Orlando Fedeli: "Dr. Plinio, terror da revolução, amor e glória dos filhos de Nossa Senhora", a "gloriosa TFP"

Lembrando que o sr.Orlando Fedeli se desligou do Grupo da TFP por volta de 1980, na mesma época que Dom Mayer. Tal afastamento veio simultaneamente com a repetição de que Dr.Plinio não era santo, que matou o conservadorismo no Brasil, que era chefe de uma seita, a saber, a TFP, entre outras acusações. Fedeli inclusive criticou severamente o livro "Revolução e Contra-Revolução" anos depois, coisa que, outrora, na revista Catolicismo, ele dizia ser um "trabalho luminoso".

Todo esse circo já foi refutado nos links abaixo:


Refutação de uma Investida Frustra e Servitude ex Caritate, Átila S.Guimarães Download - Livros refutando Orlando Fedeli sobre a TFP

Santos sobre "não sou eu quem vivo, é meu superior quem vive em mim". A obediência cega, de mesmo sentir e vontade do superior

A TFP responde Giulio Folena e Orlando Fedeli sobre escravidão e seita na TFP

Esse discurso também refuta a declaração de que ele teria ficado "no gelo" dentro do Grupo, mostrando que ele tinha destaque até, sendo escolhido para discursar em tais eventos de prestígio. Mais para frente iremos postar outras coisas a respeito dessa dupla um tanto curiosa e contraditória, como o fato de que Dom Mayer foi sagrado Bispo por seu apoio ao primeiro livro de Dr.Plinio, e Fedeli virou católico convertido por Plinio. Por hoje, as declarações seguintes bastam.

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30.05.1973  –  Quarta-feira - Jubileu Episcopal de Dom Mayer - Transcrito. O áudio completo deve estar em posse de vários membros pelo mundo.

-O Primeiro discurso é o de Orlando Fedeli

Professor Fedeli: Excia. Revma. Dom Antônio de Castro Mayer, digníssimo Bispo de Campos; Alteza Imperial e Real, Dom Luís de Orleans e Bragança; Alteza Imperial e Real, Dom Bertrand de Orleans e Bragança; Exmo. Senhor Doutor Plínio Corrêa de Oliveira, DD. Presidente do Conselho Nacional da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade; Exmos. Senhores Diretores dessa mesma Sociedade; Revmos. Sacerdotes, Reverendas Irmãs, minhas senhoras, meus senhores, prezados militantes da gloriosa TFP. (...)

Nós saudamos em vós o brilhante co-autor, com o Dr. Plínio Corrêa de Oliveira, do livro “Reforma Agrária - Questão de Consciência“, muralha contra o comunismo, muralha contra a invasão agro-reformista e socialista aqui no Brasil. Nós vos saudamos e vos agradecemos hoje aquilo que vós fizestes com Dr. Plínio na defesa da cristandade aqui no Brasil. Se nós somos livres, se nós temos propriedade, se os mandamentos de Deus são ainda obedecidos nesse ponto nesta terra, isso se deve em grande parte ao trabalho de V. Excia. e ao Dr. Plínio.

V. Excia. permitirá a um discípulo do Dr. Plínio Corrêa de Oliveira e admirador vosso, V. Excia. permitirá a esses moços que estão aqui, que unam também, num parênteses, uma homenagem ao Dr. Plínio. V. Excia e ele, tão unidos, unidos e inseparáveis como tantos outros grandes heróis da Igreja no passado, tão unidos que é impossível separar V. Excia. dele, nesse momento eu quero dizer também uma curta palavra a ele, apenas uma coisa. Ao Dr. Plínio nós homenageamos também como a V. Excia., Dr. Plínio, terror da revolução, amor e glória dos filhos de Nossa Senhora. (...)

-Depois do discurso seguinte de Dr.Plinio, agradece o Bispo de Campos

(Dom Mayer: Exmo Senhor Doutor Plínio Corrêa de Oliveira; presidente do Conselho Nacional da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade. Alteza Imperial e Real, Príncipe D. Luís de Orleans e Bragança. Alteza Imperial e Real, Príncipe D. Bertrand de Orleans e Bragança. Membros do Conselho Nacional da Sociedade de Defesa da Tradição, Família e Propriedade. Representantes das coirmãs das várias nações latino-americanas, minhas senhoras, militantes da Sociedade Brasileira da Defesa da Tradição, Família e Propriedade, meus senhores:  (...)

Agradeço a homenagem dessa associação, especialmente pelo seguinte, meus caríssimos amigos. É que a TFP me faz lembrar todos esse meus quarenta e tantos anos de sacerdócio. Um convívio diuturno, como ... relembrar as coisas boas que foram feitas em benefício das almas e para a glória de Deus Nosso Senhor. Eu me recordo bem da ação desenvolvida por aqueles amigos do “Legionário”, que depois floresceu na Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade. Irradiou-se e hoje é um nome conhecido no velho e no novo continente.

De maneira que quando me encontro nesse meio, eu me encontro dentro de minha casa. E quando a pessoa se encontra na casa, conhece bem todos os recantos, sente-se inteiramente a vontade, deseja ali permanecer, porque é o lar próprio. Assim, quando me encontro em vosso meio, meus caríssimos amigos, eu me encontro precisamente nesse meu lar. Não tenho dificuldade nenhuma em estar no vosso meio. Sinto o conforto que a casa guarda e que transmite depois aos felizes habitantes do lar. Assim eu me encontro no vosso meio. (...)