Nossa Senhora de La Salette profetiza a vinda dos Apóstolos dos Últimos Tempos

Nossa Senhora de la Salette, rogai por nós!

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Do livro "O Príncipe dos Cruzados (Vol. I, parte I, 3a edição, Cap. V)".
 

Esta aparição tem a aprovação da Igreja, pois o segredo foi visto pelo Papa Pio IX. O segredo original se perdeu no Vaticano e foi encontrado mais tarde em documentos oficiais pelo Pe. Michel de Corteville em 2 de Outubro de 1999 [1].

Santos favoráveis ao segredo e aparição de La Salette: Beato Pio IX, São Pio X, São João Bosco, São João Maria Vianney, São Pedro Julião Eymard, Santo Aníbal Maria di Francia, entre outros [2].

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Antes de mostrar as partes que tratam dos apóstolos dos últimos tempos, é preciso lembrar que, conforme vimos na numeração dos artigos precedentes, Nossa Senhora em La Salette não fala em uma ordem cronológica, por isso tomamos partes que supomos tratar dos mesmos temas, apesar de não estarem na ordem numérica, como aparece no livro que usamos como fonte para o segredo.

Dito isso, e tendo em mente que agora transcreveremos
a partir do número 40, sem cortes de números como nos artigos anteriores, é preciso lembrar que ao longo do segredo a Virgem Santíssima fala do anti-Cristo no começo e no final, isto é, não há ordem cronológica no segredo. Talvez a providência tenha decidido isso, assim como as profecias oficiais não seguem uma ordem cronológica necessariamente, para que todas fossem objeto de uma exegese ratificada pela Santa Igreja.

Negritos nossos.

40. As estações mudarão, a terra só dará maus frutos, os astros perderão seus movimentos regulares, a Lua não projetará senão uma débil luz avermelhada. A água e o fogo darão ao globo terrestre movimentos convulsivos e horríveis tremores de terra, que engolirão montanhas, cidades, etc..

Após o castigo pela natureza, conforme mostramos no artigo anterior, ocorre um salto cronológico para o tempo do Anti-Cristo


Roma perderá a fé e se tornará sede do Anticristo. Os demônios do ar, junto com o Anticristo, farão grandes prodígios na terra e nos ares.

E os homens se perverterão cada vez mais. Deus tomará sob seus cuidados os fiéis servidores e os homens de boa vontade, o Evangelho será pregado por toda parte, todos os povos e todas as nações terão conhecimento da verdade.

A Mãe de Deus estaria fazendo um paralelo de um outro tempo com o tempo do anti-Cristo? Afinal, também durante os castigos vindouros ocorrerão prodígios, Roma parecerá que não tem mais fé, conforme as profecias da saída do Papa do Vaticano por S. João Bosco tratada no capítulo V,  e os apóstolos dos últimos deverão pregar a verdade por todo o globo para que o Castigo seja mundial, isto é, para que o castigo venha para todo aquele que recusou a verdade.

Eu dirijo um premente apelo à Terra. Apelo aos verdadeiros discípulos do Deus vivo que reina nos Céus. Apelo aos verdadeiros imitadores de Jesus Cristo feito homem, o único e verdadeiro Salvador dos homens.

Apelo aos meus filhos, meus verdadeiros devotos, aqueles que se deram a mim para que eu os conduza a meu divino Filho, aqueles que levo por assim dizer nos meus braços, que vivem de meu espírito.

Enfim, apelo aos Apóstolos dos Últimos Tempos, aos fiéis discípulos de Jesus Cristo que viveram no desprezo do mundo e de si próprios, na pobreza e na humildade, no desprezo e no silêncio, na oração e na mortificação, na castidade e na união com Deus, no sofrimento e desconhecidos do mundo.

É chegado o tempo para que eles saiam e venham iluminar a Terra. Ide e mostrai-vos como meus filhos amados. Estou convosco e em vós, contanto que vossa fé seja a luz que vos ilumina nestes dias de desgraças.


Depois de fazer esse paralelo, segundo hipotetizamos, a Virgem Mãe faz um apelo aos apóstolos dos últimos tempos, que são seus "verdadeiros devotos", ou seja, escravos de Maria, tal como fala S. Luís Grignion no "Tratado da Verdadeira Devoção". Estes também são os que vivem "na pobreza e na humildade, no desprezo e no silêncio, na oração e na mortificação, na castidade e na união com Deus, no sofrimento e desconhecidos do mundo." Tais apóstolos estarão presentes tanto no fim do mundo, como no tempo que o prefigura, isto é, os Castigos vindouros. Assim, nos parece que essa é a explicação para a aparente contradição cronológica entre esse trecho e o anterior.

Que vosso zelo vos faça como que famintos da glória e honra de Jesus Cristo. Combatei, filhos da luz, pequeno número que isto vedes, pois aí está o tempo dos tempos, o fim dos fins.
 

A Igreja será eclipsada, o mundo estará na consternação.

A partir daqui Enoch e Elias são citados porque eles possuem íntima relação, como prefiguras, com os apóstolos dos últimos tempos, segundo os capítulos precedentes e artigos seguintes. Afinal, como vimos, o Papa Santo e o Grande Monarca simbolizam estes dois, assim como S. João Batista simbolizou Elias.

“Mas eis Enoc e Elias cheios do Espírito de Deus. Eles pregarão com a força de Deus, os homens de boa vontade acreditarão em Deus e muitas almas serão consoladas.

Eles farão grandes progressos, pela virtude do Espírito Santo, e condenarão os erros diabólicos do Anticristo.

Ai dos habitantes da Terra! Haverá guerras sangrentas e fome, peste e doenças contagiosas. Haverá chuvas feitas de saraivadas espantosas de animais, trovoadas que abalarão as cidades, terremotos que engolirão países.

Ouvir-se-ão vozes pelos ares. Os homens baterão as cabeças contra as paredes. Pedirão a morte, e por outro lado a morte será seu suplício. O sangue correrá de todo lado.


A partir daqui nos parece que a Mãe de Deus fala do fim do mundo somente, confirmando novamente a missão de Elias e Enoch naqueles tempos

“Quem poderá resistir, se Deus não diminuir o tempo da prova? Deus se deixará dobrar pelo sangue, lágrimas e orações dos justos.

Enoc e Elias serão mortos. Roma pagã desaparecerá. O fogo do céu cairá e consumirá três cidades. Todo o universo será tomado de terror, e muitos se deixarão seduzir, porque não adoraram o verdadeiro Cristo vivo entre eles.

Chegou a hora, o sol se obscurece, só a fé viverá.

Chegou o tempo, o abismo se abre. Eis o rei dos reis das trevas, eis a Besta com seus súditos, dizendo ser o salvador do mundo. Ele se elevará orgulhosamente nos ares para ir até o céu.

Será asfixiado pelo sopro de São Miguel Arcanjo. Cairá. E a Terra, que durante três dias terá estado em contínuas evoluções, abrirá seu seio cheio de fogo. Ele será submerso para sempre, com todos os seus, nos despenhadeiros eternos do inferno.

Então a água e o fogo purificarão a Terra e consumirão todas as obras do orgulho dos homens, e tudo será renovado. Deus será servido e glorificado”.


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[1] René Laurentin, Michel de Corteville, Découverte du secret de La Salette, Paris, Fayard, 2002. Link:
https://aparicaodelasalette.blogspot.com

[2] Aparição de La Salette e suas Profecias, Luis Dufaur, Cap. XVIII.