Texto da proclamação do dogma da mediação universal de Nossa Senhora pelo Papa Santo. Hipótese Teológica

Clique aqui para ler mais sobre o Papa Santo e outras coisas mencionadas comumente nas profecias 

Baseado em artigos anteriores sobre as ações primordiais do vindouro Papa Santo, dizemos que o texto da proclamação do dogma da mediação universal de Nossa Senhora seguirá a estrutura da proclamação do dogma da Imaculada Conceição pelo Papa Pio IX.

A primeira parte da proclamação do dogma, isto é, a explicação propriamente, usará dos textos compilados nos seguintes artigos:

Nossa Senhora dos Prazeres, a primeira pessoa que Jesus Cristo ressuscitado apareceu. Provas pela Escritura, Santos e tradições litúrgicas

Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças. Prova pela Sagrada Escritura, Papas, liturgias tradicionais da Igreja e Santos

Em seguida seguirá a definição e a exortação final as quais colocamos em negrito as partes que são do dogma proclamado de Pio IX. 

Ressalte-se que não é necessário que o Papa Santo fale toda a primeira parte, e é do nosso entendimento que ele não o fará, visto a excessiva largura do texto para o momento em que ele deve proclamar segundo nosso entendimento. Mas cremos que ele publicará oficialmente esta parte. Mas é necessário no mínimo as partes seguintes para a validez da proclamação.

- Definição

Para que se cumpram as profecias sobre a Santíssima Virgem Maria, a fim de que ela seja coroada na frente do mundo inteiro, e coroada com a coroa de doze estrelas, das doze tribos de Israel, das doze portas do céu, coroada Rainha de todo o povo de Deus, Rainha dos céus e da terra, e de todas as graças aos homens. Inauguramos assim, a sexta era cristã, a era do Reino de Maria, fazendo honras proféticas para Nossa Senhora na seguinte proclamação infalível:

Pelo qual, depois de oferecer sem interrupção a Deus Pai, por meio de seu Filho, com humildade e penitência, nossas privadas orações e as públicas da Igreja, para que se dignasse dirigir e assegurar nossa mente com a virtude do Espírito Santo, implorando o auxílio de toda corte celestial e invocando com gemidos o Espírito paráclito, inspirando-nos Ele mesmo, para honra da Trindade Santa, para glória e honra da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica e aumento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, com a dos santos apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa: declaramos, afirmamos e definimos que tenha sido revelada por Deus e, de conseguinte, que deve ser crida firme e constantemente por todos os fiéis, a doutrina que sustenta que a santíssima Virgem Maria, Imaculada, sempre Virgem, Assunta em corpo e alma à glória celestial no fim de sua vida terrestre, 
quando concebeu do Espírito Santo o Verbo de Deus humanado, tornou-se a Medianeira de todas as graças dadas pela Providência ao gênero humano, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, na atenção aos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano. Razão pela qual, se alguém presumir sentir em seu coração algo contra o que nós temos definido, que Deus não o permita, tenham entendido e saibam aliás que se condenam por sua própria sentença, que tem naufragado na fé e que se tem separado da unidade da Igreja, que aliás, se ousarem manifestar de palavra ou por escrito, ou de outra qualquer maneira externa, ou que sentirem em seu coração, por estas coisas estejam sujeitos às penas estabelecidas pelo direito.

- Sentimentos de esperança e exortação final

Nossa boca está cheia de alegria e nossa língua de júbilo e damos humildíssimas e grandíssimas graças a Nosso Senhor Jesus Cristo e sempre as daremos, por havermos conhecido até mesmo sem merecê-lo, o singular benefício de oferecer e decretar este honra, esta glória e louvor à sua santíssima Mãe. Mas sentimos firmíssima esperança e confiança absoluta de que a mesma santíssima Virgem, que toda formosa medianeira universal triturou a venenosa cabeça da crudelíssima serpente e trouxe a saúde ao mundo, a glória dos profetas e apóstolos, a honra dos mártires, a alegria e coroa de todos os santos, refúgio seguríssimo de todos os que estão em perigo, fidelíssima auxiliadora e poderosíssima mediadora e conciliadora de todo o mundo da terra ante seu unigênito Filho, gloriosíssima glória e adorno da santa Igreja, firmíssimo baluarte que destruiu sempre todas as heresias e livrou sempre das maiores calamidades de toda ordem os povos fiéis e nações, a nós mesmos nos tirou de tantos ameaçadores perigos; fará com seu valiosíssimo patrocínio que a santa Mãe Católica Igreja, removidas todas as dificuldades e vencidos todos os erros, em todos os povos, em todas as partes, tenha vida cada vez mais florescente e vigorosa e reine de mar a mar e do rio até os términos da terra e desfrute de toda paz, tranqüilidade e liberdade, para que consigam os réus o perdão, os enfermos o remédio, os fracos a força, os aflitos o consolo, os que estão em perigo a ajuda oportuna e limpe a escuridão da mente, os desviados retornem ao caminho da verdade e da justiça e que se forme um só rebanho e um só pastor.

Escutem estas nossas palavras todos nossos queridíssimos filhos da católica Igreja e continuem, com fervor cada vez mais aceso de piedade, religião e amor, venerando, invocando, orando à santíssima Mãe de Deus, a Virgem Maria, medianeira de todas as graças, e se acheguem com toda confiança a esta dulcíssima Mãe de misericórdia e graça em todos os perigos, angústias, necessidades e em todas as situações obscuras e terríveis da vida. Pois nada se há de temer, de nada há que desesperar se ela nos guia, patrocina, favorece, protege, pois tem para conosco um coração maternal e, ocupada nos negócios de nossa salvação, preocupa-se com todo o gênero humano, constituída, pelo Senhor, Rainha do céu e da terra e colocada acima de todos os coros dos anjos e coros dos santos, situada à direita de seu unigênito Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, sempre alcança com suas valiosíssimas súplicas maternais e encontra o que busca, mas não é capaz, quando desapontada. Finalmente, para que chegue ao conhecimento da Igreja Universal esta nossa definição da Mediação Universal da Santíssima Virgem Maria, queremos que, como perpétua recordação, sejam estas nossas cartas apostólicas; e mandamos que a suas cópias ou exemplares ainda impressos sejam firmados por algum notário público e resguardados por selo de alguma pessoa eclesiástica constituída em dignidade, para que dêem todos, exatamente o mesmo crédito que dariam a estas, se lhe fossem apresentadas e mostradas.


A ninguém, pois, lhe seja permitido quebrar esta página de nossa declaração, manifestação e definição, ou colocar-se a ela e fazer a guerra com ousadia temerária. Mas se alguém se presumir intentar fazê-lo, saiba que incorrerá na indignação de Deus e dos santos apóstolos Pedro e Paulo.


Dado em (dia) de (mês) de (ano), (nome do Papa)