A Escritura sobre a vinda da prefigura da terceira testemunha do Apocalipse, o Grande General dos apóstolos dos últimos tempos

Para entender alguns conceitos aqui expostos, recomendamos a leitura: 

As sete eras cristãs simbolizadas na Escritura pelas sete falas de Nossa Senhora

S.Francisco de Paula prevê a vinda de novos apóstolos que acabarão com a seita maometana e restaurarão a Igreja

Hipótese teológica da vinda no fim do mundo de S.João Evangelista ressurrecto, pela Escritura e os Doutores da Igreja

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Argumentamos já que São João Evangelista está ressuscitado no paraíso terrestre junto com Elias e Enoch, da onde sairá para vir à terra no fim do mundo. Elias e Enoch são as duas testemunhas do Apocalipse e São João a terceira. No começo da sexta era cristã, demonstramos que virão as prefiguras destas duas testemunhas na pessoa do Pastor Angélico (um Papa escolhido por Deus) e do Grande Monarca. Portanto, é lícito e conveniente que venha a terceira prefigura, de modo a significar o apóstolo na sua vinda.

Ora, Nosso Senhor escolheu para si três discípulo prediletos, para estarem presentes nas partes mais importantes de sua obra na terra, e como não podemos sustentar que o evangelho, sendo a plenitude do novo testamento, não tenha nenhuma profecia em relação a esta importante missão das três testemunhas, deveremos atribuir aos eventos de Cristo com esses três discípulos as características de uma prefigura, e interpretando mostramos que tudo se encaixa perfeitamente no sentido símbolo, com as profecias particulares e com as opiniões dos doutores sobre as testemunhas do apocalipse e suas prefiguras.

A transfiguração no Tabor (Mt 17, 1-14 e Lc 9, 28-36 e Mc 9, 2-10)


"Seis dias depois, tomou Jesus consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, levou-os à parte a um alto monte".

Seis dias depois, isto é, a numerologia da sexta era, quando a confirmação destas prefiguras se dará, e Cristo será mostrado do jeito em que ele realmente é, mas agora não para três somente, mas através destes três. Seis dias depois de predizer sua morte e ressurreição (Mt 16, 21-28), o que significa que o fato acontece depois destas coisas na era cristã, posterior à consumação do Evangelho. Este evento acontece logo depois de Pedro receber o primado (Mt 16, 13-20), mostrando como a simbologia das testemunhas só pode estar completa assim, e possivelmente indicando que é depois da eleição do Papa Santo que se dará ao mundo essa transfiguração da Igreja, o corpo místico de Cris. O evangelho de Lucas (Lc 9, 28) diz que foram oito dias, e São Jerônimo diz que S. Lucas considerou o primeiro e o último dia. Já nós adicionamos esta razão de conveniência profética para a escolha de Mateus.

Esta profecia da paixão de Cristo ocorre juntamente com a increpação de S. Pedro, "Deus tal não permita, Senhor; não te sucederá isto. Ele, voltando-se para Pedro, disse-lhe: Retira-te de mim, satanás; tu serves-me de escândalo, porque não tens a sabedoria das coisas de Deus, mas dos homens". E esta fala é extremamente conveniente porque lembra a negação de S. Pedro de modo a indicar que os eventos seguintes do evangelho tem alguma similaridade com ela, e de fato tem, se tomarmos o fato de que o primeiro Papa a se distanciar do testemunho de Cristo necessário no momento difícil é São Pedro, o segundo, podemos dizer das atividades papais de todos os papas desde o Concílio, que tentam se aproximar do mundo, nessa era em que a Igreja, é evidente, vai perdendo cada vez mais espaço na esfera temporal que é anti-católica, e por isso a Igreja atravessa uma crise interna. A terceira será o tempo do anti-Cristo, onde será deposto o Papa verdadeiro pelo anti-Cristo e muitos irão apostatar, representando esta distância do alto clero, tanto como a tomada do alto clero pelo contra-testemunho de Cristo.

Nosso Senhor diz "porque não tens a sabedoria das coisas de Deus, mas dos homens" exatamente porque S. Pedro, representando esta era, tem a sabedoria humana, mas não divina. Esta era tem toda uma tecnologia, uma técnica impressionante, mas não terá a sabedoria de Deus, será uma civilização sem Deus.

O monte é o Tabor, e não é mencionado aqui pois representa os montes em geral, como o Carmelo, da onde vem a ordem dos últimos apóstolos.

"e transfigurou-se diante deles. Seu rosto ficou refulgente como o sol e as suas vestiduras tornaram-se luminosas de brancas que estavam". Na vulgata as vestes tornaram brancas como a neve: "Et resplenduit facies ejus sicut sol, vestimenta autem ejus facta sunt alba sicut nix".

Aqui temos uma analogia com a aparição de Nossa Senhora de Fátima, que veio de branco e fez um milagre com Sol. Também vemos que as vestes de Cristo se renovam, como se renovará a Igreja, mas não é só isso: o seu rosto brilha, pois não é uma simples renovação, mas a vinda de glória.

"Eis que lhe apa
receram Moisés e Elias falando com ele. Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é nós estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas, uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias".

Nesta dupla aparição, segundo o exegeta Cornélio A Lápide "a explicação consiste em que Moisés foi o legislador da Antiga Lei, e Elias, o príncipe do profetismo e dos profetas, representando por isso todo o conjunto dos profetas". Portanto, nós vemos que o príncipe do profetismo esteve marcando presença neste evento, o que denota a natureza de prefigura dele, isto é, de prefigura profética de três testemunhas. A presença de Moisés, como representante da Lei, é para confirmar que o evento tem a simbologia da confirmação da vinda do Messias, tanto naquele momento, quanto à do fim dos tempos.

O evangelho de Lucas deixa claro que Cristo quis mostrar ali o resultado final de sua paixão pois conversa isso com os dois varões (Lc 9, 31), pouco antes profetizada, e isto está de acordo com ele querendo ser a prefigura do apóstolo João no fim do mundo, pois o apóstolo João ainda estava ali e vivo, e Cristo falava de sua paixão próxima e de sua paixão no corpo místico de Cristo no tempo do anti-Cristo. Alguns podem pensar que ele, São João, é a prefigura dele mesmo no fim do mundo com Elias e Enoch
, mas não é assim, porque a ressurreição ali está simbolizada pelo Cristo transfigurado, que conversa com Elias e Moisés, um vivo o outro morto, porque ele está além do plano dos vivos (no caso porque Ele é Deus e está transfigurado, mas falamos do âmbito profético da prefigura).

São Pedro propõe as tendas logo depois que Elias e Moisés se afastavam de Jesus (Lc 9, 33a), mostrando um interesse nas coisas materiais quando o espiritual é mais importante. São Marcos diz que ele não sabia o que dizia, pois estava atônito de medo (Mc 9, 6). Já que São Pedro representa o alto clero e o clero em geral, aqui significa a atitude do clero após a aparição das três testemunhas (e prefiguras) do apocalipse que significadas por Cristo, Moisés e Elias. Atitude impulsiva e de sobrevivência. Ora, como podemos dizer que significa as prefiguras se antes dissermos que significa só a testemunha de fato ? Representa todas as prefiguras, porque significado último está contido de alguma maneira nos demais. Em primeiro plano nossa interpretação está ainda correta.
 
"Entretanto Pedro e os que estavam com ele tinham-se deixado oprimir de sono. Mas, despertando, viram a majestade de Jesus e os dois varões que estavam com ele" (Lc 9, 32).


São Lucas fala do sono dos apóstolos porque lembra o sono no horto das oliveiras, é uma profecia deste sono, porque ali o contexto profético para a vida do próprio Cristo é o de sua paixão. No entanto, como identificamos que este evento tem sentido no fim do mundo e na sua prefigura da era cristã, a bagarre, podemos interpretar este sono como o sono da espiritualidade, o sono do Papa da época, a tomada do material sobre o espiritual. De fato, é dito "Pedro e os que estavam com ele" para indicar esta tomada do clero por este sono do mais alto escalão até embaixo, que haverá de ter sentido específico diferente no fim dos tempos e na bagarre, mas sentido geral idêntico.

"Estando ele ainda a falar, uma nuvem resplandecente os envolveu; e eis que saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu filho dileto em quem pus toda a minha complacência; ouvi
-o. Ouvindo isto, os discípulos caíram de bruços e tiveram grande medo".

 
Esta nuvem lembra a nuvem que pairou sobre Nossa Senhora, é a nuvem da graça Divina. Depois a voz diz que Jesus Cristo é o escolhido, o Filho de Deus. No entanto esta nuvem causa espanto e é milagre grande da natureza, o que pode ser identifica com os três dias de escuridão, e com a vinda de Cristo no fim do mundo que será terrível, duas coisas que colocam medo nos escolhidos, embora a graça faça disso temor de Deus. Então, os discípulos, segundo São Marcos (Mc 9, 8), olharam em volta e não viram ninguém a não ser Jesus, isto é, depois dos três dias de escuridão, sobrará somente a Igreja, corpo místico de Cristo pronto para o começo do Reino de Maria, e no fim dos tempos, virá Jesus e não haverá mais nenhum na terra.

Estrutura dos livros sapienciais


É interessante notar que dos livros sapienciais Tiago escreve um, Pedro dois, e João três, como se João fosse aquele a completar o mistério do três, no caso das três testemunhas. Essas epístolas nablia, vem uma seguida das outras, Tiago, Pedro e João. A epístola de Tiago, tanto como a primeira de Pedro e João exortam à virtude, a segunda de Pedro e João falam de profecia, de falsos doutores. Podem dizer que em I Jo 4, 3 se fala do anti-Cristo, logo essa carta também é profética, mas de certo modo toda carta sapiencial é profética, e esta parte é muito pequena em relação ao conjunto. São Tiago também fala da fé sem obras, e como é ruim, o que nós podemos dizer que é um ministério profético o que ele fez, pois, apesar de ser Escritura inspirada, ele ainda fala para as comunidades. A segunda epístola de São João, mesmo que pequena, tem como tema principal estes falsos doutores e sedutores, e por isso consideramos esta divisão.


Estrutura numerológica e temática dos eventos somente com os três apóstolos

Outro evento em que estavam presentes só os três apóstolos, confirmando a numerologia dos três eventos em que eles estavam presentes. Este evento envolveu a ressurreição da filha de Jairo. Portanto os três temas destes eventos são: transfiguração, ressurreição e paixão. Estas três coisas estão intimamente relacionadas com o fim do mundo e a vinda da Bagarre com o Grande General, o Papa Santo e o Grande Monarca. Isto no fim do mundo porque é a paixão final da Igreja, a transfiguração dela com Elias, Enoch e João apóstolo, este último representando a ressurreição Dela. Também o fim do mundo já representa a ressurreição mundial dos homens com o juízo, então a glória de Cristo, a sua transfiguração, será evidente. E na Bagarre, tanto porque é uma prefigura do fim do mundo, tanto porque a Igreja como que ressuscita sem ter morrido, por isto Nosso Senhor diz: "A menina não está morta, mas dorme" (Mc 5, 39)
. A Igreja, corpo místico de Cristo, se transfigura, mostrando suas roupas puras e rosto luminoso no Reino de Maria, simbolizado pela vinda do Grande Monarca, etc.

 
Ressurreição da filha de Jairo, um dos chefes da sinagoga
(Mc 5, 21-43, Mt 9, 18-26, Lc 8, 40-56)

Toda o evento nos diz claramente quanta fé nós devemos ter. Pois a mulher com hemorragia que atrapalhou a chegada de Jesus a casa de Jairo também teve fé: "Jesus disse-lhe: Filha, a tua fé te salvou" (Mc 5, 34). E Jairo ainda tinha fé que Jesus salvaria a menina, apesar dos outros dizerem "tua filha morreu; para que incomodar mais o Mestre?" (Mc 5, 35). Portanto a temática da fé em um momento que parece tudo perdido está intimamente relacionada ao simbolismo da presença dos apóstolos. Como não lembrar de situações tão similares como a bagarre e o tempo do anti-Cristo ? No entanto, na parte da mulher hemorroísa há a multidão, e só com a filha de Jairo é que os três apóstolos estão sós (com os pais da menina).

Esta hemorragia da mulher fez ela consultar muitos médicos e gastar tudo o que tinha, sem sucesso (Mc 5, 26), pois só Jesus Cristo a poderia salvar, só a fé Nele poderia resolver seus problemas materiais. É o símbolo da pessoa que vive na época profetizada por este contexto. "Uma grande multidão o seguia e apertava" (Mc 5, 24), mas a mulher consegue passar por tudo isto e tocar nas vestes de Jesus, pensando corretamente que seria curada só por este ato. As vestes significam uma coisa próxima ao que é o profundo da Igreja ou Cristo, ou seja, esta mulher não chega a se aprofundar completamente no contato com Cristo, e talvez ela não tenha tocado no Cristo porque se sentia ou indigna ou incapaz por causa da multidão, mas podendo alcançar as vestes Dele, ela cria assim poder ser curada. É a imagem de quem, sem muitos recursos intelectuais, e com os problemas do ambiente (multidão) ainda acredita na Igreja, corpo místico de Cristo, e no poder que ela tem, e se salva. É um exemplo a ser seguido por muitos nos tempos de tribulação. Tanto é assim que Jesus diz primeiro que a fé salvou ela, depois diz que ela ficou curada por causa disso:
"Jesus disse-lhe: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz e fica curada do teu mal" (Mc 5, 34).

A mulher curada tinha o fluxo há doze anos (Mc 5, 25), e a menina tinha doze anos quando ressuscitada (Mc 5, 42). Se a Escritura fosse só um livro histórico, e não um livro de Deus, místico e cheio de maravilhas, diríamos que estes dados são meramente quantitativos e historicamente referenciais.
Mas na Escritura eles são mencionados porque representam uma analogia numerológica, como se os dois acontecimentos estivessem ligados, como mostramos na nossa interpretação. Como vimos na parte em que as falas de Nossa Senhora representavam as sete eras cristãs,
aos doze anos Jesus foi encontrado pela mãe e o pai no templo, depois de não O terem encontrado na comitiva. Esta parte representa a quinta era, a era purgativa, em que vivemos e que durará até a vinda do Papa Santo com o Grande Monarca. Esta era é uma era de Castigo, que também acontece no começo da sexta, embora a sexta seja a do Reino de Maria, pois só o começo dela é o término do Castigo, que esses personagens levaram à cabo. Acreditamos que foi, entre outras coisas, para espelhar este evento de Sua própria vida que Jesus trouxe consigo o pai e a mãe da menina para o quarto onde ela estava para ressuscitá-la (Mc  5, 40).

Como será esta prefigura da terceira testemunha, também chamada de Grande General ?


Ele, representando S. João Evangelista, será o discípulo bem amado de Nosso Senhor, o que significa uma predileção entre os escolhidos. Ele haverá de ser de um grupo de apóstolos do qual foi prefigura os apóstolos de Cristo, embora estes o foram em grau maior do que nunca visto, por terem o próprio Cristo como guia. No caso não seria propriamente uma prefigura, mas uma espécie de espelhamento. Apesar de ser desse grupo de apóstolos, não será seu líder de fato, por causa da presença do Papa Santo e do Grande Monarca, representados por São Pedro e São Tiago, irmão de São João. O Papa Santo será o líder, acima dele, por causa que o Papa está acima de todos os católicos. Já o Grande Monarca tem uma preferência por ser o símbolo do irmão mais velho, símbolo da primogenitura do Grande Monarca (não queremos dizer em fato, mas em poder, pois o primogênito tem mais poderes, e nem queremos dizer que as prefiguras serão irmãos de fato também). Apesar disto, São Tiago só é exortado por Nosso Senhor junto ao seu irmão, o que indica uma semelhança, que no caso da Escritura própria é o sangue deles, mas no caso das prefiguras é procedência similar à sanguínea, que nós identificamos com a pertença de ambos aos apóstolos dos últimos tempos. Isto é confirmado porque na Escritura é sempre dito que eles tem um pai em comum, principalmente na hora da chamada deles por Nosso Senhor (Mt 4, 21), o que equivaleria ao pai fundador da ordem destes últimos apóstolos.

Seu conhecimento, assim como o de São João, haverá de abranger o evangelho eterno, a sabedoria dos livros sapienciais, e o dom da profecia do Apocalipse, pois o apóstolo foi inspirado pelo Espírito nestas áreas. O primeiro fica mais evidente quando lembramos que identificamos o General com o anjo do apocalipse que tinha o evangelho eterno, o qual S. Vicente Ferrer também atribui a ele, e não discordamos, pois este Santo foi a prefigura da quinta era deste General.

Como o evangelista virá ressuscitado no fim do mundo, o General terá uma simbologia correspondente. Estipulamos que trata-se da sua passagem da bagarre para o Reino de Maria, porque o Papa Santo, por exemplo, não passa, é martirizado. Assim ele seria o representante da "ressurreição da Igreja" da crise. Ele poderia também, na sua história particular, e isto atestam as profecias que avaliamos, ter sido um grande pecador, renascendo em Cristo. Ainda, no final do evangelho de João, São Pedro quer saber o que acontecerá com o evangelista, já que seu martírio tinha acabado de ser profetizado por Nosso Senhor: na nossa exegese anterior esta parte denota a missão de terceira testemunha de João, isto é, ressuscitará, morrerá. Alguns podem pensar que isto significa uma espécie de ressurreição do General, mas a missão outorgada a quem para isto precisa de uma ressurreição prévia já foi dada, sendo assim, ela é um símbolo para o General. A missão deste General também teria um sentido de uma ressurreição do fundador dos apóstolos dos últimos tempos (a TFP, como argumentamos antes), o Dr.Plinio, porque muitos esperavam que ele fosse quem pavimentaria o Reino de Maria, sendo protagonista na Bagarre.

O General, acreditamos, haverá de ter certa juventude, pelo menos em relação ao Papa Santo e o Grande Monarca, assim como teve São João em relação aos demais apóstolos. Ele também morrerá por último pelo mesmo motivo. É possível que venha a sobreviver uma ou mais tentativas de martírio, espelhando São João. Também o fato de que foi chamado junto a seu irmão (Mt 4, 21), simbolizado pelo Grande Monarca, pode indicar que ele entrará ou terá uma confirmação da missão em conjunto com este Monarca, embora antes, assim como o Monarca, possa estar já em preparo para esta missão.

Que antes ele já esteja em preparo é mais provável porque S. João Evangelista era discípulo de S.João Batista, conforme a opinião considerada mais provável por Cornélio a Lapide para a passagem das Sagradas letras: "Ao outro dia João lá estava novamente com dois de seus discípulos, e, vendo Jesus que ia passando, disse: Eis o Cordeiro de Deus. Ouvindo as suas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. Jesus, voltando-se para trás e vendo que o seguiam, disse-lhes: Que buscais vós? eles disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde habitas? (Jesus) disse-lhes: Vinde ver. Foram, viram onde habitava e ficaram com ele aquele dia. Era então quase a hora décima. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinha ouvido o que João dissera e que tinham seguido Jesus. Este encontrou primeiro seu irmão Simão e disse-lhe: Encontramos o Messias (que quer dizer Cristo). Levou-o a Jesus. Jesus, fixando o olhar nele, disse: Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas, que quer dizer Pedro". Jo 1, 35-42. A razão para acreditarmos que o outro discípulo era o Evangelista, segundo os exegetas, é que S.André era companheiro de pesca de S.João, e que, não mencionado o nome do outro, segue o tratamento que S.João Apóstolo dá a si mesmo na Escritura.

Como argumentamos antes e o livro da instituição dos primeiros monges escrito pelo Carmelita P. Ribot prova, S.João Batista era Carmelita, o que faz estes discípulos também carmelitas. Assim fica mais claro o fato de que a terceira testemunha será um carmelita, e discípulo de um maior carmelita ainda. Em sentido místico, S.João representa o General, que é discípulo de S.João Batista, o Dr.Plinio, que era carmelita também. Que Dr.Plinio tinha uma missão prefigurada em S.João Batista, que também era uma prefigura de Elias prova-se com o fato de que Dr.Plinio foi uma espécie de Elias de sua época, sendo o primeiro e muitas vezes o único a falar contra os problemas de sua época, como o Concílio, a missa nova, os problemas nas atitudes dos Papas, etc. Foi também Dr.Plinio profeta, como provamos em vários outros textos. S.João Batista é aquele que pregou a vinda Daquele que é a Igreja consumada, o Corpo Místico de Cristo em sua plenitude, o próprio Cristo, que sendo Ele mesmo, também, conforme vimos, abriu a sexta era antiga, prefigura da sexta cristã, a consumação da perfeição da Igreja na terra o o Reino de Maria. Também Dr.Plinio fez seu apostolado visando exatamente esta vinda do Reino de Maria, a Igreja, o Corpo de Cristo em sua plenitude. Ambos também não faziam milagres, ainda assim impressionavam. Ambos eram grandes denunciadores das corrupções no sacerdócio. Ambos foram confundidos com aquele que há de vir, no primeiro caso o Messias, no segundo o Grande Monarca (não como se estivesse representado Naquele). Ambos se viam nas profecias da Igreja, o primeiro em Isaías, o segundo nas profecias sobre os apóstolos dos últimos tempos. É verdade, há algumas características entre os dois que não são tão evidentemente semelhantes, mas estas servem para constituir prefigura.


S.Pedro é chamado depois, o que pode indicar que S.Pedro era discípulo de S.João Batista, somente não estando presente no momento. É mais provável, já que estes andavam juntos, os filhos de Zebedeu com S.André e S.Pedro. S.Tiago, irmão de S.João, também seria neste raciocínio um carmelita. De forma que, todas as prefiguras das três testemunhas são carmelitas. O sentido místico do chamado posterior de S.Pedro pelo irmão, no nosso entendimento, é que S.Pedro não era um carmelita do mesmo modo que S.André e S.João, o que na nossa interpretação entra o fato dele ser da primeira ordem carmelita, por ser padre, e o General, leigo, da terceira ordem, embora na época não existia tal distinção, mas falamos em símbolos. Sendo assim, ele é chamado pelo irmão, misticamente o irmão de ordem. E é chamado para que ? Para seguir a plenitude da Igreja, o Cristo em carne. E ali ele fará o quê ? Comporá uma das três testemunhas principais Dela, sendo o chefe dos apóstolos, o Papa, por isso Nosso Senhor troca o nome dele no primeiro olhar, instituindo-o Pedra da Santa Igreja, Pontífice.

S.André, representando o irmão de ordem, poderá ser alguém com um papel real em colocar o Papa Santo em sua missão? Não sabemos. Fato é que outros carmelitas, como o Pe.Palau, já falaram da plenitude da Igreja, podendo encaixar, já que fica dado o aviso da plenitude da Igreja, o Cristo em carne. O problema reside em que como poderia Dr.Plinio, prefigura de S.João Batista, representar um papel aqui se o Beato Palau lhe é anterior. Nisso pode-se responder que S.André só chamou o irmão depois de ter passado o dia com o Messias, de ter visto por si próprio que era Ele, ou seja, a razão residiria nisso e não no que disse seu mestre do rio Jordão, e por isso poderia não ser um irmão carmelita contemporâneo do Papa Santo. Interessa notar que, foi o primeiro a ser chamado por S.André, o que indica uma precedência sobre S.Tiago, símbolo do Grande Monarca, como vimos.