A Teologia da história prova as principais ações dos apóstolos dos últimos tempos com a vinda do Papa Santo

Para entender melhor o artigo, recomendamos:

A vinda do Papa Santo e do último Papa exposta na Escritura

 
A Teologia da História prova a vinda do Reino de Maria, por Plinio Corrêa de Oliveira em 1971.

A vinda do Reino de Maria provada por Teologia da História, segundo o Pe. Antonio Vieira

Clique aqui para ler mais sobre o Reino de Maria, o Papa Santo e o Castigo Mundial (Bagarre)


Extraído do livro "O Príncipe dos Cruzados" (inédito).

Esse artigo é continuação do anterior: A Teologia da história prova a missão dos apóstolos dos últimos tempos com o advento do Papa Santo e representa somente a opinião de seu autor, dissociada de qualquer grupo ou entidade, conforme o aviso na seção do site "quem somos", e o disclaimer na coluna esquerda do site. 

Mostramos anteriormente que será necessário ao Papa Santo dispor de apóstolos especiais, mostramos quais são estes apóstolos. Agora, trataremos dos encargos mais gerais deles.

1. Cada um dos apóstolos terá o título, que pode ser chamado convenientemente de Cardeal-General: isto os dará um triplo poder: de excomungarem quem quer que esteja abaixo do Papa, incluso Cardeais (daí decorre que só podem ser excomungados pelo Papa), de escolherem o próximo Papa, e de serem exorcistas. Esse título é de jurisdição, não envolve ordenação sacerdotal.

O Papa usará apóstolos por causa das resistências e incompreensões, e principalmente porque a crise na Igreja não estará desde já resolvida, embora o Papado, a cabeça, será tomada. Então haveriam certamente Cardeais e Bispos fazendo determinada resistência. Para isso, os apóstolos teriam a missão de fazer valer as leis, determinações, pregação, e sanções Pontificais dentre eles e os fiéis ao redor do mundo. Ora, um leigo não é maior em dignidade que um sacerdote, mas com delegação Papal ele pode investigar, questionar e repreender qualquer outro abaixo do Pontífice, e é por isso que eles precisariam de tal jurisdição.

Prova-se que um leigo pode excomungar por delegação Papal pelo que diz S.Tomás: 

"Em contrário, os arqui-diáconos, os legados, e os prelados eleitos, excomungam, estes que às vezes não são sacerdotes. Logo, nem só os sacerdotes podem excomungar.

Sol. - Os sacramentos pelos quais é conferida a graça, dispensá-los só o podem os sacerdotes. Por isso só eles podem absolver e ligar no foro da penitência. Ora, a excomunhão não diz respeito à graça, diretamente, senão só por consequência, enquanto o excomungado fica separado dos sufrágios da Igreja que dispõem para a graça ou nela conservam. Por isso também os não sacerdotes, contanto que tenham jurisdição no foro contencioso, podem excomungar.

Resposta à primeira: Embora os não-sacerdotes não tenham a chave da ordem, tem contudo a da jurisdição" [1].

A objeção de que seria impossível um leigo excomungar um Cardeal, responde-se dizendo que "em contrário, a excomunhão é um ato de jurisdição. Ora, ninguém pode exercer jurisdição sobre si mesmo, porque ninguém pode ser juiz e réu na mesma causa. Nem tão pouco sobre um superior ou um igual. Logo, não pode ninguém excomungar um superior, um igual ou a si mesmo".

Mas a própria jurisdição, diz Santo Tomás, "fazendo de quem a exerce o juiz daquele sobre quem a exerce, o constitui num estado de superioridade sobre este" [2], assim a pessoa na qual é possível ser exercida a jurisdição, é a pessoa que está abaixo de quem tem tal jurisdição, ou seja, um Cardeal poderia estar abaixo em virtude da jurisdição, no caso, a delegada aos apóstolos pelo Papa. 

O mesmo raciocínio acima vale para a possibilidade de escolher um Papa: no passado era o povo que escolhia, e os cardeais são simplesmente Bispos com jurdisção na ordem dos Cardeais. Então a jurisdição é o que os diferencia dos demais, e ela pode ser delegada. De fato, no passado, também príncipes temporais podiam vetar escolhas Papais, como foi no caso da eleição de quem tomaria o Papado no lugar de S.Pio X. Ora, é preciso, para que vigore a restauração da Igreja, que estes apóstolos escolhidos para isso, tenham o poder de determinar o próximo Papa. É possível que este poder, depois de restaurado a Igreja e purificada a cúria, os prelados, e o sacerdócio ao redor do mundo, se mantenha em virtude da missão profética eterna destes apóstolos, da TFP, embora em situações boas ele nem sequer precise ser utilizado.

Já estes apóstolos serem exorcistas é uma coisa que Dr.Plinio Corrêa de Oliveira conjecturou, dando razões: "O bem-aventurado Palau foi ao Concílio Vaticano, e lá ele teve, em 1870, uma impressäo täo desfavorável do estado da Igreja que ele chegou à conclusäo que os demônios estavam soltos e fazendo na Igreja um mal medonho. Então preparou um trabalho que é muito grande, tem mais ou menos uma página de jornal, em que ele falava a respeito do papel dos exorcistas e a necessidade dos exorcistas na Igreja. E dirigia uma mensagem a Pio IX pedindo que fossem instituídos na Igreja pelo menos quatro mil exorcistas, naquele tempo, aventando a possibilidade de uma ordem religiosa de exorcistas para expulsar do mundo os demônios que estavam soltos por aí. O que me leva muitas vezes a ter esperança que, antes da Bagarre, um Papa venha que nos nomeie exorcistas a todos que queiramos e que a TFP pudesse ser esta ordem de exorcistas.
É uma hipótese longínqua e temerária mas “combien choyée”, ouviu ? [3]. Ainda mais razão de ser tem isso quando nos recordamos do Grande Castigo e todos os efeitos do poder das trevas que podem ocorrer ali. Esse poder de exorcizar é dado por jurisdição pelo Papa, embora atualmente seja dado somente para sacerdotes, na época de São Tomás, por exemplo, os exorcistas eram leigos.

Esses Apóstolos não podem ser ordenados, dado que não é próprio ao padre trabalhar com assuntos burocráticos como dito no item 1 anteriormente, isto é, campanhas, avisos, impressão de folhetos, coisas que farão parte da missão destes apóstolos, logo o Cardinalato deles precisa valer sem ordem sacerdotal. Adiciona o fato de que eles são os membros da TFP, escolhidos pelo fundador para viverem como leigos, e não como sacerdotes.

Cardeal-General é conveniente por causa da profecia do Beato Holzhauser sobre o Grande General do Papa Santo. "Cardeal" porque possuem funções jurídicas deles, e "General" porque comandam cada um deles um exército de apóstolos, todos abaixo do chefe maior, o Grande General, que por sua vez, como católico e delegado do Papa, está sob a chefia do Papa Santo.

Além disso, Nosso Senhor estipulou setenta de dois apóstolos para pregarem por todas as nações antes de serem ordenados, batendo a poeira do pé se não fossem recebidos, indicando que um apostolado profético por todas as nações, missão que também tem o Papa e por delegação os apóstolos dele, precisa ser da parte espiritual, a pregação, afetando a parte temporal daquela nação, isto é, fazendo a ponte entre os dois níveis, coisa que é próprio desses apóstolos como falamos. E também mostramos em outro artigo que os setenta e dois apóstolos representam uma espécie de prefigura destes apóstolos do Papa Santo.

2. Estes apóstolos ou Cardeais-Generais organizar-se-ão hierarquicamente, divididos por regiões do mundo, em número de setenta e dois.

É preciso que tenham líderes, para a divisão justa, hierárquica e anti-igualitária das múltiplas árduas tarefas que terão os apóstolos, e por isso dentre eles se verá operários, tocadores de trombeta, teólogos, cientistas, pessoas com diversas atribuições, etc. Não é prudente, visto o ódio do demônio e a onipresença de pelo menos um traidor em todo tipo de organização de inspiração religiosa, dar a todos o título de Cardeal-General.

Ainda, pode ser que este número seja os do que fizeram o maior bem, na vocação da TFP, na época imediatamente anterior à vinda do Papa Santo, e os que viveram em prol da promessa profética de participar deste núcleo escolhido da TFP, e a vinda do Papa Santo, conforme mostramos, não pode negligenciar nenhuma missão profética justa e eficaz anterior.

Além disso, Nosso Senhor estipulou setenta e dois apóstolos, conforme falamos acima, e mostramos em outro artigo que todo o evento do evangélico representa a organização destes apóstolos. E S.Francisco de Paula profetizou os apóstolos chamados "Sanctos Cruciferos", o qual nós interpretamos no comentário do artigo sobre a profecia que trata-se da TFP, mas na vinda do Papa Santo, e para isso não precisam todos os membros da TFP terem o título.

Dividir-se-ão em setenta e dois em vista das regiões escolhidas, que precisará ter alguma relação misteriosa com aqueles apóstolos e regiões que Nosso Senhor escolheu para ser pregado o evangelho tanto em sua vida quanto depois de sua morte no tempo dos Atos. Esta razão a nós é obscura, mas podemos dizer, baseado nas interpretações dadas para as profecias, que terá uma relação com as setenta nações vindas dos filhos de Noé no Gênesis. Também acreditamos ser possível ter ainda um núcleo dentro dos setenta e dois, conforme haviam os doze, e dentre estes o principal, que mostraremos mais para frente tratar-se no caso dos apóstolos Cardeais-Generais, do Grande General.

3. Estes apóstolos ou Cardeais-Generais usarão desses poderes e organização para mudar a face da Igreja onde quer que estejam, bem como ativar a força contra-revolucionária que a Igreja, sendo a alma da contra-revolução, tem. Usarão dos métodos e livros do fundador Dr.Plinio, bem como de outras publicações proféticas e de denúncia do mundo moderno estipulada pelo Papa Santo conforme já falamos em outro artigo (tese auto-explicativa conforme o que vem sendo dito).

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Fontes:
[1] Suma Teológica, Supp, Q.22, art.II
[2] Idem, art.IV, Sol.

[3] Reunião da Comissão Médica, 7 de Março de 1993, Domingo