Dr.Plinio prevê a traição de uns membros da TFP pelo estado de espírito que os animava

Não citamos nomes aqui por motivos variados, nem nos responsabilizamos pela interpretação do nome a partir da inicial dada aos citados neste artigo, não confirmando nem negando qualquer palpite de outros.

Nesta conversa, Dr.Plinio Corrêa de Oliveira, após dar instruções sobre o apostolado para o sr.M, na presença do sr.A, no que era chamado "despacho", passa a perguntar para o sr.M se ele não tinha mais alguma coisa, em clara manifestação do discernimento dos espíritos que iria se sobressair mais ainda no fim da conversa. O grupo de jovens que foi tema dessa conversa menos de dez anos depois abandonaram todos os ideais da TFP, e alguns chegaram a processar a entidade, caluniá-la, etc.

"Ah, ah, ah! Diga lá meu caro, o que mais você tem, meu M. ?

(Sr.M: A respeito do apostolado na Alemanha é tudo. O senhor tinhha pergunta no começo, essa igreja é perto de Bonn.)

Sei. E você gostaria de perguntar mais alguma coisa, por exemplo, do que você te ouvido aqui ? Tem algum ponto de doutrina, na organização da TFP tem alguma coisa contra a qual você tenha alguma objeção, não tenha entendido bem, etc. ?

(Sr.M: Está tudo muito bem.)

Mas você não tem objeções ? Por exemplo, essa efervescência muito grande dos jovens aqui, barulho que fazem, e o entusiasmo que manifestam, etc., não parece a vomeio excessivo ?

(Sr.M: Sim, isso eu estranho. Por exemplo, muita gente diz: "Nossa Senhora !!!" "Puuuuuuxxxxaaa!" "Fabuloooooso!").

Ah, ah, ah!"

Então, após enumerar suas razões, a palavra fica com Dr.Plinio para dar o diagnóstico completo dos traidores.

"Não, não. Há uma parte de verdade no que você diz, a meu ver, e uma parte é nova para você, porque você tendo embora passado muitos anos no Chile, o chileno não é muito parecido comm o brasileiro neste ponto que eu vou falar.

O brasileiro é muitíssimo intuitivo (...) ele primeiro capta, percebe uma determinada coisa por intuição. Depois vem a reflexão. E a adesão é, portanto, por mais absurdo que pareça a você, a adesão é anterior à reflexão porque é determinada pela intuição. E a reflexão vem depois para apoiar, para dar fundamento lógico à reflexão.

Agora, como possa ser essa intuição, qual é o valor lógico dessa intuição, uma vez que ela parece não ser baseada em raciocínio ? É a questão.

O que é a intuição ? É o processo lógico rapidíssimo, que para depois ser explicitado, precisa uma reflexão para explicitar. Mas, de fato a percepção lógica faz-se mais depressa do que a explicitação. De maneira que quem passasse a intuição em câmara lenta tem a reflexão. O que naõ é nenhum pouco o modo de ser europeu. Mas, daí a concluir que essas reações são irreflexão, não é. São intuição. Ou seja, uma lógica rapidíssima, que pede depois uma reflexão.

Agora, onde sua objeção muito verdadeira, é o seguinte. É como eles tem uma intuição muito rápida, eles tem a tendência a negligenciar a reflexão depois, e ficar só com a intuição. E isto é errado. Porque precisa fazer uma crítica daquilo que foi intuído, para verificar se isso corresponde às leis da lógica. E isto eles tem a tendência de não fazer. De maneira que eu vivo numa batalha com eles a todos os momentos".

Em seguida Dr.Plinio comenta como o grupo boicotava a tradicional Reunião de Recortes, na qual Dr.Plinio lia recortes de jornais e depois os comentava: eles queriam que não lesse. O sr.M considera um absurdo. Concorda o fundador da TFP, porque esta reunião servia, entre outras coisas, para quando chegasse o momento do Castigo Mundial os membros tivessem em mente tantas abominações cotidianas que clamavam pelo Castigo Divino, e também para análise no molde contra-revolucionário nas horas mais críticas seja no Castigo ou antes dele.

"É absurdo. Que eu desse a minha intuição da situação política, porque isto basta. Eu digo: Não basta ! Porque haverá um momento em que vocês talvez tenham que dar o sangue por isto que vocês estão ouvindo. E se vocês não fizerem a crítica lógica daquilo que eu estou dizendo, uma simples afirmação minha intuída por vocês, na hora do pânico, não resiste à pressão do pânico. Vocês então vão se perguntar na hora do pânico por que é que tomaram essa atitude que estão lhe custando o sacrifício da vida. E, no fundo, tem uma apostasia em raiz na alma de muitos de vocês, por preguiça de raciocinarem" [1] 

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Fontes:
[1] Reunião "Despacho Alemanha", 30 de Julho de 1990.