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O Profeta Isaías fala da destruição da Babilônia (Mundial) liderada por uma milícia de um país longínquo

Santo profeta Isaías, rogai por nós!

Para entender alguns conceitos aqui expostos, recomendamos a leitura: 

São Luís Maria Grignion de Montfort profetiza o Reino de Maria e os apóstolos dos últimos tempos

Beato Francisco Palau prevê a vinda de novos e últimos apóstolos, junto com o restaurador

São Luís Maria Grignion de Montfort profetiza o Reino de Maria e os apóstolos dos últimos tempos

 
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Extraído de: "O Príncipe dos Cruzados (Vol. I, parte I, 3a edição, Cap. IV)".

Anterior deste capítulo: Êxodo e o livro da Sabedoria falam de três dias de escuridão, parte do castigo segundo uma exegese

Isaías, Cap. XIII, 1-5 - Oráculo contra Babilônia, revelado a Isaías, filho de Amós. Levantai o estandarte sobre este monte coberto de trevas, elevai a voz, agitai a mão, e entrem os capitães pelas suas portas. Eu dei ordens aos que consagrei (para esta obra), e chamei os meus valentes na minha ira, eles exultam com a minha glória. Vozearia de muita gente sobre os montes, como se fora de numerosos povos; ruído confuso de reis, de nações reunidas. O Senhor dos exércitos deu as suas ordens à belicosa milícia que vem de uma terra longínqua, da extremidade dos céus, o Senhor e os instrumentos de seu furor apressam-se para devastar toda a terra.

Esta profecia inicia aqui e vai até o capítulo XIV, versículo 27, onde começa outro oráculo. Versa sobre a volta do cativeiro da babilônia, que sequer havia acontecido ainda no tempo do profeta. Ora, na nossa interpretação,
toda a história pré-cristã, de acordo com a Era Antiga em que ocorreu, faz paralelo com a respectiva Era Cristã. Se o cativeiro faz parte da quinta Era antiga, o seu fim lembra o fim da quinta Era, assim como no fim da quinta Era antiga havia outro cativeiro, o romano, quando veio o Salvador. Também Isaías profetiza sobre o fim do império romano aqui, isto é, a babilônia segundo S. Pedro e outros.
 
Os capitães são aqueles que Deus consagrou para a obra, são os da "belicosa milícia que vem de uma terra longínqua", da extremidade dos céus, isto é, além do horizonte (de Israel), mas o sentido místico é de uma espiritualidade no cume, o seu ápice, e para isso é preciso estar inserido na vocação profética carmelita, pela intensa espiritualidade que bem mostrou São João da Cruz e Santa Teresa D'Avila, por ser a primeira ordem totalmente entregue ao espírito monástico e profético.

Que "terra longínqua" é essa? Dado a crise da Igreja e dado a vocação dos apóstolos dos últimos tempos vista em outros capítulos, significa a terra da onde estes apóstolos primeiramente vieram, o Brasil, terra onde fundou surgiu a TFP, constituída primariamente por carmelitas terceiros (Adendo da 3a edição: na parte 2 deste volume, intensamente mostramos em que consistia e a amplitude de sua ação em tempo do seu inspirador, Plinio Corrêa de Oliveira). Obviamente, não quer dizer que todos esses apóstolos serão brasileiros. Pode ser bem que a maioria não o seja, contando que cumpra-se o pertencimento a TFP (Adendo da 3a edição: no sentido dado na introdução deste volume desde a primeira edição!).

O "vozerio de muita gente sobre os montes" simbolizam as vozes das pessoas em altos cargos e as vozes das pessoas em alto cumes da espiritualidade: todos comentarão a vinda destes apóstolos liderados por um recém-eleito Papa de grande Santidade, único instrumento que pode intervir na crise da Igreja de cima para baixo. As nações não entenderão, os governantes também, e a diplomacia mundial não saberá como reagir.

6-13 - Soltai gritos, porque o dia do Senhor está próximo como uma devastação provocada pelo Todo-poderoso. Por causa disso todas as mãos perderão seu vigor, todo o coração do homem desanimará; e ficará quebrantado. Apoderar-se-ão deles convulsões e dores, eles gemerão como uma mulher em parto; olhando uns para os outros, os seus rostos tornar-se-ão inflamados.

Eis que virá o dia do Senhor, dia implacável, de furor e de cólera ardente, para reduzir a terra a um deserto, e dela exterminar os pecadores. Nem as estrelas do céu, nem suas constelações brilhantes, farão resplandecer sua luz; o sol se obscurecerá desde o nascer, e a lua já não enviará sua luz. Punirei o mundo por seus maldades, e os pecadores por suas iniquidades. Abaterei a soberba dos infiéis e humilharei a arrogância dos fortes. O homem será mais raro que o ouro e mais precioso que o ouro mais puro. Além disto turbarei o céu, e mover-se-á a terra do seu lugar, por causa da indignação do Senhor dos exércitos, e porque é o dia da sua ira e do seu furor.


É a devastação que os instrumentos da restauração da Igreja
engendrará para purificar o mundo de suas faltas. Alguns podem objetar que aqui significa unicamente o dia do juízo, mas não é assim, pois o dia da Ira é o dia em que o Anticristo parece ter ganho, não o dia em que as pessoas se matam umas às outras, ficam desanimadas, etc. Afinal, a profecia diz, em seguida, que depois disso a Babilônia não será habitada, pois as feras farão desta seu covil, as avestruzes a sua casa, etc, o que não é uma situação de "novos céus, nova terra" que Nosso Senhor irá instituir após o dia do juízo final. A profecia fala de vários eventos ao mesmo tempo, porém, mira um objeto principal. Pode-se dizer que este versa sobre o dia do juízo, o dia da ira, contudo, não só, porque "o dia da sua ira e do seu furor" é repetido para fixar o duplo sentido.

Todos ficarão desanimados, com mãos fracas, pois as pestes e a fome será geral. E também o coração do homem, porque este se verá com um problema de consciência: a Igreja fora da crise condenará os pecados, a tibieza e o falso-catolicismo, de maneira que o homem precisará estar em constante evolução para escapar de muitos castigos que serão pregados juntamente com a doutrina católica tradicional. Uns "olharão aos outros", pois não saberão o que dizer, um homem olhará para a mulher com quem divide o lar, mas não é a sua, olharão aos seus vários pecados agora condenados, olharão aos seus familiares que não querem seguir essa "inquisição" contra-revolucionária (contra-reforma tradicionalista), enquanto outros querem. Toda relação humana será abalada.

"Exterminar os pecadores", isto é, a Bagarre ou Castigo Mundial será o fim das heresias modernas, fim dos cismas, etc. A terra será um deserto, porque conforme outras profecias, só sobrará um terço da humanidade, o que equivale a dizer que em uma rua de trinta casas, só os habitantes de dez andarão pelas ruas desertas depois de terminado o castigo.

A luz que não dará o Sol, nem a lua, nem as estrelas: parece um paralelo com os três dias de escuridão, já visto em profecias públicas e será abordado nas privadas autorizadas. O "homem será mais raro que o ouro": na confusão geral o comércio estará abalado, e também depois do Castigo o homem será de grande valor, pois foi purificado, e por isso se repete que o homem será "mais precioso que o ouro mais puro": ambos os sentidos estão presentes pela dupla menção do ouro.

"Turbarei o céu" significa as chuvas, e os milagres da atmosfera para provar a cólera de Deus.
"Mover-se-á a terra do seu lugar": os terremotos. Também é um modo de dizer para as gerações futuras que a terra não se move, o universo é geocêntrico porque a Cruz de Cristo foi cravada aqui; a terra somente se move pela cólera de Deus, e isso Ele mostrará nesse tempo para a ruína dos falsos doutores, que esconderam Seus vestígios na natureza.

14-22 - Então, como uma gazela assustada, como um rebanho que ninguém recolhe, cada um voltará para seu povo, e fugirá para sua terra. Todos aqueles que forem encontrados serão mortos; os que forem apanhados serão passados à espada. Seus filhinhos serão massacrados diante de seus olhos, suas casas serão saqueadas, e suas mulheres, violadas. Suscitarei contra eles os medos, que não se interessam pela prata, nem apreciam o ouro. Seus arcos abaterão os jovens; não terão compaixão das mulheres grávidas, nem piedade das crianças.

Então Babilônia, a pérola dos reinos, a jóia de que os caldeus tanto se orgulham, será destruída por Deus, como Sodoma e Gomorra. Nunca mais será habitada, nem edificada de geração em geração. O árabe não mais erguerá aí sua tenda, os pastores não repousarão aí seus rebanhos, as feras terão aí seu covil, os dragões frequentarão as casas, as avestruzes morarão aí, e os sátiros farão aí suas danças. Os chacais uivarão nos seus palácios, e as sereias cantarão nas suas casas de prazer.


"Fugirá para a sua terra", isto é, vendo as coisas impressionantes que acontecem o homem não quererá lutar, seja por guerra militar ou ideológica, contra a inquisição contra-revolucionária que até a natureza, com sinais incríveis, defenderá. Então, começarão as guerras civis ou outras guerras, para exterminar aqueles que não trocaram de lado, aqueles que se absteram de reconhecer o erro.

"Suscitarei contra eles os medos": região atual do Iraque, e parte do Irã. São os muçulmanos terríveis daquela região, que avançarão contra o império neopagão do ocidente como instrumento de castigo de Deus. Então, a Babilônia será destruída, "como Sodoma e Gomorra", porque pecou de modo semelhante, o pecado da luxúria. O mundo moderno era a "jóia" dos homens, a "pérola", mas será destruído.

"Nunca mais será habitada", findará o tempo do domínio revolucionário, da confusão, do cativeiro babilônico Cristão. E nunca mais será "edificada", pois virá a restauração, o Reino de Maria, até a vinda do Anticristo, que fará o maior crime, sem chegará a ter um império, mas só um domínio breve, pois não conseguirá destruir as edificações do Reino de Maria, as riquezas e outras coisas, pois não haverá tempo para ele a não ser para tentar acabar com a ordem do sacerdócio, a celebração da Eucaristia, a base de toda Tradição Cristã.

Os animais que tomam toda a Babilônia representam os pecados desta civilização: os divertimentos excessivos (sátiros), a luxúria (sereias), a imundíce (avestruz), os maus governantes (chacais), o fogo da concupiscência (dragões).

Mais para frente (Is XIV, 26) Deus fala "Este é o designo que eu formei acerca de toda a terra (referida), e eis a mão que está levantada sobre todas as nações", o que corrobora a interpretação de Castigo Mundial. 


Próximo deste capítulo: O profeta Jeremias fala de um Castigo universal para os homens e para os sacerdotes, A terra será devastada

S. Frei Gil de Santarém profetiza a restauração da casa de Deus, o fim do islamismo, a paz universal

S. Frei Gil de Santarém, rogai por nós!

Sugerimos a leitura prévia:
Beato Francisco Palau prevê a vinda de novos e últimos apóstolos, junto com o restaurador

São Luís Maria Grignion de Montfort profetiza o Reino de Maria e os apóstolos dos últimos tempos 
 
Clique aqui para ler mais sobre o Grande Castigo e o Reino de Maria


Extraído de: "O Príncipe dos Cruzados (Vol. I, parte I, 3a edição, Cap. V)".

Anterior deste capítulo: S. Ângelo da Sicília profetiza a vinda da restauração com um grande monarca de sangue francês e um Pontífice

S. Frei Gil de Portugal ou de Santarém (1190-1265), foi um religioso da sagrada ordem de S. Domingos.

Profecia em negrito com comentários selecionados do Pe. Antônio Vieira em aspas e nossos em fonte normal.

Lusitania sanguine orbata regio diu ingemiscet


"A Lusitânia o reino de Portugal, morrendo seu último rei sem filho herdeiro, gemerá e suspirará por muito tempo". 


Não parece indicar a morte do imperador de Portugal e de seus herdeiros, mas a queda da monarquia, algo ocorrido tempos depois, e o que fez sofrer Portugal várias revoluções, como até hoje tem sofrido com sanções revolucionárias que querem restaurar os tempos de Sodoma e Gomorra com um espírito igualitário e socialista. Exemplo: atualmente é legalizado a ignomínia do aborto em Portugal.

Sed propitius tibi Deus:
Et insperate ab insperato redimeris.
 
"Mas lembrar-se-á Deus de vós, ó Pátria minha; e sereis remida não esperadamente por um rei não esperado (...)".

É o Grande Monarca das profecias, e não necessariamente será Rei de Portugal ou do sangue deste local, mas será Grande Rei, como se fosse de todas as nações. Mas também vemos aqui uma profecia da vinda da Rainha das Rainhas, Nossa Senhora em Fátima.  


A profecia não fala de um Rei propriamente. É o Pe. Antônio quem a interpreta assim, mas tomamos a parte do inesperado como uma missão importante na restauração futura, seja com Nossa Senhora de Fátima, seja com alguma participação em uma ou mais dos três apóstolos da restauração: o Papa Santo, o Monarca e o General.

Africa debellabitur: Imperium ottomanum ruet

 
"Será vencida e conquistada África. O império otomano cairá (...)".

Quer dizer: o povo pagão, pois a África neste tempo ainda representava uma maioria pagã, tribal. A vinda do Grande Monarca resultará na conversão das nações pagãs. A queda do império Otomano quer dizer o fim do islamismo, como profetizado por outros.

Domus Dei recuperabitur


"A casa santa de Jerusalém será finalmente recuperada. E por coroa de tão gloriosas vitórias".

Não só Jerusalém, mas a casa de Deus, "Domus Dei", isto é, a Igreja das mãos dos revolucionários. Também pode significar a própria Basílica de S. Pedro no Vaticano e Roma, porque, segundo profecias de outros como S. João Bosco, visto mais adiante, o Papa Santo sairá de Roma.

Aetas aurea reviviscet : Pax ubique erit.
Felices qui viderint
 
"Ressuscitará a idade dourada. Haverá paz universal no Mundo. Ditosos e bem-aventurados os que isto virem!" [1].

Bem-aventurados aqueles que virem instaurados o Reino de Maria, e a paz universal depois desse Grande Castigo
. É interessante notar que esta profecia é da Idade Média, que foi um mini-auge da Civilização Cristã. Mesmo assim, espera-se ainda de uma idade dourada que ressurgirá: talvez ali haja a previsão do fim da Idade Média.

 
Próximo deste capítulo:
Santa Brígida profetiza a conversão dos pagãos, a heresia alastrada como sinal do fim. Deus revela a impureza nos matrimônios

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[1] Sermão de Bons Anos que pregou o R. P. Antonio Vieira da Companhia de Jesus na Capela Real no primeiro dia de Janeiro do ano de 1642. Lisboa, na Oficina de Lourenço de Anueres, p.10