Beata Anne Catherine Emmerich profetiza a destruição da Igreja pelos padres membros de seitas e apóstatas, a restauração dela com Maria

Para entender alguns conceitos aqui expostos, recomendamos a leitura: 

Santa Teresa de Jesus vê a vinda de um grande Santo Carmelita e de Apóstolos fervorosos

S.Francisco de Paula prevê a vinda de novos apóstolos que acabarão com a seita maometana e restaurarão a Igreja

Clique aqui para ler mais sobre as profecias sobre a crise na Igreja e o Reino de Maria
 

Antes de vierem nos acusar de usar uma autora“gnóstica” e “herética” deixamos uma nota [1]. 

De uma biografia da Beata Anne-Catherine Emmerich (1774-1824). Comentários nossos em negrito.

No dia 27 de Dezembro (1819), festa de São João Evangelista, ela viu a Igreja Romana brilhante como um sol. Dela saía raios que se espalhavam pelo mundo inteiro:

“Me foi dito que estava relacionado ao apocalipse de São João, sobre aqueles personagens diversos na Igreja que deverão receber estas luzes, e estas luzes estará sobre sobre toda a Igreja. Tive uma visão muito distinta à este assunto, mas não posso bem contá-la”.

É o Reino de Maria, que fica mais claro na continuação. Para ele vir, é preciso uma graça especial, e esta luz a simboliza, é a graça do Grand Retour. Era festa de S.João Evangelista porque este é a terceira testemunha do apocalipse, e a prefigura dele é o vindouro General do Papa Santo, com missão de acabar com estas coisas previstas aqui.

Durante toda a novena da festa ela teve continuamente visões sobre a Igreja, mas não podia contar com alguns detalhes como se segue. Ela não pode enunciar uma ideia bem completa da íntima lembrança que uniu estas visões àquelas da montanha dos profetas, todavia pode se bem induzir curtas indicações fornecidas por ela que o Peregrino, nesta ocasião, salvou no menor dos fragmentos um ciclo de visões singularmente grandiosa:

“Vi a Igreja de S. Pedro. Uma multidão de homens estava tentando derrubá-la, mas vi outros que faziam as reparações. Linhas de manobras conectavam este duplo trabalho através do mundo inteiro, e impressionei-me com a sintonia do conjunto.

Os filhos das trevas e os filhos de Maria. Mostra um mundo globalizado também, mais difícil de acontecer em outras épocas do que atualmente. Os filhos da serpente estão todos relacionados e trabalhando em conjunto, pois seguem a doutrina modernista, seja por afinidade ou por estarem comprometidos secretamente em várias seitas, conforme diz a Beata em seguida. Os filhos de Maria também mantém relações, ou seja, as inúmeras divisões entre grupos que dizem restaurar a Igreja provam que só um deles realmente é o correto, por causa das conexões.

Os demolidores quebravam as grandes peças; eram particularmente os sectários em grande número e com eles os apóstatas. Esta gente trabalhava segundo certas regras e instruções, eles vestiam aventais brancos amarrados com fitas azuis e bolsos costurados, com colheres presas à cintura. A vestimenta dos outros era variada.

Menciona-se a colher porque deveria servir a Igreja, alimentar o rebanho, mas serve para destruir. Os aventais brancos é a semelhança com doutores, ou seja, gente que deveria curar, mas mata. Os bolsos costurados são as costuras na doutrina, inclusões fortuitas nos costumes. A fita azul parece ser um sinal que distingue parte desta gente.

Havia, entre os demolidores, homens distintos grandes e gordos, vestindo uniformes e crucifixos. Eles, no entanto, não colocavam a mão na massa, mas marcavam sobre as paredes com a colher, indicando onde deveriam ser derrubadas. Para o meu horror, vi entre eles, sacerdotes Católicos. Quando os trabalhadores não sabiam como continuar, eles procuravam alguém de um deles que tinha um livro grande que continha todas as maneiras de construir e destruir. Então eles marcavam de novo com a colher exatamente um ponto destruído, e logo elas vinham abaixo. Trabalhavam silenciosamente e com confiança, porém, astutamente, furtivamente e com olho de gato. Vi o Papa rezando, cercado por falsos amigos que freqüentemente faziam o oposto daquilo que ele ordenava.

São os traidores da fé, infiltrados na Igreja em altos postos, por isso eram grandes. Só alguns eram sacerdotes porque existem diversos altos postos (governantes, etc) que podem ser utilizados para a destruição silenciosa. O grande livro parece ser o acesso ao conhecimento que eles tinham, conhecimentos ocultos que fazem eles terem extremo cuidado na hora de propagarem suas doutrinas, e também significam a opinião pública, os objetivos já alcançados e os faltantes. Esse livro, acreditamos, pode existir realmente, e alguém poderia até escrevê-lo baseando-se nos ensinamentos dos papas pós-conciliares: é só ir traçando a evolução de um ponto da doutrina, desde a falta de ardor na condenação, da ambiguidade fraca até a forte, e a mudança na doutrina em seus vários aspectos até ela chegar a ser padrão, tomando em consideração palavras ou gestos fora do contexto do ensinamento papal. O Papa rezando denota um Papa cercado por esta gente, mas não significa que o Papa estará sempre contra essa gente, é preciso ter em mente, até porque o Papa Santo sofrerá contrariedades, como outras profecias relatam.

Vi um pequeno homem preto (era um leigo) trabalhando na ruína da Igreja com grande atividade. Enquanto que a Igreja era assim demolida de uma parte, era por outro lado reconstruída, mas com muito pouco zelo. Eu vi muitos membros do clero que eu conhecia. O vigário geral me causou grande alegria. Passava, sem se perturbar, pelos demolidores, e dava ordens para reconstruir e reparar. Eu vi também meu confessor levando uma grande pedra para fazer um longo desvio.

Vi outros rezarem negligentemente o breviário e por intervalos levavam sobre o casaco um pequena pedra e apresentavam aos outros como se ela fosse uma grande raridade. Todas as suas faces não tinham nem confiança, nem ardor, nem método e ignoravam completamente o que os agitava. Era deplorável.

Este homem negro pode não ser exatamente alguém de cor de pele preta, mas um jesuíta, e nós pensamos assim, mas seria um irmão jesuíta, por ser leigo. A pequena pedra apresentada simboliza as manias sem sentido, irracionalidades, falta de ardor na pedra fundamental, que é Nosso Senhor, que deveria ser mostrado em pedra o mais fidedigno possível, assim como a alma deve ser o mais fiel a ele, vivendo para ele, e não para o mundo e suas pequenas pedras. Esta parte da profecia mostra que chegará um momento em que faltará o ardor, em que não haverá zelo na reconstrução, o que para nós significa aquele momento que outras profecias falaram em que não haverá mais santos na terra, embora possa haver muitos perto disso e em estado de graça.

Já toda a parte anterior da Igreja era abatida; não restava mais lugar a não ser o santuário com o Santo Sacramento. Eu estava acabada de tristeza e me perguntava toda hora onde estava aquele homem que eu tinha visto outra vez se colocar sobre a Igreja para defendê-la, portando um veste vermelha com uma bandeira branca.

Aqui ela se refere a outra profecia, que não conhecemos. Mas nos perguntamos se a veste vermelha é a capa da TFP, e a bandeira branca na verdade a capa carmelita que cobre eles, e são coisas distintas e por isso a beata assim os exprimiu. Faria sentido estar junto com o mesmo personagem, visto que a TFP, com seu fundador Dr.Plinio era formada e incentivada por ele a ser filiada à Ordem do Carmo. Talvez a beata não tenha visto este homem porque havia falecido, ou seja, o tempo dessa profecia é depois de 1995. Esta interpretação está de acordo com as outras profecias que falam de um restaurador carmelita, etc.

Então eu vi uma mulher cheia de majestade avançar na grande praça que estava em frente a Igreja. Ela tinha seu grande casaco levantado sobre os dois braços e ela se elevava docemente no ar. Ela se colocou sobre a cúpula e estendeu ao longo da Igreja seu casaco que parecia irradiar ouro. A demolição veio a ter um momento descanso, mas, quando eles quiseram voltar à obra, foram absolutamente impedidos de se aproximarem do espaço coberto com o manto. Entretanto, do outro lado aqueles que reconstruiam passaram a trabalhar com uma força incrível.

Chegou Nossa Senhora e deu a graça para a restauração.

Vieram homens de uma grandiosa idade, impotentes, esquecidos, depois muitos jovens fortes e vigorosos, mulheres, crianças, eclesiásticos e leigos, e o edifício logo foi inteiramente restaurado. Eu vi então um novo Papa seguir em procissão. Era mais jovem e muito mais severo que o precedente. Foi recebido com grande pompa. Parecia disposto a consagrar a Igreja, mas eu ouvi uma voz dizendo que uma nova consagração não era necessária, que o santíssimo sacramento sempre esteve lá. Se deveria então celebrar solenemente uma dupla festa: um jubileu universal e a restauração da Igreja.

O Papa era mais severo talvez porque o anterior foi martirizado, como será o fim do Papa Santo, e mais jovem porque os bispos mais antigos todos já não dariam conta do assunto, ou teriam apostatado. O Papa desejar re-consagrar a Basílica de São Pedro por tantas abominações e ser exortado a não fazê-lo parece indicar que isto não chegará a ser necessário, ou seja, não será como nos tempos do anti-Cristo. A profecia então, deixa claro que apesar de tudo não é o fim. Esta dupla festa pode significar não só a celebração da restauração, mas um Concílio de alcance universal.

O Papa, antes de começar a festa, tinha já disposto seu povo que repudiou e reenviou da assembleia dos fiéis, sem encontrar qualquer contradição, uma multidão de membros do alto e do baixo clero. Eu vi que eles deixaram a assembleia murmurando e cheia de cólera. O Papa tomou a seu serviço a todas outras pessoas do clero e mesmo leigas.

Então começou a grande solenidade na Basílica de São Pedro. Os homens de avental branco continuaram a trabalhar na obra de demolição sem ruído e com muito cuidado, quando os outros não os viam: eram temerosos e tinham todo dia extrema cautela."

Com a restauração, não será verá mais o demolidores da Igreja, acabará a liberdade religiosa, juntamente com as seitas e o progressismo.


Tal texto é surpreendente pelos detalhes precisos concernentes à nossa época. O leitor compreenda. Lembramos também esta passagem terrível de Catherine Emmerich: “Eu vi que nesse lugar (?) que mina e sufoca a religião tão habilmente que restava apenas uma centena de padres que não serão seduzidos. Eu não posso dizer como será feito, mas eu vi névoa e trevas se propagarem mais e mais. Todos trabalhavam na demolição, mesmo eclesiásticos. Uma grande devastação está próxima” [2].

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Fontes:
[1] A fonte usada aqui é do Rev. Schmorger, publicado pela primeira vez em 1870, com aprovação do Bispo de Limburg. De qualquer forma, é preciso lembrar algo que muitos esquecem: "Em 1901, o Pe.Georg Chober, consultor da Sagrada Congregação dos Ritos, emitiu, a pedido dessa Congregação, um juízo sobre os escritos, no qual se pronunciou severamente contra os erros neles existentes. E a partir de então, os vários peritos consultados pela referida Congregação tem apontado erros nas obras atribuídas a Ana Catarina Emmerick". "A Sagrada Congregação dos Ritos, em decreto de 1927, decidiu nos termos do cânon 2042 do CDC de 1917, não considerar como sendo da vidente os escritos de Brentano. A Sagrada Congregação para as Causas dos Santos, no decreto de 4 de Maio de 1981, adotou análoga posição". As duas coisas estão em Refutação a uma investida Frustra: Três Cartas, Refutação por Átila Sinke Guimarães, parecer do Pe.Victorino Rodriguez, O.P., pg.16 e Pg.48
[2] Vie d'Anne-Catherine Emmerich, Pe. K. E. Schmoeger, Téqui 1923, tome II, p. 202 à 205. Tradução nossa.