Plinio Corrêa de Oliveira: breve biografia

Continuação da série de artigos sobre Plinio Corrêa de Oliveira:

Plinio Corrêa de Oliveira: breve biografia


Plinio Corrêa de Oliveira: resumo da ação contra-revolucionária profética de 1928-42

Plinio Corrêa de Oliveira: resumo da ação contra-revolucionária profética de 1943-65

Plinio Corrêa de Oliveira: resumo da ação contra-revolucionária profética de 1966-77

Plinio Corrêa de Oliveira: resumo da ação contra-revolucionária profética de 1978-95

Plinio Corrêa de Oliveira: seu legado, relação das suas obras, elite intelectual e campanhas da TFP feitas com ele em vida

Plinio Corrêa de Oliveira (São Paulo, 13 de Dezembro de 1908 - São Paulo, 3 de Outubro de 1995) foi um líder intelectual católico brasileiro. As funções mais notáveis que exerceu foram a de advogado, professor catedrático de História na PUC-SP, Deputado mais votado na Constituinte de 1932, jornalista, líder Congregado Mariano, fundador da Ação Universitária Católica (AUC) na Faculdade de Direito de São Paulo, fundador do Mensário "Catolicismo", presidente da Junta Arquidiocesana da Ação Católica, Prior Carmelita Terceiro, teólogo e filósofo. É mais conhecido por ser o principal fundador e primeiro presidente do Conselho Nacional da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, da Família, e da Propriedade (TFP), entidade que no seu falecimento tinha mais de 1500 membros efetivos sem contar simpatizantes e havia inspirado a criação de TFP's em mais de 26 países nos cinco continentes, na maioria das vezes por membros originários do Brasil e sob a direção intelectual do presidente. Iniciou seu ativismo católico em 1928 nas Congregações Marianas, e morreu 67 anos depois, ficando conhecido como o "Cruzado do Século XX".

Autor de 14 livros com a totalidade ultrapassando a faixa de milhões de cópias vendidas, e tradução para mais de 10 idomas. Escreveu para os jornais "O Legionário", "Catolicismo" e "Folha de S.Paulo" somando milhares de artigos. Recebeu elogios do Papa Pio XII e Paulo VI [1], dos Cardeais Stickler [2], Oddi [3], Ciappi O.P. [4], Brandmuller [5], Burke [6], dos teólogos Pe. Anastasio Gutiérrez C.M.F. [7], Pe.Victorino Rodriguez y Rodriguez [8], Pe.Antonio Royo Marín [9], do Pe.Kaus Gorges [10], fundador da FSSP, e do historiador Roberto de Mattei, que escreveu uma biografia sobre ele.

Dr.Plinio, como é conhecido pela formalidade antiga para catedráticos e advogados, é primo de Adolpho Lindenberg, conhecido engenheiro criador da famosa Construtora paulista que leva seu sobrenome. Dr.Adolpho o considerou a vida toda um diretor espiritual [11], tendo desde o início pertencido a TFP. Outros membros destacados que foram da Associação em vida de Plinio são: Dom Luíz de Orleans e Bragança, o Chefe da Casa Imperial Brasileira, e seu irmão Dom Bertrand de Orleans e Bragança.

Família

Plinio Corrêa de Oliveira, ou Dr.Plinio, como é conhecido, nasceu em um domingo, dia 13 de Dezembro de 1908, de duas notáveis estirpes brasileiras. 
Pais de Plinio Corrêa de Oliveira

Do lado paterno a nobre família Corrêa de Oliveira, de senhores de Engenho, em Pernambuco, descendente de heróis da guerra contra o herege holandês. Entre os membros desta, que tiveram destacada participação na vida pública, o Conselheiro João Alfredo Corrêa de Oliveira, Senador vitalício do Império e membro, também vitalício, do Conselho de Estado. Conferiu-lhe verdadeira celebridade o fato de, como Primeiro-Ministro, haver promulgado, com a Princesa Isabel, na ocasião Regente do Império, a Lei de libertação dos escravos, cognominada “Lei Áurea”, de 13 de Maio de 1888. Proclamada a república por um golpe militar em 1889, João Alfredo presidiu por longos anos, como pessoa de confiança da Princesa “Redentora”, então exilada em França, o Diretório Monárquico. Este homem de Estado, um dos mais célebres do Brasil, teve por irmão o senhor do engenho de Uruaé, Leodegário Corrêa de Oliveira, do qual é neto Dr.Plinio.

Do lado materno, os Ribeiro dos Santos, pertencia à tradicional classe dos paulistas ditos de “quatrocentos anos”, isto é, provenientes dos fundadores ou primeiros moradores da cidade de São Paulo, contando-se, entre os seus ascendentes, vários famosos bandeirantes. Entre os antepassados maternos de Plinio Corrêa de Oliveira destacou-se, durante o reinado do Imperador D. Pedro II, o Professor Gabriel José Rodrigues dos Santos, catedrático da já então famosa Faculdade de Direito de São Paulo, advogado, orador de grandes dotes e deputado, primeiramente a nível provincial e mais tarde a nível nacional. Nestas funções, logo adquiriu ele merecido realce. A morte arrebatou-o prematuramente [12].

Lucília Ribeiro dos Santos, mãe de Plínio, nasceu em Pirassununga, São Paulo, a 22 de Abril de 1876, sendo a segunda de cinco filhos. A sua infância transcorreu num ambiente doméstico tranquilo e aristocrático, iluminado pela figura dos pais António (1848-1909), um dos melhores advogados de São Paulo naquela época, e Gabriela (1852 1934). Em 1893, a família transferira-se para São Paulo, residindo num palacete no bairro dos Campos Elíseos. Aqui, com trinta anos de idade, Lucília conhecera e desposara o advogado João Paulo Corrêa de Oliveira, oriundo de Pernambuco, no Nordeste brasileiro e que se mudara para São Paulo, talvez por sugestão do tio, o Conselheiro João Alfredo [13].
Dona Lucília mais idosa

Quando esperava o nascimento de Plinio, o médico anunciou a Dona Lucília que o parto iria ser arriscado e que provavelmente ela ou o menino morreriam. Perguntou-lhe se não preferiria que lhe praticassem o aborto, para não arriscar a própria vida. Dona Lucília de modo tranquilo, mas firme, respondeu: "Doutor, esta não é uma pergunta que se faça a uma mãe! O Sr. nem deveria sequer tê-la cogitado!" [14]. Este fato é contado em uma biografia escrita em 1995 e reedita em 2011 com supressão de algumas cartas [15]. A primeira edição deste livro contém um prefácio do famoso teólogo Pe. Antonio Royo Marín O.P. que caracteriza a mãe de Plinio, dando uma noção do ambiente em que ele foi criado: "Trata-se, como escreve este último, de uma autêntica e completíssima Vida de Dona Lucília, que pode equiparar-se às melhores `Vidas dos Santos' aparecidas até hoje no mundo inteiro" [16].

-Morte


Plinio Corrêa de Oliveira veio a falecer no dia 3 de Outubro de 1995, festa de S. Teresinha de Jesus pelo antigo calendário litúrgico, uma santa que ele tinha especial devoção, e já tinha recebido graças. Para alguns na TFP o dia foi escolhido pela providência, porque a mesma Santa ficou conhecida só após a morte, e assim esperam os discípulos de Dr.Plinio que ele ficasse conhecido, muito mais do que foi, após seu falecimento.


Velório
------------------------------------------------------------
Fontes:
[1] Prefácio ao livro "Em Defesa da Ação Católica", 1943, de Plinio Corrêa de Oliveira. A carta foi escrita em nome de Pio XII pelo seu secretário J.B.Montini, que depois veio a ser Paulo VI. Dr.Plinio comenta que depois ao encontrá-lo no Vaticano, o Mons.Montini disse que compartilhava da mesma opinião do Papa.
[2] Prefácio ao livro Plinio Corrêa de Oliveira: O Cruzado do Século XX
[3] http://www.pliniocorreadeoliveira.info/CE-19939210.asp
[4] http://www.pliniocorreadeoliveira.info/CE-19930218.asp
[5] http://ipco.org.br/ipco/noticias/autor-de-biografia-sobre-plinio-correa-de-oliveira-em-alemao-recebe-cartas-de-personalidades-eclesiasticas#.VPLuDy72PIU 
[6] http://ipco.org.br/ipco/noticias/plinio-correa-de-oliveira-um-modelo-para-nos-nestes-tempos-dificeis-na-vida-da-igreja-afirma-cardeal-burke#.VPLuBy72PIU 
[7] http://www.pliniocorreadeoliveira.info/CE-19930908.asp
[8] http://www.pliniocorreadeoliveira.info/ES_19840717_CartaPeVictorinoRodriguezRCR.htm
[9] http://www.pliniocorreadeoliveira.info/ES_CartaRoyoMarin_20-7-1995.htm
[10] http://ipco.org.br/ipco/noticias/fundador-da-fraternidade-sacerdotal-sao-pedro-elogia-biografia-alema-sobre-plinio-correa-de-oliveira#.VPLuHy72PIU
[11] Abertura do Centenário de Plinio Corrêa de Oliveira no dia 14 de Dezembro de 2008, auditório do Hotel Renaissance em São Paulo, Capital. Disponível: https://www.youtube.com/watch?v=F7vw9oJDNhY
[12] Prefácio à obra Nobreza e elites tradicionais análogas nas alocuções de Pio XII ao Patriciado e à Nobreza romana, 1993, escrito por Dom Luíz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial Brasileira e discípulo de Dr.Plinio
[13] Plinio Corrêa de Oliveira: O Cruzado do Século XX, Roberto de Mattei, Cap.I, item 4
[14] J. S. CLÁ DIAS, "Dona Lucília", Artpress, 1995, vol. I, p. 123.
[15] Um exemplo é a Carta de Outubro, 1962 para D. Lucilia, na qual Dr.Plinio critica o Concílio Vaticano II, na primeira edição, vol.III, p. 117, e uma parte da carta mostrada no vol.III, cap.XIV, pg.120 da primeira edição, na qual Dr.Plinio criticava o clergyman eclesiástico.
[16] ibid., p. 11.