Soeur de la Nativité profetiza a abolição das seitas, e a restauração da Igreja por meio de duas figuras notáveis e um grupo

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Soeur de la Nativité ou Irmã da Natividade ou Jeanne Le Royer (1731-1798), religiosa Urbanista (Clarissa) de Fougères.

Os apóstolos dos últimos, conforme outras profecias, é visto pela religiosa. E com eles duas figuras destacadas, isto é, o Papa Santo e Grande Monarca, conforme as outras profecias particulares em seu conjunto dão a entender.

"Estes são, sem dúvida, meu padre, os infortúnios mais terríveis. Mas eu não devo vos tirar as esperanças que Deus me deu sobre a restauração da religião e recuperação dos poderes de nosso Santo Padre o Papa. Que consolação para vós e para mim ! Que maravilha para todos os verdadeiros fiéis ! Eu vejo na divindade um grande poder conduzido pelo Espírito Santo, e que, por uma segunda alteração, restabelecerá a boa ordem...Eu vi em Deus um grupo [assemblée] numeroso de ministros da Igreja, que, como um exército alinhado em batalha, e como uma coluna firme e inquebrantável, sustentará os direitos da Igreja e de seu chefe, restabelecerá sua disciplina antiga. Em particular, eu vi dois ministros do Senhor que se destacaram neste glorioso combate por virtude do Espírito Santo, que inflamará de um zelo ardente todos os corações deste ilustre grupo [assemblée]".

A abolição das seitas e a restauração dos antigos costumes implica o Reino de Maria, a plenitude da civilização Cristã na terra, e só poderia, nestes tempos, ser engendrado por um grupo de tradicionalistas, visto que é a única coisa que na Igreja precisa ser restaurada, pois o progressismo já está alastrado. 

"Todos os falsos cultos serão abolidos, quero dizer, todos os abusos da revolução serão destruídos, e os altares do verdadeiro Deus restabelecidos. Os antigos costumes serão tomados de vigor, e a religião, pelo menos em alguns aspectos, virá a ser mais florecente do que nunca...Mas, infelizmente ! Senhor, quando chegará estes tempos felizes...e quanto tempo durará ? Isto é sem dúvida um segredo que Vós reservastes a si mesmo, eu vejo aqui somente aproximações da derradeira vinda de Jesus Cristo, se encontrará um mau padre que causará muita aflição à Igreja, mas sobre outras circunstâncias uma espessa cortina me oculta e a duração do tempo, e a época de sua chegada...A vontade de Deus me impede de ir mais longe..." [1]

Depois de descrever a visão de uma árvore que representa as revoluções, e a obra do diabo para destruir a Igreja, a clarissa diz que Deus destruirá esta grande árvore que se levantou sobre a terra, e em seguida a Igreja alcançará muitas conquistas, isto é, virá o Reino de Maria. Muitos se converterão por causa disso.

"Eu vi em Deus que virá um tempo em que esta grande árvore, que eu vi agora, tão forte em malícia e em corrupção, e que produz somente frutos envenenados e pestilentos, será abatida. Quando a hora do Senhor chegar, ele freiará em um momento este grande exército de Satanás, e jogará esta árvore por terra, mais rapidamente que o pequeno David derrubou o gigante Golias. Então se escreverá: Rejubilemo-nos, os obreiros da iniquidade foram vencidos pela força do braço Todo-Poderoso do Senhor. Eu vi em Deus que nossa mãe a santa Igreja se estenderá por muitos reinos, mesmo em lugares onde há muitos séculos ela já não existia. Ela produzirá frutos em abundância, como para se vingar dos ultrajes que ela terá sofrido pela opressão dos ímpios e pela perseguição dos seus inimigos. 

Eu vi em Deus como a perseguição se estendeu ao longe, e como, semelhante ao fogo devorador, ela consumiu tudo em certos lugares, e causou, por suas faíscas, muitos incêndios em outras regiões nas quais ele não deveria penetrar. Mas, o que eu disse ? Deus é admirável ! Ele deixar agir durante um tempo a impiedade por onde sua malícia a guia, e da sua malícia mesmo o Senhor tirará Sua glória. Eu vi na luz do Senhor, que a fé e a santa religião se enfraqueceu em quase toodos os reinos cristãos. Deus permitiu que eles recebessem a vara da impiedade, para lhes acordar da sonolência, e depois que Deus tiver satisfeito sua justiça, Ele cubrirá abundantemente de graças Sua Igreja, Ele expandirá a fé, e reanimará a disciplina da Igreja em todos os lugares onde ela esta estava morna ou largada.

Eu vi todos os pobres povos, fatigado dos trabalhos e dos opróbios tão amargos que Deus os enviou, emocionarem-se pela jóia e alegria que Deus derramará sobre os seus corações. Eles dirão: Senor, Vós derramastes nos nossos corações a alegria e a força da juventude; não sentimos mais estes trabalhos, fadigas, e perseguições que nós suportamos. A Igreja tornou-se, pela sua fé e pelo seu amor, mais fervorosa e florescente que nunca. Esta boa mãe verá muitas coisas luminosas, mesmo da parte de seus perguidores, que virão se jogar aos seus pés, a reconhecer, e pedir a Deus e a ela perdão por todos os crimes e de todos os ultrajes que eles fizeram. Esta Santa Mãe os receberá na caridade de Jesus Cristo (...)".

Aqui, fora de uma boa exegese, parece confuso o trecho. O medo da Igreja por causa das guerras é a vigilância que haverá no Reino de Maria, que como disse religiosa, será "bem longa". Por causa das muitas coisas que aconteceram no passado a Igreja viverá uma paz, mas uma vigilante paz. Só no fim dos tempos, próximo ou no tempo do anti-Cristo, haverá uma outra paz, mas "bem curta, porque se aproximará o fim dos tempos". A profecia distingue duas épocas.

"Eu vi em Deus que a Igreja desfrutará de uma profunda paz durante algum tempo, que pareceu dever ser um pouco longa. A trégua será mais longa desta vez, que ela foi daqui até o juízo final, nos intervalos das revoluções. Quanto mais se aproxima o juízo final, mais as revoluções contra a Igreja serão abreviadas, e a paz que se fará em seguida, será também bem curta, porque se aproximará o fim dos tempos, quando não restará quase mais tempo, seja para o justo fazer o bem, seja para o ímpio fazer o mal.

Eu vi em Deus que a Igreja será restabelecida, e eu disse que ela desfrutará de uma bem longa paz, mas ainda um pouco no medo, porque ela verá muitas guerras, muitas recuperações, entre muitos reis e príncipes de reinos. As tréguas destas guerras serão curtas, e haverá muita agitação nas leis civis" [2].

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Fontes:
[1] Vie et Révélations de la Soeur de la Nativité, Beaucé, Paris, 1819, Libr. de S.A.R. Mgr.Duc d'Angoulême, Tome I, pgs.308-309
[2] Idem, Tome IV, III, pgs.401-405