Pe. Pio vs D. Marcel Lefebvre. Excomunhão injusta é inválida ? São Tomás de Aquino responde

Esse artigo faz parte do dossiê estudo sobre D. Marcel Lefebvre, que por sua vez é um excerto do livro (ainda não publicado) "O Príncipe dos Cruzados", escrito por um escravo de Maria.

Para ler os artigos completos do dossiê basta clicar neles (alguns podem não abrir por não terem sido postados ainda):
 

D. Lefebvre e seu amor pelo movimento condenado por S. Pio X, Bento XV e Pio XI. Um amor até o fim

Marcel Lefebvre e o Concílio: assinou os documentos e até falava bem dos frutos, depois negou ter apoiado e passou a criticar

D. Lefebvre era favorável à missa nova "bem celebrada" embora não preferisse, deixava seus alunos celebrarem, e havia celebrado

O Lefebvrismo ou Padre sem Jurisdição: refutando o "caso de necessidade" e a situação alegada sem cisma com São Tomás

Se a FSSPX é uma entidade anti-modernista mesmo sem jurisdição e o que tinha em mente S. Pio X

Pe. Pio vs D. Marcel Lefebvre. Excomunhão injusta é inválida ? São Tomás de Aquino responde

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Pe. Pio vs D. Marcel Lefebvre. Excomunhão injusta é inválida ? São Tomás de Aquino responde

Objeção 7: O Pe. Pio de Pietrelcina já beijou a mão de Dom Marcel e ele tinha dons sobrenaturais, não o faria se não concordasse com a santidade dele e a justeza da FSSPX

Não comentamos a foto porque se valesse como argumento, Judas ter andado com Cristo também justificaria a traição (fora que a foto é bem anterior ao caso todo de D. Lefebvre, FSSPX, etc).

Pe.Pio e Mons.Lefebvre: os dois foram suspensos sem concordar com a justeza do ato, um só aceitou a pena obedientemente, voltou para a cela, e ganhou as estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo, “usque ad mortem obédiens factum”, feito obediente até a morte.

É possível entender melhor a diferença nessas atitudes ao ler o texto anteriormente citado de S. Tomás de Aquino sobre:

2.O uso da jurisdição é válido mesmo se usado injustamente

 
Usamos o exemplo da excomunhão para ilustrar que o uso da jurisdição é válido mesmo se usado injustamente, porque a excomunhão é a pena mais grave que a Igreja pode impor, e se a mais grave é assim tratada, também é a menos grave. O que São Tomás diz é que a pena temporal aplicada injustamente é válida, mas o homem não necessariamente perde a graça de Deus, isto é, está excluído do Reino dos céus. Peca mortalmente quem não aceita a pena humildemente.

“Parece que uma excomunhão injustamente proferida não produz nenhum efeito (...). Uma excomunhão pode ser considerada injusta de dois modos (...). Do segundo modo, por parte da excomunhão mesma: ou por não ser justa sua causa; ou por ter sido proferida a sentença, em desobediência à exigência do direito. E então, sendo a sentença de modo errada a se tornar nula, não tem nenhum efeito, por não ser excomunhão. Se porém o erro não anular a sentença, esta produz o seu efeito. O excomungado deve então obedecer-lhe humildemente, o que lhe redundará em mérito. Ou pode recorrer a um juiz superior ou pedir ser absolvido da excomunhão. Se porém a desprezar por isso mesmo pecará mortalmente.” Supp. 21, a. 4

Apesar da pena ter efeito é preciso entender com São Tomás que embora “não possamos perder injustamente a graça de Deus, podemos porém perder injustamente as condições que da nossa parte disporiam a essa graça; assim, se alguém fosse privado de instrução, que tem direito. E neste sentido dizemos que a excomunhão priva da graça de Deus, como dito antes. (2, ad 3)”. Supp. 21, a. 4, ad.1