Santos e prelados deram medida de modéstia e pudor para as vestes ?

São Leonardo de Porto Maurício (1676-1751)

"Uma mulher, que entra na Igreja com um traje espaventoso, atrai todos os olhares, e queira Deus não atraia também os corações, arrebatando ao Senhor as devidas adorações. (...) quanto me escandalizam certas pretensiosas que, com seus penteados ridículos e ares de atrizes, assumem poses de deusas no lugar santo. (...)
Se, entretanto, ides à Igreja com certos trajes escandalosos, mereceis todas as censuras. Transformeis o templo sagrado em covil de ladrões, pois roubais a Deus a honra, pelas distrações que provocais aos sacerdotes, aos ministros, a todo o povo". [1]

São Tomás de Aquino (1225-1274) com citação de Santo Agostinho (354-430)

“ (...) o mau uso dessas coisas da aparência exterior pode vir também de uma descontrolada afeição a elas e parte do usuário, levando-o, por vezes, a utilizá-las de modo sensual demais, esteja ele de acordo ou em desacordo com os costumes locais. Por isso, recomenda Agostinho: ‘Não se deve usar nada com paixão, pois esta não só ofende, perversamente, o costume daqueles entre os quais se vive, como também, ultrapassando-lhes, muita vez, os limites, manifesta, com rompantes escandalosos, um descaramento antes escondido sob o véu de costumes públicos’.

Ora, essa afeição desordenada pode manifestar seu exagero de três formas (...). Outra manifestação dessa exagerada preocupação com a roupa acontece quando nisso se buscam os prazeres do corpo, vendo na roupa um atrativo para tais prazeres". [2]

"Os adornos das mulheres estão isentos de pecado mortal? (...)

RESPONDO. Em relação aos adornos das mulheres, devem-se fazer as mesmas observações antes feitas, em geral, sobre a apresentação exterior, destacando, porém, algo especial, ou seja, que os adornos femininos despertam a lascívia nos homens, segundo o livro dos Provérbios, 7: ‘Eis que essa mulher lhe vem ao encontro, trajada qual prostituta, toda insinuação’. No entanto, pode a mulher, licitamente, empenhar-se por agradar ao marido, para evitar que ele, desdenhando-a, venha a cair em adultério. Por essa razão, se diz na primeira Carta aos Coríntios, 7: ‘A mulher casada preocupa-se com as coisas do mundo: ela procura como agradar o marido’. Portanto, se a mulher casada se enfeita para agradar ao marido, pode fazê-lo sem pecado. Mas as que não têm marido nem os querem ter e vivem em celibato, não podem, sem pecado, querer agradar aos olhos dos homens, para lhes excitar a concupiscência, porque isso seria incentivá-los a pecar. Se, pois, se enfeitarem com essa intenção de provocar os outros à concupiscência, pecam mortalmente. Se o fizerem, porém, por leviandade, ou mesmo por um desejo vaidoso de aparecer, nem sempre será pecado mortal, mas às vezes venial. Diga-se o mesmo, aliás, a respeito dos homens. Por isso, escreve Agostinho: ‘Sugiro-te que não te precipites em proibir enfeites de outro ou vestes preciosas, a não ser aos que, não sendo casados nem querendo sê-lo, deveriam pensar em como agradar a Deus. Quanto aos outros, eles pensam nas coisas do mundo: os maridos, como agradarão às esposas; as mulheres, como agradarão aos maridos, sempre com a ressalva feita pelo Apóstolo, a saber, nem às mulheres casadas convém trazer os cabelos descobertos’. Nesse caso, porém, ainda é possível que algumas mulheres fiquem isentas de pecado, se não agirem por vaidade, mas por um costume contrário, embora não recomendável" [3].

São Padre Pio (1887-1968)

"Padre Pio não tolerava vestidos curtos ou com decotes baixos, saias justas, e ele proibiu suas filhas espirituais de vestir meias-calças transparentes. A cada ano a sua severidade aumentava. Ele teimosamente mandava embora do seu confessionário, mesmo antes de pôr o pé dentro, quem ele julgasse estar indevidamente vestidas. Em algumas manhãs, ele expulsou uma após a outra, até que ele acabou por ouvir muito poucas confissões. Seus irmãos observaram estes drásticos expurgos com certo mal-estar e decidiram pregar uma placa na porta da igreja: “Por desejo explícito do Padre Pio, a mulher deve entrar no confessionário vestindo saias PELO MENOS 20 CENTÍMETROS ABAIXO DO JOELHO. É PROIBIDO EMPRESTAR UM VESTIDO LONGO NA IGREJA PARA USÁ-LO PARA A CONFISSÃO“ "[4].

"Uma vendedora de calças dona de uma loja de varejo em Vancouver foi se confessar na Itália com Padre Pio e teve sua absolvição foi recusada:

“Ele ordenou que ela voltasse para casa no Canadá e se livrasse de todo seu estoque, e não desse qualquer um dos itens para as pessoas que poderiam usá-los, e se ela quisesse sua absolvição, poderia voltar a Itália e recebê-la, só depois que ela realizasse impiedosamente suas ordens” "[5].

"Shorts e mangas curtas, até em crianças não era aceito pelo Padre Pio. Para um homem indo para a confissão de maga curta ele disse: “ou alongue as suas mangas ou encurte seus braços” "[6].

"Uma garota de mini-saia foi informada que era preciso de um vestido maior para se confessar com o Padre Pio. Ela foi na loja com a mãe comprar as roupas apropriadas. Olhando a si mesma no espelho com o novo vestido ela disse: “Se eu o meu namorado me vesse assim ele iria pensar que eu sou um palhaço”. Quando a vez dela de se confessar chegou e a portinhola abriu ela ouviu “Vai embora ! Eu não confesso palhaços“ "[7]

São Francisco de Sales (1567-1622)

"São Paulo quer que as mulheres cristãs (o que há de entender-se também dos homens) se vistam segundo as regras da decência, deixando de todo excesso e imodéstia em seus ornatos. Ora, a decência dos vestidos e ornatos depende da matéria, da forma e do asseio" [8].

Cardeal Siri (1906-1989)

“ (...) para uma roupa ser modesta, no entanto, ela não deve somente cobrir o corpo, mas também não ficar apertada demais no corpo. É verdade que muitas roupas femininas colam mais do que muitas calças, mas as calças podem ser feitas para apertarem mais, e de fato geralmente apertam. Por isso, este tipo de roupa, colada ao corpo, nos dão a mesma preocupação quanto às roupas que expõem o corpo. Então a imodéstia das calças masculinas no corpo feminino é um aspecto do problema que não pode ser deixado sem uma observação geral sobre elas, ainda que não deva ser superficialmente exagerado também”. [9]

Cardeal Pompili (1858-1931)

"Para que a uniformidade no entendimento (a respeito da modéstia) prevaleça (…) recordamos que um vestido não pode ser chamado de decente se é cortado mais que a largura de dois dedos sob a cova da garganta, se não cobre os braços pelo menos até os cotovelos, e se mal chega até um pouco abaixo dos joelhos. Além disso, os vestidos de materiais transparentes são impróprios" [10].

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Santos e prelados deram medida de modéstia e pudor para as vestes ?

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[1] Exemplos para as pessoas de categoria, no livro Excelências da Santa Missa do Santo
[2] Suma Teológica, Segunda Parte da Segunda Parte, Questão 169, Artigo 1, Ed.Loyola
[3] Suma Teológica, Segunda Parte da Segunda Parte, Questão 169, Artigo 2, Ed.Loyola
[4] Dorothy Gaudiose, Prophet of the People, pp. 191-2.
[5] Anne McGinn Cillis, Arrivederci, Padre Pio, A Spiritual Daughter Remembers.
[6] Io...testimone del padre, Pág. 54, Modestino da Pietrelcina
[7] Pg.152 Iasenzeniro, F. M. (2006). The "Padre" saint Pio of Pietrelcina. His mission to save souls. Testimonies. San Giovanni Rotondo: Edizioni Padre Pio
[8] São Francisco Sales, Filotéia, parte III, cap. 25.
[9] Notificação concernente às mulheres que vestem roupas de homem, pelo Cardeal Giuseppe Siri, Genova, 12 Junho de 1960. Traduzido do website El Cruzado.
[10] 24 de setembro de 1928, Instrução sobre a modéstia do Cardeal Basilio Pompili, Op.Cit. Dressing with Dignity, Collen Hallmond.