O livro do Apocalipse fala do Castigo Mundial na quinta e na sexta era

Para entender alguns conceitos aqui expostos, recomendamos a leitura: 

Beato Bartolomeu Holzhauser vê a nossa era no apocalipse: heresia, guerras, castigo e no fim a restauração

Beato Bartolomeu Holzhauser: no Apocalipse a vinda da sexta idade da Igreja, a maior glória dela antes do anti-Cristo

São Luís Maria Grignion de Montfort profetiza o Reino de Maria e os apóstolos dos últimos tempos

A vinda do Reino de Maria provada pelo livro do Apocalipse, baseada em parte nas indicações do Pe. Antônio Vieira

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A nossa série de artigos que comentam o livro do Apocalipse sobre os temas proféticos sustentados por nós baseia-se nas interpretações não só nas interpretações do Pe.Antônio Vieira editadas por nós como a do Beato Holzhauser, que cremos ser em grande parte inspirada. Assim, recomendamos a leitura destes artigos também.

Ap. 6, 9-16 - Aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que tinham (dado dele). Clamavam em voz alta, dizendo: Até quando, Senhor, santo e verdadeiro, dilatas tu o fazer justiça e vingar o nosso sangue dos que habitam sobre a terra ? Foi dada a cada um deles uma túnica branca e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que se completasse o número dos seus conservos e irmãos, que haviam de padecer, como eles, a morte.

Nesta divisão dos selos na profecia, vimos as raças ligadas aos erros da época, a predominância de cada uma delas na era cristã relacionada. No entanto, no quinto selo não se vê mais raça alguma. Há uma mudança, há mais detalhes. Um dos motivos para isto é que é preciso dar mais a quem pode mais, e na quinta era floresceram os profetas, espelhando a quinta era antiga, quando também floresceram profetas.

Não se mencionado raça alguma a partir do quinto selo pelos seguintes motivos: se cada selo mostra a predominância da má qualidade de cada raça no combate à Santo Igreja, no quinto e no sexto selo, por causa da globalidade do ataque do demônio contra o rebanho de Cristo, não se pode falar de uma raça específica. Segundo, se se trata de mostrar grandes grupos ligados ao embate entre o povo de Deus e o povo de Satanás na época antes a mostrar as qualidades das raças, não tendo grandes grupos liderando, é óbvio porque não se menciona nenhum deles, como é o caso para a quinta e a sexta era. Por outro lado, os sofrimentos são sempre característicos da época são diferentes do seu mal-feitor principal, e podem ser profetizados sem referência, se este existe, que não é o caso da quinta e sexta era. Assim procede S.João.

Os mortos do início são os mártires e os mortos pelas revoluções e guerras várias. Não são só mártires, porque adiciona o versículo "pelo testemunho", e se não houvesse uma diferença, a Escritura seria redundante em dizer "pela palavra e pelo testemunho". Os que morreram pela "palavra de Deus" no começo não são os mortos, mas aqueles que morreram por decreto de Nosso Senhor, para se cumprir a disposição da época, que foi de revoluções. 

Então os que clamam em seguida são os segundos. E falam da vingança sobre os que habitam na terra, isto é, toda a terra foi tomada por revolucionários nesta era, tomada por guerras. Receberam então a túnica branca, e foi-lhes dito para esperarem até que chegasse a hora da vingança, a hora da vinda do Papa Santo e do Grande Monarca, a hora, enfim, que o Castigo chegaria ao seu ápice, e tornaria entornos proféticos.

12-17 - Quando abriu o sexto selo, vi que sobreveio um grande terremoto. O sol se tornou negro como um saco de crina, a lua tornou-se toda (vermelha) como sangue, as estrelas caíram do céu sobre a terra, como quando a figueira, agitada por forte vento, deixa cair os seus figos verdes. O céu recolheu-se, como um livro que se enrola, e todos os montes e ilhas se moveram dos seus lugares. Os reis da terra, os príncipes e os tribunos, os ricos e os poderosos, todo o servo e livre, se esconderam nas cavernas e entre ospenhasccos dos montes, e diziam aos montes e aos rochedos: caí sobre nós, escondei-nos da face daquele que está sentado sobre o trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande dia da ira de ambos; e quem poderá subsistir ?

O sol se enegreceu, por causa dos três dias de escuridão, a lua tornou-se vermelha, por causa que as paixões subiram à cabeça dos que fizeram resistência aos apóstolos escolhidos por Nossa Senhora para a restauração da Igreja, um grande terremoto abalou toda a terra antes de tudo, porque foi efeito da pregação destes apóstolos, isto é, eles vieram para causar divisões, e modificar a face da terra. As estrelas caíram, isto é, os falsos pastores, falsos doutores, e junto com eles, os demônios que lhes eram atrelados.


Toda a terra, todo o monte e ilha, se abalou por causa do Castigo que afligirá esta época. O céu recolheu-se por causa deste mesmo Castigo, como em prefigura do Castigo do fim do mundo. Em seguida, viu-se os tipos nos mais altos cargos da sociedade se esconderem, porque eles assolavam o povo de Deus, e até os menores na hierarquia da sociedade se esconderam, porque o profeta quer deixar claro que toda a sociedade tomou uma posição sobre tudo aquilo. Quem está sentado sobre o trono ? O Papa Santo e o Grande Monarca, juntados aqui em uma simbologia só. A ira de Deus estará com eles, por isso é o dia da ira, mas de ambos, e por isso não é o dia da ira como no fim do mundo. Aqui ela é tomada como prefigura. Em seguida vem a parte que avaliamos ser uma profecia do Reino de Maria.

Ap. 8, 7 - O primeiro anjo tocou a trombeta; formou-se uma chuva de granizo e fogo, de mistura com sangue, que foi atirada sobre a terra, e foi abrasada a terça parte da terra, e foi queimada a terça parte das árvores e toda a erva verde. 

Então o Cordeiro abre o sétimo selo no capítulo oito, e começa a profecia dos sete anjos com as suas trombetas. Esta é a terceira parte profética relacionada ao número sete neste livro Sagrado, e portanto vimos nela a contínua referência à "terça parte", que é a parte que sobra aqui para profetizar na era, a parte do objeto profético passivo de certa maneira.


O granizo e o fogo parecem contraditórios, mas essa é a característica da primeira era, iniciada em Pentecostes: a sinagoga e o império pagão romano estavam intimamente ligados e perseguiam os católicos. Ambos estavam com sangue nas mãos, "mistura com sangue", por causa da cumplicidade na morte de Nosso Senhor. No fim, portanto, tudo aquilo serviu para destruir o que era da terra: a destruição do templo, que só subsistia como fixo na terra, e o próprio império Romano, que viria a terminar muito tempo depois apesar de tudo. Assim, as árvores, que faziam sombra e cobriam o exterior da terra, foram queimadas, porque Jerusalém foi queimada, porque cobria só o exterior do povo judaico que foi infiel, e não o interior: caso cubrisse, eles teriam recebido os apóstolos. As ervas, então, já não curavam mais as dores do povo.

No entanto, parece contraditório falarmos em destruição do templo e fim do império romano na era onde nenhuma das coisas aconteceu, mas é tão contraditório como a chuva de granizo e fogo: a profecias das trombetas mostra até onde foi o Castigo e evento espiritual da época, o inicio deles, mostra o começo espiritual de Castigos futuros, ou daqueles da época. Mostra a cadeia histórica: a trombeta é isso: é o anúncio, e não necessariamente o cumprimento, que poderá vir depois. É a harmonia dos eventos históricos visto da perspectiva da teologia da história.

8-9 - O segundo anjo tocou a trombeta; foi lançado no mar como que um grande monte ardendo em fogo, e converteu-se em sangue a terça parte do mar, e a terça parte das ciraturas que viviam no mar morreu, e a terça parte das naus pereceu.

O monte é o monte principal de Israel, o templo, pois os outros montes místicos de lá, como Carmelo, Sinai, Tabor, etc, todos eles foram decretados para permanecerem assim, sem perda do seu significado, até o fim do mundo. O monte é o templo de Jerusalém na verdade, e por isso é "como que um grande monte", e "ardendo em fogo", pois foi queimada a cidade na destruição.

Foi jogado no mar porque o mar circunda todo o globo, toda a terra, e representa o monte jogado no mar a dispersão dos judeus, consequência da destruição do templo. É também o mar é um simbolismo da diluição, do mutável, e por isso o templo, representando a aliança com os judeus, foi jogado ali, para mostrar que a "aliança mudou", isto é, a aliança tornou-se a aliança com Cristo, a antiga serviu para preparar para a nova, e se a aliança foi jogada com permissão divina dentro do "mutável" quer dizer que ela mudou, isto é, acabou o que era antes, por isso os judeus não podiam falar mais de uma aliança persistente com eles.

As criaturas que estavam no mar e pereceram eram as que estavam nesse mar, nesse mutável, sujeitos às marés, sem querer respirar o ar de Cristo, e pereceram com o templo, ou da consequência da dispersão. As naus, onde ficam os navegadores, representam as tribos dispersas, e os judeus que não estavam em Jerusalém, eles também "pereceram" com o templo, isto é, perderam-se no mutável por não aceitarem Nosso Senhor.

10-11 - O terceiro anjo tocou a trombeta; caiu do céu uma grande estrela, a arder como um facho, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas. O nome da estrela é Absinto; a terça parte das águas converteu-se em absinto e muitos homens morreram por causa daquelas águas, porque se tornaram amargosas.

A grande estrela é Ário, inventor da heresia ariana, caído do céu por causa do Concílio de Nicéia que o condenou. Sua heresia caiu nos rios, e sobre as fontes das águas porque ainda persistiu em alguns lugares, e veio a ser uma heresia característica dos muçulmanos, e por isso as águas tornaram amargas, porque estes mesmos muçulmanos passaram depois de muito tempo a ter domínio de tantas riquezas essenciais para a vida humana, como é o caso do petróleo atualmente. Eles envenenaram os rios com Absinto porque também se espalharam por todos os cantos do mundo. Muitos homens morreram por causa da influência nefasta do islamismo ao longo dos séculos, e muitos ainda morrerão.


12 - O quarto anjo tocou a trombeta; foi ferida a terça parte do sol, a terça parte da lua e a terça parte das estrelas, de maneira que se obscureceu a sua terça parte e o dia perdeu a terça parte do seu brilho, assim como também a noite.

Depois vi e ouvi a voz de uma águia, que voava pelo meio do céu, a qual dizia em alta voz: Ai, ai, ai dos habitantes da terra, por causa das outras vozes dos três anjos que vão tocar a trombeta.

Assim como no quarto dia da criação Deus criou os luminares e os colocou no céu, aqui eles são mencionados, mas em tom depreciativo. No entanto, eles representam o fim do império Romano, o sol, o fim do paganismo clássico, a lua, e das heresias antigas bem como os deuses antigos, as estrelas. O dia e a noite perderam o brilho, porque não brilhou a luz material neste tempo, mas a luz da fé.

Então aparece a águia, representada talvez pelo próprio Evangelista, alertando que muito pior será a voz das outras trombetas. Ele também alerta do simbolismo do três presente nas outras trombetas: os três apóstolos contando com o Papa Santo na sexta era, as três testemunhas do Apocalipse contado S.Elias e S.Enoch na sétima era, e as três prefiguras dos três apóstolos da sexta era na quinta era, que por sua vez são prefiguras dos da última era.

Ap. 9, 1-12 - O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu sobre a terra, e foi-lhe dada a chave do poço do abismo. Ela abriu o poço do abismo; e subiu uma fumaça do poço, como fumaça de uma grande fornalha, e escureceu-se o sol e o ar com a fumaça do poço. Da fumaça do poço saíram gafanhotos para a terra, e foi-lhes dado poder, como o poder que tem os escorpiões da terra. Foi-lhes ordenado que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não tem o selo de Deus sobre as suas frontes. Foi-lhes ordenado, não que os matassem, mas que, os atormentassem durante cinco meses; o tormento que causam é como o tormento do escorpião, quando fere um homem. Naqueles dias, os homens buscarão a morte e não a encontrarão; desejarão morrer e a morte fugirá deles.

Os gafanhotos eram parecidos a cavalos aparelhados para a batalha; sobre as suas cabeças (tinham) uma espécie de coroas semelhantes ao ouro, e os seus rostos eram como rostos de homens; tinham os cabelos como os cabelos das mulheres, e os seus dentes eram como os dentes dos leões; tinham couraças como couraças de ferro, e o estrondo das suas asas eram como o estrondo de carros de muitos cavalos que correm ao combate; tinham caudas semelhantes às dos escorpiões, e havia aguilhões nas suas caudas, em que estava o poder de fazer mal aos homens durante cinco meses; tinham sobre si como rei o anjo do abismo, chamado em hebraico Abadon e em grego Exterminador. O primeiro ai já passou, e eis que vem ainda dois ais depois destas coisas.

A grande estrela é o Diabo, e foi-lhe dado a chave do poço do abismo, isto é, do inferno, ao contrário como em um versículo mais adiante deste livro Sagrado onde o Diabo é acorrentado e colocado neste mesmo abismo, para não seduzir as nações. Portanto, a relação é nítida, Satanás seduz as nações na quinta trombeta, com a ajuda de legiões de demônios que escurecem o sol, que é a Igreja neste caso, e poluem o ar, fazendo a vida material ficar impregnada de pecado, como é atualmente a sociedade.

Os gafanhotos não fazem mal às árvores, nem às verduras, porque a vida material se mantém, aliás, aumentam os conhecimentos científicos, a vida fica mais prazerosa, o homem tem maior possibilidade de pecar por pecados da carne. O poder deles é como o do escorpião porque é venenoso, porque o pecado entra na carne e vai tomando conta dela. Os homens sem o selo de Deus são os que não foram escolhidos por Ele, e são também os apóstolos daquele tempo, que virão para servir o Papa Santo.

E tanto vieram para propagarem o pecado que não foram enviados para matar, mas para atormentar o homem durante cinco meses, tempo numerologicamente igual ao da era. Naqueles dias os homens procurarão a morte, isto é, o alívio dos danos materiais, dos danos morais e espirituais, a morte destes mesmos gafanhotos, e não a encontrarão, por causa que foi decretado para ser assim até a vinda da sexta era.

As características dos gafanhotos mostram os tormentos que eles vem trazer: guerras, tirania, desumanidade ou feiúra, luxúria, bestialidade, resistência contra os inimigos deles, ameaças de guerras, veneno do pecado, e tinham como rei Satanás.

13-21 - O sexto anjo tocou a trombeta, e ouvi uma voz (que saía) dos quatro cantos do altar de ouro, que está diante dos olhos de Deus, a qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatros anjos que estão atados no grande rio Eufrates. Então foram desatados os quatro anjos que estavam preparados para a fora, dia, mês e ano, para matarem a terça parte dos homens. O número dos de cavalaria era de duzentos milhões: ouvi dizer o número. Eis como vi na visão os cavalos e os que estavam montados neles: tiham couraças de cor de fogo, de jacinto e de enxofre; as cabeças dos cavalos eram cabeças de leões e da sua boca saía fogo, fumo e enxofre. Por estas três pragas: pelo fogo, fumo e pelo enxofre, que saíam da sua boca, foi morta a terça parte dos homens. O poder dos cavalos estava na sua boca e nas suas caudas, porque as suas caudas assemelhavam-se a serpentes, tinham cabeças e com elas faziam mal.

Os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não fizeram penitência por estas pragas, não fizeram penitênica das obras das suas mãos, de modo a não adorarem os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de madeira, que não podiam ver, nem ouvir, nem andar, e não fizeram penitência dos seus homicídios, nem dos seus malefícios, nem da sua fornicação, nem dos seus frutos.

Agora o Castigo recai sobre os homens diretamente, mas os anjos aparecem para restaurar a Igreja, e eles vem em quatro, isto é, é uma restauração mundial, dos quatro cantos do mundo. Eles estavam atados, pois não podiam ainda concluir a missão deles, e estavam atados no grande Rio Eufrates que vai mais ou menos de Jerusalém até o Oriente segundo a geografia pré-diluviana. Isto significa a conversão da China para a Igreja neste tempo.

Os anjos matarão boa parte dos homens maus, eles virão para influenciar o exército de milhões que combaterão na guerra mundial que é parte do Castigo na sexta era. Três pragas eles levarão pois serão três dias de escuridão para acabar de vez com o Castigo nas nações, e as pragas simbolizam de certo modo este último Castigo. O poder deles saindo parece indicar que significam também os apóstolos que engedraram, junto com o Papa Santo, os castigos para a purificação das nações.

Os outros homens são os que padecerão nos três dias de trevas, ao que tudo indica, pois a purificação será global. São eles exatamente os tipos contemporâneos: satanistas, materialistas, homicidas (o que inclui abortistas, pró-eutanásia, etc), fornicadores, maléficos.

Ap. 11, 15 - O sétimo anjo tocou a trombeta e ouviram-se no céu grandes vozes, que diziam: o reino deste mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos. Amén.

Aqui fica mais claro ainda o significado da trombeta ser de "anunciação" e não de necessariamente de materialização do anúncio na era. Quando chega a sétima era, o anti-Cristo está instalado, então está decretado o fim do mundo em tese para aquela época, que só irá se concluir no fim dela, então o fim do mundo propriamente.