Refutando os métodos de datação que sustentam uma Terra de milhões de anos

Continuação do artigo: Bíblia, Papas e Santos contra os milhões de anos do universo e da terra

A Datação do Radiocarbono se baseia em pressupostos duvidosos e impossíveis de provar

Os autores de "The Genesis Flood", quando começou a se popularizar este método, na década de 60, apontavam que "o novo método de radiocarbono para detectar a idade de substâncias orgânicas mortas tem sido largamente aclamado nos últimos anos, e muitos tem insistido que datas obtidas por este método são válidas (dentro de certa margem de erro) para 70 mil anos atrás ou mais.

Entretanto, o fato de que esse método se baseia em pressupostos duvidosos e precisa ser usada com precaução pode ser ilustrada por um incidente recente. Dr. Stuart Piggott, um arqueólogo britânico, relatou que dois testes de radiocarbono numa amostra de carvão indicava uma data de 2620-2630 B.C. para uma estrutura antiga em Durrington Walls na Inglaterra. Mas evidências arqueológicas absolutamente induvidáveis mostravam uma data de aproximadamente mil anos atrás! Dr. Piggott concluiu que a datação por radiocarbono é "Arqueologicamente inaceitável" [1]. O Dr. Glyn Daniel, editor do jornal no qual o problema foi apresentado, comentou estas evidências contraditórias [2]: "É muito importante notar que dúvidas sobre a aceitabilidade da datação por radiocarbono não é nem obscurantismo, nem outro episódio na batalha entre Ciência e Arte. É uma tentativa de avaliar toda a evidência necessária, física ou não-física (...). Nós estamos num momento quando alguns de nós no mínimo estão incertos sobre como responder à pergunta: quando o Carbono 14 lê de fato um dado arqueológico? Precisaríamos nos assegurar, fora de todas as dúvidas, que os cientistas sabem tudo sobre todas as variáveis existentes, que Elsasser, Ney, e Winckler estão errados em supor que houve uma viração na intensidade da formação dos raios-cósmicos e que outros estão errados em supor que houve flutuações no conteúdo original do Carbono 14" [3].

Os autores notam os pressupostos tomados por verdadeiro de quem crê na infalibilidade da datação: "A concentração do Carbono 14 no ciclo do dióxido é constante, o fluxo de raios cósmicos tem sido essencialmente constante (ao menos em séculos), a taxa do decaimento dos átomos de Carbono 14 é constante, a matéria orgânica morta não é posteriormente alterada em relação a seu conteúdo de carbono por nenhuma atividade biológica ou semelhante, o volume do oceano e da atmosfera tem sido constante com o tempo, a enorme reserva de carbono oceânico não foi mudada em tamanho durante o período de aplicabilidade do método, a taxa de formação e decaimento dos átomos de radiocarbono esteve em equilíbrio durante o período de aplicabilidade" [4]. Além disso, pressupõe que o campo magnético da terra sempre foi constante, o que não afetaria o quociente de carbono 14 na atmosfera. "Quanto mais forte é o campo em torno da Terra, menor o número de raios cósmicos que são capazes de atingir a atmosfera. Isso poderia resultar em uma produção menor de Carbono 14 na atmosfera no passado da Terra" [5]. Conforme a National Geographic News: "O campo magnético da terra está desaparecendo. Hoje, conforme dizem os cientistas, ele está cerca de 10% mais fraco do que o era quando Carl Friedrich Gauss, matemático alemão, começou a manter tabelas a respeito dele em 1845" [6].

-Pressupostos que não podem ser provados imbuídos na Datação Radiométrica

Datação Radiométrica de Isótopos

Outro tipo de datação, a radiométrica, utilizada para estimar a idade de rochas, encontra o mesmo problema, pois pressupõe que “as condições da amostra de rocha são conhecidas com exatidão, a quantidade de elementos pai ou filho de uma amostra não foi alterada por outros processos que não o decaimento radioativo, e a taxa de decaimento (ou meia-vida) do isótopo pai permaneceu constante desde que a rocha foi formada” [7].

Datação Radiométrica de Isócronos

Também essa pressupõe que: "1 - A matriz do material sólido se manteve um sistema fechado do tempo de formação até o presente tempo; 2 - A quantidade inicial do isótopo filho é sabido, 3 - O decaimento ocorreu em uma taxa constante durante o tempo, 4 - Homogeneidade pressupõe que os isótopos filhos distribuem-se uniformemente através da matriz da rocha sólida enquanto se solidifica, mas núcleo parente não" [8].

História do tecido com sangue descoberto na ossada de um T-Rex mais a oferta recusada do mesmo ser datado por Carbono 14

Escreve o Dr. Robert Sungenis: "Recentemente, uma das mais gritantes anomalias da evolução veio à tona com a descoberta de tecido macio na carcaça de um Tyrannosaurus Rex. A história foi contada pela "Scientific American", na edição de Dezembro de 2010, com o título “Sangue da Pedra (Blood from Stone)”. A história é escrita pela pesquisadora do campo Mary Schweitzer da North Carolina State University que, depois de excavar o T-rex, observou o crânio acidentalmente quebrar um de seus ossos. Quando a Dra. Schweitzer olhou dentro, para seu complete assombro ela viu não só células de sangue mas veias e artérias para os carregar, cujos vasos ela descreveu como muito resistentes e flexíveis como se estivessem ainda frescos. Mas porque a Evolução precisa ajustar todos os eventos do passado numa linha do tempo pré-arranjada, ela sempre insistiu que o T-Rex não poderia ter menos que 68 milhões de anos. Entretanto, a ciência biológica moderna diz que, mesmo com os melhores esforços de preservação, células nucleares de sangue não podem sobreviver nem 7 mil anos, muito menos 10 mil vezes essa idade.

Não obstante, o que eu achei intrigante sobre o artículo na Scientific American não foi a notícia sobre o sangue no T-Rex mas a reação da Dra. Schweitzer e seu superior imediato ao qual ela mostrou o achado. O nome dele é Dr. Jack Horner, curador de Paleontologia e uma das maiores autoridades sobre dinossauros. Como Mary reconta a história, “ele olhou por si mesmo. Brows enrugou a testa, fixou o olhar sobre o microscópio sem dizer uma palavra, o que me pareceu durar horas. Então, olhando para mim franzindo as sobrancelhas, ele perguntou: “O que você pensa que são?”. Eu respondi que eu não sabia, mas que eles pareciam do mesmo tamanho, forma e cor de células de sangue, e estavam no lugar correto também. Ele grunhiu: “então prove-me que não são”. Foi um desafio irresistível, o qual me ajudou a formular as minhas pesquisas até o dia de hoje”.


Considerando que Jack e Mary deviam ficar os dois com assombro e prontos para serem movidos sempre que a evidência empírica os levasse, invés disso temos um dos mais claros exemplos da agenda da ciência moderna, isto é, ignore qualquer evidência que refute o status quo e procure tornar toda evidência em apoio a ele (...). Esperando que a Dra. Schweitzer fosse receptiva, nosso time de cientistas escreveu a ela pedindo para aplicar o teste do Carbono 14 no osso do T-Rex. Isso prontamente mostraria quão antiga é a espécie. Outras vezes em que fizemos mostraram datas na faixa de 15 mil, 30 mil anos, no máximo. Mas Mary recusou nossa oferta
[9].

Evidentemente, a mesma equipe tentou explicar como era possível que o tecido tenha durado tanto tempo, e com uma experiência com ferro, descobriu que poderia durar até dois anos com uma modificação na estrutura do sangue gerada por ferro. E foi feito e publicado um estudo sobre isso. Mas, como diz Brian Thomas: "[Isso] realmente justifica a afirmação dos autores do estudo de que o fenômeno de preservação do ferro explica como o tecido do dinossauro durou por milhões de anos?" [10]. Não, e seria um experimento inviável, dado que demoraria milhões de anos para saber. Resta ao evolucionista crer que funcionaria.

Depois desta descoberta, muitos outros casos semelhantes apareceram [11].

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[1] Stuart Piggott, "The Radio-Carbon Date from Durrington Walls", Antiquity, XXXIII, No. 132 (Dec., 1959), p. 289.
[2] Glyn Daniel, loc. cit., pg.239 
[3] "The Genesis Flood", John C. Whitcomb, Henry M. Morris, 1961, Cap. II, pg. 43
[4] "The Genesis Flood", John C. Whitcomb, Henry M. Morris, 1961, Cap. VII, Pg. 373-374
[5] "Criacionismo: verdade ou mito?", Ken Ham, 2011, Pg. 89
[6] J. Roach, National Geographic News, 9 de Setembro de 2004.
[7] Ken Ham, op.cit., Cap.9, Pg. 125.
[8] Vernon R. Cupps, Ph.D. 2014. The Iconic Isochron: Radioactive Dating, Part 2. Acts & Facts. 43 (11). Link: http://www.icr.org/article/iconic-isochron-radioactive-dating
[9] Darwin, Newton and Einstein: At the End of Their Rope, Feb 3, 2013. Link: http://galileowaswrong.com/darwin-newton-and-einstein-at-the-end-of-their-rope/ 
[10] "Dinosaur Soft Tissue Preserved by Blood?", Brian Thomas, M.S. Link: http://www.icr.org/article/dinosaur-soft-tissue-preserved-by-blood
[11] Citados em: http://kolbecenter.org/question-of-time/