O profeta Joel fala de um castigo como nunca visto, de uma Terra devastada, dias de trevas, e de um povo novo e santo


S. Profeta Joel, rogai por nós!

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Extraído de: "O Príncipe dos Cruzados (Vol. I, parte I, 3a edição, Cap. IV)".

Nossa exegese amadora rápida sobre essa parte. Os números seguintes indicam o versículo comentado. Bagarre = Castigo Mundial.

Deixamos de lado os versículos que dizem respeito aos eventos históricos profetizados para a época próxima do profeta.

Mas por que a profecia dirá algo ainda sobre eventos futuros?

Toda profecia inspirada, isto é, vinda expressamente de um habitante do céu (como no caso de Santos, anjos, etc), ou vindo de inspiração do Espírito Santo, não pode ter sido cumprida inteiramente, senão não entenderíamos que "toda escritura inspirada serve para instruir", como diz S. Paulo.

Uma profecia nessas condições, cumprida há milênios, não cumpriu seu papel?

Não, enquanto o Juízo estiver por vir. Por exemplo, "a lua ficará vermelha como sangue" pode ser cumprida ao pé da letra, mas pode ser cumprida futuramente no que diz respeito ao simbolismo da lua: as emoções, que estarão avermelhadas, isto é, por ira, por luxúria, que o vermelho lembra. Uma profecia cumprida no passado não anula outro cumprimento no futuro, necessariamente.

  
Cap. I

"Oráculo do Senhor dirigido a Joel, filho de Fatuel. Ouvi isto, velhos, e vós todos os habitantes da terra, aplicai os vossos ouvidos. Aconteceu uma coisa como esta em vossos dias, ou nos dias de nossos pais? Contai-a aos vossos filhos, e os filhos destes à geração seguinte. O gafanhoto comeu o que tinha ficado da lagarta, o brugo comeu o que tinha ficado do gafanhoto e a ferrugem comeu o que tinha ficado do brugo.

Despertais, ó ébrios, chorai e uivai todos os que pondes as vossas delícias em beber vinho, porque ele foi tirado da vossa boca. Porque um povo forte e inumerável veio sobre a minha terra, os seus dentes são como os dentes dum leão, e os seus queixais como os dum filhote de leão. Este povo reduziu a minha vinha a um deserto, tirou a casca às minhas figueiras, ele as despojou inteiramente e as lançou por terra, os seus ramos tornaram-se brancos.

Chora, ó Israel, como um jovem esposa vestida de saco chora a morte do esposo, que tomou na sua idade florida. Desapareceram da casa do Senhor os sacrifícios e as libações, os sacerdotes ministros do Senhor, choram. Todo o país está devastado, os campos choram, porque o trigo foi destruído, o vinho perdido e as oliveiras secaram. Os lavradores estão confusos, os vinhateiros soltaram gritos por causa do trigo e da cevada, porque se perdeu a messe do campo. A vinha não vingou e a figueira secou, as romãzeiras, as palmeiras e as macieiras, e todas as árvores do campo secaram, a alegria foi para longe dos filhos dos homens.

Cingi-vos, ó sacerdotes, chorai, soltai gritos, ministros do altar, entrai no templo e deitai-vos no saco, ministros do meu Deus, porque da casa do vosso Deus desapareceram o sacrifício e a libação. Ordenai um jejum sagrado, convocai a assembléia, congregai os anciões e todos os habitantes do país para a casa do vosso Deus e clamai ao Senhor. Ai, ai, ai! Que dia terrível! Porque o dia do Senhor está perto e virá uma como assolação da parte do Todo-Poderoso" 1-15.

Virá um Castigo como nunca antes visto na história da humanidade: "aconteceu uma coisa como esta em vossos dias, ou nos dias de nossos pais?". Antes disso, o profeta dirige sua profecia para "todos os habitantes da terra". 

Foi tudo devorado pelos animais, os ébrios e hedonistas foram castigados, a Terra foi invadida por homens feito animais, em número incontável. O castigo é imenso e se relaciona com a fome material, além da espiritual.

A esposa significa a mulher casta que foi deixada de lado, não há quem queira essa mulher em meio ao mundo corrupto. Desapareceu o sacrifício: tem a ver com o fim do mundo, prefigurado pelos nossos tempos, onde quase que se desaparecerá o sacrifício da Santa Missa, e para isso virão Elias e Enoch. Mas a profecia fala de vários eventos ao mesmo tempo, e no contexto do Castigo quer dizer, em parte, o desaparecimento da verdadeira missa, como vemos na substituição da Missa tradicional conhecida como tridentina, para dar lugar ao novo rito fabricado artificialmente. Outro sentido para esse sacrifício que não se vê mais é o sacrifício do espírito: os homens neste tempo andarão pela sua própria vontade, isto é, não quererão sacrificá-la para fazer a vontade de Deus.

A parte final significa toda a terra devastada após a Bagarre e, em seguida, vemos um convite para a contrição dos sacerdotes, isto é, para que guiem a contrição geral, já que foram o começo dessa desolação.

"Porventura não desapareceram diante dos vossos olhos, da casa do nosso Deus, os alimentos, a alegria e o regozijo? Os animais apodreceram entre os seus estercos, os celeiros foram destruídos, os armazéns arruinados, porque se perdeu o trigo. Por que gemem os animais e mugem os bois da manada? Porque não têm pastos, e até os rebanhos das ovelhas pereceram" 16-18.

A primeira culpa da devastação da Terra é dos sacerdotes: as ovelhas ficaram sem pastor e pereceram.

Cap. II

"Tocai a trombeta em Sião, soltai gritos sobre o meu santo monte, estremeçam todos os habitantes da terra, porque se aproxima o dia do Senhor, está perto. Dia de trevas e de escuridão, dia de nublados e de torvelinhos, como a luz da manhã se espalha sobre os montes, assim um povo numeroso e possante se difundirá por toda a vossa terra de Israel, semelhante a ele não houve desde o princípio, nem depois dele haverá outro no decorrer dos séculos.

Diante dele virá um fogo devorador e atrás dele uma chama abrasadora, a terra que, antes dele, era um jardim de delícias, depois dele ficará sendo a solidão dum deserto, nem haverá quem lhe escape. O seu aspecto é como o aspecto de cavalos, como cavaleiros assim correrão. Saltarão sobre os cumes dos montes como um estrondo semelhantes aos das carroças, com um ruído semelhante ao da chama de fogo que queima a palha seca, como uma multidão de gente armada para o combate" 1-5.

"Dias de escuridão" para toda a Terra: serão os três dias de Castigo já mostrado nos capítulos anteriores, e que falaremos ainda. Virá para todos os habitantes.

Renovar-se-á a face da Terra: o Reino de Maria, como já mostramos que virá depois do Castigo, que chamamos de Bagarre. Porque depois do Castigo virá um povo "numeroso e possante" que "se difundirá por toda a terra de Israel", isto é, o ápice da Civilização Cristã.

"Diante dele o fogo devorador", isto é, o fogo devorador que dará origem ao paraíso, ou seja, o juízo e formação dos novos céus e nova terra. E "atrás" deste povo, isto é, atrás cronologicamente, a chama abrasadora, deserto desolador, ou seja, o castigo.

O povo, em outra dimensão interpretativa, também significa aquele povo que irá lutar contra o mal no castigo, isto é, os apóstolos dos últimos tempos que serão a herança do Reino de Maria, e dos quais já tratamos. Por isso, lemos as capacidades deste exército na parte final.

"A terra tremerá diante deles, os céus se abalarão, o sol e a lua se escurecerão e as estrelas retirarão o seu resplendor. Porque o Senhor fez ouvir a sua voz ante a face do seu exército, pois são inúmeros e fortes os seus batalhões e executam as suas ordens, porque o dia do Senhor é grande e sobremaneira terrível. E quem o poderá suportar ?" 10-11

Novamente, fenômenos meteorológicos junto desses apóstolos, mostrando em que contexto entrarão. Essa parte lembra as profecias de Nosso Senhor sobre a destruição do templo e o fim do mundo, "mas ainda não é fim", disse Ele.

Nos versículos seguintes (18-27), Deus pede a conversão para que Ele não mande o castigo, depois o Senhor tem compaixão pelo povo, e perdoa-o. Mas o castigo não pode ser revertido. Entretanto, o Senhor restaurará tudo na Terra, não há motivo para temer. Deus diz o que sucederá depois disto:

"Depois disto, acontecerá que derramarei o meu espírito sobre toda a carne, e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos velhos serão instruídos por sonhos e os vossos jovens terão visões. Derramarei também naqueles dias o meu espírito sobre os meus servos e sobre as minhas servas" 28-29.

É o Reino de Maria e seus escravos significados também pelo: "sobre os meus servos e sobre as minhas servas".

"Farei aparecer prodígios no céu e na terra, sangue, fogo e turbilhões de fumaça. O sol converter-se-á em trevas e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. Acontecerá que todo o que invocar o nome do Senhor será salvo, porque a salvação se achará, como o Senhor disse, sobre o monte Sião e em Jerusalém, e entre os restos que o Senhor tiver chamado" 30-32.


Fenômenos meteorológicos precederão o dia do Senhor. Como o Castigo o prefigura, segue que o mesmo acontecerá, em menor proporção, e assim também restarão poucos, mas resto suficiente para fazer o Reino de Maria.

Próximo: Profeta Malaquias profetiza um castigo para os sacerdotes: "vós ofereceis sobre o meu altar um pão imundo"


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