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Francisco, seguindo seus antecessores, instituiu mulheres leitoras. E instituiu o inédito "ministério das catequistas". Contraste da Tradição por um insuspeito


Contrastes de compilados previamente recomendados (extraído de OPC, vol. II, 2a edição): 
A mulher coroinha, leitora, cantora contra a Doutrina Católica. Fala a Bíblia, os Papas, Santos e teólogos 


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A foto, do dia 22 de janeiro de 2023, é de uma Missa solene concelebrada com 8 Cardeais e 12 Bispos, em que o Papa Francisco instituiu uma leitora e 5 catequistas, como tem feito para "lançar moda" no orbe do alto clero católico. A foto e motivação para o artigo se encontra no site do TIA do Brasil [1].


No dia 11 de Janeiro de 2021, o Papa Francisco modificou, por meio do motu proprio Spiritus Domini, o Cânon 230, § 1º do Código de Direito Canônico, permitindo, com isso, que mulheres possam assumir os ministérios de leitor e de acólito [2].


Os trechos de um artigo a seguir saem da insuspeita revista jesuíta IHU [3], pela pena de Antônio José de Almeida, doutor e mestre em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma e graduado em Teologia pela mesma universidade, e em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Palmas-PR, professor aposentado da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e padre da Diocese de Apucarana, no Paraná.

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"A história documenta que a atribuição a mulheres de funções ministeriais é escassa. Os ministérios, mesmo os mais simples e banais, foram, mesmo na Igreja antiga – para a qual olhamos, não sem razão, com admiração e como um modelo – território de homens. Tertuliano, por exemplo, em sua obra O véu das virgens, escreve com a maior naturalidade, como se se tratasse de uma lei natural e divina: “Não é permitido à mulher falar na Igreja e ainda mais batizar, fazer o sacrifício, nem reivindicar para si nenhuma função própria do homem e ainda menos do ministério sacerdotal.” (De virginibus velandis, 9,1). Para ele – aliás, para todos os escritores cristãos antigos e medievais... e mais – a mulher não pode aspirar aos mesmos direitos dos leigos.


Na famosa lista dos ministérios feita pelo bispo de Roma Cornélio em 251, temos um retrato completo e em ordem decrescente dos ministérios em Roma: bispo, presbíteros, diáconos, subdiáconos (as futuras “ordens maiores”), acólitos, exorcistas, leitores e os ostiários (“ordens menores”). Todos reservados aos homens. Quando, mais tarde, se imporá uma trajetória pré-estabelecida de acesso às ordens maiores – o chamado cursus clericalis (carreira clerical) – estes “graus” serão os “degraus” da escalada. Esse quadro organizativo, nesta ordem, permanecerá tal – ao menos teoricamente – até o Concílio Vaticano II. Não se tem notícia de mulheres exercendo os ministérios de acólito, de exorcista, de leitor, de ostiário. Muito menos, obviamente, que uma mulher, num contexto androcêntrico (machista) e patriarcal assim, pudesse ser “instituída” leitora ou acólita (...)


Em tempos recentes, as coisas começaram a mudar. Pelo menos do Vaticano II para cá, em muitíssimos lugares, mulheres proclamam a primeira ou a segunda leitura na liturgia e atuam como acólitas. O Cardeal Ratzinger [N.E: futuro Bento XVI], na apresentação do Código de Direito Canônico, em 1983, reconheceu este fato, mas deixou claro que se tratava de algo ocasional e supletivo (...)


Mulheres agora podem ser “instituídas” leitoras e acólitas


A novidade é que agora as mulheres podem ser “instituídas” leitoras e acólitas. O que é a “instituição” de um leitor ou leitora, de um acólito ou acólita? É um rito litúrgico específico pelo qual a pessoa é assumida oficialmente numa função eclesial. Ela não é “ordenada” leitor(a) ou acólito(a) – ordenados são o bispo, o presbítero e o diácono – mas “instituída”. A distinção entre uma situação e outra é documentada claramente numa obra do início do século III (em torno do ano 215), chamada Tradição Apostólica, atribuída a Hipólito Romano. A Tradição Apostólica, que recolhe, sobretudo, a prática litúrgica anterior a ela já consolidada, distingue, com toda a clareza teológica, entre “ordenação” e “instituição”. Diz que, para que alguém se torne bispo, presbítero ou diácono, são-lhe “impostas as mãos” (quirotonia), enquanto, para outros ministérios, a pessoa é colocada, estabelecida, constituída numa determinada posição: “uma viúva não é ordenada ao ser instituída (kathístasthai)” (TA, 10). A respeito do leitor a Tradição Apostólica diz: “O leitor é instituído (kathístasthai) quando o bispo lhe entrega o livro, porque ele não recebe a imposição das mãos (cheirotonia)” (TA, 11). Em outras palavras: a imposição das mãos (cheirotonia) acompanhada da oração (consacratória) introduz alguém no ministério pastoral, na ‘hierarquia’ da Igreja; a instituição (katástasis) não introduz a pessoa na hierarquia da Igreja, mas lhe atribui, também com um rito e uma oração específica, uma função importante na Igreja. A novidade do ato do Papa Francisco consiste nisso: mulheres podem ser chamadas e receber oficialmente, através de um rito litúrgico próprio chamado “instituição”, o ministério de leitor(a) – relacionado com a Palavra – e o ministério de acólito(a) – relacionado com a Eucaristia.


Paulo VI mudou as “ordens menores” em “ministérios”


Desde quando Paulo VI, em 15 de agosto de 1972, através do motu proprio Ministeria quaedam, reformou as anteriormente chamadas ordens menores, restringindo-as a duas (justamente a de Leitor e Acólito) e definindo-as como “ministérios” que podiam ser conferidos estavelmente a leigos que permaneceriam tais, bispos e teólogos e vários sínodos universais sucessivos passaram a dizer (e a solicitar) que estes dois ministérios não deveriam ser limitados aos homens, mas ser conferidos às mulheres também (...)  


O Papa Francisco deu o passo decisivo


O que o segundo papa do Concílio – Paulo VI – não fez – e seus sucessores menos ainda, coube a um “filho” do Concílio fazer. Francisco se convenceu de que aquilo que a Igreja pede ao mundo (à sociedade civil), ela deve viver dentro de si própria, para que suas palavras sejam críveis. Vale a pena ouvir Gaudium et spes: “As mulheres trabalham já em quase todos os setores de atividade; mas convém que possam exercer plenamente a sua participação, segundo a própria índole. Será um dever para todos reconhecer e fomentar a necessária e específica participação das mulheres...” (GS 60) E, sobretudo, Apostolicam actuositatem: “Os leigos exercem o seu apostolado multiforme tanto na Igreja como no mundo... E como hoje a mulher tem cada vez mais parte ativa em toda a vida social, é da maior importância que ela tome uma participação mais ampla também nos vários campos do apostolado da Igreja.” (AA 9)


Pessoalmente, acredito que uma sugestão, partida da América Latina e defendida por vários Padres sinodais no Sínodo da Amazônia, teve seu peso sobre o Papa Francisco. Literalmente: “Recomendamos que, como gesto simbólico da valorização ministerial da mulher na Igreja, se reconheça que tanto homens como mulheres podem ser instituídos oficialmente como leitores e acólitos, revendo – como se tem insistido em tantos âmbitos, inclusive em sínodos universais – o cânon 230, § 1. (...)”.


Conclusão

Fica evidente, pela leitura do texto, que: 

1 - O Concílio Vaticano II, como uma coletânea de textos passíveis de muita jurisprudência Papal, abriu o caminho para a efeminização da Igreja.

2 - Paulo VI provavelmente sabia, ao redefinir as ordens antigas como "ministérios", que um dia os referidos ministérios seriam efeminizados, algo impossível de ocorrer com as ordens sacras antigas. 

3 - João Paulo II, e principalmente Bento XVI, nunca foram contra isso, antes reconheceram a existência do mesmo e nada fizeram. Antes, deixaram acontecer. Ambos, como notoriamente se sabe, celebravam com mulheres acólitas.


Assim como a ideologia de gênero tem mudado a face daqueles esportes em modalidade feminina que não eram adequados às mulheres, transformando-os em competições de homens que se dizem mulheres ou que tomam hormônios para se parecerem com as mesmas, o mesmo pode acontecer no caso do "sacerdócio feminino": o feminismo na Igreja pode ser engolido pelo fomento à ideologia de gênero, que quererá ordenar sacerdotes homens que se apresentam como mulheres.

A única vantagem, se assim se pode dizer, do "sacerdócio feminino" como argumentado para o futuro, será a inegável declaração de que o sacerdócio na Igreja Católica, o núcleo do clero, quer ser destruído pelo próprio clero, uma vez que mulheres não são ordenadas validamente. Lamentavelmente, isso causaria ainda mais cismas dentro da Igreja por causa da cristalização doutrinária geral (e até agora presente) de que mulheres não devem dirigir o culto sagrado. 

Talvez, para sanar a invalidez dessas futuras ordenações, tragicamente bispos progressistas talvez queiram ordenar mulheres trans, isto é, homens que se vestem como mulheres, como os que costumeiramente são recebidos pelo Papa Francisco....intervinde, Senhora de Fátima, e não deixeis isto ocorrer!


Salmo em reparação (Salmo 6)

"Senhor, não me arguas no teu furor, nem me castigues na tua ira. Tem misericórdia de mim, Senhor, porque sou enfermo; sara-me, Senhor, porque meus ossos estremeceram. E a minha alma turbou-se em extremo, mas Tu, Senhor, até quando? Volta-te, Senhor, e livra a minha alma, e salva-me pela tua misericórdia.

Porque na morte não há quem se lembre de Ti, e na habitação dos mortos, quem Te louvará? Estou esgotado à força de tanto gemer, lavarei meu leito com lágrimas todas as noites, regarei com elas o lugar do meu descanso. 

Os meus olhos se turbaram por causa do furor, envelheci no meio de todos os meus inimigos. Apartai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade, porque o Senhor ouviu a voz do meu pranto.

O Senhor ouviu a minha súplica, o Senhor ouviu a minha oração. Sejam confundidos, e em extremo conturbados todos os meus inimigos, retirem-se e sejam num momento cobertos de vergonha".


Veja mais sobre a crise na Igreja:


Papa Francisco impediu que beijassem o anel do pescador de São Pedro, ato dos católicos em veneração ao Papado

João XXIII aboliu o beija-pé Papal, cerimônia anti-ecumênica que exibe a chefia da Sé Petrina sobre todos os bispos

João Paulo II doou 200 mil US$ para construir catedral cismática, o que foi lembrado na visita do Papa Francisco à Romênia

Bento XVI refutou em fotos os que o chamam de "mestre da liturgia"

João XXIII, agindo nas tendências, dessacralizou tradições vaticanas elevadas do Papado

Clique aqui para ver mais provas da crise na Igreja


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[1] Visitado em 07-02-2023: https://www.traditioninactiondobrasil.org/RevolutionPhotos/232-Lec.htm.
[2] 
 Link: https://www.vatican.va/content/francesco/pt/motu_proprio/documents/papa-francesco-motu-proprio-20210110_spiritus-domini.html.
[3] 22 Fevereiro 2021, Visitado em 07-02-2023: https://www.ihu.unisinos.br/categorias/606927-mulheres-leitoras-e-acolitas-significado-da-mudanca.

Carta de Sua Santidade à "Sua Santidade". A falsa oposição entre Francisco e o ex-Papa Bento XVI em sequência de atos e palavras

S. Pedro, primeiro e único Papa até a morte, rogai por nós! S. Pedro, instituído chefe único dos apóstolos por Nosso Senhor Jesus Cristo, rogai por nós!

Introdução

A sequência de atos abaixo compiladas provam algo talvez difícil de acreditar para quem considera o ex-Papa conservador: tanto D. Ratzinger, quanto o atual Vigário de Cristo Francisco não são oposição um ao outro.

Imaginemos alguém com a seguinte terrível idéia: "destruirei a monarquia Papal através de falsas oposições vaticanas que impulsionadas por propaganda, mesmo de tradicionalistas, criará uma falsa oposição e uma falsa intriga, preparando a opinião pública para que de um grupo de Papas Eméritos saia um novo Papa.


Assim, uma vez aceito esse gesto inédito na história da Igreja, estará aberto o caminho para uma espécie de parlamento vaticano, constituído de Papas Eméritos. A Monarquia Papal, a última do ocidente, será extinta".

Tal idéia diabólica e terrível não atribuímos a ninguém, porque só Deus conhece as intenções, mas a leitura dos tópicos abaixo prova que ela não nos foi "revelada".


Renúncia: ato não feito há séculos, e nunca por um motivo de "forças físicas"

É notório que o então Bento XVI disse estar sem forças, e outras razões de saúde para renunciar, algo inédito na História da Igreja pelos motivos dados. Floresciam as alegações de sua iminente retirada para um lugar distante e recolhido, onde estaria sem se misturar com seu sucessor, dado que ambos atuando publicamente causaria confusão, obviamente.

Entretanto, isso logo se mostrou falso, como veremos a seguir.


Continua fantasiado de Vigário de Cristo quando não o é, e muitas vezes aparecendo publicamente, algo inédito na história da Igreja

Abaixo vemos uma foto de um Papa e de um ex-Papa, poucos meses após a eleição de Francisco. No entanto, os dois estão vestidos de Vigário de Cristo, coisa que nunca ocorreu publicamente na história da Igreja quando um dos dois havia renunciado ao Papado. Ambos sentam em uma mesma cadeira, como se o verdadeiro Papa não devesse sentar em uma cadeira mais alta e bela, de modo a exaltar a dignidade do Papado. Também a diferença de dignidade de cruzes peitorais é notável.

Essa confusão fez alguns pensarem que há dois Papas. O senso monárquico do Papado e da igreja ficou abalado.


Foto de sua visita a Alemanha. Sete anos depois (2020), D. Ratzinger ainda se fantasia de Papa, usando solideu branco, etc.


Ambos, Papa e ex-Papa, de branco, participam de inauguração de imagem, algo inédito na história da Igreja

Em Julho de 2013, pouco depois da renúncia do então ex-Papa Bento XVI, foi noticiado que o Papa Francisco inaugurou uma estátua de S. Miguel Arcanjo nos jardins do Vaticano junto a D. Ratzinger, segundo a foto já mostrada de ambos em cadeiras iguais. Foi a segunda aparição pública dos dois após o novo pontificado, como noticiou o Rome Reports [1].

Caiu por terra o argumento de que o ex-Papa se isolaria para não causar confusão.

A então inaugurada imagem de São Miguel: jeito frouxo e demasiadamente nu e musculoso

Como se não bastasse tudo isso, a estátua de São Miguel é estranhamente musculosa, isto é, mais musculosa do que as estátuas do Arcanjo que mais comumente se encontra. E pior, S. Miguel exibe uma nudez nunca antes vista, além de enfiar a lança no demônio de um jeito pouco másculo e nada "combativo".

Talvez por isso a lança de S. Miguel não acerte o inimigo, mas acerte o mundo sob o qual ambos estão esculpidos*.

Passou a se considerar, com o aval do Pontífice Reinante, como Papa emérito, algo inédito na história da Igreja

 
Antes não havia o título de Bispo Emérito, mas como uma nova diretriz canônica obrigou todo bispo a se aposentador a partir de uma certa idade, muitos não acharam mal tal título, que também surgia de modo inédito. Se antes soubessem que isso poderia ser usado para justificar um título de Papa emérito, o que traz enorme confusão, principalmente aos fiéis mais simples, muitos não teriam apoiado.

Mesmo assim, todos os veículos de comunicação do Vaticano, todas as altas autoridades eclesiásticas, e mesmo o Papa Francisco continuam a chamar Dom Ratzinger de Papa emérito, causando confusão nos fiéis simples.

Por isso, preferimos chamá-lo de ex-Papa, ou D. Ratzinger, pois uma vez bispo, nunca deixará de ser bispo. Preferimos chamar Sua Excelência, pois seu nome, até o término deste artigo, não constava na lista de Cardeais da Igreja.

Resta a dúvida se o próximo Código de Direito Canônico obrigará também a renúncia do Sumo Pontífice a partir de certa idade. A esperança reside no poder do Papa Reinante para modificá-lo, mas o temor surgiu desde que o Vigário de Cristo de 2013, Francisco, disse que fará o mesmo que seu predecessor.

Secretário do ex-Papa fala do ministério ativo e contemplativo, e não é repreendido

Causou extrema estranheza que D. Gaenswein, secretário do ex-Papa D. Ratzinger, escrevesse o seguinte em 2016, ao apresentar o livro de Fabrizio Grosso, comentado mais adiante aqui:

“Desde a eleição de seu sucessor, Papa Francisco –  no dia 13 de março de 2013 -, não há, portanto, dois Papas, mas na verdade um ministério expandido com um membro ativo e um outro contemplativo. Por este motivo, Bento não renunciou nem ao seu nome e nem à sua batina branca. Por isso, o título próprio pelo qual devemos nos dirigir a ele ainda é “santidade”. Além disso, ele não se retirou para um mosteiro isolado, mas continua dentro do Vaticano, como se tivesse apenas se afastado de lado para dar espaço para seu sucessor e para uma nova etapa na história do Papado que ele, com esse passo, enriqueceu com a centralidade da oração e da compaixão feitas nos jardins do Vaticano” [2].

D.
Gaenswein não foi repreendido pelo Sumo Pontífice Reinante. No máximo foi criticado por bispos que também infelizmente não criticam o título de Papa Emérito de D. Ratzinger.

Papa Francisco se recusa a dar a bênção apostólica. Enquanto isso, o ex-Papa D. Ratzinger dá a bênção apostólica em carta

No final de seu encontro com a juventude da Sicília em setembro de 2018, o Papa Francisco recusou-se a dar a bênção Apostólica para não ofender os "muitos a-católicos cristãos, aqueles de outras religiões e os agnósticos" [3].

Já D. Ratzinger, em uma carta de novembro de 2017, ao discutir as razões pelas quais renunciou ao Pontificado, dá ao Cardeal Brandmuller a sua "bênção apostólica". Ora, só o Papa Reinante pode dar a bênção apostólica. Isso reforça ainda mais a confusão feita pelo secretário de Sua Excelência D. Ratzinger [4].

Na mesma carta, o ex-Papa cita como boa fonte o livro de Fabrizio Grasso, "La renuncia".

Livro recomendado por D. Ratzinger sustenta que um possível futuro "clube de papas eméritos" pode originar um protoparlamento Vaticano


No livro recomendado por Sua Excelência, Grasso escreve que, por fim, o Papado, ao somar novos "Papas eméritos", pode acabar criando um clube papal, o qual será transformado em um parlamento.

“Nem mesmo a Revolução Francesa, a Tomada de Roma e o Concílio Vaticano II (que criou um racha ainda existente dentro da Igreja) foram capazes de desestabilizar a instituição política ocidental (...).

Afinal, Bento continua a viver no Vaticano, veste-se de branco e é referido com “Sua Santidade”, tornando a sua renúncia, segundo Grasso, “incomparável à de seus antecessores”.

“Só precisamos procurar, no mecanismo de busca mais popular [da internet], pela frase ‘Benedetto contro Francesco’ (…) para nos vermos imersos em mais de 500 mil resultados, e se tentarmos com ‘Benedict vs Francis’, haverá mais de 400 mil resultados. Portanto, só em italiano e em inglês há quase um milhão de links que interceptam este conflito diretamente”, escreve Grasso.

O autor admite que uma grande parte destes links pode ser considerada lixo, mas ele também aponta para o grande número de organizações noticiosas e blogs, católicos e seculares, que também promovem a justaposição entre os dois papas, normalmente trazendo uma preferência entre eles. Afinal, escreve Grasso, a renúncia por Bento não foi somente um evento histórico como também um evento midiático global, que, sem dúvida, influenciou a percepção geral (...).

“Até mesmo para aqueles com pouca imaginação, não é difícil imaginar um futuro próximo possível com mais de um papa emérito e, por consequência, um clube papal exclusivo, que bem poderia ser um protoparlamento do Estado do Vaticano
”, acredita Grasso” [5].

O Sumo Pontífice Francisco ajudou a desvalorizar o valor monárquico do Papado, chamando o ex-Papa D. Ratzinger de Sua Santidade

Em carta recente, o Papa Francisco catolicamente dá os pêsames a D. Ratzinger pelo falecimento de seu irmão. Contudo, estranha pensar por qual razão uma carta sem muita relação com o ministério Petrino foi publicada no site do Vaticano. Analisemo-na [6]:

- Na carta, Sua Santidade o Papa Francisco chama o ex-Papa de Sua Santidade no destinatário e no meio da carta. Ora, Dom Razinger foi Bento XVI, mas não é mais o Papa, pois só há um Papa.

- A carta não dá a bênção Apostólica ao bispo D. Ratzinger, como se este não a necessitasse. 

Tal igualitarismo no trato social desvaloriza o sentido monárquico do Papado. A partir disso, muitos ficam confusos e acham que o Papado vive uma diarquia, e não mais uma monarquia.

Salmo em reparação (Salmo 6)

"Senhor, não me arguas no teu furor, nem me castigues na tua ira. Tem misericórdia de mim, Senhor, porque sou enfermo; sara-me, Senhor, porque meus ossos estremeceram. E a minha alma turbou-se em extremo, mas Tu, Senhor, até quando? Volta-te, Senhor, e livra a minha alma, e salva-me pela tua misericórdia.

Porque na morte não há quem se lembre de Ti, e na habitação dos mortos, quem Te louvará? Estou esgotado à força de tanto gemer, lavarei meu leito com lágrimas todas as noites, regarei com elas o lugar do meu descanso. 

Os meus olhos se turbaram por causa do furor, envelheci no meio de todos os meus inimigos. Apartai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade, porque o Senhor ouviu a voz do meu pranto.

O Senhor ouviu a minha súplica, o Senhor ouviu a minha oração. Sejam confundidos, e em extremo conturbados todos os meus inimigos, retirem-se e sejam num momento cobertos de vergonha".


Veja mais sobre a crise na Igreja:

Papa Francisco admitiu bispos comunistas indicados pelo Partido Comunista Chinês. Cardeal Zen chamou acordo de traição

Importância e simbolismo da Tríplice Tiara, deposta no Concílio Vaticano II por Paulo VI pela primeira vez

João Paulo II homenageou o herege blasfemo Martinho Lutero nos quinhentos anos de seu nascimento

Bento XVI disse amar a Igreja cismática, lamentou as excomunhões do passado, e disse crescer na unidade ao rezar junto destes e outros hereges 

Bento XVI apoiou o uso de preservativo em certos casos  

Papa Francisco chamou a Rainha dos Céus de moça normal, uma "moça de hoje"

Clique para entender a crise na Igreja


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*Sequência de imagens vistas no site: www.traditioninaction.org
[
1] Link: https://www.youtube.com/watch?v=VqX4jIQX-2c
[2] O site seguinte parece estranhar essa fala, mas elogia Bento XVI em detrimento de Francisco, confirmando uma tese de Grasso: https://fratresinunum.com/2016/05/23/declaracoes-explosivas-de-dom-georg-ganswein-existe-um-ministerio-expandido-e-bento-xvi-ainda-e-papa-como-e-possivel/
[3] Vídeo postado por um então sedevacantista: https://www.youtube.com/watch?v=nvA0m72Qtzw
[4] Link: https://www.ncregister.com/blog/edward-pentin/benedict-xvi-discusses-his-resignation-in-newly-published-letters
[5] Papa Emérito “multiplicou a autoridade” no papado, diz autor italiano, 17 Outubro 2017, http://www.ihu.unisinos.br/572723-papa-emerito-multiplicou-a-autoridade-no-papado-diz-autor-italiano
[6] Lettera del Santo Padre Francesco a Sua Santità Benedetto XVI Papa emerito, per la morte del fratello, Mons. Georg Ratzinger, 2 luglio 2020, Francesco. Link: http://www.vatican.va/content/francesco/it/letters/2020/documents/papa-francesco_20200702_lettera-benedettoxvi.html