Os títulos especiais dos santos no Reino de Maria ou sexta era. Hipótese Teológica.

Dr.Plinio
Para entender melhor, veja:

A Escritura e os Doutores da Igreja dizem que Elias e Enoch virão no fim dos tempos na época do Anti-Cristo


Hipótese Teológica da divisão das eras da Igreja em parte segundo S.Agostinho e S.Boaventura

Hipótese teológica da vinda no fim do mundo de S.João Evangelista ressurrecto, pela Escritura e os Doutores da Igreja

Artigos sobre: Profecias Católicas 

Extraído do livro "O Príncipe dos Cruzados" (inédito).

Já provamos a vinda do Reino de Maria, agora passamos a hipotetizar sobre os títulos dos santos na sexta era, a deste Reino.

Uma das coisas que se tornará óbvia para os habitantes do Reino de Maria é a divisão da história em seis eras, dadas as interpretações que damos, juntos com o Beato Holzhauser, e a sempre presente tentativa de dividir e interpretar a história conforme a vontade de Deus. Se a obra da criação dos atores dos eventos históricos é uma obra de Deus completada em um ciclo de seis, a obra da sucessão dos eventos históricos deve ser completada em um ciclo de seis, e por misericórdia em sete, dado o descanso final. Assim se sucede pelo princípio de beleza que já falamos. Nosso Senhor Jesus Cristo guia a história, assim como sustenta o mundo. Ela precisa dar testemunho Dele porque a sucessão das ações humanas não tem outra finalidade senão Ele mesmo, e por isso a sucessão das ações humanas em conjunto, no que se chama história, também tem como finalidade o próprio Deus.

Dada esta noção que será bem clara no Reino de Maria, visto o alcance espiritual que terão as pessoas neste tempo, fica evidente que haverá de ter algum tipo de divisão e interpretação da história conforme a ação Divina. E a melhor, cremos, é a nossa, que compila tudo que há de bom nas opiniões dos outros Santos, Beatos, teólogos, e tem a ajuda do tempo (grande mestre), e é tradicionalista, a verdadeira posição católica. Não acreditamos que a nossa é a única, ou a mais perfeita até agora, tanto que poderá surgir uma justificação melhor da questão das eras do mundo. Até lá, ficamos com esta opinião.

Assim, pensamos ser coerente e interessante a Igreja no Reino de Maria exaltar esta opinião que é o resultado e compilação de opiniões que foram sendo debatidas durante séculos. De fato, se pararmos para avaliar algumas das ações da Igreja nesta era cristã, e a história da era antiga, vemos categorias de santos e homens proeminentes se destacarem nas eras de modo que cada uma delas poderia ser dita deles no sentido caracterizante.

A primeira era antiga veio de Adão até Noé, e caracteriza-se pelo fato de que sobrou um somente os que estavam na Arca de Noé para darem continuidade a toda posterioridade. Tal Arca, já interpretava S.Agostinho, era a figura da Igreja. Assim, também os Apóstolos foram o príncipio de toda pregação Evangélica do Reino de Deus e não veio de outra fonte a linhagem da Igreja, assim como a linhagem dos Patriarcas tem de vir de Noé. Outro sobreviveu nesta era, o patriarca Enoch, o qual mostramos em outro artigo, voltará no fim do mundo com Elias. De igual modo podemos pensar que um dentre os apóstolos, espelhando Enoch, também foi arrebatado para voltar no fim, conforme pensamos que aconteceu com S.João Evangelista, embora este tenha morrido e ressuscitado. Falamos sobre isso em artigo anterior.

A segunda era antiga deixou marcado em todos Patriarcas antes de Moisés, quando a época termina, a confusão das línguas, e pouco vestígio se tem de como era antes, assim como pouco vestígio se tem da segunda era cristã, tempo fortemente dominada por virtudes heróicas de mártires. Nesta era houve a destruição de Jerusalém, e nada mais sobrou da antiga aliança. De igual modo ficou evidente neste tempo a entrada dos pagãos nos desígnios de Deus, que são justificados pela fé, assim como Abraão no tempo antigo foi justificado pela fé, e não pela circuncisão. 

A terceira era antiga lembra claramente, com Moisés e a Lei, os fundamentos da aliança com Deus em letras, do modo como fizeram os Padres da Igreja com seus trabalhos monumentais de apologéticas, e também o Concílio de Nicéia, que lembrou qual era o Credo dos cristãos. Em ambas as eras passam a ter poder temporal o povo de Deus, seja com a terra prometida, seja com a conversão de imperadores e reis.

A quarta era foi marcada pela sapiência, seja com os Juízes e os Reis antigos, seja com os Doutores da Igreja, a Escolástica. Em ambas elas floresceu o povo de Deus com poder tempora, glória, e santidade. Mas no final de ambas começou a decadência.

A quinta era abre a decadência que iria levar o povo Israelita antigo para o exílio e domínio pelos pagãos, os estranhos, assim como na quinta era cristã cada vez mais. O templo foi restaurado, houveram inúmeras reações, e pelos católicos também destacamos o Concílio de Trento e o Concílio Vaticano I. Os esforços, apesar de louváveis, não conseguiram tirar impedir que no final da quinta era o povo judeu estivesse nas mãos dos Romanos, e atualmente, o povo cristão vivesse em um Império Mundial de impureza, de neo-paganismo, sem já a glória de outrora. Ambas esperavam um escolhido, que para a antiga época era o próprio Deus, vindo de Casta Real, e para a nossa época, um Rei também, mas ao mesmo tempo um grande Papa, para terminar a crise na Igreja, assim como então a sinagoga era corrrupta, e Caifás não tinha sequer direito de nascimento para ser sumo sacerdote. Em ambos os tempos florescem os profetas, culminando com S.João Batista para a era antiga. Nunca também a Cristandade teve tantos avisos proféticos de diversos santos e beatos, sem mencionar as aparições importantíssimas de Nossa Senhora. Em conclusão, esta era, ainda que no campo intelectual tenah suscitado novos Doutores da Igreja, precisa dar a alguns deles e também a outros que não o são, o título de profeta, por motivo de justiça, como falamos.

A sexta era vem de um modo peculiar na nossa interpretação por espelhamento, porque ela representa a primeira era cristã de certo modo também, por causa que a sexta era começa com Nosso Senhor Jesus Cristo. No entanto o sentido é diferente, aqui os apóstolos significam o ápice da proximidade com Ele, e de modo análogo, os santos característicos deste tempo representariam o ápice da elevação da mente a Deus, Divina Sapiência. Também esta era é caracterizada por ser o auge da civilização Cristã na terra, mais do que foi a Idade Média, e por isso é chamada de Reino de Maria. Assim como em um Reino tem príncipes, assim o Reino de Maria, sendo o conjunto do temporal com o espiritual da época, terá seus príncipes, isto é, seus santos mais destacados. E o primeiro deles, não por viver nesta era, mas por viver em desejo, é o príncipe dos cruzados, o Dr.Plinio Corrêa de Oliveira, o qual mostramos em outros artigos ser profeta e cruzado moderno. Outros santos com títulos interessantes podem surgir: o príncipe seráfico, o príncipe querúbico, o príncipe tronorífico, o príncipe angélico, etc. É importante notar que nenhum outro santo poderia ter o título de Dr.Plinio, tanto porque o Reino de Maria não precisará de cruzadas, tanto porque a última e mais importante cruzada da Igreja foi a que ocorreu na quinta era, e deixar o título unicamente ao Dr.Plinio, é deixar evidente sua primazia na batalha temporal que foi a quinta era, e a importância dela na consumação da vitória na sexta.

A sétima casta de santos não existe porque no sétimo dia Deus descansou de toda obra, isto é, em seis elas se completaram. Outro motivo para isso é que, sendo ela marcada pelo advento do anti-Cristo, haveria, como mostramos antes, a necessidade da vinda de Elias, Enoch e S.João Evangelista, e eles serão os santos característicos dessa era.

Resumo esquemático:

Era - Cristã - Relação com a Antiga

Primeira: Santos Apóstolos - A arca, origem de toda posteridade 
Segunda: Santos Mártires - A torre de babel deixou poucos vestígios do que era, confirmas-e a aliança com Abraão, que foi justificado pela fé, isto é, semelhante aos pagãos santos depois dos apóstolos 
Terceira: Padres da Igreja - O fundamento escrito com Moisés
Quarta: Doutores da Igreja - A sapiência dos Reis e Juízes
Quinta: Doutores-Profetas da Igreja - A continuidade da sapiência nos profetas antigos
Sexta: Príncipes da Igreja - O ápice da proximidade com Cristo