O profeta Baruc fala da conversão da China e do mundo, da reunião das tribos de Israel, e do castigo dos ímpios

Para entender alguns conceitos aqui expostos, sugerimos a leitura prévia: 

As dez tribos perdidas de Israel: interpretação correta do retorno delas nas profecias (parte 3). Hipótese Teológica.

N.Senhora do Bom Sucesso profetiza a crise na Igreja "calando-se quem deveria falar", o desprezo pela extrema unção e a eucaristia 

A Teologia da História prova a vinda do Castigo Mundial ou Bagarre, por Plinio Corrêa de Oliveira em 1971.

O profeta Daniel fala da abominação no templo, do fim das iniquidades no mundo, e de uma guerra depois da vinda de um ungido

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Baruc, capítulo 4, 30-36 - Tem bom ânimo, ó Jerusalém, porque te encoraja o que te deu o nome. Os malvados que te vexaram, perecerão; os que se congratularam na tua ruína, serão punidos. As cidades em que foram escravos os teus filhos serão castigadas; será castigada a que os deteve. Porque, assim como ela se regozijou na tua ruína e se alegrou na tua queda, assim se contristará na tua desolação. Será cortada a algazarra da sua multidão e a sua jactância se converterá em pranto. Porque o fogo lhe sobrevirá da parte do Eterno por largos dias, e pelos demônios será habitada durante muito tempo.

Essa profecia trata da volta das tribos perdidas à Israel, no entanto, nunca isto aconteceu, nem depois do Calvário de Nosso Senhor, como atesta S.Tiago no começo de sua epístola. Nossa interpretação é que a volta das tribos representa a conversão das nações, assim instalando o Reino de Maria, a plenitude da civilização cristã na terra. Maiores razões para isto demos no artigo sobre o retorno das tribos.


Ora, o Reino de Maria, para ser instaurado, requer que a sociedade, na presente situação, passe por uma purificação, como mostramos em vários artigos onde também provamos da vinda deste Reino por teologia da história. Esta purificação é um grande castigo, e por isso as nações que viram a ruína da Igreja, "que se congratularam na tua ruína, serão punidos". Antes se fala que os malvados perecerão porque eles serão exterminados da terra no Castigo, mas sem seguida eles "serão punidos", no sentido das nações punidas, e convertidas depois.

"As cidades em que foram escravos os teus filhos serão castigadas", isto é, o mundo todo será castigado, pois como mostramos em artigos anteriores, as tribos perdidas se misturaram com todas as nações, se dispersaram por todo o mundo, e temos atualmente somente maiores vestígios de uma ou outra tribo, e de restos de judaísmo sem saber de qual tribo vieram.

O profeta menciona a algazarra e jactância nas nações, e depois diz que se converterá em pranto. Ora, parece então, e mais ainda devia parecer ao israelita da época, que a reunião das tribos seria total e não demoraria muito para o fim do exílio, de modo que aquelas nações, inclusive o império da Babilônia, seria destruída no meio desta reunião. Mas não foi assim, como a história atesta. O império não foi tomado pelos israelitas, e sim pelos persas, então terminou o exílio sob Ciro, rei dos persas. Mas voltou só o reino do sul de Israel. O exílio feito pelos assírios no reino do norte não terminaria, e não terminou, as dez tribos permaneceram perdidas. Deste modo, a profecia poderia enganar as pessoas da época. A interpretação verdadeira, cremos, é que o império neo-pagão que se estende por todo o mundo atual, em todas as nações, será aquele a chorar depois da algazarra e da jactância. Este império é um império de uma mentalidade anti-Católica, anti-Israel, no sentido simbólico do profeta, que fala da Israel mística, a Israel depois de Cristo, a Santa Igreja.

Então o fogo virá como em Sodoma e Gomorra, pois a mentalidade do pecado contra a natureza está neste império, e porque o Castigo parecerá ao castigo que foi para aqueles povos antigos, isto Nosso Senhor diz no Evangelho. Os demônios habitarão lá, por causa da extensão do Castigo, no sentido não de séculos ou décadas, assim interpretamos, dado que será até as nações perecerem, como dito no começo da profecia. De fato, nesta parte se menciona o fogo por "largos dias" e depois os demônios por "muito tempo", dando a entender algo não igual para os dois, mas nem tão diferentes em duração.

36-37 - Olha, ó Jerusalém, para o oriente, e vê o regozijo que te vem de Deus. Pois eis aí vem os teus filhos, os que enviaste dispersos; vem congregados do oriente até o ocidente, segundo a promessa do Santo, louvando a Deus com alegria.

A conversão do mundo para a Igreja, principalmente da China, que vem do Oriente, conforme as profecias por nós avaliadas em outros artigos sobre os profetas bíblicos e as profecias particulares. Porém, não só o Oriente se converterá: virão do oriente até o ocidente segundo a promessa do Santo, isto é, primeiramente a promessa de Nosso Senhor, que mostramos ter profetizado a conversão das nações na Cruz, e a promessa do Papa Santo, grande profeta a anunciar este Reino de Maria (estas coisas provamos em outros artigos).

Capítulo 5, 1-4 - Tira, ó Jerusalém, os vestidos do teu luto e da aflição e enfeita-te de gala e da magnificência daquela glória sempiterna, que te vem de Deus. Deus revertir-te-á do manto duplo da justiça, e porá sobre a tua cabeça um diadema de eterna honra. Porque Deus mostrará em ti seu resplendor a todo aquele que está debaixo do céu. Porque o nome, que Deus te imporá para sempre, será: Paz da justiça, e glória da piedade.

Jerusalém, a Igreja no sentido profético aqui, será coroada com a eterna honra, e com o manto duplo da justiça, isto é, a justiça de ser Corpo de Cristo e de ser a inspirado da maior civilização já existente na terra, o vindouro Reino de Maria, "porque Deus mostrará em ti seu resplendor a todo aquele que está debaixo do céu", todos conhecerão a glória da Igreja, todos serão católicos praticamente: pouquíssimos se perderão.


5-9 - Levanta-te, ó Jerusalém, e põe-te no alto e olha para o oriente e vê teus filhos congregados, desde o sol levante até ao poente, em virtude da palavra do Santo, cheios de alegria, porque Deus se lembrou deles. Saíram de ti a pé levados pelos inimigos; mas o Senhor os trará a ti conduzidos com honra, como filhos do reino. Porque Deus determinou aplanar todos os montes altos e os rochedos eternos, e encher os vales para igualarem com a terra, a fim de que Israel ande com diligência para glória de Deus. Assim os bosques, como todas as árvores de suave fragância, farão uma sombra agradável a Israel por ordem de Deus. Porque Deus conduzirá Israel com júbilo à luz da sua majestade, com a misericórdia e a justiça que dele vem.

Novamente fala-se dos filhos do Oriente congregados, e de toda extremidade da terra, por causa da palavra do Santo. Toda esta passagem fala das glórias de uma grande civilização cristã, ao mesmo tempo em que falam da Igreja Triunfante no céu.