Dr.Plinio prevê o Papado de Bento XVI (Cardeal Ratzinger) duas décadas antes

Tirado do livro "O Príncipe dos Cruzados".  

Comentários nossos em negrito. Os nomes das pessoas envolvidas na conversa foram ocultadas para evitar qualquer problema, porque ambas ainda vivem, e uma delas não é mais da TFP. 
  
Nesta conversa rápida de 8 de Junho de 1985 Dr.Plinio comenta um relatório de um membro sobre uma notícia que tratava ou continha frases do Cardeal Ratzinger. Ele cogita a possibilidade de um sujeito mencionado, "o homem de pulôver" se tornar Papa, assim como o próprio Ratzinger.

Sr. FA:
Os comentários ao relatório do Sr. JC vão ficar para quando ele vier.

O Cardeal Ratzinger iria encher de esperança a direita, com atitudes conciliatórias, mas depois começaria a abafar a reação. É exatamente o que fez Bento XVI em relação aos tradicionalistas, atitude melhor significada pelo motu proprio popularizando a missa antiga, mas equiparando-a ao novo rito. Sua renúncia para dar lugar ao Papa Francisco, de linha mais progressista, foi a última atitude como Papa que mostrou sua estratégia.


Eu acho que ele viu com muita clareza a relação do homem do pulôver com o Cardeal Ratzinger. O que seria preciso acrescentar é o seguinte: mais provavelmente o homem do pulôver, se o Cardeal Ratzinger, ou algum à maneira do Cardeal Ratzinger ficar Papa, ele vai encher o pessoal de extrema direita que ele cristaliza de esperança, ou pelo menos de atitudes conciliatórias. O que é que quer dizer isso ? Se o homem não tiver que tomar atitudes muito más, ele vai dar esperanças: “ele sofre muito; ele vai arranjar, etc., etc.”, até ir abafando.

Seria um homem para segurar a extrema-direita, para manter o centrismo.


Se ele tomar atitudes muito ruins, ele vai dizer o seguinte: “Não, mas olhe aqui, temos dever moral; depois, afinal de contas eu sofro mais do que ninguém. Mas é esperável que dentro de dois ou três anos ele abra os olhos...”. Mas que ele seja apenas o que segure o buldogue da extrema direita, para não morder um centrista. E o centrista é eminentemente o Cardeal Ratzinger.

Centrista na
aparência, esquerdista na realidade, este foi o Papado de Bento XVI. Vale lembrar aos críticos que Dr.Plinio não critica o Papa, mas sim o Cardeal, no entanto, emite uma opinião que vai ser de grande parte dos tradicionalistas. Uma opinião profética que não pode ser julgada como crítica ao Papa, porque não tratava dele como Papa.

Naturalmente, essa hipótese giraria em torno da idéia de um futuro papa centrista e moderantista na aparência. De fato esquerdista na realidade. É bem exatamente o que o Cardeal Ratzinger mostra ser.

Dr.Plinio sente que já se prepara a sucessão de João Paulo II por causa da saúde dele, mas acha que ainda vai demorar para morrer (coisa que se cumpriu). É difícil saber se dentro das "redes de relações" vaticanas, isto foi estabelecido, mas pelo acerto, diríamos que sim.


É curioso, mas sente-se pelo ar que João Paulo II está declinando; que ele está muito doente, ou qualquer coisa, que não contam. E também não creio que um homem robusto como ele decline tão depressa. E eu creio que se prepara já a sucessão dele (...)

Já começam a elogiar o Cardeal, e isto para Dr.Plinio é já um preparo para colocá-lo no Papado.


(...) tudo que ele conta aqui é embombamento do Cardeal Ratzinger, mas creio que, provavelmente, para a hipótese dele ser um dos candidatos eventuais ao papado.

O comentário geral é o seguinte: eu achei que o relato está muito bom, e a análise geral está muito objetiva [1]
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Fontes:
[1] 8 de Junho de 1985, Sábado, Êremo do Amparo de Nossa Senhora, Reunião chamada "Despachinho". Redatilografado.