Casamento da Sagrada Família no pincel de Rafael. Repare-se no pretendente à direita quebrando seu Lírio que não havia florescido, conforme tradição.
Sagrada Família, rogai por nós!
Extraído de: O Príncipe dos Cruzados (volume II, 3a edição).
Sumário
1. Idade ideal para casar a ambos os sexos
1.1. Pe. Cornélio a Lapide, S.J. citando Escritura e antigos
1.2. Tradição Católica sobre a diferença etária do casamento mais perfeito da história
1.3. Outras razões para esse costume social
1.4. Respondendo objeções
2. Cultivo do casamento virtuosamente arranjado
1.4. Respondendo objeções
2. Cultivo do casamento virtuosamente arranjado
2.1. Pe. Cornélio a Lapide, S.J. citando Escritura e antigos
2.4. Respondendo objeções
2.2. Tradição Católica sobre casamento arranjado virtuoso no casamento mais perfeito que já houve
2.3. Outras razões2.4. Respondendo objeções
3. Repúdio social da mulher deflorada e fidelidade de ambos via:
3.1. Guarda da castidade em compilados deste volume contra a impureza: ficar a sós com o sexo oposto, pecado nos toques e beijos, amizades impuras, imodéstia nas roupas, etc.
3.2. Valorização social da mulher em casa, seja dos pais, seja do marido: Cornélio a Lapide, S.J. cita Escritura, santos e antigos
3.3. Repúdio mais incisivo às espécies de sodomia, pecado mais grave do que perder a virgindade: compilado deste volume sobre sodomia
3.4. Estímulo ao repúdio da mulher sensualmente imaginativa (mais comum em deflorada ou de experiência sodomítica passada): a imaginação tende a moldar futuros filhos segundo Cornélio a Lapide, S.J. (e refutação da chamada telegonia)
3.5. Valorização social da virgindade, antes o maior poder de uma mulher para um bom casamento
3.6. Forte estímulo para evitar o adultério: o mau gênio dos filhos ilegítimos é punição aos pais, segundo Cornélio a Lapide, S.J. com Escritura e antigos
3.6.1. Caso novo e mais grave de filho adultério: o filho antinatural criado em laboratório, tal como se faz para emprenhar vaca no campo
4. Como a ginocracia feminista atual paradoxalmente incentiva a volta ao modelo de casamento virtuosamente arranjado na idade ideal e ao apreço à virgindade formal
5. Como escolher esposa segundo Cornélio a Lapide, S.J. ao comentar a Escritura e citando antigos: I. sem memórias e imaginações luxuriosas, II. sem vícios diversos, III. beleza física como fator secundário, mas justo, IV. Mulher briguenta e descontrolada, V. Com seis harmonias com o marido: Religião e piedade, Obediência e adaptação aos modos do marido, Mesmo nível ou procura do mesmo nível social e de nobreza, Harmonia amorosa ao marido (amar e rejeitar as mesmas coisas), Mulher moderadora de excessos e apaziguadora de ira e paixões desmedidas, Criadora de paz e concórdia familiar.
3.1. Guarda da castidade em compilados deste volume contra a impureza: ficar a sós com o sexo oposto, pecado nos toques e beijos, amizades impuras, imodéstia nas roupas, etc.
3.2. Valorização social da mulher em casa, seja dos pais, seja do marido: Cornélio a Lapide, S.J. cita Escritura, santos e antigos
3.3. Repúdio mais incisivo às espécies de sodomia, pecado mais grave do que perder a virgindade: compilado deste volume sobre sodomia
3.4. Estímulo ao repúdio da mulher sensualmente imaginativa (mais comum em deflorada ou de experiência sodomítica passada): a imaginação tende a moldar futuros filhos segundo Cornélio a Lapide, S.J. (e refutação da chamada telegonia)
3.5. Valorização social da virgindade, antes o maior poder de uma mulher para um bom casamento
3.6. Forte estímulo para evitar o adultério: o mau gênio dos filhos ilegítimos é punição aos pais, segundo Cornélio a Lapide, S.J. com Escritura e antigos
3.6.1. Caso novo e mais grave de filho adultério: o filho antinatural criado em laboratório, tal como se faz para emprenhar vaca no campo
4. Como a ginocracia feminista atual paradoxalmente incentiva a volta ao modelo de casamento virtuosamente arranjado na idade ideal e ao apreço à virgindade formal
5. Como escolher esposa segundo Cornélio a Lapide, S.J. ao comentar a Escritura e citando antigos: I. sem memórias e imaginações luxuriosas, II. sem vícios diversos, III. beleza física como fator secundário, mas justo, IV. Mulher briguenta e descontrolada, V. Com seis harmonias com o marido: Religião e piedade, Obediência e adaptação aos modos do marido, Mesmo nível ou procura do mesmo nível social e de nobreza, Harmonia amorosa ao marido (amar e rejeitar as mesmas coisas), Mulher moderadora de excessos e apaziguadora de ira e paixões desmedidas, Criadora de paz e concórdia familiar.
1. Idade ideal para casar a ambos os sexos
Comentário ao Eclesiástico XXVII, 7:
"Hesíodo, no Livro II de «Trabalhos e Dias», estabeleceu o trigésimo ano para o homem e o décimo quinto para a mulher como a idade para o casamento. Sólon, segundo Filo no Livro II de «Sobre a Criação do Mundo», designou o quinto período de sete anos, ou seja, os 35 anos, para o casamento. Platão, no Livro VI de «A República», afirma: «Que a idade para o casamento de uma moça seja entre os dezesseis e os vinte anos, e que esse seja o período máximo para esse fim; para um homem, entre os trinta e os trinta e cinco anos.» » Veja-se Aristóteles, Livro VII de «A Política», capítulo 16, onde recomenda que as mulheres sejam dadas em casamento aos 18 anos e os homens aos 36, porque um homem pode gerar filhos até aos 70 anos e uma mulher até aos 50. Veja também Tiraquellus, «De legibus connubialibus (1513)» 6" [1].
1.2. Tradição Católica sobre a diferença etária do casamento mais perfeito da história
Notoriamente é tradição católica que Nossa Senhora casou com 17 anos ou menos e que S. José, seu castíssimo esposo nobre e operário, com mais de 30 e menos de 40. Certa tradição oriental nega que isso seja assim por, no fundo, não acreditarem na magna castidade do pai putativo de Deus Filho.
Isso só corrobora a diferença de idade ideal para cada noivo e noiva já mencionada pelo Pe. Cornélio: por volta de 35 e 18, respectivamente, ao homem e à mulher.
1.3. Outras razões para esse costume social
Várias razões, além das biológicas e teológicas já fornecidas, podem ser enumeradas para justificar o costume social de haver casamento durante ou antes dos 18 para a mulher e tarde (por volta dos 35) ao homem:
Maior felicidade no casamento via submissão feminina na tenra idade quando da admiração dos exemplos de casa se passa à admiração do marido: pouco exposta ao mundo, sob exemplo dos pais ou outros que a sustentam e guiam, quando a jovem os admira, se deixa guiar e os reverencia por isso, ela tende a transferir essa admiração ao futuro marido. Assim, tende a ser mais submissa, isto é, mais dada a estar sob a missão do marido e, assim, o casamento é mais feliz e a sociedade tende a ser mais beneficiada com isso.
Maior felicidade no casamento via submissão feminina na tenra idade, mesmo sem exemplos próximos, se ela cultiva esse costume social: na juventude a mulher foi, pelo próprio tempo passado, menos exposta a imaginações, emoções, modas, enfim, ao inimigo do homem chamado mundo. Sabendo disso e cultivando o costume social do casamento cedo, a mulher prudente prefere segurança em homem com as virtudes e condições financeiras para casar. Para a mulher de fé, bastam artigos como este e exemplos dos santos para buscar cedo casamento.
Evita proliferação de mães solteiras e mulheres sem maridos que queriam ter tido filhos: a mulher imprudente, quando jovem, pode levar a vida como se fora independente e não raramente buscar "segurança" irracionalmente manifestada na preferência pelo homem inadequado para casamento, porém, rico, desejado, cheio de atributos da moda, etc. Isso tende a gerar mães solteiras, mulheres velhas rancorosas com o passado, filhos com poucas qualidades, senão viciosos como seus pais, etc. Dependendo da configuração da seguridade social, tal realidade onera os cofres públicos também.
Vocação feminina predominante realizada e repressão da libertinagem masculina: se socialmente generalizada a noção de idade ideal cedo de casamento para a mulher, não só a maioria das mulheres são mais úteis à sociedade, como também muitos homens sem honra são coibidos de aproveitar libidinosamente dessas mulheres solteiras. Ademais, como se verá aqui, a prole de pais viciosos tende a gerar prole similar e todos os problemas sociais decorrentes disso.
Conjunturas sociais e legais feministas: a profusão de leis no século XXI, oriundas de longas décadas de cultura contrária aos papéis femininos tradicionais, tendem a prejudicar a presunção de inocência masculina ou até a favorecer, dependendo do país e da prática jurídica, um divórcio por qualquer razão, até mesmo quando houve desejo de fugir com o amante e obrigar o marido a ficar sem casa e sem filhos. Para saber a relação disso com a mulher mais velha, basta somar esses riscos com o que diz Cornélio a Lapide ao comentar Eclo XXV, 29 (Vulgata latina: mulieris ira et inreverentia et confusio magna): "o vício da mulher é a ira, e dela decorrem a impaciência, a precipitação e a fúria. Pois, por meio da irascibilidade, elas são levadas a ações vergonhosas e desonrosas. Daí S. Crisóstomo, em sua Homilia sobre a Decapitação de São João: “A mulher”, diz ele, “quando se sente ofendida, enlouquece” [2]. Se numa moça muito jovem geralmente tal afeto desordenado está menos presente como a experiência revela, esse risco das conjunturas sociais e legais é menor.
Conjunturas econômicas e amadurecimento aos homens sem prévia bússola moral: a idade média de 35 para o casamento preserva e molda o homem ao amadurecimento moral quando não possuía exemplos morais antes, bem como é mais provável haver condição financeira e profissional suficiente para prover uma família em casos de apuros financeiros. Durante o tempo transcorrido até arranjar casamento com o pai de uma moça virtuosa, o homem deve adquirir o mérito da castidade e sua poupança deve ajudar boas obras.
1.4. Respondendo objeções
Objeção 1: é melhor casar do que se abrasar como diz S. Paulo, ou seja, não há idade ideal. Isso se verifica também quando, mais velha, por outras circunstâncias diversas, a mulher encontra dificuldades para casar. O mesmo se diga de quem se converte e quer casar tarde. Uma sinceramente convertida nunca poderá casar assim.
Resp. à 1: há exemplos de santidade em casamento em diversas idades. A existência de idade ideal não significa que as outras idades são inadequadas para haver casamento santo e prole santa. Ademais, uma vida pregressa na luxúria pode ser emendada na dedicação à comunidade, seja na vida religiosa ou não. Afinal, sempre haverá mais gente nova sem formação do que nova gente precisando de formação. É a falta de formação das pessoas adultas que gera a decadência das gerações mais novas.
Obj. 2: uma mulher pode ter uma vocação profissional genuína que se verifica na sua entrega de serviço à comunidade.
Resp. à 2: a vocação profissional genuína pode ser exceção, porém, não uma regra como quer o feminismo e seus meios de pressão via propaganda, entretenimento, artes, etc.
Notoriamente é tradição católica que Nossa Senhora casou com 17 anos ou menos e que S. José, seu castíssimo esposo nobre e operário, com mais de 30 e menos de 40. Certa tradição oriental nega que isso seja assim por, no fundo, não acreditarem na magna castidade do pai putativo de Deus Filho.
Isso só corrobora a diferença de idade ideal para cada noivo e noiva já mencionada pelo Pe. Cornélio: por volta de 35 e 18, respectivamente, ao homem e à mulher.
1.3. Outras razões para esse costume social
Várias razões, além das biológicas e teológicas já fornecidas, podem ser enumeradas para justificar o costume social de haver casamento durante ou antes dos 18 para a mulher e tarde (por volta dos 35) ao homem:
Maior felicidade no casamento via submissão feminina na tenra idade quando da admiração dos exemplos de casa se passa à admiração do marido: pouco exposta ao mundo, sob exemplo dos pais ou outros que a sustentam e guiam, quando a jovem os admira, se deixa guiar e os reverencia por isso, ela tende a transferir essa admiração ao futuro marido. Assim, tende a ser mais submissa, isto é, mais dada a estar sob a missão do marido e, assim, o casamento é mais feliz e a sociedade tende a ser mais beneficiada com isso.
Maior felicidade no casamento via submissão feminina na tenra idade, mesmo sem exemplos próximos, se ela cultiva esse costume social: na juventude a mulher foi, pelo próprio tempo passado, menos exposta a imaginações, emoções, modas, enfim, ao inimigo do homem chamado mundo. Sabendo disso e cultivando o costume social do casamento cedo, a mulher prudente prefere segurança em homem com as virtudes e condições financeiras para casar. Para a mulher de fé, bastam artigos como este e exemplos dos santos para buscar cedo casamento.
Evita proliferação de mães solteiras e mulheres sem maridos que queriam ter tido filhos: a mulher imprudente, quando jovem, pode levar a vida como se fora independente e não raramente buscar "segurança" irracionalmente manifestada na preferência pelo homem inadequado para casamento, porém, rico, desejado, cheio de atributos da moda, etc. Isso tende a gerar mães solteiras, mulheres velhas rancorosas com o passado, filhos com poucas qualidades, senão viciosos como seus pais, etc. Dependendo da configuração da seguridade social, tal realidade onera os cofres públicos também.
Vocação feminina predominante realizada e repressão da libertinagem masculina: se socialmente generalizada a noção de idade ideal cedo de casamento para a mulher, não só a maioria das mulheres são mais úteis à sociedade, como também muitos homens sem honra são coibidos de aproveitar libidinosamente dessas mulheres solteiras. Ademais, como se verá aqui, a prole de pais viciosos tende a gerar prole similar e todos os problemas sociais decorrentes disso.
Conjunturas sociais e legais feministas: a profusão de leis no século XXI, oriundas de longas décadas de cultura contrária aos papéis femininos tradicionais, tendem a prejudicar a presunção de inocência masculina ou até a favorecer, dependendo do país e da prática jurídica, um divórcio por qualquer razão, até mesmo quando houve desejo de fugir com o amante e obrigar o marido a ficar sem casa e sem filhos. Para saber a relação disso com a mulher mais velha, basta somar esses riscos com o que diz Cornélio a Lapide ao comentar Eclo XXV, 29 (Vulgata latina: mulieris ira et inreverentia et confusio magna): "o vício da mulher é a ira, e dela decorrem a impaciência, a precipitação e a fúria. Pois, por meio da irascibilidade, elas são levadas a ações vergonhosas e desonrosas. Daí S. Crisóstomo, em sua Homilia sobre a Decapitação de São João: “A mulher”, diz ele, “quando se sente ofendida, enlouquece” [2]. Se numa moça muito jovem geralmente tal afeto desordenado está menos presente como a experiência revela, esse risco das conjunturas sociais e legais é menor.
Conjunturas econômicas e amadurecimento aos homens sem prévia bússola moral: a idade média de 35 para o casamento preserva e molda o homem ao amadurecimento moral quando não possuía exemplos morais antes, bem como é mais provável haver condição financeira e profissional suficiente para prover uma família em casos de apuros financeiros. Durante o tempo transcorrido até arranjar casamento com o pai de uma moça virtuosa, o homem deve adquirir o mérito da castidade e sua poupança deve ajudar boas obras.
1.4. Respondendo objeções
Objeção 1: é melhor casar do que se abrasar como diz S. Paulo, ou seja, não há idade ideal. Isso se verifica também quando, mais velha, por outras circunstâncias diversas, a mulher encontra dificuldades para casar. O mesmo se diga de quem se converte e quer casar tarde. Uma sinceramente convertida nunca poderá casar assim.
Resp. à 1: há exemplos de santidade em casamento em diversas idades. A existência de idade ideal não significa que as outras idades são inadequadas para haver casamento santo e prole santa. Ademais, uma vida pregressa na luxúria pode ser emendada na dedicação à comunidade, seja na vida religiosa ou não. Afinal, sempre haverá mais gente nova sem formação do que nova gente precisando de formação. É a falta de formação das pessoas adultas que gera a decadência das gerações mais novas.
Obj. 2: uma mulher pode ter uma vocação profissional genuína que se verifica na sua entrega de serviço à comunidade.
Resp. à 2: a vocação profissional genuína pode ser exceção, porém, não uma regra como quer o feminismo e seus meios de pressão via propaganda, entretenimento, artes, etc.
2. Cultivo do casamento virtuosamente arranjado
2.1. Pe. Cornélio a Lapide, S.J. citando Escritura e antigos
"Versículo 50: Labão e Batuel Responderam
Labão era irmão de Rebeca e, por conseguinte, filho de Batuel, mas parece ter administrado a casa enquanto o pai envelhecia; donde aqui falar frequentemente em nome do pai e tratar do casamento de Rebeca com Isaac. Sabiamente diz Santo Ambrósio: Rebeca, diz ele, «aguarda o juízo dos seus pais; pois não é próprio do pudor virginal escolher marido.» Donde também Andrómaca em Eurípides: «Meu pai tomará a seu cargo os meus esponsais; pois isto não é assunto meu.»
Do Senhor saiu a palavra — este negócio é conduzido pela vontade divina; é vontade de Deus que entreguemos Rebeca a Isaac.
Parece que naqueles tempos era costume que nos casamentos das virgens os irmãos fossem consultados de preferência, ou igualmente, aos pais, e que os irmãos tinham o direito de proteger as suas irmãs. Cf. abaixo 34,13; Juízes 21,22." [3].
2.2. Tradição Católica sobre arranjamento virtuoso no casamento mais perfeito que já houve
Notoriamente é tradição católica que Nossa Senhora casou com S. José quando vieram vários pretendentes sob arranjo dos sacerdotes do tempo, pois ela morava no templo com outras virgens órfãs e, já estando próxima à idade de moça, deveria sair mediante casamento. E não foi um "namoro", uma amizade prévia, etc., que a fizeram casar com S. José. Foi o próprio Deus que, ao providenciar que os pretendentes carregassem uma vara de Lírio, indicou que o escolhido teria sua vara florescida. Isso ocorreu com S. José, razão pela qual a iconografia o retrata sempre com o Lírio.
E quem arranjará o matrimônio a uma virgem prudente em um mundo tão avesso às virtudes? Senão os pais, os irmãos, senão os irmãos, os tios, senão os tios, o clero, senão o clero, como diz a história da Sagrada Família, a própria Providência Divina.
2.3. Outras razões
A generalização do casamento arranjado desmonta a revolução sexual pela base, seja ao refutar o feminismo defensor da liberdade sexual na escolha de "namorar" o mais cedo possível sem visar necessariamente um casamento, seja ao impedir homens sem freio às suas paixões de se aproveitarem de mulheres dadas a isso pela liberdade sexual.
2.4. Respondendo objeções
Objeção 1: filhos não são instrumentos de escolha dos pais para o casamento.
Resp. à 1: filhos não são atados à vontade dos pais quanto ao casamento, porém, devem sempre tomar em consideração suas opiniões e, sobretudo, se ater às considerações explanadas pelo Pe. Cornélio a Lapide na última seção deste artigo.
Objeção 2: o casamento arranjado é impossível na conjuntura de não haver ninguém virtuoso por perto.
Resp. à 2: se não há pais, que haja parentes virtuosos, se não há parentes, sempre haverá clero virtuoso e contato ou conhecimento do clero com aqueles que são do mesmo gênio ou classe social. No desamparo completo, é preciso fé como no caso da própria Sagrada Família, onde Deus escolheu o cônjuge e usou os homens como instrumentos da graça.
3. Repúdio social da mulher deflorada e fidelidade de ambos via:
3.1. Guarda da castidade em compilados deste volume contra a impureza: ficar a sós com o sexo oposto, pecado nos toques e beijos, amizades impuras, imodéstia nas roupas, etc
Santos sobre uma ocasião de pecado próximo: ficar a sós com o sexo oposto quando não há matrimônio ou parentesco. Tratando objeções
Papas, Santos e Teólogos sobre o beijo na boca, de língua, toques e outros atos sem perigo de polução (entre namorados e casados)
A Escritura, Papas, Santos e Teólogos contra a calça moderna feminina, seja colada ou larga
Sagrada Escritura e Santos sobre a modéstia dos pensamentos
Sagrada Escritura, Papas e Santos sobre a modéstia dos olhos
Amizades impuras ou românticas (sintomas)...
...com o sexo oposto sem intenção de casar. Fala a Doutrina Católica pela Bíblia e Santos
...com o sexo oposto visando casar. Fala a Doutrina Católica pela Bíblia e Santos
...com o mesmo sexo. Fala a Doutrina Católica pela Bíblia e Santos
3.2. Valorização social da mulher em casa, seja dos pais, seja do marido: Cornélio a Lapide, S.J. cita Escritura, santos e antigos
Deuteronômio XXII, 21 diz (tradução do Pe. Matos Soares), ao se referir à mulher recém-casada que dizia ser virgem no noivado: "lança-lá-ão fora das portas da casa de seu pai, e os homens daquela cidade a apedrejarão, até a matarem, porque cometeu um crime detestável em Israel, tendo caído em fornicação em casa de seu pai."
Ora, se na casa do seu pai fornicou, é porque até o casamento residia nela e por isso lançam-na fora das portas da casa do pai.
A Lapide, S.J.. comentando Gênesis XXXIV e citando santos e antigos
"Versículo 1: A ocasião da queda de Dina
1. ORA DINA SAIU — A ocasião da queda de Dina foi esta saída. Pois é próprio das mulheres manterem-se em casa, e aí ocuparem-se a fiar, tecer e bordar. Os antigos assim faziam, e por esta razão nas bodas, quando a noiva era conduzida em solene procissão da casa do pai à casa do noivo, imediatamente uma roca ornamentada com fuso e fio a acompanhava entre os Romanos, como ensina Brissónio a partir de Plutarco e Plínio em Do Rito do Matrimônio. Além disso, Plínio, livro 8, capítulo 48, indica a causa e origem deste rito, quando diz: «M. Varrão atesta que a lã com fuso e fio de Tanaquil, que também se chamava Cecília, perdurou no templo de Sango, e a toga régia ondulada feita por ela no templo da Fortuna, da qual Sérvio Túlio se servira; e daqui veio que uma roca ornamentada com fuso e fio acompanhasse as noivas.» Dina, porque ociosamente pôs de lado a roca, saiu e arruinou-se a si mesma e aos siquemitas. Sobre o recolhimento das mulheres falei em Tito 2,5.
Retamente cantou Marcial de Levina, casta e austera, mas dada a vaguear: «Enquanto ora se confia ao Lucrino, ora ao Averno, etc. Caiu nas chamas, e seguindo um jovem, abandonado o marido, veio Penélope e partiu Helena.»
Versículo 1: Lição moral sobre a fuga dos homens
Moralmente, aprendam aqui as virgens quanto devem fugir dos olhos dos homens, para que não desejem ser vistas nem ver. Sofrónio relata no Prado Espiritual, capítulo 179, acerca de uma virgem que, fugindo de um pretendente para não o escandalizar, se retirou para o deserto, e aí viveu durante 17 anos; a qual por esta fuga recebeu de Deus um duplo privilégio: primeiro, que enquanto ela podia ver todos, ela própria não era vista por ninguém; segundo, que embora tivesse trazido consigo poucos mantimentos para o deserto, e deles comesse continuamente, eles todavia não diminuíam.
O mesmo autor, no capítulo 60, relata um exemplo admirável de uma religiosa que, fugindo de um pretendente, tendo-lhe perguntado por meio de mensageiros por que a perseguia assim, e o que nela mais admirava, e ele tendo respondido que era cativado pelos seus olhos: ela imediatamente arrancou os seus próprios olhos e enviou-lhos, para que com eles se satisfizesse. Espantado com este ato, o jovem converteu o seu desejo em penitência e compunção, e renunciando às seduções, abraçou a vida monástica. Quereis exemplos mais recentes? Ouvi.
São Gil, um dos primeiros companheiros de São Francisco, numa assembleia dos irmãos perguntou-lhes: Que fazeis contra as tentações da carne? Rufino respondeu: Encomendo-me a Deus e à Bem-Aventurada Virgem, e prostro-me por terra como suplicante. Mas Junípero disse: Quando sinto tais pensamentos, digo imediatamente: Fora, fora, que a estalagem está tomada. Ao que Gil disse: Concordo contigo; pois o melhor é fugir: porque a castidade é um espelho claro, que se obscurece com um simples olhar e sopro.
Da mesma ordem, o Irmão Rogério, varão santo, não olhava nenhuma mulher na face, nem sequer a sua mãe, sendo ela uma mulher idosa. Perguntado porquê, respondeu: «Porque quando um homem faz o que está em seu poder, Deus por sua vez faz o que é Seu, e preserva o homem da queda; mas se um homem se expõe ao perigo, sobretudo em matéria tão escorregadia, Deus abandona-o às suas próprias forças, com as quais não pode resistir por muito tempo.» Pois assim como o ímã atrai o ferro, assim a sua Inês atrai o homem.
São Xavier costumava dizer que as mulheres se frequentam com maior perigo para a castidade ou para a reputação do que com proveito. Daí aquela prudente e estrita ordenação da nossa Companhia de que não nos é permitido visitar mulheres, nem sequer por motivos de piedade, exceto as doentes e moribundas, e isto apenas com um companheiro que possa ser testemunha de tudo o que se passa.
Finalmente, ouvi o que uma meretriz ensinou a Santo Efrém: Ele ia do deserto à cidade, para tirar de encontros alguma piedosa instrução: uma meretriz veio ao seu encontro, que o fitou fixamente; quando Efrém perguntou a razão, a meretriz respondeu: Que admiração se eu olho para ti, pois a mulher foi feita do homem? Mas tu, fixa os teus olhos na tua mãe, isto é, na terra da qual foste formado. Vede mais em Números 25, no final.
Sabiamente disse portanto São Martinho: «Que a mulher se mantenha dentro da proteção das muralhas, cuja primeira virtude e coroa da vitória é não ser vista,» como relata Sulpício, Diálogo 2.
(...)
Versículo 1: Para ver as mulheres
PARA VER AS MULHERES. — Em hebraico banot, isto é, filhas, a saber, virgens da sua idade daquela região, que então se tinham reunido em grande número e adornadas para um festival solene, se acreditarmos em Josefo; esta foi a curiosidade de Dina, que pagou com o seu rapto e tão infame desonra. Pois, como diz Tertuliano: «A exposição pública de uma boa virgem é o sofrimento da violação.»
O mesmo, ai de nós, vemos diariamente: virgens que saem a passear com jovens, saem como Penélopes e voltam como Helenas; saem virgens e voltam mulheres, ou antes, meretrizes." [4].
A Lapide, S.J. comentando a II Epístola à Tito citando antigos
"Versículos 4 e 5: Para que ensinem as jovens a amar os seus maridos e filhos, a serem sensatas, castas, a cuidarem da casa e a serem submissas aos seus maridos.
(...)
Cuidar da casa. — Isto é expresso de forma mais significativa em grego, nomeadamente οἰκουροί, ou seja, como traduz Vatablus, guardiãs da casa. Ele deseja, portanto, que as jovens casadas não andem de casa em casa: pois repreende isso em 1 Timóteo 5:13; mas que permaneçam assiduamente em casa, cuidem da casa e se ocupem dela: pois cabe ao marido sair, procurar o sustento para si e para os seus, tratar dos assuntos tanto privados como públicos; mas cabe à esposa cuidar da casa, dos filhos e de tudo o resto que a ela diz respeito. Aquela nobre matrona compreendeu isto, que, quando Teano lhe perguntou por que razão se tornaria famosa, respondeu: «Tecendo o tecido e zelando pelo matrimônio legítimo.» A ilustre mulher percebeu que se tornaria ilustre se amasse o marido, criasse os filhos e cuidasse dos assuntos domésticos. E aquela mulher espartana cativa, que, quando questionada sobre o que sabia, respondeu: «Gerir bem a casa», como relata Plutarco nos «Apophthegms Lacônicos». Daí que os antigos dissessem que a imagem e o símbolo de uma excelente matrona da família era a tartaruga, como ensina Plutarco: pois a tartaruga carrega a sua própria casa e é a guardiã perpétua e silenciosa da sua própria casa e carapaça. Assim, Fídias esculpiu Vênus para os eleanos, pisando uma tartaruga com os pés, símbolo, nomeadamente, das tarefas domésticas e do silêncio. Também Plutarco, nos «Preceitos Conjugais», ensina de forma belíssima que as mulheres não devem imitar a lua, que quanto mais longe está do sol, mais brilhante é; quanto mais perto, mais escura e menor: pois a mulher sábia deve fazer o contrário, ou seja, deixar-se ver apenas quando o marido está presente; mas, quando ele está ausente, deve conter-se e esconder-se em casa.
Por fim, o Apóstolo ordena às mulheres casadas que sejam «submissas aos seus maridos, para que a palavra de Deus não seja blasfemada»; porque, como diz S. Jerônimo, «uma vez que a cabeça da mulher é o homem, mas a cabeça do homem é Cristo, qualquer esposa que não seja submissa ao seu marido, isto é, à sua cabeça, é culpada do mesmo crime que o homem, se este não for submisso a Cristo, a sua cabeça. Mas a palavra do Senhor é blasfemada quando a primeira sentença de Deus é desprezada e considerada sem valor; ou o Evangelho de Cristo é difamado quando, contra a lei e a fé da natureza, aquela que é cristã — e, pela lei de Deus, sujeita ao seu marido —, deseja mandar; ao passo que até as mulheres pagãs servem aos seus maridos segundo a lei comum da natureza.» Este segundo sentido é mais genuíno. Pois é assim que a palavra de Deus é propriamente blasfemada." [5].
A Lapide, S.J. comentando Eclesiástico XXV citando santos
"Versículo 34: NÃO DÊ À SUA ÁGUA NENHUMA SAÍDA, NEM MESMO UMA PEQUENA, NEM PERMITA QUE UMA MULHER PERVERSA SAIA.
Essa máxima deve ser entendida proverbialmente, a título de comparação: assim como não é conveniente dar nem mesmo uma pequena saída à água contida em um recipiente — pois, caso contrário, ela gradualmente escorrerá toda —, da mesma forma não é conveniente ceder a uma mulher perversa, mesmo que seja em uma questão menor, a ponto de lhe dar permissão para sair para onde bem entender; pois, assim, ela gradualmente se livrará de toda a sua autoridade conjugal ou paterna. Pois dificilmente há outra coisa em que as mulheres tenham maior prazer do que na liberdade. São Gregório Nazianzeno adverte sabiamente: Não coloque o pé muito além do seu limiar, nem por prazer, / nem em direção à multidão popular imodesta: pois isso / rouba a modéstia até mesmo dos prudentes.
Versículo 35: SE ELA NÃO ANDAR À TUA MÃO, ELA TE DESONRARÁ DIANTE DE TEUS INIMIGOS.
Ou seja, se ela se recusar a seguir a orientação da tua mão, isto é, tua direção, ordem e autoridade, ela te desonrará por meio de sua teimosia obstinada, audácia, rebelião e maneiras perversas, pelas quais ela fará de ti motivo de escárnio para teus inimigos e rivais. S. Ambrósio diz admiravelmente: “A esposa deve submeter-se ao marido, não servi-lo como uma escrava; deve apresentar-se para ser guiada, não coagida. É indigna do matrimônio aquela que é digna de brigas. Da mesma forma, o marido deve orientar sua esposa como um timoneiro, honrá-la como parceira na vida e compartilhar com ela como uma co-herdeira da graça." [6].
3.3. Repúdio mais incisivo às espécies de sodomia, pecado mais grave do que perder a virgindade: compilado deste volume sobre sodomia
A sodomia consiste no pecado impuro contra a natureza. É um dos pecados que clama aos céus e brada a Deus por vingança.
Artigo que fala também das espécies de sodomia: Tradição Católica condena homossexualismo, união civil ou "matrimônio" homossexual, adoção de crianças por homossexuais, lei da "homofobia"
Tal gesto é pecado, isto é, vai contra a reta razão, pelo seguinte: se é lícito usar um órgão para finalidades distintas da sua, pode-se enfiar comida no ouvido, no nariz, etc. Além disso, há a questão higiênica envolvendo órgãos com cheiro, estrutura e pele distinta. Já o onanismo solitário cria precedente, por exemplo, para jogar fora a comida feita se se tem imaginação suficiente para encontrar prazer nisso, ou seja, fetiche. Se a imaginação tende a se apegar a esses hábitos, como é frequente, isso gera problemas conjugais futuros num relacionamento são, bem como, se generalizado, favorece uma sociedade estéril.
Há graus de irracionalidade nas espécies de sodomia com cúmplice por haver órgãos mais anti-higiênicos do que outros, o que facilmente se reconhece pelo cheiro desses órgãos. Após enxergar essa realidade básica, só um fetiche pode levar o homem ao ato impuro contra a natureza. Jamais atos sodomitas podem ser preliminares por causa da mesma higiene, bem como o apego a imaginações relacionadas àquilo, etc.
Não por acaso, um ato sodomita tende a gerar doenças nos distintos órgãos usados para esse fim, como atestam os sistemas de saúde mundiais [7].
Em conclusão, é mais grave praticar uma espécie de sodomia a fornicar em vista de perder a matéria da virgindade porque: 1. Pode propiciar doença a ambos, principalmente onde fora atingido pelos fluidos sexuais, uma vez que foram feitos para estarem em seu lugar natural e, dependendo do órgão que recebe o fluido, pode haver absorção e o organismo, não sendo o próprio para acolher aquele fluido, tende a reagir àquilo como corpo estranho causando lesões e doenças como os médicos atestam, 2. Se não se vê como desonrosa atitude, normaliza-se o ato socialmente, o que favorece uma sociedade estéril, dada a imaginações e, assim, fraca mentalmente, 3. A imaginação tende a se apegar a esses hábitos, como a história atesta, mesmo que o ato sodomítico ocorra na espécie onanista, pois toda preliminar ao ato se torna pouco relevante já que o fim é o onanismo.
Sendo mais grave pecado do que a fornicação, segue que, entre duas noivas arrependidas e com propósito de não pecar mais, é mais digna de repúdio social a mulher não deflorada que se envolveu em atos sodomíticos do que a mulher deflorada que nunca os fez. Se o costume é negar o sacerdócio a quem se envolveu em atos sodomíticos, deve ser costume o repúdio social de casamento com quem se envolveu em atos sodomíticos, pois o casamento também deve aspirar à santidade.
3.4. Estímulo ao repúdio da mulher imaginativa (mais comum em deflorada ou de experiência sodomítica passada): a imaginação tende a moldar futuros filhos segundo Cornélio a Lapide, S.J. (e refutação da chamada telegonia)
Segundo as citações de Cornélio a seguir, as imaginações, pensamentos e memórias alheias ao marido podem moldar a aparência da prole, o que gera suspeita e intriga no lar. Além disso, a mulher que não se submete ao marido, é briguenta ou cultiva imagens e pensamentos alheios a um único homem tende, assim, a gerar prole com outra face: mais um motivo para rejeitar mulheres assim.
Embora não siga necessariamente que uma deflorada ou de experiência passada sodomítica tenha imaginação desregrada e seja insubmissa ao marido, normalmente uma mulher assim em regra não é qualificada para casar como a experiência atesta e até mesmo as estatísticas, que dizem como as mulheres com experiências sexuais anteriores tendem a se divorciar mais facilmente.
Refuta-se a telegonia para a espécie humana, ideia de que os parceiros sexuais anteriores deixam marcas indeléveis na mulher, pela: 1. Experiência: muitos tiveram filhos com sua face com mulher de relações sexuais anteriores, 2. Imaginação e relatos históricos: é a imaginação e, portanto, o amor pelo marido e sua face que vai contar mais na aparência da prole, como a seguir se verá. 3. Teologia: se fosse verdade biológica que o ex-marido ou parceiro deixasse marca indelével na mulher, tal crucial conhecimento para a felicidade nos relacionamentos estaria na Sagrada Escritura, porém isso só havia no caso de irmão, o qual casava com a viúva do irmão para lhe dar descendência, e mesmo assim isso só existia por força de lei e costume.
"Versículo 37: Jacob tomou varas verdes de choupo
(...)
Perguntar-se-á se este artifício e estratagema era natural, ou se alcançou o seu efeito pela cooperação sobrenatural de Deus. Respondo que era natural; pois no acasalamento o poder da imaginação é geralmente o maior, porque a alma exerce então toda a sua força, a tal ponto que algumas mães brancas, pela imagem e imaginação de um etíope, deram à luz um etíope. Ouvi Plínio, Livro 7, capítulo 12: «O cálculo das semelhanças», diz ele, «reside na mente, na qual se acredita que muitos fatores casuais têm influência — a vista, o ouvido, a memória e as imagens absorvidas no próprio momento da concepção. Até um pensamento de qualquer dos progenitores que subitamente passe pela mente se crê moldar uma semelhança ou produzir uma mistura; e por isso há mais diferenças entre os humanos do que entre os outros animais, porque a rapidez dos pensamentos, a agilidade da mente e a variedade do engenho imprimem marcas multiformes — ao passo que nos outros animais as mentes são fixas e iguais em todos os indivíduos, cada um dentro da sua própria espécie.»
Galeno, no livro que escreveu Sobre a Tríaga a Pisão, relata que uma certa mulher, ao contemplar uma pintura belíssima, concebeu uma criança bela de um marido feio — «pela vista, creio, transmitindo a imagem à natureza.» São Jerônimo aqui nas suas Tradições Hebraicas diz: «Quintiliano, naquela controvérsia em que uma mulher foi acusada porque dera à luz um etíope, argumenta em sua defesa que esta é a natureza da concepção que descrevemos. E encontra-se escrito nos livros de Hipócrates que houve uma certa mulher que ia ser punida por suspeita de adultério porque dera à luz uma criança belíssima, não semelhante a nenhum dos pais nem à família — não tivesse o dito médico resolvido a questão aconselhando-os a inquirir se porventura tal pintura estivera no quarto daquela mulher. Quando foi encontrada, a mulher foi libertada de castigo e de suspeita.»
Santo Agostinho igualmente relata isto na sua Questão 93 sobre esta passagem, e também no Livro 18 da Cidade de Deus, capítulo 5, escreve que um demônio fez algo semelhante ao formar o touro Ápis, que os egípcios adoravam; pois o novo tinha de ser semelhante ao anterior que morrera e marcado com manchas brancas. Santo Isidoro também, no Livro 12 das suas Etimologias, capítulo 1, perto do fim, diz: «Diz-se que a mesma coisa acontece nas manadas de éguas — que colocam garanhões nobres à vista das éguas no momento da concepção, para que concebam e produzam crias semelhantes a eles. Pois até os criadores de pombas colocam as pombas mais belas nos mesmos lugares que as outras frequentam, para que, tendo a sua vista cativada, gerem crias semelhantes. Daí que algumas pessoas proíbam as mulheres grávidas de olhar para as faces mais feias de animais, como babuínos e macacos, para que, ao encontrar a sua vista, não causem o nascimento de crias semelhantes. Pois a alma no ato da união sexual transmite formas intrínsecas para dentro, e saturada com as suas impressões, atrai as suas semelhanças para o seu próprio caráter.»
Portanto, enquanto estas ovelhas de Jacob estavam a beber e ao mesmo tempo os machos montavam as fêmeas, a imagem direta das varas descascadas e multicolores que jaziam na água, misturada com a imagem refletida — ou sombra — dos machos montadores na água, produzia como que uma única imagem variegada para as fêmeas, como se elas vissem os seus machos belamente variegados com manchas verdes e brancas. Daí, pela força da sua imaginação, elas imprimiram as mesmas cores na cria que estavam então a conceber. Os machos fizeram o mesmo — a saber, imprimiram uma força semelhante e forma multicolor na sua semente, pela imagem combinada semelhante das varas com a sombra das fêmeas, pela vista e imaginação. Assim dizem São Jerônimo, Santo Agostinho (Questão 93), Abulense, e muito excelentemente Francisco Valles na sua Filosofia Sagrada, capítulo 11." [8].
3.5. Valorização social da virgindade, antes o maior poder de uma mulher para um bom casamento
Numa sociedade racionalmente organizada, a mulher deflorada, ou com experiências sodomíticas que são até piores, na maioria das vezes deve ser desqualificada para casar, caso contrário isso gera estímulo social para a libertinagem antes do casamento, senão favorece a perda de sentido do ato carnal levando a todos os seus problemas de fetiche, etc. Sem genuíno arrependimento, problemas conjugais podem surgir: famílias separadas por causa da memória de que era "melhor com o ex", imaginações afloradas que costumam levar ao adultério, etc.
Antigamente o maior poder de uma mulher para garantir um casamento com alguém de recursos, virtuoso, capaz, etc., era o sexo. À medida que se desprezou a virgindade, mediante décadas de propaganda para liberdade sexual e liberdade de sentimentos, criou-se uma legião de mães solteiras e mulheres de passado luxurioso que buscam, muitas vezes tardiamente, a segurança num casamento que elas rejeitaram quando jovens para satisfazer homens sem honra.
3.6. Forte estímulo para evitar o adultério: o mau gênio dos filhos ilegítimos é punição aos pais, segundo Cornélio a Lapide, S.J. com Escritura e antigos
Ao comentar Sabedoria XV, 13
"Mas os filhos de pais adúlteros, nem sempre, mas com frequência, são imperfeitos tanto na natureza — de tal forma que não atingem a idade plena e perfeita e, por isso, vivem miseravelmente como seres fracos, doentes ou aleijados, e, por terem vida curta, morrem rapidamente — como na graça e na virtude, sendo, por isso, profanos e odiosos a Deus, enquanto filhos ilegítimos e ímpios de pais adúlteros. Assim, o filho nascido de David do adultério com Betsabé foi atingido por Deus com uma morte repentina, 2 Samuel 12:18. Er e Onã, os filhos lascivos de Judá, não geraram filhos e foram eles próprios castigados por Deus com uma morte repentina, Génesis 38:7 e seguintes. Abimeleque, o filho ilegítimo de Gideão, matou setenta dos seus irmãos e tornou-se tirano de Israel, pelo que, pouco tempo depois, foi morto por uma mulher (Juízes 9:53). A causa é dupla: a primeira é divina, nomeadamente que Deus castiga adequadamente os adúlteros com esta pena, de modo que sejam castigados precisamente na área em que pecaram, ou seja, na concepção de filhos. A segunda é natural: os adúlteros e outras pessoas lascivas esgotam o seu espírito e as suas forças através do uso frequente das relações sexuais, enfraquecendo assim o seu poder gerador. Isto faz com que gerem filhos lânguidos e fracos, bem como perversos, semelhantes a si próprios.
É evidente que este é o significado, pois o Sábio explica-se quando acrescenta: «E da cama ilícita a semente será exterminada», como que para dizer: os filhos nascidos do adultério, ou de casamentos com estrangeiros proibidos pela lei, não chegarão à idade plena e perfeita, não alcançarão um estatuto e uma posição honrosos e estáveis, mas morrerão prematuramente e de forma vergonhosa. Teógnis apresenta a razão:
« «Pois, de fato», diz ele, «de um escilão não nasce nem uma rosa nem um jacinto,
nem de uma escrava nasce um filho livre.»
Além disso, serão exterminados da congregação do Senhor, de acordo com a lei, Deuteronômio 23:2: «Um bastardo, isto é, aquele que nasceu da prostituição, não entrará na congregação do Senhor, nem mesmo até à décima geração.» Assim diz um Castro. Assim, para não nos alongarmos demasiado, neste século Henrique VIII, rei de Inglaterra, uma vez que não podia ter descendência masculina da sua esposa Catarina, repudiou-a e casou-se com Ana Bolena, com quem teve Isabel; mas nela toda a sua linhagem e descendência se extinguiu, apesar de se ter casado com seis esposas sucessivamente. Da mesma forma, os príncipes que são misticamente adúlteros, ou seja, apóstatas — nomeadamente aqueles que, afastando-se da fé e da Igreja, se tornam hereges ou idólatras — muitas vezes não têm descendência, ou nenhuma que tenha vida longa, que se extingue na segunda ou terceira geração, como aconteceu com Zimri, Oséias, Jeú e outros reis idólatras de Israel. Leia os Livros III e IV dos Reis." [9].
"Mas os filhos de pais adúlteros, nem sempre, mas com frequência, são imperfeitos tanto na natureza — de tal forma que não atingem a idade plena e perfeita e, por isso, vivem miseravelmente como seres fracos, doentes ou aleijados, e, por terem vida curta, morrem rapidamente — como na graça e na virtude, sendo, por isso, profanos e odiosos a Deus, enquanto filhos ilegítimos e ímpios de pais adúlteros. Assim, o filho nascido de David do adultério com Betsabé foi atingido por Deus com uma morte repentina, 2 Samuel 12:18. Er e Onã, os filhos lascivos de Judá, não geraram filhos e foram eles próprios castigados por Deus com uma morte repentina, Génesis 38:7 e seguintes. Abimeleque, o filho ilegítimo de Gideão, matou setenta dos seus irmãos e tornou-se tirano de Israel, pelo que, pouco tempo depois, foi morto por uma mulher (Juízes 9:53). A causa é dupla: a primeira é divina, nomeadamente que Deus castiga adequadamente os adúlteros com esta pena, de modo que sejam castigados precisamente na área em que pecaram, ou seja, na concepção de filhos. A segunda é natural: os adúlteros e outras pessoas lascivas esgotam o seu espírito e as suas forças através do uso frequente das relações sexuais, enfraquecendo assim o seu poder gerador. Isto faz com que gerem filhos lânguidos e fracos, bem como perversos, semelhantes a si próprios.
É evidente que este é o significado, pois o Sábio explica-se quando acrescenta: «E da cama ilícita a semente será exterminada», como que para dizer: os filhos nascidos do adultério, ou de casamentos com estrangeiros proibidos pela lei, não chegarão à idade plena e perfeita, não alcançarão um estatuto e uma posição honrosos e estáveis, mas morrerão prematuramente e de forma vergonhosa. Teógnis apresenta a razão:
« «Pois, de fato», diz ele, «de um escilão não nasce nem uma rosa nem um jacinto,
nem de uma escrava nasce um filho livre.»
Além disso, serão exterminados da congregação do Senhor, de acordo com a lei, Deuteronômio 23:2: «Um bastardo, isto é, aquele que nasceu da prostituição, não entrará na congregação do Senhor, nem mesmo até à décima geração.» Assim diz um Castro. Assim, para não nos alongarmos demasiado, neste século Henrique VIII, rei de Inglaterra, uma vez que não podia ter descendência masculina da sua esposa Catarina, repudiou-a e casou-se com Ana Bolena, com quem teve Isabel; mas nela toda a sua linhagem e descendência se extinguiu, apesar de se ter casado com seis esposas sucessivamente. Da mesma forma, os príncipes que são misticamente adúlteros, ou seja, apóstatas — nomeadamente aqueles que, afastando-se da fé e da Igreja, se tornam hereges ou idólatras — muitas vezes não têm descendência, ou nenhuma que tenha vida longa, que se extingue na segunda ou terceira geração, como aconteceu com Zimri, Oséias, Jeú e outros reis idólatras de Israel. Leia os Livros III e IV dos Reis." [9].
Ao comentar Oséias, capítulo I, 34
"Note-se aqui, do ponto de vista moral, que os vícios dos pais, especialmente das mães, são transmitidos aos seus filhos; pois quando a mãe está corrompida, a semente fica corrompida, o que corrompe a descendência que se forma a partir dessa semente. Por isso, é muito importante que os noivos que procuram esposas se informem, não tanto se as noivas são ricas e belas, mas se são castas, honestas e virtuosas, para que, caso sejam incastas, desonestas e viciosas, não gerem descendentes semelhantes. «A moral íntegra, portanto», diz o filósofo Antifanes, «é o bem mais notável e um dote mais nobre do que todo o ouro.»
Que assim é, ensinam-no os cientistas naturais e os médicos, bem como a própria razão e a experiência. Por esta razão, ao longo dos Livros dos Reis, as mães de Salomão, Abias, Jeosafá, Manassés e outros reis são cuidadosamente mencionadas, porque da mãe depende o caráter e a educação dos filhos, para o bem ou para o mal; e tal como é a mãe, assim é o filho; especialmente porque a criança segue o afeto e o amor que mais experimenta na mãe do que no pai. Aristóteles explica a razão em Ética a Nicómaco, IX, 7. As crianças são mais amadas pelas suas mães, diz ele, porque a sua concepção é árdua e as mães sabem melhor do que ninguém que as crianças são suas. Assim, os espartanos, como testemunha Plutarco em «Ditos Lacónios», eram moderados e fortes nas guerras e nos trabalhos, porque tinham mães heroicas que, por instituição de Licurgo, habituavam tanto a si próprias como aos seus filhos à moderação, aos trabalhos e às privações (...).
Portanto, “filho de prostituta” é como se chama alguém que tem uma moral semelhante à de uma prostituta. Assim, Saul, quando seu filho Jônatas intercedeu por Davi, chamou-o de filho de “uma mulher que se entrega a um homem por sua própria vontade” (1 Samuel 20:21), ou seja, filho de uma prostituta, com o sentido de: “Você é como o filho de uma prostituta, porque sua mãe era uma prostituta” (...).
Assim, Agripina, mãe de Nero, entregou-se às luxúrias de tal forma que chegou a provocar Nero ao incesto com ela mesma, e, portanto, que monstro de luxúria e crueldade ela deu ao mundo em Nero! Assim escreveu Sabélico, segundo Cornélio Tácito, livro II, Enéadas VII. O imperador Heliogábalo, filho de uma prostituta grega, absorveu dela a sua imundície e obscenidade. Assim afirmam Lamprídio e Rodígino, livro XI, capítulo 13. Até mesmo Salomão, o marido de trezentas «carnes assadas» (ou seja, esposas) e detentor de setecentas concubinas, tinha como mãe Betsabá, uma adúltera. Semiramis obrigou o seu filho Nino à devassidão e foi, por isso, morta por ele, se acreditarmos em Ctesias, citado por Sabélico, livro I, Enéadas I. (...)
A imoral Vênus era filha do mais incestuoso Júpiter, afirma Ovídio no livro X das «Metamorfoses». Júlia, filha de César Augusto, era uma rival das luxúrias do seu pai, segundo Suetónio na sua obra «Augusto».
Por esta razão, bem como por causa da ignomínia, os filhos ilegítimos são impedidos de aceder ao sacerdócio pelo direito canônico e são considerados irregulares; pois o sacerdócio exige pureza angelical. Da mesma forma, demonstrei com muitos exemplos em Gênesis 21:7 que os bebês, enquanto são amamentados, absorvem e assimilam o caráter, os afetos e os vícios das suas amas juntamente com o leite.
Por fim, Aristóteles, na obra «Sobre a Geração dos Animais», capítulo 4, e em «Problemas», livro X, capítulo 12, e Hipócrates, em «Sobre a Geração», ensinam que a natureza tende a tornar as crianças mais parecidas com as suas mães do que com os seus pais, tanto no corpo como no caráter. Por isso, a instituição de algumas cidades é simultaneamente piedosa e prudente: que os filhos ilegítimos de mães incastas sejam retirados das mães pelo magistrado, para que estas não corrompam o caráter já viciado na semente das crianças por meio de uma educação ainda mais corrupta e de um exemplo depravado; e sejam entregues para serem criados por matronas respeitáveis, que possam corrigir e reformar a natureza depravada através de uma educação séria e severa; como vemos em Roma, no Hospital do Espírito Santo e no Mosteiro de Santa Catarina dei Funari. Da mesma forma, noutras cidades, foram erguidos e dotados orfanatos para crianças ilegítimas." [10].
3.6.1. Caso novo e mais grave de filho adultério: o filho antinatural criado em laboratório, tal como se faz para emprenhar vaca no campo
Em outro artigo citamos o Magistério no tempo de Pio XII, que corretamente declara o quanto esses filhos são feitos fora do casamento e, portanto, são ilegítimos. Já a noção de que são fruto da antinaturalidade é um corolário disso.
Vide artigo: Papas contra a manipulação da vida: experimento com embriões, reprodução artificial, clonagem humana, etc
4. Como a ginocracia feminista paradoxalmente incentiva a volta ao modelo de casamento virtuosamente arranjado na idade ideal e ao apreço à virgindade formal
O feminismo prometeu muito com a liberdade e insubmissão feminina, mas só gerou uma grande quantidade de mulheres desqualificadas ao matrimônio e solitárias, pois cultivaram hábitos contrários ao que sempre fora salutar para garantir a pureza, modéstia, sanidade mental e felicidade da família na unidade com o marido. Além disso, num mundo moralmente decadente, surgiram muitas oportunidades de vícios em imaginações atiçadas por imagens, objetos, pessoas reais ou não. O repúdio social e generalizado da mulher com qualquer experiência sexual antes do casamento sempre fora extremamente salutar porque mantinha a ordem na família, da qual dependem as futuras gerações. O mesmo se diga ao apreço social da mulher no lar até casar para as vocacionadas, que foi um protetor à virgindade e ao casamento arranjado cedo para as mulheres.
O feminismo paradoxalmente leva ao antigo molde de casamento, pois as leis no ocidente tornam muito arriscado casar civilmente sem se certificar, com pais virtuosos e mulher bem jovem, que a futura esposa não irá enlouquecer e usar prerrogativas legais para colocar o marido na sarjeta. Afinal, as leis no ocidente atualmente minam a autoridade do marido, retiram seu direito de mandar nas finanças da casa, obrigam a não reclamar ou discutir com a mulher sob pena de ir preso por algum dispositivo legal de "violência psicológica", abrem brecha para ser acusado de estupro ou agressão e ir preso sem direito à presunção de inocência, facilitam divórcio e expulsão de própria casa e obrigam a pagar pensão de 30% do seu salário durante duas décadas caso tenha filhos. Mas, apesar de tudo isso, obrigam a ser um provedor da casa. No fim das contas, é demasiadamente arriscado tentar casamento atualmente senão nos moldes antigos de casamento arranjado com jovem de pouca idade, sem experiência sexual nenhuma e com pais católicos antifeministas.
I. Sem memórias ou imaginações pervertidas, como depreendido de Cornélio a Lapide comentando Gen. XXX, 37
Como referido nesse texto anterior acerca da influência da imaginação na concepção do filho, é preciso escolher aquela mulher sem memória sensual, isto é, sem desejos imaginativos alheios ao próprio marido, especialmente homens do passado dela, dado que esse tipo de atitude tende a gerar criança como a imaginação do momento imprime na mulher, o que tende a gerar suspeitas de adultério, desavenças familiares por isso, menos amor à criança gerada, etc.
Se a mulher admirar o marido feio tal como se admira e se acha bonito o filho feio, ou tal como muitos se olham no espelho e se veem idealmente, é mais provável que a beleza da criança seja exaltada sem deixar de se assemelhar aos pais, o que gera concórdia e amor na família.
Assim, deve-se evitar casamento com mulher dada a imaginações sensuais alheias ao marido, sejam elas atiçadas por imagens, objetos, pessoas, principalmente reais e do passado.
II. Sem vícios diversos, os quais podem ser transmitidos, seja pela amamentação, seja pela educação da prole, ao comentar Oséias, capítulo I, 34
"Note-se aqui, do ponto de vista moral, que os vícios dos pais, especialmente das mães, são transmitidos aos seus filhos; pois quando a mãe está corrompida, a semente fica corrompida, o que corrompe a descendência que se forma a partir dessa semente. Por isso, é muito importante que os noivos que procuram esposas se informem, não tanto se as noivas são ricas e belas, mas se são castas, honestas e virtuosas, para que, caso sejam incastas, desonestas e viciosas, não gerem descendentes semelhantes. «A moral íntegra, portanto», diz o filósofo Antifanes, «é o bem mais notável e um dote mais nobre do que todo o ouro.»
Que assim é, ensinam-no os cientistas naturais e os médicos, bem como a própria razão e a experiência. Por esta razão, ao longo dos Livros dos Reis, as mães de Salomão, Abias, Jeosafá, Manassés e outros reis são cuidadosamente mencionadas, porque da mãe depende o caráter e a educação dos filhos, para o bem ou para o mal; e tal como é a mãe, assim é o filho; especialmente porque a criança segue o afeto e o amor que mais experimenta na mãe do que no pai. Aristóteles explica a razão em Ética a Nicómaco, IX, 7. As crianças são mais amadas pelas suas mães, diz ele, porque a sua concepção é árdua e as mães sabem melhor do que ninguém que as crianças são suas. Assim, os espartanos, como testemunha Plutarco em «Ditos Lacónios», eram moderados e fortes nas guerras e nos trabalhos, porque tinham mães heroicas que, por instituição de Licurgo, habituavam tanto a si próprias como aos seus filhos à moderação, aos trabalhos e às privações (...).
Portanto, “filho de prostituta” é como se chama alguém que tem uma moral semelhante à de uma prostituta. Assim, Saul, quando seu filho Jônatas intercedeu por Davi, chamou-o de filho de “uma mulher que se entrega a um homem por sua própria vontade” (1 Samuel 20:21), ou seja, filho de uma prostituta, com o sentido de: “Você é como o filho de uma prostituta, porque sua mãe era uma prostituta” (...)." [11].
III. Beleza física é uma consideração secundária, mas justa
Lembrando que o livro Sagrado dos Provérbios (C. XI, 22) diz que a mulher bela, mas insensata é igual anel de ouro em focinho de porco, eis um comentário do Cornélio ao Gênesis:
"Versículo 17: Lia tinha os olhos débeis
(...)
Nota que, embora na procura de esposa se deva considerar primeiro a virtude e o caráter, pode contudo secundariamente considerar-se a beleza numa esposa, tanto para que o amor conjugal e o desejo descansem nela e não se desviem para outras; como para que de uma esposa bela se produzam proles mais vigorosas e mais belas. Assim Abulense. E isto é o que quer dizer São Tomás quando ensina que não é lícito tomar esposa unicamente por causa da beleza, a saber, que só a beleza te chame do celibato ao casamento; mas contudo, supondo que queiras casar, é lícito escolher uma bela em vez de uma feia, e isto para uma convivência mais agradável e um amor mais constante." [12].
IV. Segundo o Pe. Cornélio, o perigo de ter mulher briguenta e descontrolada é a perda do vigor masculino
"Versículo 32: MÃOS FRACAS E JOELHOS FRÁGEIS — UMA MULHER QUE NÃO FAZ SEU MARIDO FELIZ.
Ou seja: uma mulher perversa, que não abençoa o marido com sua modéstia e retidão, mas, ao contrário, o torna infeliz com sua insolência e maldade, enfraquece suas forças e o priva de todo vigor masculino, tanto no coração quanto no corpo. Por isso, Isaías diz no capítulo 35: “Fortalecei as mãos enfraquecidas e firmem os joelhos vacilantes.” Com sabedoria, São Crisóstomo diz: “Uma esposa não deve considerar ninguém mais sábio, mais forte ou mais bonito do que seu marido.” [13]
V. Segundo o Pe. Cornélio, são seis as harmonias numa pretendente para haver casamento: 1. Religião e piedade, 2. Obediência e adaptação aos modos do marido, 3. Mesmo nível ou procura do mesmo nível social e de nobreza, 4. Harmonia amorosa ao marido (amar e rejeitar as mesmas coisas), 5. Mulher moderadora de excessos e apaziguadora de ira e paixões desmedidas, 6. Criadora de paz e concórdia familiar.
"14. A CASA E AS RIQUEZAS SÃO CONCEDIDAS PELOS PAIS: MAS UMA ESPOSA PRUDENTE É UMA DÁDIVA DO SENHOR.
(...). Reparem bem na palavra, como se dissesse: Uma esposa prudente é uma dádiva adequada e singular de Deus. Assim, Sara foi dada por Deus a Abraão, e outra a Tobias, Rebeca a Isaac, Raquel a Jacob. (...)
A Septuaginta, para «aptatur» (é adequada), apresenta o grego ἁρμόζεται: palavra que se adequa muito bem ao assunto em questão e que tem ênfase; pois ἁρμόζω significa o mesmo que encaixar, adaptar, ajustar, compor, unir, temperar: e é especialmente apropriada para os músicos, que combinam diferentes vozes — graves, agudas e médias —, de modo a produzir uma doce harmonia e concórdia. Semelhante deve ser a harmonia, ou seja, a composição, a encaixe, a congruência e a consonância entre marido e mulher; e isto só Deus pode realizar. Assim, por esta máxima, significa-se não só que o casamento, ou a união entre marido e mulher, foi instituído por Deus, como explica São Crisóstomo na homilia 23 sobre a Epístola aos Romanos, e o Papa Inocêncio XXVI, C. 3 Deinde, § Si vero: pois isto é comum a todos os casamentos, mesmo aos conflituosos e aos muito maus; mas, além disso, significa em particular que, para um homem prudente e íntegro, Deus prepara uma esposa prudente e íntegra, e que isto é um grande e especial dom de Deus.
"Note-se aqui, do ponto de vista moral, que os vícios dos pais, especialmente das mães, são transmitidos aos seus filhos; pois quando a mãe está corrompida, a semente fica corrompida, o que corrompe a descendência que se forma a partir dessa semente. Por isso, é muito importante que os noivos que procuram esposas se informem, não tanto se as noivas são ricas e belas, mas se são castas, honestas e virtuosas, para que, caso sejam incastas, desonestas e viciosas, não gerem descendentes semelhantes. «A moral íntegra, portanto», diz o filósofo Antifanes, «é o bem mais notável e um dote mais nobre do que todo o ouro.»
Que assim é, ensinam-no os cientistas naturais e os médicos, bem como a própria razão e a experiência. Por esta razão, ao longo dos Livros dos Reis, as mães de Salomão, Abias, Jeosafá, Manassés e outros reis são cuidadosamente mencionadas, porque da mãe depende o caráter e a educação dos filhos, para o bem ou para o mal; e tal como é a mãe, assim é o filho; especialmente porque a criança segue o afeto e o amor que mais experimenta na mãe do que no pai. Aristóteles explica a razão em Ética a Nicómaco, IX, 7. As crianças são mais amadas pelas suas mães, diz ele, porque a sua concepção é árdua e as mães sabem melhor do que ninguém que as crianças são suas. Assim, os espartanos, como testemunha Plutarco em «Ditos Lacónios», eram moderados e fortes nas guerras e nos trabalhos, porque tinham mães heroicas que, por instituição de Licurgo, habituavam tanto a si próprias como aos seus filhos à moderação, aos trabalhos e às privações (...).
Portanto, “filho de prostituta” é como se chama alguém que tem uma moral semelhante à de uma prostituta. Assim, Saul, quando seu filho Jônatas intercedeu por Davi, chamou-o de filho de “uma mulher que se entrega a um homem por sua própria vontade” (1 Samuel 20:21), ou seja, filho de uma prostituta, com o sentido de: “Você é como o filho de uma prostituta, porque sua mãe era uma prostituta” (...)." [11].
III. Beleza física é uma consideração secundária, mas justa
Lembrando que o livro Sagrado dos Provérbios (C. XI, 22) diz que a mulher bela, mas insensata é igual anel de ouro em focinho de porco, eis um comentário do Cornélio ao Gênesis:
"Versículo 17: Lia tinha os olhos débeis
(...)
Nota que, embora na procura de esposa se deva considerar primeiro a virtude e o caráter, pode contudo secundariamente considerar-se a beleza numa esposa, tanto para que o amor conjugal e o desejo descansem nela e não se desviem para outras; como para que de uma esposa bela se produzam proles mais vigorosas e mais belas. Assim Abulense. E isto é o que quer dizer São Tomás quando ensina que não é lícito tomar esposa unicamente por causa da beleza, a saber, que só a beleza te chame do celibato ao casamento; mas contudo, supondo que queiras casar, é lícito escolher uma bela em vez de uma feia, e isto para uma convivência mais agradável e um amor mais constante." [12].
IV. Segundo o Pe. Cornélio, o perigo de ter mulher briguenta e descontrolada é a perda do vigor masculino
"Versículo 32: MÃOS FRACAS E JOELHOS FRÁGEIS — UMA MULHER QUE NÃO FAZ SEU MARIDO FELIZ.
Ou seja: uma mulher perversa, que não abençoa o marido com sua modéstia e retidão, mas, ao contrário, o torna infeliz com sua insolência e maldade, enfraquece suas forças e o priva de todo vigor masculino, tanto no coração quanto no corpo. Por isso, Isaías diz no capítulo 35: “Fortalecei as mãos enfraquecidas e firmem os joelhos vacilantes.” Com sabedoria, São Crisóstomo diz: “Uma esposa não deve considerar ninguém mais sábio, mais forte ou mais bonito do que seu marido.” [13]
V. Segundo o Pe. Cornélio, são seis as harmonias numa pretendente para haver casamento: 1. Religião e piedade, 2. Obediência e adaptação aos modos do marido, 3. Mesmo nível ou procura do mesmo nível social e de nobreza, 4. Harmonia amorosa ao marido (amar e rejeitar as mesmas coisas), 5. Mulher moderadora de excessos e apaziguadora de ira e paixões desmedidas, 6. Criadora de paz e concórdia familiar.
"14. A CASA E AS RIQUEZAS SÃO CONCEDIDAS PELOS PAIS: MAS UMA ESPOSA PRUDENTE É UMA DÁDIVA DO SENHOR.
(...). Reparem bem na palavra, como se dissesse: Uma esposa prudente é uma dádiva adequada e singular de Deus. Assim, Sara foi dada por Deus a Abraão, e outra a Tobias, Rebeca a Isaac, Raquel a Jacob. (...)
A Septuaginta, para «aptatur» (é adequada), apresenta o grego ἁρμόζεται: palavra que se adequa muito bem ao assunto em questão e que tem ênfase; pois ἁρμόζω significa o mesmo que encaixar, adaptar, ajustar, compor, unir, temperar: e é especialmente apropriada para os músicos, que combinam diferentes vozes — graves, agudas e médias —, de modo a produzir uma doce harmonia e concórdia. Semelhante deve ser a harmonia, ou seja, a composição, a encaixe, a congruência e a consonância entre marido e mulher; e isto só Deus pode realizar. Assim, por esta máxima, significa-se não só que o casamento, ou a união entre marido e mulher, foi instituído por Deus, como explica São Crisóstomo na homilia 23 sobre a Epístola aos Romanos, e o Papa Inocêncio XXVI, C. 3 Deinde, § Si vero: pois isto é comum a todos os casamentos, mesmo aos conflituosos e aos muito maus; mas, além disso, significa em particular que, para um homem prudente e íntegro, Deus prepara uma esposa prudente e íntegra, e que isto é um grande e especial dom de Deus.
O Sábio tinha referido no versículo anterior quão grande mal é uma esposa briguenta: agora apresenta o remédio para esse mal, nomeadamente que se deve procurar uma esposa prudente, ou seja, de modos serenos, gentil e obediente; e afirma que tal esposa é uma dádiva de Deus e, por isso, deve ser constantemente implorada a Deus. Pois nem toda a esposa, mesmo que seja boa, é adequada para qualquer marido — por exemplo, uma esposa triste não é adequada para um homem alegre, nem uma pobre para um homem rico, nem uma mulher comum para um príncipe, nem uma generosa para um avarento, nem uma gentil para um homem severo, e assim por diante; mas uma esposa gentil para um homem gentil, uma alegre para um alegre, uma severa para um severo, uma rica para um rico, uma nobre para um nobre, uma pobre para um pobre, e assim, entre marido e mulher, deve haver uma proporção e congruência de afetos, maneiras e condições, tal como existe entre as vozes numa harmonia musical. Visto que, portanto, só Deus conhece esta harmonia, na medida em que só Ele conhece e prevê os afetos interiores, as condições e as fraquezas do marido e da mulher, e, por isso, só Ele sabe qual a mulher adequada para cada marido, daí que só Ele possa proporcionar ou realizar esta harmonia entre os cônjuges e no casamento. Mas como a maioria das pessoas, ao procurar esposas, não tem em conta esta harmonia, mas sim a riqueza, a nobreza, a beleza, etc. das esposas, é por isso que vemos por todo o lado muitos casamentos problemáticos e infelizes. . Que prazer, que harmonia, que felicidade pode haver quando aquilo que o marido deseja, a mulher não deseja; aquilo que ele ama, ela odeia; aquilo que lhe dá alegria, a entristece? Que prazer há em viver com tal pessoa, e estar intimamente unido a ela, e isso durante toda a vida, quando ela se opõe totalmente aos teus costumes e sensibilidades? Não vou entrar nas disputas, brigas, ciúmes, etc., que daí advêm e que, não raramente, trazem a ruína, tanto presente como eterna, a ambas as partes. Na verdade, muitos estão condenados porque escolheram esposas inadequadas para si e, por isso, problemáticas e briguentas.
Além disso, esta harmonia entre marido e mulher, para que o casamento seja agradável e feliz, é multifacetada e requer muitos aspectos, nomeadamente, em primeiro lugar, uma consonância de religião, fé e piedade, de modo a que a mulher não seja herética, infiel nem ímpia, mas esteja de acordo com o marido na fé e na piedade; em segundo lugar, uma consonância de costumes; em terceiro lugar, uma harmonia de condições; em quarto lugar, uma harmonia de amor; em quinto lugar, uma harmonia na forma de lidar com a prosperidade e a adversidade; em sexto lugar, uma harmonia de paz e concórdia na família.
Portanto, uma esposa compreensiva e prudente é, em primeiro lugar, aquela que se adapta à religião e à piedade do marido; na verdade, aquela que traz de volta ao caminho um marido que se está a desviar da religião e da piedade, e o conduz de volta a elas, tal como Santa Mônica trouxe de volta tanto Patrício como o seu filho Santo Agostinho, Clotilde trouxe de volta Clóvis, Santa Helena trouxe de volta Constantino, etc. Pois esta é a primeira e mais necessária harmonia do matrimônio. Ouçam São Ambrósio sobre o capítulo 16 de Lucas, livro VIII, no início: «Os pais dividem a casa e os bens entre os seus filhos; mas, por parte de Deus, uma esposa é preparada para um homem: quem ler isto em grego não achará que seja contraditório; pois o grego dizia bem ἁρμόζεται. Pois diz-se que a harmonia é a ligação adequada e apropriada de todas as coisas unidas entre si. Há harmonia quando os tubos de um órgão, acoplados em ordem, mantêm devidamente a graciosidade de uma melodia, e a disposição adequada das cordas preserva a concórdia. E assim, os casamentos não têm a sua harmonia quando uma mulher gentia não está legalmente unida a um homem cristão.» E, após algumas observações adicionais, conclui: «Portanto, onde há casamento, deve haver harmonia; onde há harmonia, Deus une; onde não há harmonia, há conflito e dissensão, o que não provém de Deus; porque Deus é amor. Por isso, não repudies a tua esposa, para que não negues a Deus como autor da vossa união; pois, se é preciso tolerar e corrigir os hábitos dos estranhos, muito mais os do cônjuge.»
Esta é a primeira razão pela qual não se deve casar com uma mulher infiel ou herética, pois ela rompe a harmonia da fé e do matrimônio. O próprio Santo Ambrósio apresenta duas outras razões, no Livro I de «Sobre Abraão», capítulo 9: em primeiro lugar, que aquela a quem falta a fé não pode ser casta nem de boa moral; pois a fé é a base e o alicerce da castidade e de todas as outras virtudes; em segundo lugar, que existe o perigo de uma esposa infiel e herética poder perverter o marido e torná-lo semelhante a ela, infiel e herético. «Pois com uma pessoa santa, diz ele, serás santo, e com uma pessoa perversa serás pervertido. Se isto é verdade noutras relações, quanto mais no matrimônio, onde há uma só carne e um só espírito; mas como pode o amor concordar se a fé discorda? E, por isso, tem cuidado, ó cristão, de dar a tua filha a um gentio ou a um judeu. Cuidado, digo eu, em tomar por esposa uma mulher gentia ou judia, ou uma estrangeira, isto é, uma mulher herética ou qualquer mulher alheia à tua fé. O primeiro laço do casamento é a castidade. Se ela adora ídolos, cujos adultérios são celebrados; se ela nega Cristo, que é o mestre e o recompensador da modéstia, como poderá ela amar a modéstia? Se ela for cristã, isso não basta, a menos que ambos tenham sido iniciados no sacramento do batismo. Juntos, devem levantar-se à noite para orar e, com orações unidas, suplicar a Deus. Há outro sinal notável de castidade, se acreditares que o casamento que obtiveste te foi concedido por Deus. Por isso também Salomão diz: «A esposa é preparada para o homem por Deus.» Aqueles que não partilham da mesma fé não conseguem acreditar nisto, a ponto de pensarem que a graça do casamento lhes foi concedida por Aquele a quem não adoram. A razão ensina isto, mas os exemplos comovem-nos mais. Muitas vezes, a sedução enganou até mesmo maridos mais firmes e levou-os a afastar-se da religião. Por isso, ou consulta o amor, ou tem cuidado com o erro. Portanto, no casamento, a religião deve ser a primeira coisa a procurar.»
Portanto, uma esposa compreensiva e prudente é, em primeiro lugar, aquela que se adapta à religião e à piedade do marido; na verdade, aquela que traz de volta ao caminho um marido que se está a desviar da religião e da piedade, e o conduz de volta a elas, tal como Santa Mônica trouxe de volta tanto Patrício como o seu filho Santo Agostinho, Clotilde trouxe de volta Clóvis, Santa Helena trouxe de volta Constantino, etc. Pois esta é a primeira e mais necessária harmonia do matrimônio. Ouçam São Ambrósio sobre o capítulo 16 de Lucas, livro VIII, no início: «Os pais dividem a casa e os bens entre os seus filhos; mas, por parte de Deus, uma esposa é preparada para um homem: quem ler isto em grego não achará que seja contraditório; pois o grego dizia bem ἁρμόζεται. Pois diz-se que a harmonia é a ligação adequada e apropriada de todas as coisas unidas entre si. Há harmonia quando os tubos de um órgão, acoplados em ordem, mantêm devidamente a graciosidade de uma melodia, e a disposição adequada das cordas preserva a concórdia. E assim, os casamentos não têm a sua harmonia quando uma mulher gentia não está legalmente unida a um homem cristão.» E, após algumas observações adicionais, conclui: «Portanto, onde há casamento, deve haver harmonia; onde há harmonia, Deus une; onde não há harmonia, há conflito e dissensão, o que não provém de Deus; porque Deus é amor. Por isso, não repudies a tua esposa, para que não negues a Deus como autor da vossa união; pois, se é preciso tolerar e corrigir os hábitos dos estranhos, muito mais os do cônjuge.»
Esta é a primeira razão pela qual não se deve casar com uma mulher infiel ou herética, pois ela rompe a harmonia da fé e do matrimônio. O próprio Santo Ambrósio apresenta duas outras razões, no Livro I de «Sobre Abraão», capítulo 9: em primeiro lugar, que aquela a quem falta a fé não pode ser casta nem de boa moral; pois a fé é a base e o alicerce da castidade e de todas as outras virtudes; em segundo lugar, que existe o perigo de uma esposa infiel e herética poder perverter o marido e torná-lo semelhante a ela, infiel e herético. «Pois com uma pessoa santa, diz ele, serás santo, e com uma pessoa perversa serás pervertido. Se isto é verdade noutras relações, quanto mais no matrimônio, onde há uma só carne e um só espírito; mas como pode o amor concordar se a fé discorda? E, por isso, tem cuidado, ó cristão, de dar a tua filha a um gentio ou a um judeu. Cuidado, digo eu, em tomar por esposa uma mulher gentia ou judia, ou uma estrangeira, isto é, uma mulher herética ou qualquer mulher alheia à tua fé. O primeiro laço do casamento é a castidade. Se ela adora ídolos, cujos adultérios são celebrados; se ela nega Cristo, que é o mestre e o recompensador da modéstia, como poderá ela amar a modéstia? Se ela for cristã, isso não basta, a menos que ambos tenham sido iniciados no sacramento do batismo. Juntos, devem levantar-se à noite para orar e, com orações unidas, suplicar a Deus. Há outro sinal notável de castidade, se acreditares que o casamento que obtiveste te foi concedido por Deus. Por isso também Salomão diz: «A esposa é preparada para o homem por Deus.» Aqueles que não partilham da mesma fé não conseguem acreditar nisto, a ponto de pensarem que a graça do casamento lhes foi concedida por Aquele a quem não adoram. A razão ensina isto, mas os exemplos comovem-nos mais. Muitas vezes, a sedução enganou até mesmo maridos mais firmes e levou-os a afastar-se da religião. Por isso, ou consulta o amor, ou tem cuidado com o erro. Portanto, no casamento, a religião deve ser a primeira coisa a procurar.»
Assim, Nonna, mãe de São Gregório Nazianzeno, revelou-se uma mestra de fé e piedade para o seu marido, Gregório, o Velho, tal como o seu filho, São Gregório Nazianzeno, refere na oração 12.
Em segundo lugar, uma esposa prudente é aquela que se adapta aos modos do marido e, de fato, molda e forma os seus próprios modos para que correspondam aos dele. Pois não basta que uma esposa seja casta, íntegra e santa; além disso, deve obedecer e submeter-se ao marido, de modo a criar, na consonância dos modos do casal, uma harmonia doce e agradável. Pois, tal como numa harpa, numa lira ou num órgão, não basta que cada corda ou tubo produza por si só um som agradável, mas cada um deve estar afinado com o outro, e assim todos devem misturar-se na proporção adequada, de modo que o som de um responda e acompanhe adequadamente o outro, produzindo assim, todos juntos, um concerto harmonioso: assim também na sociedade, especialmente no casamento, não basta que cada um seja bom por si só, mas cada um deve adaptar-se aos costumes e sensibilidades do outro, para que todos, em conjunto, possam produzir um concerto da sociedade civil. Mais uma vez, tal como a matéria deve ser preparada e disposta com certas qualidades — por exemplo, a madeira com secura e calor — que sejam congruentes com a forma, nomeadamente o fogo, para que a forma do fogo possa então ser introduzida nela: assim também a esposa deve ser congruente com os modos do marido, de modo a produzir um único casamento e, por assim dizer, um único composto doméstico com ele. Pois, neste aspecto, a esposa representa a analogia da matéria, e o marido, da forma. Por esta razão, Sócrates costumava dizer que os homens devem obedecer às leis do Estado, e as esposas aos costumes dos maridos com quem vivem; pois o marido é a norma para a esposa. A equidade ensina, portanto, que as esposas devem obedecer aos maridos como seus chefes. Santo Ambrósio diz admiravelmente, no livro III, epístola 25 à Igreja de Vercelli, perto do final: “A esposa deve submeter-se ao marido, não servi-lo como uma escrava; deve apresentar-se para ser guiada, não coagida. É indigna do matrimônio aquela que é digna de brigas. Da mesma forma, o marido deve orientar sua esposa como um timoneiro, honrá-la como parceira na vida e compartilhar com ela como uma co-herdeira da graça." [N.E.: citado completamente por Cornélio ao comentar Eclesiástico XXV].
Em terceiro lugar, uma esposa prudente é aquela que procura ou cria uma harmonia de destino e condição com o seu marido. Por isso, uma donzela prudente, se tiver uma fortuna modesta, não consentirá em casar com um marido nobre ou principesco, a menos que deseje ser sua serva, e não sua esposa; mas procurará um marido do seu próprio destino, condição e posição social. Pois a primeira lei do casamento é: Se desejas casar-te adequadamente, casa-te com alguém do teu nível. Assim diz Ovídio na Epístola de Deianira a Hércules. Essa era também a opinião dos Sete Sábios da Grécia e de muitos outros, como Tiraquellus demonstra em pormenor, na lei 5 sobre o Casamento, n.º 16 e seguintes. Por isso, Ausónio apresenta Sólon a dizer o seguinte: «Uni o cônjuge ao cônjuge igual: o que é desigual, discorda.» Mas se, por acaso, uma donzela vier a ser entregue a um marido desigual, digamos, mais rico ou de linhagem mais nobre, ela esforçar-se-á, com o seu próprio trabalho, a sua virtude e a sua prudência, por compensar o que falta em riqueza ou nobreza, e assim igualar ou superar a riqueza e a linhagem do seu marido. Assim como, portanto, quando um ramo de uma árvore é enxertado noutra, ele conforma-se e adapta-se em todos os aspectos à condição da outra, de modo que não parece enxertado, mas sim crescido naturalmente: da mesma forma, uma esposa, enxertada, por assim dizer, no seu marido através do casamento, deve acomodar-se e adaptar-se a ele em todas as coisas. Por isso, tal como para que um rebento de uma árvore seja enxertado noutra, deve ser da mesma condição e espécie; pois um rebento de nogueira não é enxertado numa pereira, mas sim noutra nogueira; nem uma pereira é enxertada numa nogueira, mas sim numa pereira de outra espécie: assim também, para uma esposa ser enxertada num marido, deve ter o cuidado de escolher alguém que seja da mesma condição e situação que ela própria. Por isso, Cleóbulo costumava aconselhar que se casasse com uma esposa igual; pois, se casares com alguém de uma família de classe social superior, dizia ele, não ganharás parentes, mas senhores. Assim o afirma Estobéu, no sermão 3 sobre a Temperança.
Em segundo lugar, uma esposa prudente é aquela que se adapta aos modos do marido e, de fato, molda e forma os seus próprios modos para que correspondam aos dele. Pois não basta que uma esposa seja casta, íntegra e santa; além disso, deve obedecer e submeter-se ao marido, de modo a criar, na consonância dos modos do casal, uma harmonia doce e agradável. Pois, tal como numa harpa, numa lira ou num órgão, não basta que cada corda ou tubo produza por si só um som agradável, mas cada um deve estar afinado com o outro, e assim todos devem misturar-se na proporção adequada, de modo que o som de um responda e acompanhe adequadamente o outro, produzindo assim, todos juntos, um concerto harmonioso: assim também na sociedade, especialmente no casamento, não basta que cada um seja bom por si só, mas cada um deve adaptar-se aos costumes e sensibilidades do outro, para que todos, em conjunto, possam produzir um concerto da sociedade civil. Mais uma vez, tal como a matéria deve ser preparada e disposta com certas qualidades — por exemplo, a madeira com secura e calor — que sejam congruentes com a forma, nomeadamente o fogo, para que a forma do fogo possa então ser introduzida nela: assim também a esposa deve ser congruente com os modos do marido, de modo a produzir um único casamento e, por assim dizer, um único composto doméstico com ele. Pois, neste aspecto, a esposa representa a analogia da matéria, e o marido, da forma. Por esta razão, Sócrates costumava dizer que os homens devem obedecer às leis do Estado, e as esposas aos costumes dos maridos com quem vivem; pois o marido é a norma para a esposa. A equidade ensina, portanto, que as esposas devem obedecer aos maridos como seus chefes. Santo Ambrósio diz admiravelmente, no livro III, epístola 25 à Igreja de Vercelli, perto do final: “A esposa deve submeter-se ao marido, não servi-lo como uma escrava; deve apresentar-se para ser guiada, não coagida. É indigna do matrimônio aquela que é digna de brigas. Da mesma forma, o marido deve orientar sua esposa como um timoneiro, honrá-la como parceira na vida e compartilhar com ela como uma co-herdeira da graça." [N.E.: citado completamente por Cornélio ao comentar Eclesiástico XXV].
Em terceiro lugar, uma esposa prudente é aquela que procura ou cria uma harmonia de destino e condição com o seu marido. Por isso, uma donzela prudente, se tiver uma fortuna modesta, não consentirá em casar com um marido nobre ou principesco, a menos que deseje ser sua serva, e não sua esposa; mas procurará um marido do seu próprio destino, condição e posição social. Pois a primeira lei do casamento é: Se desejas casar-te adequadamente, casa-te com alguém do teu nível. Assim diz Ovídio na Epístola de Deianira a Hércules. Essa era também a opinião dos Sete Sábios da Grécia e de muitos outros, como Tiraquellus demonstra em pormenor, na lei 5 sobre o Casamento, n.º 16 e seguintes. Por isso, Ausónio apresenta Sólon a dizer o seguinte: «Uni o cônjuge ao cônjuge igual: o que é desigual, discorda.» Mas se, por acaso, uma donzela vier a ser entregue a um marido desigual, digamos, mais rico ou de linhagem mais nobre, ela esforçar-se-á, com o seu próprio trabalho, a sua virtude e a sua prudência, por compensar o que falta em riqueza ou nobreza, e assim igualar ou superar a riqueza e a linhagem do seu marido. Assim como, portanto, quando um ramo de uma árvore é enxertado noutra, ele conforma-se e adapta-se em todos os aspectos à condição da outra, de modo que não parece enxertado, mas sim crescido naturalmente: da mesma forma, uma esposa, enxertada, por assim dizer, no seu marido através do casamento, deve acomodar-se e adaptar-se a ele em todas as coisas. Por isso, tal como para que um rebento de uma árvore seja enxertado noutra, deve ser da mesma condição e espécie; pois um rebento de nogueira não é enxertado numa pereira, mas sim noutra nogueira; nem uma pereira é enxertada numa nogueira, mas sim numa pereira de outra espécie: assim também, para uma esposa ser enxertada num marido, deve ter o cuidado de escolher alguém que seja da mesma condição e situação que ela própria. Por isso, Cleóbulo costumava aconselhar que se casasse com uma esposa igual; pois, se casares com alguém de uma família de classe social superior, dizia ele, não ganharás parentes, mas senhores. Assim o afirma Estobéu, no sermão 3 sobre a Temperança.
Em quarto lugar, e mais importante ainda, uma esposa prudente é aquela que cria harmonia amorosa com o marido; pois este é o laço, o elo e a alma do casamento. Por isso, ela não amará ninguém além do seu marido, dedicará todo o seu afeto a ele e entregar-lhe-á o seu coração; o que ele ama, ela também amará; o que ele odeia, ela também odiará. Pois onde há amor, Deus é o autor e mediador do casamento; mas onde há ódio, o diabo é o padrinho do casamento. Ouçam o autor da Obra Imperfeita em São Crisóstomo, homilia 1 sobre Mateus: «Boaz, diz ele, é interpretado como “na força”, ou “força nele”, ou “vitorioso”, que, segundo o mandamento de Deus, recebe Rute como esposa providenciada por Deus; com força, ele gera filhos, ambos possuindo força em si mesmos e sendo vitoriosos. Mas aqueles que recebem esposas por provisão do diabo, isto é, não com vista à religião, nem como crentes, geram filhos na fraqueza, nunca prevalecendo, nem sendo fortes, a não ser no mal, e parecem ter gerado filhos para o castigo da sua irreligião, não para alegria nem para consolo.» Foi isto que Deus, ao instituir o casamento na união de Adão e Eva, decretou: «Por isso, o homem deixará o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher», Génesis 2:24.
Em quinto lugar, uma esposa prudente moderará a alegria excessiva do marido na prosperidade e a tristeza excessiva na adversidade, e acalmará a sua ira e outras paixões desmedidas. Pois, tal como Davi, ao tocar habilmente a harpa, acalmou a ira, a melancolia e o espírito maligno de Saul (1 Samuel 16, 23), assim também uma esposa prudente, pela sua graça, prudência e discurso gentil, como se tocasse uma harpa, atenua e modera todas as tristezas, indignações e outras perturbações da mente do seu marido. Assim, Santa Mônica, com a sua modéstia, silêncio e prudência, moderou e, por assim dizer, compôs harmoniosamente as explosões e paixões de Patrício, como relata Santo Agostinho no livro IX das Confissões, capítulo 9. Assim também Abigail, com a sua fala humilde e graciosa, acalmou a ira de David, que já se apressava para o massacre e a vingança devido à dureza de Nabal (1 Samuel 25:23).
Em sexto lugar, uma esposa prudente, graças à sua sabedoria, cria uma harmonia de paz e concórdia na família, de modo que todos, satisfeitos com a sua própria posição, vivam em unanimidade, e ninguém inveje o outro, mas todos se unam em prol do benefício e da vantagem comuns da família. Pois esta é uma notável consonância de paz doméstica e unanimidade, como testemunha Plutarco na sua obra Moralia, na qual o marido, por assim dizer, canta o baixo, os filhos o agudo, os criados e as criadas o contratenor, e a esposa o tenor, como a voz média que harmoniosamente compõe e une o baixo com o agudo e o contratenor. Quem poderá proporcionar ou realizar uma harmonia tão grande e tão multifacetada no casamento, isto é, entre a esposa e o marido, senão Deus, que é onisciente e todo-poderoso, que dispõe todas as coisas com medida, número e peso? Sabedoria 11, 21. Pois só Deus é quem concede prudência a uma mulher e designa uma mulher prudente e adequada a um homem que a merece, segundo Eclesiástico 26, 3: «Uma boa esposa é uma boa porção, e será dada como porção àqueles que temem a Deus, a um homem pelas suas boas obras.» Por isso, costuma-se dizer que os casamentos são feitos no céu. Salomão confirma isto: «A casa e as riquezas são dadas pelos pais, mas uma esposa prudente vem do Senhor.» Assim, Moisés atesta que Rebeca foi preparada por Deus como esposa para Isaac, filho de Abraão. Sara não podia casar-se com outro, porque, por decreto divino, estava destinada ao jovem Tobias, que temia a Deus. Sansão pediu que lhe fosse dada uma rapariga filisteia como esposa, mas os pais dela, pensando que esse casamento era contrário à lei de Deus, dissuadiram-no de casar; pois não sabiam que o assunto vinha do Senhor, para que, a partir desse casamento, surgisse uma guerra entre os judeus e os filisteus, pela qual os judeus pudessem ser libertados da sua longa servidão. A Ester, para que fosse preferida às outras virgens pelo rei Assuero, Deus concedeu uma beleza extraordinária, de modo que, sem adornos externos, ela superava de longe as outras virgens que estavam enfeitadas e ungidas.
Por isso, que os cônjuges, se desejarem esta harmonia sêxtupla que acabámos de descrever, amem e adorem a Deus. Pois, se estiverem unidos a Deus através do amor, estarão unidos um ao outro pelo mesmo amor: tanto porque as coisas que estão unidas a uma mesma terceira coisa estão unidas entre si; como porque o amor com que amamos a Deus e ao próximo, especialmente um cônjuge por amor a Deus, é o mesmo e único.
Do ponto de vista moral, que os jovens aprendam aqui, quando procuram esposas adequadas, a não confiar em si próprios, nem nos pais e amigos, mas a escolher Deus como seu guia e, por isso, a esforçarem-se por conquistar a Sua graça através da penitência, da oração, da esmola e de outras obras piedosas e santas, para que, por Ele, possam ser conduzidos de mão dada a uma esposa prudente e adequada a eles. Que leiam o conselho sábio e piedoso que o Arcanjo Rafael deu a Tobias quando este estava prestes a casar-se com Sara (Tobias 6, 16), e que o apliquem a si próprios e o ponham em prática." [14].
VEJA TAMBÉM:
Santos e tradição católica sobre como agir perante concubinos, adúlteros, gente que coabita dizendo manter a castidade e pai/mãe solteiro
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[1] Extraído de: https://lapide.org/26_ecclesiasticus_07.html#verse-27. Tradução livre com a ajuda do programa DeepL.
[2] Traduzido com a ajuda do DeepL de: https://lapide.org/26_ecclesiasticus_25.html#verse-29
[3] Extraído de: https://lapide.org/01_genesis_24_pt.html#verse-65
[4] Extraído de: https://lapide.org/01_genesis_34_pt.html#verse-1
[5] Traduzido com a ajuda do DeepL de:https://lapide.org/70_titum_02.html#verse-4
[6] Traduzido com a ajuda do DeepL de: https://lapide.org/26_ecclesiasticus_25.html#verse-29
[7] Uma notícia sobre câncer em órgão usado para sodomia: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd1rxkmjje8o
[8] Traduzido com ajuda do DeepL do comentário ao Gênesis, capítulo XXX: https://lapide.org/01_genesis_30_pt.html
[9] Traduzido com ajuda do DeepL do comentário ao livro da Sabedoria: https://lapide.org/25_sapientia_03.html#16-but-the-children-of-adulterers-will-be-in-incompletion
[10] Traduzido com ajuda do DeepL do comentário ao profeta Oséias, capítulo I, 34: https://lapide.org/34_osee_01.html
[11] Traduzido com ajuda do DeepL do comentário ao profeta Oséias, capítulo I, 34: https://lapide.org/34_osee_01.html
[12] Retirado de: https://lapide.org/01_genesis_29_pt.html
[13] Traduzido com a ajuda do DeepL de: https://lapide.org/26_ecclesiasticus_25.html#verse-29
[14] Traduzido com ajuda do DeepL do comentário aos Provérbios, C. XIX, versículo 14
Em sexto lugar, uma esposa prudente, graças à sua sabedoria, cria uma harmonia de paz e concórdia na família, de modo que todos, satisfeitos com a sua própria posição, vivam em unanimidade, e ninguém inveje o outro, mas todos se unam em prol do benefício e da vantagem comuns da família. Pois esta é uma notável consonância de paz doméstica e unanimidade, como testemunha Plutarco na sua obra Moralia, na qual o marido, por assim dizer, canta o baixo, os filhos o agudo, os criados e as criadas o contratenor, e a esposa o tenor, como a voz média que harmoniosamente compõe e une o baixo com o agudo e o contratenor. Quem poderá proporcionar ou realizar uma harmonia tão grande e tão multifacetada no casamento, isto é, entre a esposa e o marido, senão Deus, que é onisciente e todo-poderoso, que dispõe todas as coisas com medida, número e peso? Sabedoria 11, 21. Pois só Deus é quem concede prudência a uma mulher e designa uma mulher prudente e adequada a um homem que a merece, segundo Eclesiástico 26, 3: «Uma boa esposa é uma boa porção, e será dada como porção àqueles que temem a Deus, a um homem pelas suas boas obras.» Por isso, costuma-se dizer que os casamentos são feitos no céu. Salomão confirma isto: «A casa e as riquezas são dadas pelos pais, mas uma esposa prudente vem do Senhor.» Assim, Moisés atesta que Rebeca foi preparada por Deus como esposa para Isaac, filho de Abraão. Sara não podia casar-se com outro, porque, por decreto divino, estava destinada ao jovem Tobias, que temia a Deus. Sansão pediu que lhe fosse dada uma rapariga filisteia como esposa, mas os pais dela, pensando que esse casamento era contrário à lei de Deus, dissuadiram-no de casar; pois não sabiam que o assunto vinha do Senhor, para que, a partir desse casamento, surgisse uma guerra entre os judeus e os filisteus, pela qual os judeus pudessem ser libertados da sua longa servidão. A Ester, para que fosse preferida às outras virgens pelo rei Assuero, Deus concedeu uma beleza extraordinária, de modo que, sem adornos externos, ela superava de longe as outras virgens que estavam enfeitadas e ungidas.
Por isso, que os cônjuges, se desejarem esta harmonia sêxtupla que acabámos de descrever, amem e adorem a Deus. Pois, se estiverem unidos a Deus através do amor, estarão unidos um ao outro pelo mesmo amor: tanto porque as coisas que estão unidas a uma mesma terceira coisa estão unidas entre si; como porque o amor com que amamos a Deus e ao próximo, especialmente um cônjuge por amor a Deus, é o mesmo e único.
Do ponto de vista moral, que os jovens aprendam aqui, quando procuram esposas adequadas, a não confiar em si próprios, nem nos pais e amigos, mas a escolher Deus como seu guia e, por isso, a esforçarem-se por conquistar a Sua graça através da penitência, da oração, da esmola e de outras obras piedosas e santas, para que, por Ele, possam ser conduzidos de mão dada a uma esposa prudente e adequada a eles. Que leiam o conselho sábio e piedoso que o Arcanjo Rafael deu a Tobias quando este estava prestes a casar-se com Sara (Tobias 6, 16), e que o apliquem a si próprios e o ponham em prática." [14].
VEJA TAMBÉM:
Santos e tradição católica sobre como agir perante concubinos, adúlteros, gente que coabita dizendo manter a castidade e pai/mãe solteiro
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[1] Extraído de: https://lapide.org/26_ecclesiasticus_07.html#verse-27. Tradução livre com a ajuda do programa DeepL.
[2] Traduzido com a ajuda do DeepL de: https://lapide.org/26_ecclesiasticus_25.html#verse-29
[3] Extraído de: https://lapide.org/01_genesis_24_pt.html#verse-65
[4] Extraído de: https://lapide.org/01_genesis_34_pt.html#verse-1
[5] Traduzido com a ajuda do DeepL de:https://lapide.org/70_titum_02.html#verse-4
[6] Traduzido com a ajuda do DeepL de: https://lapide.org/26_ecclesiasticus_25.html#verse-29
[7] Uma notícia sobre câncer em órgão usado para sodomia: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd1rxkmjje8o
[8] Traduzido com ajuda do DeepL do comentário ao Gênesis, capítulo XXX: https://lapide.org/01_genesis_30_pt.html
[9] Traduzido com ajuda do DeepL do comentário ao livro da Sabedoria: https://lapide.org/25_sapientia_03.html#16-but-the-children-of-adulterers-will-be-in-incompletion
[10] Traduzido com ajuda do DeepL do comentário ao profeta Oséias, capítulo I, 34: https://lapide.org/34_osee_01.html
[11] Traduzido com ajuda do DeepL do comentário ao profeta Oséias, capítulo I, 34: https://lapide.org/34_osee_01.html
[12] Retirado de: https://lapide.org/01_genesis_29_pt.html
[13] Traduzido com a ajuda do DeepL de: https://lapide.org/26_ecclesiasticus_25.html#verse-29
[14] Traduzido com ajuda do DeepL do comentário aos Provérbios, C. XIX, versículo 14















Cor Mariae, Mãe Virgem Corredentora, ora pro nobis.




Chefe da Casa Imperial de Orléans e Bragança.






São Pedro, Príncipe dos Apóstolos e Primeiro Papa, adornado em sua festa com o Mantum e a 


Humildade, elevação de alma e Catolicidade 
Zelo Zelatus Sum Pro Domino Deo Exercituum
