O livro do Apocalipse fala do Castigo Mundial na quinta e na sexta era (parte 2)

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Continuação do artigo: O livro do Apocalipse fala do Castigo Mundial na quinta e na sexta era

Ap. 16, 1-2 - Ouvi uma grande voz (que saía) do templo, a qual dizia aos sete anjos: ide e derramai sobre a terra as sete taças da ira de Deus. Foi o primeiro e derramou a sua taça sobre a terra, e formou-se uma úlcera cruel e maligna nos homens que tinham o sinal da besta, e naqueles que adoraram a sua imagem.

Nesta parte vemos as sete taças com as sete pragas levadas pelos sete anjos. A primeira é derramada sobre a terra, isto é, o templo judaico com a abominação da desolação como mostramos acima, e vieram os castigos sobre os judeus, pois como conta o historiador Eusébio de Cesaréia, depois da morte de Nosso Senhor, várias calamidades assolavam o povo, em geral por parte dos governadores romanos, até o Castigo final na destruição de Jerusalém. A besta simboliza aqueles que não adoraram Nosso Senhor, e ficaram com o sinal da besta quando apoiaram a morte Dele. A besta é de certo modo, o César: "não temos outro rei a não ser César".

3 - O segundo anjo derramou a sua taça sobre o mar e converteu-se em sangue como de um corpo morto e morreu no mar todo o ser vivo.

O simbolismo é idêntico ao do anjo da segunda trombeta, com a diferença de que agora morrem todos os seres vivos no mar. Isto porque já não é o anúncio, mas o cumprimento, e também há uma relação muito próxima entre as duas profecias por causa que o anúncio da destruição, embora feito por Nosso Senhor bem antes, vem ser decretado materialmente pouco antes do cumprimento, com a sitiação da cidade por Tito.

4-7 - O terceiro anjo derramou a sua taça sobre os rios e sobre as fontes das águas, e converteram-se estas em sangue. Ouvi o anjo das águas, que dizia: Justo és, Senhor, que és e que eras, tu o Santo que isto julgaste; porque eles derramaram o sangue dos santos e dos profetas, deste-lhes também a beber sangue, pois assim o merecem. Ouvi outro que dizia do altar: Sim, certamente, Senhor onipotente, (são) verdadeiros e justos os teus juízos.

Novamente, há uma relação com a profecia da trombeta, e aqui mostra como morreram os "santos", isto é, os católicos, e os "profetas", os santos católicos verdadeiramente. Os "santos" na Sagrada Escritura significam em geral os fiéis da Igreja.

8-9 - O quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol e foi-lhe dado (poder de) afligir os homens com ardor e fogo. Os homens abrasaram-se com um grande calor e blasfemaram do nome de Deus, que tem poder sobre estas pragas, e não se arrependeram para lhe dar glória.

O sol é o único mencionado dos astros da profecia da trombeta, por causa que é o Sol o principal chagado pela praga, é o fim do império Romano, e começo da Idade média. Toda a destruição do império serviu de Castigo para os homens que antes confiavam nestas coisas invés de confiar na Santa Igreja.

10-11 - O quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, e o reino dela tornou-se tenebroso, e (os homens) mordiam a língua com a dor, e blasfemaram do Deus do céu pro causa das suas dores e ulceras, e não se arrependeram das suas obras.

O trono da besta indica que há um império dela, a cidade do demônio. Tornou-se tenebroso, mais do que era, e sofreram todos os que estavam sob ela, isto é, toda a terra, por causa das revoluções ocorridas neste tempo. Ora, há de ser toda a terra porque não só vemos pela evidência, dado que vivemos nesta era, como não poderia S.João mencionar uma praga no império da besta se não fosse tão importante no decurso da história esta mesma praga, se fosse um ou outro reino ou nação pequena governada por gente inimiga da santa religião. E as dores e ulceras são evidências para um Castigo que não só é de revoluções na época, mas um castigo moral. Esta é a era da tirania, do abandono, lembrando a primeira praga da primera taça, por causa que semelhante coisa é a destruição de Jerusalém para o Castigo Mundial vindouro, e assim semelhantes são as prévias até o tempo próprio da parte final deste Castigo (engendrado pelo Papa Santo). Estas prévias são, em si, já parte do Castigo.

12-16 - O sexto anjo derramou a sua taça sobre aquele grande rio Eufrates, e secaram-se as suas águas, a fim de se abrir caminho aos reis do oriente.

Vi sair da boca do dragão, da boca da besta, e da boca do falso profeta, três espíritos imundos semelhantes a rãs, que são espíritos de demônios, que fazem prodígios, e que vão aos reis de toda a terra, a fim de os juntar para a batalha no grande dia do Deus onipotente. Eis que venho como um ladrão (diz o Senhor). Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu e não vejam a sua vergonha. Eles o juntou num lugar que, em hebraico, se chama Armagedon.

A conversão da China na vinda dos reis do oriente é clara no começo, como expusemos antes. Em seguida os três espíritos imundos parecem ser os contrários dos três apóstolos principais da restauração da Igreja, que se consumirá nesta época. Um é um dragão, pois expele fogo em oposição ao 'S.Elias da sexta era", o Papa Santo, outro é uma besta, pois tem um trono como o Grande Monarca, e outro o falso-profeta, porque se opõe ao Grande General, que terá missão profética dada pelo Papa Santo.

Estes espíritos juntam os reis da terra para a guerra que purificará toda a terra. E Nosso Senhor ajunta que vem como ladrão, criticando a pouca vergonha, a luxúria que o Papa Santo com seus apóstolos condenarão e batalharão para extirpar do mundo.

17-21 - O sétimo anjo derramou a sua taça pelo ar, e saiu uma grande voz do templo (vindo) do trono, que dizia: está feito. Seguiram-se relâmpagos, vozes e trovões, e houve um grande terremoto, tão grande que nunca houve outro igual desde que existiram homens sobre a terra. A grande cidade foi dividida em três partes, e as cidades das nações caíram; e Babilônia, a grande, foi recordada por Deus, para lhe dar a beber o cálice do vinho da indignação da sua ira. Todas as ilhas fugiram e os montes não foram achados. Caiu do céu sobre os homens uma grande chuva de pedras, como do peso de um talento. Os homens blasfemaram de Deus, por causa da praga da pedra, porque foi grande em extremo.

Está feito, "está consumado", acabou a praga final sobre a terra, e vem agora o juízo final. Os tremores de terra, do ar, da luz, tudo foi de tal modo como nunca antes, porque o mundo entrou em transformação, porque será mudado, e começou a chuva de fogo, porque a natureza "se rebelou" contra os pecados. Assim as ilhas se moveram e os montes também. As cidades das nações caíram porque toda cidade, todo o mundo, foi abalado e destruído, para então ser renovado por Nosso Senhor. Ora, a chuva de pedras parece indicar a chuva de fogo, que virá como uma chuva de metoros em fogo ao que parece indicar o versículo.