ordem dada aqui que cremos correta). No entanto, como as mulheres tocaram Ele e S.Tomé e os outros apóstolos, fica claro que a razão não é literal. Mas se não é literal, pelo menos não é simples de tal forma que queira significar somente que com as outras mulheres ela poderia tocá-Lo. Acreditamos no sentido moral de Nosso Senhor não querer ser tocado sozinho com uma mulher. Também denota como Ele queria controlar o espírito impulsivo de S.Maria Madalena.

Adicionamos, assim, pela beleza da Escritura que comporta vários sentidos, outra interpretação: Ele fala no contexto das seis aparições analisadas aqui. S.Maria Madalena é representada pelas sete eras cristãs, tanto que S.Marcos no Evangelho fala "da qual saiu sete demônios". Ela representa o conjunto da história humana aqui, depois de ter passado por todos os pecados capitais e sofrido tudo que devia. Então, Nosso Senhor, a Igreja em sentido místico, precisa ser arrebatada, isto é, precisa tornar-se somente Igreja Triunfante, para que a história encoste Nela (a Igreja, corpo Místico de Cristo), ou seja, O encontrasse novamente, o que significa a segunda vinda Dele.

Mas por que é dito isso em um contexto da terceira era cristã ? A razão está no fim do império Romano, no que parecia ser o fim do mundo para aqueles que entendiam que no fim deste império viria o Reino de Cristo. Quando na verdade, será no fim do Império Romano do Papa, da Igreja. Quando ela subir para o Pai, então poderá sentí-Lo os homens.

4 - S.Pedro Papa

Entre essa aparição e a última, vemos que os apóstolos não davam crédito para as mulheres, mas só S.Pedro acreditou, e foi ver o sepulcro. Dado que os doze apóstolos (supondo que já estava ali aquele que substituiria Judas) representam a totalidade dos povos, como as doze tribos no antigo testamento simbolizaram, como o zodíaco simboliza todo o globo terrestre, como eles representam a totalidade do povo cristão que é chamado a ser todos os povos, eles representariam também as nações. E por que dizemos isto ? Porque S.Pedro representa, nesse contexto, dentre todos os povos e nações da época, o que perseverou na fé e viu a vida planamente, Nosso Senhor Jesus Cristo ressurrecto, a verdade, o caminho e a vida.

Do mesmo os povos bárbaros sumiram como eram, ou se cristianizaram dando origem a outros povos e impérios. O império Romano caiu, mas não o império Romano verdadeiro, que é o espiritual, a Santa Igreja. Este império é o único que sobreviveu daquela época, e é representado por S.Pedro sendo o único dentre os apóstolos a ver Nosso Senhor na quarta vez em que Ele aparece aos homens.

Nunca antes o poder Papal gozou tanto de poder quanto na Idade Média, e mesmo se afirmamos que durante o pontificado santo de Pio IX e S.Pio X o Papado tinha mais ainda influência isso não seria verdadeiro no sentido histórico, porque as forças maçônicas haviam tomado as nações, a Revolução havia se apoderado até dos Estados Pontificios. De modo que, temporalmente falando, a influência era muito menor do que na Idade Média, segundo a lamentação do Papa Leão XIII: “Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados".

5 - Dois discípulos de Emaús 

"Eis que, no mesmo dia, caminhavam dois deles para uma aldeia, chamada Emaús, que estava à distância de Jerusalém sessenta estádios" Mt 24, 13. Ora, estava a uma distância de sessenta, porque é uma distância de dez vezes seis. O dez representa a perfeição da lei, dividida assim. Portanto, tem a ver com a moral o contexto dessa época cristã, que, como vemos na prática, tanto faltou com ela. Já o seis está no cálculo da distância por ser verdadeiramente a distância que falta no término deste contexto profético representativo da quinta era: a sexta era.

Haviam dois discípulos porque dois são os principais, os profetizados neste tempo para virem no fim desta era: o Papa Santo e o Grande Monarca. Ora, como acreditamos em um terceiro apóstolo, ela estaria representada pelo próprio Senhor quando, diz o Evangelista, "se mostrou sob outra forma", e aparentava uma viajante. Só o reconheceram quando Ele partiu o pão, o que significa que ele deixou de ser quem era (a "outra forma") quando passou a exercer uma função que não era de quem aparentava ser, porque ele representava o terceiro apóstolo referido (e talvez tenha aparecido ali exatamente com a aparência que Deus estipulou para este), o qual não será sacerdote para poder partir o pão.

Esta é a era profética cristã, que tem semelhança com a quinta era antiga na qual mais floresceram os profetas. E por isso "começando por Moisés, e discorrendo sobre todos os profetas, explicava-lhes o que dele se encontrava dito em todas as Escrituras" Mt 24, 27. E "em todas as Escrituras" porque em todos os profetas depois da revelação está escrito do final desta era, e da vinda do Reino de Maria na próxima. Neste contexto fica evidente "a plenitude da profecia" sobre os eventos próximos: como ela será alcançada.

6 - Aos dez apóstolos (S.Tomé estava ausente)

Nosso Senhor aparece e mostra por completo tudo que era necessário mostrar: Suas chagas, Seu lado, Sua carne, e Ele come na presença deles também para provar que não é um fantasma, mas que veio em Corpo e alma.

Ora, "as portas estando fechadas" Jo 20, 19, mesmo assim Ele aparece entre os apóstolos para significar que aquele "medo dos judeus" não era mais justificado, pois na sexta era também estes se converterão, as portas estarão abertas para todos, a Igreja não sofrerá perseguição nem será de catacumbas, mas de esplendor.

É interessante notar que quando voltam os díscipulos de Emaús, os apóstolos já acreditam na ressurreição por causa de S.Pedro, que tinha visto o Senhor. A aparição Dele para S.Pedro era justamente a representativa da "quarta era", a qual os apóstolos já estão voltando os olhos, porque ela serve de inspiração para a era que entrariam nesse contexto da sexta era. De outro modo, é quando o povo de Deus mostra grande fé e confiança no Papado e na missão do seu Papa, que começa a sexta era. É quando justamente aparece esse Papa Santo que falam as profecias.

Ora, o que prevalece nesta era, marcada primeiramente pelo Reino de Maria ? A paz. E por isso "foi Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: A paz seja convosco" Jo 20, 21. É nesta era também que o povo de Deus, representado pelos apóstolos, entendem tudo que havia de acontecer. "Então abriu-lhes o entendimento, para compreenderem as Escrituras" Lc 24, 45.

Nesta época todas as nações serão batizadas, conforme as profecias. Todos serão católicos, o Evangelho será pregado por toda parte. E por isso "Disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura" Mc 16, 15. Porque era preciso "que em seu nome se pregasse a penitênica e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém" Lc 24, 47.

Objeta-se: por que S.Tomé estava ausente se aqui era necessário o simbolismo dos apóstolos por completo visto que eles representam o povo de Deus e as nações ? Na verdade, a ausência dele corrobora no sentido, visto que foram dez as tribos perdidas de Israel, e do mesmo modo os dez que viram Nosso Senhor representam (em um modo de interpretação) a reunião destas dez tribos. As doze tribos de Israel representam a totalidade do povo de Deus e das nações, confome falado anteriormente.