A missão dos apóstolos dos últimos tempos descrita na Sagrada Escritura

Para entender alguns conceitos aqui expostos, recomendamos a leitura: 

S.Francisco de Paula prevê a vinda de novos apóstolos que acabarão com a seita maometana e restaurarão a Igreja

Beato Francisco Palau prevê a vinda de novos e últimos apóstolos, junto com o restaurador

São Luís Maria Grignion de Montfort profetiza o Reino de Maria e os apóstolos dos últimos tempos

O Profeta Isaías fala da destruição da Babilônia (Mundial) liderada por uma milícia de um país longínquo

Clique aqui para ler mais profecias sobre: Castigo Mundial (bagarre), Reino de Maria (reunião profética das "doze tribos de Israel"), apóstolos dos últimos tempos

Nossa exegese das passagens a seguir tratarão dos eventos relacionados com a missão dada aos apóstolos por Nosso Senhor, incluso a missão dos setenta e dois apóstolos por todo Israel. Estes eventos do Evangelho são prefiguras, no nosso entender, da missão dos apóstolos dos últimos tempos, conforme falamos em outros artigos. A razão é assim, porque tais apóstolos teriam de tal maneira uma missão importante, e de tal maneira seria parecida com a missão dos primeiros apóstolos, que não se poderia acreditar que a Sagrada Escritura não falasse profeticamente deles: fazemos aqui uso do princípio de beleza na Escritura. E todo o conjunto dos eventos bíblicos, as palavras de ânimo e instruções do Salvador, estão relacionadas não por coincidência com a missão destes apóstolos.

Mt 9, 35-38 - Entretanto Jesus ia percorrendo todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, pregando o Evangelho do reino e curando toda a doença e toda a enfermidade. Vendo as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Então disse a seus discípulos: A messe é verdadeiramente grande, mas os operários são poucos. Rogai pois ao Senhor da messe, que mande operários para a sua messe.

Nosso Senhor pregava por todas a terra, ensinado, curando, e tudo o mais: profeticamente quer dizer que o Corpo Místico de Cristo, a Igreja, já terá se espalhado por boa parte da terra, ter curado muitas pessoas, ensinado, etc, ou seja, aqui se profetiza um tempo maior e magnitude maior da Igreja, coisa alcançada lá pela idade média e contra-reforma até os dias de hoje. Nosso Senhor olhará a multidão, que estará fatigada e abatida, como ovelhas sem pastor: fatigada, de tanto pregar e ensinar, abatidas, de tantas revoluções no mundo, e sem pastor, pois terá chegado a crise na Igreja. Então Nosso Senhor convocará os apóstolos (aqui falaremos no sentido dos vindouros).

Mt 10, 1-23 - Convocados os seus doze discípulos, deu-lhes Jesus poder sobre os espíritos imundos, para os expelirem e curareem todas as doenças e todas as enfermidades. Os nomes dos doze apóstolos são: O primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão,; Tiago, filho de Zebedeu e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem o entregou.

A estes doze enviou Jesus, depois de lhes ter dado as instruções seguintes: Não vades para entre os gentios, nem entreis nas cidades dos samaritanos, ide antes às ovelhas perdidas de Israel. Pondo-vos a caminho, pregai, dizendo: Está próximo o reino dos céus.

Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expeli os demônios. Dai de graça o que de graça recebestes. Não queirais trazer nas vossas cinturas nem ouro, nem prata, nem dinheiro, nem alforje para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão; porque o operário é digno do seu alimento.

Em qualquer cidade ou aldeia, em que entrardes, informai--vos de quem há nela digno, e ficai aí até que vos retireis. Ao entrardes na casa, saudai-a. Se aquela casa for digna, descerá sobre ela a vossa paz; se não for digna, a vossa paz tornará para vós. Se não vos receberem nem ouvirem as vossas palavras, ao sair para fora daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés. Em verdade vos digo: será menos punida no dia do juízo a terra de Sodoma e Gomorrra, do que aquela cidade.

Eis que vos mando como ovelhas no meio de lobos (...). Acautelai-vos, porém, dos homens porque vos farão comparecer nos seus tribunais, e vos açoitarão nas sinagogas. Sereis levados por minha causa à presença dos governadores e reis, como testemunho diante deles e diante dos gentios. Quando vos entregarem, não cuideis como ou o que haveis de falar, porque naquela hora vos será inspirado o que haveis de dizer (...). O irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho; os filhos se levantarão contra os pais e lhes darão a morte; e vós, por causa do meu nome, sereis odiados por todos; aquele, porém, que perseverar até ao fim, será salvo. Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do Homem.

Destes setenta e dois apóstolos, doze são principais, e cremos que de igual serão instituídos os apóstolos. Mas dos doze, três são principais, S.Pedro, S.Tiago e S.João, representantes das três testemunhas do fim do mundo, Elias, Enoch e S.João, e das três prefiguras das três testemunhas do fim do mundo, Papa Santo, Grande Monarca e Grande General. S.André é mencionado no começo por ser irmão de S.Pedro e por ter sido um dos primeiros a ser chamados, depois de seu antigo mestre, S.João Batista dizer, apontando para Nosso Senhor: "Eis o Cordeiro de Deus".

Por que doze ? Porque o número representa universalidade. Os doze filhos de Jacó (Gn 35), os doze príncipes dos filhos de Israel (Nm 1); as doze fontes vivas em Elim (Ex 15); as doze pedras no pectoral de Aarão (Ex 39); os doze exploradores enviados por Moisés (Nm 13); as doze estrelas que brilhavam na coroa da Mulher, Nossa Senhora (Ap 12); os doze fundamentos de Jerusalém que viu S.João e as doze portas (Ap 21). Alguns comentaristas antigos corretamente notam que representa a trindade (três) espalhada pelos quatro cantos do mundo. Então o número representa a universalidade, e por isso Nossa Senhora é coroada com a coroa de doze estrelas, pois ela é medianeira universal de todas as graças, chamada "onipotência suplicante".

Deste modo podemos ver como os apóstolos dos últimos tempos pregarão por toda a terra, terão seu apostolado por todo o mundo, delegados pelo Papa Santo, e em parte sob as ordens do Grande Monarca e do Grande General. Será então, a época quando as tribos de Israel serão reunidas, conforme os profetas antigos, só que serão no sentido da universalidade das nações, depois do Castigo purificador, e instalação da restauração final da Igreja, o Reino de Maria.

A missão deles é procurar as ovelhas perdidas de Israel somente, não se misturando com os gentios, o que tem isso de prefigura com os apóstolos vindouros ? Eles restaurarão primeiro a Igreja certamente, e por isso a missão primordial deles é procurar as ovelhas perdidas do rebanho católica, por causa do progressismo: "eis que vos envio como ovelhas no meio de lobos". Mas mesmo os primeiros apóstolos, depois de pentecostes, foram pregar o reino de Deus aos pagãos, e assim sucederá com os últimos, culminando na conversão de nações inteiras.

O modo como deve ser efetuado o apostolado é sem prata, sem alforje, etc. Mais para frente veremos como Nosso Senhor muda isso. Notamos somente que as sandálias que cubriam somente a sola do pé era permitida, por causa das viagens apostólicas (comenta assim Cornélio a Lápide).

A cidade que não recebe os apóstolos terá menos perdão que Sodoma e Gomorra. Aqui fica claro a relação com a Sodoma e Gomorra contemporânea, a sociedade de hoje (em geral o ocidente). Estas cidades pecarão mais aquelas, não só com os pecados daquela mas com outros, e, pecando contra o Espírito Santo, não querendo recebê-Lo, terá um Castigo enorme, que fará parte do Grande Castigo Mundial, é claro, pois se a missão é pregar a toda a terra.

Nosso Senhor em seguida fala de algo que parece ter se cumprido mais para os primeiros apóstolos depois de Pentecostes: os açoites, prisões, inquéritos nos tribunais, e questionamentos dos governadores e reis. No entanto, é correto falar disso logo, pois estão profetizados vários ministérios apostólicos, e eles em geral, mas mais especialemente o dos primeiros e dos últimos apóstolos. Estes últimos tratarão com muitos reis e governadores, e serão maltratados nas sinagogas (Igrejas tomadas pelos traidores ou pelos hereges e cismáticos mesmo).

Tanto é apocalíptico a passagem que Nosso Senhor diz: "o que perserverar até ao fim, será salvo", lembrando Sua frase na profecia sobre a ruína de Jerusalém. Cristo deixa claro, estes últimos tempos, com seus referidos apóstolos, serão um tempo de divisões nas partes mais internas da sociedades (irmãos, pais e filhos, etc), em que o oculto dito por Ele (a Igreja tradicional) será proclamada no telhado, e assim muitos martirizados. Já a última frase entra no nosso contexto profético quando tomamos o "filho do homem" em outro sentido, isto é, o do Papa Santo. De fato, até Deus chama os profetas de "filho do homem". O ungido seria este, que virá antes que qualquer pregação mundial (simbolizada pelas cidades de Israel) seja concluída.

Mc 6, 7-13 - Chamou os doze; e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos imundos. Ordenou-lhes que não tomassem nada para o caminho, senão somente um bastão; nem alforje, nem pão, nem dinheiro na cintura; mas que fossem calçados de sandálias, e não levassem duas túnicas. E dizia-lhes: Em qualquer casa onde entrardes, ficai nela até sairdes daquele lugar; onde não vos receberem, nem vos ouvirem, retirando-vos de lá, sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra eles. Tendo partido, pregavam aos povos que fizessem penitência, expeliam muitos demônios, ungiam com óleo muitos enfermos, e curavam-nos.

Eles vão dois a dois, para simbolizarem as duas testemunhas do Apocalipse, Elias e Enoch, e no nosso contexto, o Papa Santo e o Grande Monarca, no entanto, todos eles estão inseridos como dentro da "terceira testemunha", o Grande General, que vem no espírito de S.João.

A questão de entrar em uma casa só, e ficar lá até a saída, vendo antes se aquela casa recebeu a paz na saudação explicada por S.Mateus acima, parece querer proteger os apóstolos (incluso os últimos) em uma só residência, e fazê-los entender bem qual família os acolherá principalmente na missão, embora pensamos que os últimos apóstolos serão em número muito maior que setenta e dois, pois terão, mais ou menos setenta e dois sob a autoridade deles no mínimo.

Lc 9, 1-4 - Convocados os doze apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e (virtude) de curar as doenças. Enviou-os a pregar o reino de Deus e a curar os doentes. Disse-lhes: Não leveis nada para o caminho, nem bastão, nem alforje, nem pão, nem dinheiro, nem leveis duas túnicas. Em qualquer casa, em que entrardes, ficai lá e não saias dela (até a vossa partida).

Imediatamente antes desta parte os três apóstolos S.Pedro, S.Tiago e S.João presenciam a ressurreição da filha de Jairo, que mostramos ter certa prefigura na restauração da Igreja em outro artigo, e por isso esses três eram os únicos presentes, como representantes das testemunhas.

Lc 10, 1-9 - Depois disto, o Senhor escolheu outros setenta e dois e mandou-os dois a dois adiante de si por todas as cidades onde ele estava para ir. E dizia-lhes: Grande é na verdade a messe, mas os operários poucos. Rogai, pois, ao dono da messe que mande operários para a sua messe. Ide; eis que eu vos envio como cordeiros entre lobos. Não leveis bolsa, nem alforje, nem calçado e pelo caminho não saudeis ninguém. Na casa em que entrardes, dizei primeiro: A paz seja nesta casa. Se ali houver algum filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; do contrário, tornará para vós. Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que tiverem; porque o operário é digno da sua recompensa. Não andeis de casa em casa. Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que vos puserem diante; curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: Está próximo de vós o reino de Deus.

Aqui já não é "está próximo o reino dos céus" no sentido de próximo o juízo final, mas próximo está o "reino de Deus". Ora, este reino de Deus pode ser tomado como o Reino de Maria, a plenitude da civilização cristã na terra. É interessante notar que Nosso Senhor permite aos apóstolos comerem e beberem de qualquer coisa oferecida, até da mais fina. No fundo, assim como o voto de pobreza na missão, quer dizer que os apóstolos serão pessoas totalmente dedicadas ao apostolado, mas não serão monges propriamente, estarão a meio caminho. O importante é não perder tempo fazendo outra coisa que não a missão profética.

Outra coisa digna de nota é o número: setenta e dois apóstolos. Este é o número dos netos de Noé da onde "saíram todas as nações da terra depois do dilúvio" (Gn 10, 32), depois de toda a terra habitada então ser dividida entre os três irmãos. Estes setenta filhos (sobrando dois para significar as duas testemunhas) deram origem a vários locais no mundo, como Cush na Etiópia, Tubal em Portugal, Setúbal, e a própria região antiga da Hispania eram considerados a dos Tubalenses, e Assur era um Deus Solar para os assírios. Outros paralelos para cada filho podem ser encontrados. 

Lc 10, 13-16 - Ai de ti, Corozain ! Ai de ti, Betsaida ! Porque, se em Tiro e em Sidônia se tivessem operado as maravilhas que se tem operado em vós, há muito tempo que teriam feito penitência, cobertas de cilício e jazendo sobre a cinza. Por isso haverá no dia do juízo menos rigor para Tiro e Sidônia que para vós. E tu, Cafarnaum, "exaltada até ao céu, serás abatida até ao inferno". O que vos ouve, a mim ouve, e o que vos despreza, a mim despreza. E quem me despreza, despreza aquele que me enviou.

As cidades avisadas pela profecia de ameaça de Nosso Senhor eram cidades ao lado do mar da galiléia, o que pode remeter para alguma nação atual em algum condição semelhante, ao lado de um mar do mesmo modo que estas cidades. Há mistério aqui. O que é óbvio são as ameaças para algumas cidades, entrando no contexto de fim do mundo  ou Castigo sobre Israel, que representa o mundo todo no nosso contexto.

Lc 22, 35-38 - Quando eu vos mandei sem bolsa, sem alforje e sem sandálias, faltou-vos porventura alguma coisa ? Eles disseram: Nada. Disse-lhes, pois: Mas agora quem tem bolsa, tome-a, também alforje, e quem não tem espada venda o seu manto e compre uma. Porque vos digo que é necessário que se cumpra em mim isto que está escrito: "Foi posto entre os malfeitores". (Isto acontecerá brevemente) porque as coisas que me dizem respeito estão perto do seu cumprimento. Eles responderam: Senhor, eis aqui duas espadas. Jesus disse-lhes: Basta.

Muda a missão dos apóstolos para o momento crítico da paixão. Esta parte é interessante para situar os últimos apóstolos pois eles virão em um momento crítico também. Nossa interpretação intenta dar uma explicação concreta para esta parte do Evangelho de S.Lucas que sempre foi um pouco misteriosa para os exegetas.

É ordenado aos apóstolos que tomem bolsa, alforje e espada, dando a entender que o voto de pobreza da missão anterior aqui não é válido. Mas não é que o voto de pobreza não seja válido aqui: ele foi transportado para o voto de cavalaria. Portanto, mostra Nosso Senhor como nos últimos tempos os apóstolos principais serão inseridos neste contexto, e de fato, pelas profecias, é o que vemos, eles lutarão contra as heresias delegados especialmente pelo Papa Santo e exterminarão a seita muçulmana.

Outra parte misteriosa se explica: a suficiência de duas espadas, quando Nosso Senhor dizia pouco antes que todos deviam comprar uma espada. Ora, estas duas espadas são as duas testemunhas, e suas prefiguras na era cristã: o Papa Santo e o Grande Monarca. Com estas Nosso Senhor conseguirá vencer todos os inimigos.

No evangelho de S.Marcos Nosso Senhor lembra a profecia de Zacarias (Mc 14, 27) em relação ao tempo do Castigo, colocando todo o ambiente nos contornos proféticos que insistimos aqui. Também o mesmo Evangelista corrobora nossa tese de que as três testemunhas prefiguras na era cristã estarão presentes, pois Nosso Senhor "levou consigo Pedro, Tiago e João" (Mc 14) para o horto das oliveiras logo em seguida ao discurso.