O Profeta Sofonias diz que Deus "aniquilará todos os deuses da terra", depois todas as nações O adorarão

Profeta Menor Sofonias da Sagrada Escritura, tradução da Vulgata pelo Pe. Matos Soares
 
O artigo anterior que tratou do profeta Sofonias é o abaixo:

O Profeta Sofonias fala do extermínio dos maus sacerdotes, a queda das torres altas. As casas dos ímpios "converter-se-ão num deserto"


Para entender diversos conceitos proféticos, recomendamos a leitura dos artigos da seção: 

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Cap.2, 1-7 - Vinde todos, juntai-vos, nação indigna de ser amada, antes que o decreto produza esse dia que passará como (um turbilhão de) pó, antes que venha sobre vós a ira do furor do Senhor, antes que venha sobre vós o dia da indignação do Senhor. Buscai o Senhor, todos vós humildes nesta terra, vós os que guardastes seus preceitos, buscai a justiça, buscai a mansidão, para ver se podeis achar um abrigo no dia do furor do Senhor.

Porque Gaza será destruída e Ascalon virá a ser um deserto. Azoto será assolada em pleno meio-dia e Acaron será arrancada pela raiz. Ai de vós, os que habitais a costa do mar, povo de homens perdidos ! Canaã, terra dos filisteus, a palavra do Senhor está para cair sobre Vós. Eu te exterminarei, sem que fique um só dos seus habitantes. A costa do mar será então lugar de repouso para os pastores, aprisco para as ovelhas, ela será daqueles que tiverem ficado da casa de Judá, encontrarão pastagens, descansarão à noite nas casas de Ascalon; porque o Senhor seu Deus os visitará e os fará voltar do seu cativeiro.


A exortação à penitência é acompanhada da advertência "a ira do furor" e "dia da indignação", e porque essa repetição se é o mesmo dia ? Repete-se porque primeiro vem o furor, e depois o dia propriamente se falamos da escala temporal. Primeiro o Grande Castigo depois o dia da Ira, o último dia. A penitência tem a ver com o pecado: orgulho, falta aos mandamentos de Deus, injustiça e agitação.

As cidades indicam três tipos de castigos, e as inundações sobrevirão sobre os povos das costas mais provavelmente. Esta é a primeira vez na profecia em que se mencionado que sobrarão homens ("da casa de Judá"), estes encontrarão pastagens, isto é, fertilidade espiritual e material depois do Castigo.

A casa de Judá foi a única que manteve as tradições durante o exílio da babilônia, que vimos nas hipóteses sobres as eras na missão de Elias, e as eras segundo S.Agostinho e outros, que representa a prefigura da quinta era cristã. A casa de Judá tem no seu símbolo o leão de Judá, usado no emblema da TFP, que desde os seus primórdios luta para manter as tradições nesta era de progressismo na Igreja e neo-paganismo no mundo. Junto ao leão de Judá pode-se ver a cruz do tau, citada em Ezequiel (Ez 9, 11: matai todos, sem que nenhum escape, mas não mateis nenhum daqueles sobre quem virdes o tau), a cruz que marcada sobre a fronte do homem, na hora do Castigo de Deus, faz ele ser salvo.

Também era preciso que a casa de Judá não se misturasse com os gentios no cativeiro, por causa da linhagem de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é Davídica, da casa de Judá, e nisso podemos dizer que a "casa de Judá da era cristã" tem necessidade de existência, por causa não da vinda de Nosso Senhor propriamente, pois ele virá novamente só no fim do mundo, mas pelos motivos que ela representa, que são:
1.Mantimento das tradições

2.Linhagem real do Grande Monarca

8-9 - Eu ouvi os insultos de Moab e as blasfêmias dos filhos de Amon, que ultrajaram o meu povo e se levantaram arrogantemente contra as suas fronteiras. Por isso, juro por minha vida, diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel, que Moab virá a ser como Sodoma, e os filhos de Amon como Gomorra, um lugar de espinhos secos e montões de sal, um deserto eterno. Os restos do meu povo os saquearão e os que restarem da minha gente serão os seus donos.


Moab e Amon são as duas cidades que representam a esfera espiritual e a temporal alinhadas ao objetivo da cidade do demônio, e também representam Sodoma e Gomorra. Estas duas cidades invadiram as fronteiras da cidade de Deus, tomaram conta dela, espiritualmente e materialmente.

A lembrança de Sodoma e Gomorra deixa claro que o pecado destas cidades, que significam o mundo moderno, é a luxúria principalmente, assim como o apoio ao pecado contra a natureza. Deus prevê a destruição desta civilização, que nunca mais voltará a reinar, será um "deserto eterno", e mesmo na vinda do anti-Cristo, ela não voltará, pois ele virá para tentar destruir a Igreja, seu tempo será rápido, não vai dar para formar a civilização Sodomita de antes, mas sim para tomar espiritualmente a civilização daquele tempo, que é a do Reino de Maria.

Vale a pena notar que Deus de novo menciona que poucos sobrarão do Castigo, até dentre os que eram do povo Dele.


10-12 - Isto lhes há de acontecer por causa da sua soberba, porque blasfemaram e trataram com arrogância o povo do Senhor dos exércitos. O Senhor mostrar-se-á terrível contra eles, aniquilará todos os deuses da terra. Adorá-lo-ão todos, cada um no seu país, todas as ilhas das nações. Mas também vós, ó etíopes, sereis mortos pela minha espada.
 


Todos os ídolos modernos, sejam os astros da televisão, da música, diversas celebridades, os gurus, as diversões, tudo que for fonte de neo-paganismo será destruído. Depois da destruição disso tudo, todos as nações adorarão o Deus verdadeiro. E os etíopes aqui significam os povos mais afastados da mentalidade neo-pagã mais predominante no mundo, mas que serão castigados nos seus pecados, porque os etíopes pareciam mais distantes dos antigos embates no oriente médio, tendo problemas mais particulares. 

13-15 - (O caldeu) estenderá a sua mão contra o aquilão e destruirá Assur; reduzirá a formosa (cidade de Nínive) a uma solidão, a um despovoado e como que a um ermo. Os rebanhos descansarão no meio dela, e todos os animais dos povos; o onocrótalo e o ouriço terão por morada os seus vestíbulos; ouvir-se-á o canto das aves por cima das janelas, o corvo pro cima das portas, porque eu aniquilarei a sua força. Esta é aquela cidade orgulhosa que nada temia, que dizia no seu coração: Eu sou, e fora de mim não há outra. Como se mudou ela num deserto, num covil de feras ? Todo o que passar por ela, insultá-la-á com assobios e agitará a mão. 

A cidade se colava no lugar de Deus, "Eu sou", tirando Ele de todas as esferas. Veja que de todas as cidades mencionadas, a profecia fala "Esta é aquela cidade", porque toodas representam uma civilização de acordo com a nossa interpretação, embora possa representar mais coisas (que não entram em contradição com as outras).

Cap.3, 1-4 - Ai da cidade provocadora, que, depois de ter sido resgatada, (fica insensata como) uma pomba ! Ela não ouviu a voz (que a admoestava), nem recebeu o aviso; não confiou no Senhor, nem se aproximou do seu Deus. Os seus príncipes são no meio dela como leões rugindo; os seus juízes como lobos noturnos, que não deixam nada para o dia seguinte. Os seus profetas são uns loucos, uns homens sem fé; os seus sacerdotes profanaram as cosias santas, procederam injustamente contra a lei.


Estas cidades eram católicas e se transformaram em anti-católicos. Na vinda das prefiguras das testemunhas do Apocalipse, não ouviram a voz deles, o aviso, e não se aproximou do ministério deles. Esta cidade está totalmente corrompida: os altos cargos, o juízes, os guias espirituais (pseudo-profetas), a falta de fé e os maus sacerdotes. Este é o cúmulo da revolução.

5-6 - O Senhor, que é justo e que está no meio dela, não fará injustiça; de manhã, logo que nasça o dia, produzirá à luz o seu juízo e não se esconderá; o ímpio, porém, não soube que coisa era ter vergonha. Eu exterminei as nações, e as suas torres foram deitadas abaixo; eu tornei os seus caminhos, desertos, sem haver mais quem por eles passe; as suas cidades ficaram desoladas, não havendo já um homem nelas, nem habitante algum.


Auto-explicativo no conjunto. 


7 - Eu disse: Ao menos depois disto (ó Israel) temer-me-ás, aproveitar-te-ás dos meus avisos; a sua casa não será arruinada por causa de todos os crimes, pelos quais eu já a castiguei. Todavia (os seus filhos), levantando-se, ao contrário, de madrugada, corromperam todos os seus pensamentos.

Depois o Reino de Maria.

8-10 - Portanto, espera-me, diz o Senhor, para o dia futuro da minha ressurreição, porque resolvi congregar as nações e reunir os reinos; derramarei sobre eles a minha indignação, toda a ira do meu furor; porque toda a terra será devorada pelo fogo do meu zelo.

Então eu darei aos povos lábios puros, para que todos invoquem o nome do Senhor e se submetam ao seu jugo num mesmo espírito. Os que habitam da outra banda dos rios da Etiópia, virão de lá oferecer-me orações; os filhos do meu povo dispersos me trarão seus presentes.


Aqui o juízo final, a ressurreição geral é retratada junto com o conjunto das nações adorando ao Senhor e porque o fim da iniquidade da quinta era, e começo da sexta, é prefigura do fim da iniquidade da sétima era (do anti-Cristo) e começo da oitava ou do céu, ou juízo final. E por isso a terra será devorada pelo fogo do zelo, tanto de Elias, que virá pregar, quanto do fogo mencionado em I
I Pedro 3, 10. O começo da sexta, ou do Reino de Maria, é quando todos os povos começam a juntar-se para adorarem o Cristo em um só espírito. No mesmo sentido vem os próximos versículos, que é como um Salmo.

11-20 - Naquele dia (ó Jerusalém) não serás confundida por todas as tuas onbras com que prevaricaste contra mim; porque então exterminarei do meio de ti aqueles que, com as suas palavras faustosas, excitavam a sua soberba, e tu, para o futuro, naõ te orgulharás mais por possuíres o meu santo monte. Deixarei no meio de ti um povo de pobres e humildes, os quais esperarão no nome do Senhor. Os fiéis de Israel não cometerão iniquidades, nem proferirão a mentira, e não se achará na sua boca língua enganosa; porquanto serão apascentados e repousarão, e não haverá quem lhes cause medo.

Entoa cânticos de louvor, filha de Sião; canta louvores ó Israel; Alegra-te e exulta de todo o coração, filha de Jerusalém. O Senhor apagou a sentença da tua condenação, afastou de ti os teus inimigos; o Senhor que é o rei de Israel, está no meio de ti; tu não temerás mais mal algum. Naquele dia dir-se-á a Jerusalém: Não temas; não se enfraqueçam as tuas mãos, ó Sião. O Senhor teu Deus, o forte, está no meio de ti; ele te salvará; ele fará em ti o seu gozo e a sua alegria, calar-se-á no seu amor, exultará a teu respeito com louvor. Eu congregarei esses homens vãos, que se tinham afastado da lei, visto que eles te pertenciam, a fim de que não tenhas mais vergonha por causa deles. Eis que, naquele tempo, matarei a todos os que te afligirem e salvarei aquela (nação) que coxeava; farei voltar o que tinha sido desviado; farei deles um objeto de louvor e de glória em todos os países onde sofreram ignomínias. Naquele tempo, em que eu vos farei tornar, e no tempo, em que vos juntarei todos, tornar-vos-ei célebres e graciosos diante de todos os povos da terra, quando eu tiver feito vir diante dos vossos olhos vossos cativos, diz o Senhor.