O livro do Apocalipse fala do Castigo Mundial na quinta e na sexta Era (parte 1)

S. João Apóstolo, rogai por nós! 

Anterior deste capítulo: Os Salmos falam de um castigo divino? Análise dos Salmos 73 e 74

Faz-se necessária a leitura prévia:
Hipótese Teológica da divisão das Eras da Igreja. Apreciação das divisões de S. Agostinho, S. Boaventura e outros



Beato Bartolomeu Holzhauser vê no Apocalipse a vinda da sexta idade da Igreja, sua maior glória antes do Anticristo


São Luís Maria Grignion de Montfort profetiza o Reino de Maria e os apóstolos dos últimos tempos


A vinda do Reino de Maria provada pelo livro do Apocalipse, baseada em parte nas indicações do Pe. Antônio Vieira


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Extraído de: "O Príncipe dos Cruzados (Vol. I, parte I, 3a edição, Cap. IV)".

Essa interpretação, que não pretende ser de nenhum modo exaustiva, visa identificar o número sete (selos, trombetas, pragas, etc) com as Eras da história, sustentadas no capítulo III em hipótese original.

De acordo com o que falamos no capítulo I, lembramos que muitas vezes uma interpretação não contraria qualquer outra sobre um mesmo versículo. São dimensões interpretativas diferentes.


Ap. VI, 9-11 - Aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que tinham (dado dele). Clamavam em voz alta, dizendo: Até quando, Senhor, santo e verdadeiro, dilatas tu o fazer justiça e vingar o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Foi dada a cada um deles uma túnica branca e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que se completasse o número dos seus conservos e irmãos, que haviam de padecer, como eles, a morte.

Na visão da abertura dos sete selos no Apocalipse, são citadas raças de cavalos, isto é, erros ligados às épocas de cada Era Cristã, representadas pelo número dos selos. No entanto, a partir do quinto selo não há mais referência à raça alguma.

Por que essa mudança? A ausência de erro predominante na quinta Era pode ser explicada pela razão de que onde abunda a graça, abunda o dever. Por essa razão e outras, na quinta Era Cristã floresceram os profetas que expomos no capítulo V, tal como na quinta Era antiga, quando também floresceram profetas.


Não se menciona raça alguma a partir do quinto selo pelos seguintes motivos: se cada selo mostra a predominância da má qualidade de cada raça no combate à Santo Igreja, no quinto e no sexto selo, por causa da globalidade do ataque do demônio contra o rebanho de Cristo, não se pode falar de uma raça específica.

Ademais, a profecia parece querer indicar os grandes embates entre o povo de Deus e o povo de Satanás nessa Era, ou seja, não quer indicar as qualidades das raças dos grandes grupos que estarão em destaque. Também os sofrimentos característicos da época, representados também pelos cavalos, são diferentes do seu mal-feitor ou grupo principal. Por isso, talvez, não tenham referência.

"Que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que tinham (dado dele)": são os mortos pelas revoluções e guerras várias da quinta Era, assim como os mártires, porque o versículo diz "e por causa do testemunho". Se não houvesse uma diferença, haveria redundância em "pela palavra e pelo testemunho". Dessa maneira, os que morreram pela "palavra de Deus" não são os mortos por causa da fé, mas por causa de um decreto Divino para a época, que é o tempo das revoluções.

"Clamavam em voz alta, dizendo": são os mártires, os que morreram "por causa do testemunho". "Até quando, Senhor, santo e verdadeiro, dilatas tu o fazer justiça e vingar o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?", isto é, toda a terra foi tomada por revolucionários nesta Era, e tomada por guerras. "Foi dada a cada um deles uma túnica branca e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que se completasse o número dos seus conservos e irmãos, que haviam de padecer, como eles, a morte", quer dizer, a hora da vinda do Papa Santo e do Grande Monarca, que serão martirizados, como dito desde o capítulo II. Será a hora em que o Castigo chegará ao seu ápice.

12-17 - Quando abriu o sexto selo, vi que sobreveio um grande terremoto. O sol se tornou negro como um saco de crina, a lua tornou-se toda (vermelha) como sangue, as estrelas caíram do céu sobre a terra, como quando a figueira, agitada por forte vento, deixa cair os seus figos verdes. O céu recolheu-se, como um livro que se enrola, e todos os montes e ilhas se moveram dos seus lugares. Os reis da terra, os príncipes e os tribunos, os ricos e os poderosos, todo o servo e livre, se esconderam nas cavernas e entre os penhascos dos montes, e diziam aos montes e aos rochedos: caí sobre nós, escondei-nos da face daquele que está sentado sobre o trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande dia da ira de ambos; e quem poderá subsistir?

"Quando abriu o sexto selo, vi que sobreveio um grande terremoto. O sol se tornou negro como um saco de crina": os três dias de escuridão, "a lua tornou-se toda (vermelha) como sangue" por causa que as paixões subiram à cabeça dos que fizeram resistência aos apóstolos escolhidos por Nossa Senhora para a restauração da Igreja. Mas antes de tudo isso, "vi que sobreveio um grande terremoto", efeito da ação destes apóstolos que causará divisões, e modificará a face da terra. "As estrelas caíram do céu sobre a terra": os falsos pastores, falsos doutores, e junto com estes, os demônios que lhes eram atrelados.

"O céu recolheu-se, como um livro que se enrola, e todos os montes e ilhas se moveram dos seus lugares": toda a terra, todo o monte e ilha abalou-se por causa do Castigo que afligirá essa época. "O céu recolheu-se" por causa desse mesmo Castigo, como em prefigura do Castigo do fim do mundo.

"Os reis da terra, os príncipes e os tribunos, os ricos e os poderosos, todo o servo e livre, se esconderam nas cavernas e entre os penhascos dos montes", porque eles assolavam o povo de Deus, e até os menores na hierarquia da sociedade se esconderam, porque o profeta quer deixar claro que toda a sociedade tomou uma posição sobre tudo aquilo.

"Caí sobre nós, escondei-nos da face daquele que está sentado sobre o trono e da ira do Cordeiro". Quem está sentado sobre o trono? O Papa Santo e o Grande Monarca, juntados em um símbolo só. A ira de Deus estará com estes, por isso, é o dia da ira, mas não como a do no fim do mundo. Aqui o dia da Ira é tomada como prefigura.

O capítulo VII, o seguinte, trata simbolicamente do Reino de Maria, assim como de eventos que não é de nosso interesse tratar aqui. Já no começo do capítulo VIII, abre-se o sétimo selo, abre-se a sétima Era Cristã, segundo sustentamos no capítulo III. Não é nosso foco o tratamento desta Era também.

Ap. VIII, 7 - O primeiro anjo tocou a trombeta; formou-se uma chuva de granizo e fogo, de mistura com sangue, que foi atirada sobre a terra, e foi abrasada a terça parte da terra, e foi queimada a terça parte das árvores e toda a erva verde. 

Após o Cordeiro abrir o sétimo selo no capítulo VIII, começa a profecia dos sete anjos com as suas trombetas. Adendo da 3a edição: esta é a terceira parte profética relacionada ao número sete neste livro Sagrado, mas não nos é claro a que se refere esta simbologia numérica.


"Formou-se uma chuva de granizo e fogo": parecem contraditórios, mas essa é a característica da primeira Era, iniciada em Pentecostes: a sinagoga e o Império Romano pagão estavam intimamente ligados e perseguiam aos católicos. Ambos estavam com sangue nas mãos, "de mistura com sangue", por causa da cumplicidade na morte de Nosso Senhor. No fim, portanto, tudo aquilo serviu para destruir o que era da terra, "que foi atirada sobre a terra": a destruição do templo, que só subsistia como fixo na terra, e o próprio império Romano, "e foi abrasada a terça parte da terra", que terminaria muito tempo depois. Assim, "foi queimada a terça parte das árvores e toda a erva verde", que faziam sombra e cobriam o exterior da terra, porque Jerusalém foi queimada, porque cobria só o exterior do povo judaico, o povo que foi infiel, e não o interior: caso cobrisse, teriam recebido os Apóstolos. As ervas, então, já não curavam mais as dores do povo.

No entanto, parece contraditório falarmos em destruição do templo e fim do Império Romano na Era onde nenhuma destas coisas aconteceu, mas é tão contraditório como a chuva de granizo e fogo. Afinal, as trombetas indicam um anúncio de Castigo, isto é, o evento espiritual da época. As trombetas mostram o começo espiritual de Castigos futuros. A trombeta é o anúncio, e não necessariamente o cumprimento. Como exemplo, devemos olhar para as profecias de Nossa Senhora em Fátima e entender como muito tempo antes dos eventos anunciados há uma "trombeta".

8-9 - O segundo anjo tocou a trombeta; foi lançado no mar como que um grande monte ardendo em fogo, e converteu-se em sangue a terça parte do mar, e a terça parte das criaturas que viviam no mar morreu, e a terça parte das naus pereceu.

"Foi lançado no mar como que um grande monte ardendo em fogo". O monte é o monte principal de Israel, o templo, pois os outros montes místicos de lá, como Carmelo, Sinai, Tabor, etc, todos permanecerão assim, sem perda do seu significado, até o fim do mundo. O monte é o templo de Jerusalém, e por isso é "como que um grande monte", e "ardendo em fogo", pois foi queimada a cidade na destruição.

"Foi lançado no mar" porque o mar circunda todo o globo, toda a terra, e representa a dispersão dos judeus, consequência da destruição do templo. O mar também é um simbolismo da diluição, do mutável, e por isso o templo, representando a aliança com os judeus, foi jogado ali, para mostrar que a "aliança mudou", isto é, a aliança tornou-se a aliança com Cristo, a antiga serviu para preparar para a nova, e se a aliança foi jogada com permissão divina dentro do "mutável" quer dizer que ela mudou, isto é, acabou o que era antes. Por isso, os judeus não podem falar mais de uma aliança com Deus.

As "criaturas que viviam no mar" e pereceram eram as que estavam nesse mar, nesse mutável, sujeitos às marés, sem querer respirar o ar de Cristo, e pereceram com o templo, ou da consequência da dispersão. As "naus", onde ficam os navegadores, representam as tribos na Terra Santa, pois os judeus que não estavam em Jerusalém também "pereceram" com o templo, isto é, perderam-se no mutável por não aceitarem o Messias.

10-11 - O terceiro anjo tocou a trombeta; caiu do céu uma grande estrela, a arder como um facho, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas. O nome da estrela é Absinto; a terça parte das águas converteu-se em absinto e muitos homens morreram por causa daquelas águas, porque se tornaram amargosas.

"Caiu do céu uma grande estrela": Ário, inventor da heresia ariana, caído do céu por causa do Concílio de Nicéia que o condenou. Sua heresia "caiu sobre a terça parte dos rios", "e sobre as fontes das águas" porque ainda persistiu em alguns lugares, e veio a ser uma característica do islamismo, que impiamente crê que Nosso Senhor não foi Deus, mas um mero profeta. Por isso, as águas tornaram amargas, porque os mesmos muçulmanos passaram, depois de muito tempo, a ter tantas riquezas essenciais para a vida humana, como é o caso do petróleo atualmente. Eles envenenaram os rios com "Absinto" porque também se espalharam por todos os cantos do mundo: muitos morreram por causa da influência nefasta do islamismo ao longo dos séculos, e muitos ainda morrerão.

12 - O quarto anjo tocou a trombeta; foi ferida a terça parte do sol, a terça parte da lua e a terça parte das estrelas, de maneira que se obscureceu a sua terça parte e o dia perdeu a terça parte do seu brilho, assim como também a noite.

Depois vi e ouvi a voz de uma águia, que voava pelo meio do céu, a qual dizia em alta voz: Ai, ai, ai dos habitantes da terra, por causa das outras vozes dos três anjos que vão tocar a trombeta.

Assim como no quarto dia da criação Deus criou os luminares e os colocou no céu, aqui eles são mencionados, mas com outro tom: representam o fim do Império Romano. Já "o sol", o fim do paganismo clássico, e "a lua", as heresias antigas, e as "estrelas", os deuses antigos. O dia e a noite perderam o "brilho", porque não brilhou a luz material neste tempo, mas a luz da fé.

Então, aparece a águia, representada talvez pelo próprio Apóstolo, que tem seu Evangelho relacionado a esse símbolo, e alerta que a voz das outras trombetas será muito pior, e também alerta sobre o simbolismo do número três presente nas outras trombetas. Qual é o simbolismo do três aqui?

Na principal dimensão interpretativa, com mais três trombetas temos a sétima trombeta, ou seja, um modo de indicar o site, ou melhor, a sétima Era. Assim, representam
os três apóstolos do fim do mundo: S. Elias, S. Enoch e o próprio S. João Evangelista, como sustentamos no capítulo III.
 
Em outra dimensão interpretativa, uma vez que virão prefiguras
desses apóstolos, como temos sustentado, são os três apóstolos vindouros da sexta Era, contando com o Papa Santo. Também é possível que representem três prefiguras, na quinta Era, dos três apóstolos da última Era. Como já falamos no capítulo III, a prefigura de um destes foi o Beato Pio IX, quem já era considerado o vindouro Papa Santo até mesmo por profecias que veremos no capítulo V. Além deste, não sustentamos com segurança nenhuma outra prefigura da quinta Era, pois esta Era não acabou, segundo o que temos defendido.

Ap. 9, 1-12 - O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu sobre a terra, e foi-lhe dada a chave do poço do abismo. Ela abriu o poço do abismo; e subiu uma fumaça do poço, como fumaça de uma grande fornalha, e escureceu-se o sol e o ar com a fumaça do poço. Da fumaça do poço saíram gafanhotos para a terra, e foi-lhes dado poder, como o poder que tem os escorpiões da terra. Foi-lhes ordenado que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não tem o selo de Deus sobre as suas frontes. Foi-lhes ordenado, não que os matassem, mas que, os atormentassem durante cinco meses; o tormento que causam é como o tormento do escorpião, quando fere um homem. Naqueles dias, os homens buscarão a morte e não a encontrarão; desejarão morrer e a morte fugirá deles.

Os gafanhotos eram parecidos a cavalos aparelhados para a batalha; sobre as suas cabeças (tinham) uma espécie de coroas semelhantes ao ouro, e os seus rostos eram como rostos de homens; tinham os cabelos como os cabelos das mulheres, e os seus dentes eram como os dentes dos leões; tinham couraças como couraças de ferro, e o estrondo das suas asas eram como o estrondo de carros de muitos cavalos que correm ao combate; tinham caudas semelhantes às dos escorpiões, e havia aguilhões nas suas caudas, em que estava o poder de fazer mal aos homens durante cinco meses; tinham sobre si como rei o anjo do abismo, chamado em hebraico Abadon e em grego Exterminador. O primeiro ai já passou, e eis que vem ainda dois ais depois destas coisas.

"Vi uma estrela caída do céu sobre a terra", o Diabo, "e foi-lhe dada a chave do poço do abismo", isto é, do inferno, em paralelo contrário a outro versículo deste livro Sagrado, onde o Diabo é acorrentado e colocado neste mesmo abismo para não seduzir as nações. Portanto, a relação é nítida: Satanás seduz as nações na quinta trombeta, com a ajuda de legiões de demônios que escurecem o sol ("e escureceu-se o sol"), que é a Igreja aqui, e poluem o ar ("e o ar com a fumaça do poço"), fazendo a vida material ficar impregnada de pecado, como é a atual sociedade.

"Foi-lhes ordenado [aos gafanhotos] que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma", porque a vida material se mantém com aumento dos conhecimentos científicos, isto é, a vida fica mais prazerosa, o homem tem maior possibilidade de pecar por pecados da carne. "Foi-lhes ordenado, não que os matassem, mas que, os atormentassem durante cinco meses; o tormento que causam é como o tormento do escorpião, quando fere um homem": o poder destes é como o do escorpião porque é venenoso, quer dizer, o pecado entra e vai tomando conta da pessoa. Os homens "sem o selo de Deus sobre suas frontes" são os que não foram escolhidos por Ele, e são também os apóstolos daquele tempo que virão para servir o vindouro Papa Santo.

E tanto vieram para propagarem o pecado que não foram enviados para matar, mas para atormentar o homem "durante cinco meses", tempo numericamente igual ao da Era. Naqueles dias os homens procurarão a morte, isto é, o alívio dos danos materiais, dos danos morais e espirituais, isto é, a morte destes mesmos gafanhotos, mas não a encontrarão, porque foi decretado que será assim até a vinda da sexta Era.

As características dos gafanhotos mostram os tormentos que eles vêm trazer: guerras, tirania, desumanidade ou feiúra, luxúria, bestialidade, ameaças de guerras, veneno do pecado. Todos tinham como rei a Satanás.

13-21 - O sexto anjo tocou a trombeta, e ouvi uma voz (que saía) dos quatro cantos do altar de ouro, que está diante dos olhos de Deus, a qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatros anjos que estão atados no grande rio Eufrates. Então foram desatados os quatro anjos que estavam preparados para a hora, dia, mês e ano, para matarem a terça parte dos homens. O número dos de cavalaria era de duzentos milhões: ouvi dizer o número. Eis como vi na visão os cavalos e os que estavam montados neles: tinham couraças de cor de fogo, de jacinto e de enxofre; as cabeças dos cavalos eram cabeças de leões e da sua boca saía fogo, fumo e enxofre. Por estas três pragas: pelo fogo, fumo e pelo enxofre, que saíam da sua boca, foi morta a terça parte dos homens. O poder dos cavalos estava na sua boca e nas suas caudas, porque as suas caudas assemelhavam-se a serpentes, tinham cabeças e com elas faziam mal.

Os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não fizeram penitência por estas pragas, não fizeram penitência das obras das suas mãos, de modo a não adorarem os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de madeira, que não podiam ver, nem ouvir, nem andar, e não fizeram penitência dos seus homicídios, nem dos seus malefícios, nem da sua fornicação, nem dos seus frutos.

"O sexto anjo tocou a trombeta". Aqui analisaremos as partes que pensamos relacionar-se aos eventos mais importantes da sexta Era da Igreja.

"Solta os quatros anjos que estão atados no grande rio Eufrates": estes anjos aparecem para restaurar a Igreja, e vêm em quatro, isto é, é uma restauração mundial nos quatro cantos do mundo. Estavam atados pois não podiam ainda concluir a missão que lhes foi dada. E no "grande Rio Eufrates", o qual ia mais ou menos de Jerusalém até o Oriente, segundo a geografia pré-diluviana: parece indicar a conversão da China neste tempo, conforme profecias do capítulo V também falam.  

"Foram desatados os quatro anjos que estavam preparados para a hora, dia, mês e ano, para matarem a terça parte dos homens": agora o Castigo recairá sobre os homens diretamente, isto é, não mais através de relações sociais anti-cristãs, mas através do castigo Divino, por meio da natureza, etc. Os anjos matarão boa parte dos homens maus, os quais influenciaram e influenciarão o exército de "milhões" que travarão a guerra mundial parte do Castigo na sexta Era. 

"Por estas três pragas: pelo fogo, fumo e pelo enxofre, que saíam da sua boca, foi morta a terça parte dos homens": três pois serão três os dias de escuridão que marcarão o término do Castigo às nações, e "pragas", pois lembram os três dias de escuridão, nona praga do Egito.
Alguém dirá que o Castigo não será Mundial, logo, essa interpretação é inválida, pois "os outros homens" são os tipos contemporâneos: satanistas, materialistas, homicidas (incluindo abortistas, pró-eutanásia, etc), fornicadores, maléficos, etc. Responde-se dizendo ser provável que não padecerão todos nos três dias de trevas, mas morrerrão depois pelas mãos dos instrumentos da restauração, pois a purificação será global, assim como a guerra mundial contra esta restauração engendrada pelo Papa Santo.

Vamos mais adiante, onde o sétimo anjo é mencionado.

Ap. 11, 15 - O sétimo anjo tocou a trombeta e ouviram-se no céu grandes vozes, que diziam: o reino deste mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos. Amém.

Aqui fica mais claro ainda o significado da trombeta: é uma "anunciação", e não necessariamente a materialização do anúncio da Era, como falamos antes neste artigo.

Afinal, quando chega a sétima Era, o reino do anticristo está em curso. Então, está "anunciado" o fim do mundo para aquela época, mas tal fim só irá chegar no fim da Era, ou seja, o fim do mundo propriamente.


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