Papa Francisco admite bispos comunistas indicados pelo Partido Comunista Chinês. Cardeal Zen chamou acordo de traição


Foto: Cardeais Zen e Parolin

Em setembro de 2018, aconteceu algo escandaloso na Igreja: aceitação de bispos comunistas, submissos a comunistas, indicados por comunistas, os quais são todos anti-católicos. Na história da Igreja, reis católicos chegaram a poder indicar bispos, mas nunca gente que não é católica, ou é herege. Seguindo esta lógica de que vale qualquer um, e só depende da circunstância, o próprio satanás poderia indicar bispos.

Do site gloria.tv (grifos nossos):

"O cardeal de Hong Kong, Joseph Zen, de 86 anos, fez um apelo para que o Secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, dê um passo atrás, porque ele é responsável por um acordo iminente entre o Vaticano e o regime chinês, conforme relatou South China Morning Post em 20 de setembro de 2018.

O acordo visa estabelecer relações diplomáticas e deixar os Comunistas escolherem os bispos, traindo, dessa forma, a Igreja clandestina que permaneceu fiel a Roma durante décadas de perseguição.

Zen chamou o acordo de uma "incrível traição" da fé Católica: "eles estão dando comida na boca dos lobos." E: "É uma completa rendição. É uma traição [da nossa fé]. Eu não tenho outras palavras".

O cardeal descreve Parolin como alguém que despreza heróis da fé. "Ele deveria se demitir", ele acrescentou: "E não acho que ele tenha fé. Ele é apenas um bom diplomata, em uma definição muito secular, mundana."

Segundo Zen, o acordo danificará a credibilidade da Igreja: "Talvez este seja o motivo pelo qual eles mantêm o acordo em segredo".

Ele acredita que apenas metade dos Católicos aceitariam o acordo: "Estou com medo que [os outros] possam fazer algo irracional, eles podem fazer uma rebelião" [1].

No dia 26 de setembro de 2018, em Mensagem aos Católicos Chineses e à Igreja Universal, o Papa Francisco aprovou tal acordo, assinado dia 22, sábado anterior:

"Neste sulco, coloca-se o Acordo Provisório, que é fruto do longo e complexo diálogo institucional da Santa Sé com as Autoridades governamentais chinesas, iniciado já por São João Paulo II e continuado pelo Papa Bento XVI (...).

decidi conceder a reconciliação aos restantes sete Bispos «oficiais» ordenados sem Mandato Pontifício e, tendo removido todas as relativas sanções canónicas, readmiti-los na plena comunhão eclesial. Ao mesmo tempo, peço-lhes para expressarem, por meio de gestos concretos e visíveis, a reencontrada unidade com a Sé Apostólica e com as Igrejas espalhadas pelo mundo, e para, não obstante as dificuldades, se manterem fiéis à mesma" [2].

Não há nenhuma referência ao comunismo e ao socialismo, nenhum pedido aos bispos para que abdiquem desta ideologia condenada pela Santa Igreja.

Logo em seguida, no dia 23, domingo, saiu no jornal O Globo:

"A Igreja Católica da China reafirmou sua lealdade ao Partido Comunista neste domingo, ao mesmo tempo em que comemorou o acordo histórico entre o Vaticano e o governo chinês sobre a nomeação de novos bispos no país" [3].

Pouco depois, um jornalista perguntou ao Santo Padre o que muitos queriam ouvir. Destacamos a parte mais impressionante, pulando a parte em que o Pontífice nada responde.

"Antonio Pelayo:

Santo Padre, há três dias foi assinado um Acordo entre a Santa Sé e o Governo da República Popular Chinesa. Pode dar-nos qualquer informação mais sobre isto, sobre o seu conteúdo? É que alguns católicos chineses, em particular o Cardeal Zen, o acusa de ter vendido a Igreja ao governo comunista de Pequim, depois de tantos anos de sofrimento: que responde a esta acusação?

Papa Francisco:

Trata-se dum processo de anos, um diálogo entre a Comissão do Vaticano e a Comissão Chinesa, para regularizar a nomeação dos Bispos. (...) Penso na resistência, nos católicos que sofreram: é verdade, eles sofrerão. Num acordo, há sempre sofrimento" [4].

Salmo em reparação (Salmo 6)

"Senhor, não me arguas no teu furor, nem me castigues na tua ira. Tem misericórdia de mim, Senhor, porque sou enfermo; sara-me, Senhor, porque meus ossos estremeceram. E a minha alma turbou-se em extremo, mas Tu, Senhor, até quando ? Volta-te, Senhor, e livra a minha alma, e salva-me pela tua misericórdia.

Porque na morte não há quem se lembre de Ti, e na habitação dos mortos, quem Te louvará? Estou esgotado à força de tanto gemer, lavarei meu leito com lágrimas todas as noites, regarei com elas o lugar do meu descanso. 

Os meus olhos se turbaram por causa do furor, envelheci no meio de todos os meus inimigos. Apartai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade, porque o Senhor ouviu a voz do meu pranto.

O Senhor ouviu a minha súplica, o Senhor ouviu a minha oração. Sejam confundidos, e em extremo conturbados todos os meus inimigos, retirem-se e sejam num momento cobertos de vergonha".

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[1] Link: https://gloria.tv/article/QAHWGovrxbPw1bbaPiKYDFjau. Também saiu no Life Site news: https://www.lifesitenews.com/news/cdl.-zen-calls-for-vatican-secretary-of-state-parolin-to-resign-over-betray
[2] Link: http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/pont-messages/2018/documents/papa-francesco_20180926_messaggio-cattolici-cinesi.html
[3] Igreja Católica da China reafirma lealdade ao Partido Comunista 23/09/2018 - 09:52 / 23/09/2018. Link: https://oglobo.globo.com/sociedade/igreja-catolica-da-china-reafirma-lealdade-ao-partido-comunista-23094377
[4] Viagem Apostólica à Lituânia, Letônia e Estônia: Entrevista coletiva do Santo Padre durante o voo de regresso a Roma (25 de setembro de 2018). Link: http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2018/september/documents/papa-francesco_20180925_voloritorno-estonia.html