Mostrando postagens com marcador papa santo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador papa santo. Mostrar todas as postagens

A Teologia da história prova a missão dos apóstolos dos últimos tempos com o advento do Papa Santo

Símbolo ou marca principal da TFP 
Para entender artigo, recomendamos:

A vinda do Papa Santo e do último Papa exposta na Escritura
 
A Teologia da História prova a vinda do Reino de Maria, por Plinio Corrêa de Oliveira em 1971.

A vinda do Reino de Maria provada por Teologia da História, segundo o Pe. Antonio Vieira

Clique aqui para ler mais sobre o Reino de Maria, o Papa Santo e o Castigo Mundial (Bagarre)

 
 
Extraído de: "O Príncipe dos Cruzados (Vol. I, parte I, 3a edição, Cap. 2)".

Anterior deste capítulo:
A teologia da história prova a vinda do Papa Santo para profetizar o Castigo Mundial para os homens

Enumeramos as teses, seus corolários e, em seguida, as justificativas, quando necessitar.
 
1. O Papa Santo se servirá de apóstolos especiais para fazer valer sua obra de restauração da Igreja.

Pela tese "2.1.1.1 a)" o Papa Santo, com seu aviso, não poderá resolver de uma vez a crise na Igreja. Disso decorre que haverá resistência e incompreensão. Das duas, uma: Ou o Papa resolve tudo por si, ou se serve de apóstolos. A seguir, as razões pelas quais a primeira é falsa:

Iguala a missão do Papa Santo às de Elias e Enoch, igualando-se ao que está em maior grau de perfeição, já que estes aguardam o fim do mundo, e estão em uma situação extraordinária, etc.

Desacreditará o Vigário de Cristo, que precisará estar todo o tempo em todo o lugar, por causa das resistências e incompreensões, pois não terá apoio ao seu serviço. Não confirmará o apostolado e fidelidade doutrinária de nenhum Grupo de pessoas, sem encarregá-los de uma missão apostólica, passando impressão de que ninguém tinha sido fiel antes, o que é falso, pois mostra uma total perversão do mundo. Desse modo, qualquer grupo que, de acordo com a Doutrina, tenha se consagrado à restauração da Igreja e da Civilização Cristã será desmerecido.

Se esse Grupo dava a si uma missão providencial e profética, o Pontífice, sem apoiá-lo, desprestigiará as características de sua própria missão: uma atitude contraditória. Além disso, as profecias particulares e as bíblicas, respectivamente, falam de "apóstolos dos últimos tempos" e "uma milícia de um país longínquo".

Além disso, esses apóstolos precisarão dominar os meios materiais para a restauração na ordem temporal (comunicação, etc), visto que a restauração parte da esfera espiritual à temporal, mas não exclui esta no começo, e sim intercala as duas, pois uma transformação espiritual no homem está associada ao temporal, e disso seguem os meios de comunicação, reações globais, etc. Ora, não é ofício Papal fazer trabalhos burocráticos ou mesmo de campanha, logo, usaria desses apóstolos. Por fim, há tal Grupo.

2. Pelas características acima, identificamos esse Grupo com os que se mantiveram fiéis ao legado e obra de Plinio Corrêa de Oliveira, comumente associado ao nome de TFP (conforme o sentido que damos na introdução), pelas seguintes razões.

2.1. Tal Grupo, que em virtude da crise na Igreja, logo após seu evento mais emblemático, o Concílio Vaticano II, considerou-se os "apóstolos dos últimos tempos" com razão, como veremos no artigo seguinte. Outras razões corroboram o profetismo ali:

Era originalmente formado por Carmelitas terceiros. A Ordem Carmelitana é uma ordem singular, pré-Cristã, que tem missão profética, conforme visto no capítulo 1. Ademais, as profecias particulares, que veremos adiante, comprovam isso para o futuro.

A marca desse Grupo é profética, pois é o Leão de Judá, a tribo que ficou fiel no exílio da Babilônia, da onde veio o Salvador, e a cruz do "Tau", a qual Ezequiel profetiza que será a marca pela qual se salvarão, em um Grande Castigo, aqueles que a tiverem sobre a fronte. Essa profecia e outras particulares analisamos, mais adiante, como dizem respeito ao tempo do Castigo e aos apóstolos.

O fundador e principal inspirador do Grupo foi também profeta, conforme extensamente provamos na parte II desse volume.

O Grupo conseguiu influenciar, tanto pelo profetismo do Fundador, tanto pelas suas campanhas, a sociedade temporal, o que é admitido até por seus inimigos, como mostramos na parte II. Também muitos admitiram que esse Grupo teve a primazia na missão de manter a tradição católica, colocando-o em oposição aos progressistas.

2.2. Tal Grupo se fundamenta no tradicionalismo pós-conciliar e foi pioneiro nesse tradicionalismo que, na verdade, é o velho tradicionalismo, mas pela sua gênese histórica é conhecido por tecer críticas ao Concílio e à Missa nova, mas não por motivos variados ou errôneos, e sim por motivos razoáveis baseados na Tradição Católica, isto é, no velho tradicionalismo.

2.3. Tal Grupo possui, em certo grau, domínio dos meios materiais de propaganda, etc, e teve em maior grau no passado, possuindo ainda a técnica e experiência, o que já adianta muita coisa.

No entanto, a missão dos "apóstolos dos últimos tempos", ou a TFP, não se resume a auxiliar o Papa Santo, pois tal missão foi dada pelo fundador, Plinio Corrêa de Oliveira, desde a gênese da TFP até o fim dos tempos. Assim, Dr. Plinio considerava os membros seus discípulos, no mínimo desde a década de 60, e também deu diretrizes sobre a ação do Grupo no Reino de Maria, como se vê nos artigos neste capítulo
.

Próximo deste capítulo:
A Teologia da história prova as principais ações dos apóstolos dos últimos tempos com a vinda do Papa Santo

S. Pedro Papa e Pio IX como prefiguras do Papa Santo. Hipóteses de suas ações a partir disso. Hipótese teológica

S. Pedro com a Tríplice Tiara
S. Pedro Papa, rogai por nós!

Anterior deste capítulo: O Brasão Pontifical do Papa Santo através da explicação dos elementos presentes

Recomendamos a leitura prévia:

Diferença entre teologia da história, hipótese teológica, e interpretações. Nível de adesão católica a cada uma


A teologia da história prova a vinda do Papa Santo para profetizar o Castigo Mundial para os homens.


A Teologia da História prova a vinda do Reino de Maria, por Plinio Corrêa de Oliveira em 1971.

A vinda do Papa Santo e do último Papa exposta na Escritura

Clique para ler mais sobre o Reino de Maria e o Castigo ou Bagarre

Extraído de: "O Príncipe dos Cruzados (Vol. I, parte I, 3a edição, Cap. III)".

Afirmação: S. Pedro foi o perfeito exemplo de Papa. Suas ações na Sagrada Escritura simbolizam o máximo alcance que um Papa pode ter enquanto tal.

Foram suas ações, segundo os Atos dos Apóstolos:

- Exerceu a autoridade
- Converteu multidões
- Fez milagres
- Foi perseguido
- Excomungou
- Teve visões
- Presidiu um Concílio infalível

Segundo a Tradição:

- Escreveu documentos infalíveis (suas Epístolas) sobre matéria: doutrinária, disciplinar, profética, escatológica.
- Foi martirizado.

Destaca-se somente os atos após Pentecostes. Antes disso é difícil falar de um Papado, como se conhece hoje, por causa da presença do Corpo Místico da Igreja, Nosso Senhor Jesus Cristo, guiando e aconselhando os apóstolos. Em negrito, as hipóteses calcadas na afirmação inicial, seguidas de explanação simbólica.

No pontificado do Papa Santo Restaurador haverá as mesmas ações

Um Papa que seja Santo, e leve a Igreja para a restauração, deve apresentar os mesmos atos, não necessariamente na mesma ordem.

Justifica-se pela semelhança da grandeza em ambos Reinados: o primeiro, no começo da história da Igreja, sabia que ia ser exemplo de Papa para a Igreja até o fim do mundo, já o outro o será para o Reino de Maria. Portanto, convém que o Espírito Santo também guie este para um Pontificado inspirador para a Santa Igreja dali em diante. Ainda assim, o Papado de S. Pedro é mais nobre, pois inspira a Cristandade do começo ao fim.

Justifica-se pelas revelações privadas: conforme veremos no capítulo V, S. João Bosco tratava Pio IX como o Papa que iria restaurar os Estados Pontifícios, e iria ser recebido por todos os reis da terra. Ora, este Papa não completou estas ações, além de não ter completado as ações antes mencionadas: martírio, milagres, visões e conversões de multidões. Ainda que as possa ter feito em algum grau, não as fez de modo extraordinário e evidente. Logo, a profecia só se compreende considerando Pio IX a prefigura de um Pontífice vindouro. A história do Reinado de Pio IX reforça o argumento, já que se assemelha ao Papado do Papa Santo, pois a proclamação de um dogma mariano, um Syllabus (lista) de erros, um Concílio, uma guerra contra a Igreja e o martírio de um Papa (do qual fala o terceiro segredo de Fátima) estarão, segundo mostrado neste volume, presentes no futuro.

O Pontificado do Papa Santo deve começar exercendo a autoridade e restaurando

Justifica-se pela prefigura com S. Pedro: começou seu ministério exercendo sua autoridade, citando profecias e restaurando o que foi perdido. Assim, o primeiro Papa tomou a palavra, quando estavam os Apóstolos reunidos (Atos I, 16), citou a traição de Judas nas profecias, e propôs a substituição de seu lugar vago. Também a vinda do Papa Santo se relaciona com autoridade, profecias, traição na Igreja, e restauração.

Justifica-se pela situação atual: a Igreja precisa urgentemente de restauração, da doutrina, da liturgia, dos apontamentos apostólicos, das ordens religiosas, dos leigos em espírito de cruzada, dos órgãos relacionados, etc. Um bom Papa é aquele que promove o mais urgente para o bem da Igreja.

A primeira condenação dos erros será semelhante ao Syllabus de Pio IX

Justifica-se pela estrutura dogmática fácil de ler do Syllabus, condensada e com caráter de proibição. É a mais conveniente forma a ser posta em paróquias, distribuídas em panfletos pequenos, etc.

Justifica-se pelo espelhamento ao Papado de Pio IX: há uma nova diplomacia vaticana, e emerge uma veneração por aquele Papa contra-revolucionário do século XIX, digno de devoção como o restaurador Vigário de Cristo o será.

Este novo Syllabus (NS) deve vir ao lado de um catecismo novo já pronto na vinda do Papa, cujo público-alvo será os neopagãos e os fiéis

Justifica-se pela necessidade de proselitismo: ainda que os neopagãos sejam mais numerosos, muitos católicos possuem idéias péssimas, hábitos igualitários, liberais, materialistas, primários, tribalistas, etc.

Justifica-se que o Catecismo deve estar pronto pela urgência do NS. Assim, a confusão e acusação de autoritarismo irrefletido serão dispersas pelas explicações dadas nesse Catecismo, e como o NS deverá ser publicado logo (se não estiver publicado), assim também o Catecismo deverá estar pronto na data, quiçá já traduzido para algumas línguas (se já não estiver também).

Ainda mais conveniente será se o NS já estiver publicado e disponível em algumas línguas, porque o Papa Santo confirmará a doutrina ensinada, dispersando as dúvidas de "novidade". Melhor ainda se o NS fosse feito permeado de tradicionalismo contra-revolucionário, confirmando o encargo profético e a ortodoxia doutrinária deste pensamento.
Além disso, prontas, a bula (do NS) e o catecismo dissiparão acusações de senilidade, etc.

Adendo da 3a edição: sustentamos, desde a primeira edição, que o NS virá como uma Bula, mas infelizmente não escrevemos as razões. Muitos podem pensar que o caráter universal da Encíclica a torna o meio mais adequado. Entretanto, a Bula, além da possível abrangência universal, é historicamente relacionada à condenações Papais solenes, assuntos importantes, etc. Na Bula, também figura a imagem do Papa Reinante e a dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo. Além disso, costuma ser breve, como o NS.

Cientes destas mesmas teses, e para auxiliar tal obra, trabalhamos e publicamos dois volumes, conforme os dois públicos mencionados. Mesmo se essas teses estiverem corretas, só a vinda do Papa Santo confirmará a ajuda desta série (Adendo da 3a edição: hoje rechaçamos qualquer rastro de comparação desta série com estas hipóteses).

O Papa Santo deverá proclamar o duplo dogma mariano em sua primeira aparição pública

À objeção de que isso ofuscará o ato da última hipótese responde-se lembrando podem surgir concomitantemente, isto é, o Syllabus de erros pode ser mandado para publicação antes da aparição, bastando uma citação deste após a proclamação.

Justifica-se pela necessidade de devoção profunda do Papa Santo à Virgem Maria: como propugnador do Reino dEla, a proclamação será também uma consagração do Papado ao Senhorio da Virgem Imaculada Co-Redentora e Medianeira de Todas as graças.

Justifica-se pelas Eras: o Papa Santo abre a sexta Era, mas a aparição de um homem não pode, por si, abrir uma Era, igualando-se à missão de Nosso Senhor, que abriu a sexta Era antiga, segundo hipotetizado. Logo, a proclamação do dogma e, portanto, a aparição, por assim dizer, da glória de Maria, será o evento de abertura da sexta Era. Aliás, o evento marca o começo do seu Reino, e o Pontífice será seu instrumento. Se mais adiante o tratamos como o "homem que abriu a sexta Era" em sua eleição, foi somente por ser instrumento principal.

Justifica-se pela necessidade de mostrar ao mundo que aquele é o Papa Santo. Proclamar imprevistamente dogmas anti-ecumênicos e, ao mesmo tempo, publicar uma condenação de erros modernos, incluindo a sociedade neopagã, significa causar, no mínimo, grande espanto, de modo que aos homens, em geral, o Papa pareça ser agitador ou profeta.

Na proclamação do dogma mariano, quando o Papa Santo fizer sua primeira aparição pública, acontecerá um milagre

Para dissipar a impressões indesejadas: primeiro, de que o Papa é louco ou profeta ao proclamar
dogmas subitamente, segundo, dissipar a confusão dos fiéis vendo a firmeza de fé dos homens e a sublimidade do evento. Assim, o milagre se dará na frente de Roma e do mundo (pelas câmeras). Como a primeira aparição pública ocorre na sacada da Basílica do Vaticano, diante de todas as câmeras e da multidão romana, é o momento conveniente.

Justifica-se pela confirmação do Papado: o milagre confirmará o uso da infalibilidade pelo Papa, bem como o seu Papado, evaporando qualquer dúvida. Também convém que o Syllabus seja mencionado no discurso da primeira aparição Papal, após a aclamação do povo, isto é, a confirmação do Papado. A prévia citação, antes do dogma, refutará a acusação de que após o dogma (ao qual não farão resistência, por falsa piedade), o Papa voltou e anunciou um documento "herético", perdendo o Pontificado.

Adendo da 3a edição: a aceitação pacífica do povo é tida, segundo visto no volume II, como a prova da eleição do Papa.
Por alguma razão, escrevemos antes que "suscitaria mais dúvidas", o que, além do tempo verbal errado, não está de acordo com o que já sabíamos, ainda que só publicado no volume II.

Deus acha sempre melhor. Aqui hipotetizamos que será de noite e, logo após a proclamação, dois milagres de Maria Santíssima acontecerão: primeiro, um raio estrondoso atingindo algum ponto específico da sacada sem ferir ninguém (e por isso milagroso), confirmando o mensageiro de Deus tal como Moisés, que baixa o monte Sinai com as tábuas das leis emitindo raios pelo rosto. Segundo, a volta do Sol para a orbita Romana, quando iluminará toda a praça São Pedro por algum tempo antes do terceiro Angelus, espelhando o milagre em Fátima. Então, o Papa poderá rezar o Angelus com os fiéis. Retornando o Sol ao seu percurso, a noite voltará, findando a aparição do Papa com a seguinte impressão: enquanto falar aos fiéis, enquanto forem seu rebanho, não haverá trevas.

Adendo da 3a edição: na ilusão de que a Mediação Universal de Maria Santíssima já continha o dogma da Co-Redenção, referimo-nos a um terceiro dogma mariano desde a Imaculada Conceição. Nesta edição incluímos a compilação teológica para a Co-Redenção, intimamente ligada à Mediação Universal, razão pela qual retiramos frases daqui aludindo ao símbolo do "três
".

Na primeira aparição, com a nova indumentária, o Papa deverá ser coroado com a Tríplice Tiara de S. Pedro, mesmo sem a cerimônia habitual de coroação

Justifica-se pelo paralelo com o Papado glorioso do Príncipe dos Apóstolos. Ao mesmo tempo, evocará os pontificados contra-revolucionários que usaram a Tríplice Tiara, e tudo que esta relíquia da grandeza representa: os Estados Pontifícios, etc.

Justifica-se pela sua indumentária que, hipotetizada antes neste capítulo, representa uma mudança com entornos proféticos. Ademais, hipotetizamos que a coroação instaurará um hábito Vaticano no Reino de Maria: coroação com a coroa de S. Pedro em um primeiro momento, rememorando esse evento.

Contudo, parece mais conveniente o Papa surgir primeiro sem a capa vermelha da TFP, e colocá-la no momento da coroação, após receber a Tiara Tripla, a ser posta pelo Cardeal Protodiácono, conforme costume. Tais atos provarão que o Papa Santo não vem para mudar o costume, mas para elevá-lo. A coroação pelo Cardeal ratificará a eleição pelo Sacro Colégio (justificaremos depois como elegerão este pontífice).

O Papa Santo, nessa primeira aparição, deve colocar a capa da TFP no Grande Monarca e no Grande General

Justifica-se pela missão similar à de S. Elias: ungir profetas e reis, conforme Deus mandou àquele profeta antigo. Esse ato representará bem isso. Também o gesto mostrará que, da restauração espiritual, virá a social ou profética e, em seguida, a material ou política (por isso, a sequência do gesto será: Grande General e Grande Monarca).

Justifica-se pelo simbolismo da capa: representa o Grupo aplicador da doutrina católica na ordem temporal pela via profética. A TFP representa os valores morais sociais a serem restaurados. E seu fundador era profeta, como provado extensivamente na parte 2 desse volume. Assim, todos os requisitos harmonizam-se, dado que o Grande General pelo menos será alinhado em pensamento, espelhando este fundador.

Adendo da 3a edição: como no passado da Cristandade, o Pontífice Santo, catolicamente coroado, coroará o Grande Monarca

Justifica-se pela urgência da noção hierárquica na sociedade: contra a derrocada de tantas monarquias e contra a apostasia de tantas elites, o Vigário de Cristo se oporá com este gesto, ato contrário ao igualitarismo revolucionário contra a noção de elite e nobreza.

Justifica-se pelo cumprimento das profecias privadas acerca da universalidade da vocação do Grande Monarca: vistos largamente no capítulo V, o conjunto dos vaticínios, ou obra do Espírito Santo, há tempos menciona a vinda de um Rei restaurador da Cristandade.

O Papa Santo pode não presidir um Concílio infalível, apesar de tudo

Justifica-se pelas profecias privadas: a Beata Emmerich fala de um Concílio presidido por um outro Papa. Adendo da 3a edição: antes, o resto da frase não fazia sentido gramatical.

Justifica-se pela veneração à S. Pedro: a missão do Papa Santo será tão grande, que alguns pensarão que excedeu a de S. Pedro. Deixando de presidir um Concílio, desvanece-se tal comparação.

Justifica-se pela estrutura da realidade atual em conformidade com a profecia do martírio: com a crise da Igreja, será inviável ao Papa, tampouco lhe será benéfico, chamar o alto clero progressista para compor um Concílio dogmático (Adendo da 3a edição: foram retiradas fracas justificativas adicionais).

À objeção de que o inverso pode se dar (o Papa, não martirizado, preside um Concílio), responde-se pela carência de explicação à profecia da Beata e ao
terceiro segredo de Fátima. A última é mais importante, pois tem mais autoridade na Igreja. Se literal, o terceiro segredo se refere mesmo a um Papa martirizado, e enterra a interpretação de que simbolizava um conjunto de Papas do século XX. Confirmando esta interpretação, a missão Papal será ainda mais clara.

Ordem dos atos na primeira aparição pública: Ave-Maria, discurso profético inicial
contendo a citação da Bula, dogma, Angelus, bênção. Tudo na frente da imagem da Virgem de Fátima em um andor

Justifica-se pela conveniência da Ave-Maria: num momento de perplexidade geral se apela à Ave-Maria. Ademais, estabelecer-se-á um costume, começando todo Papado por Maria Santíssima dali em diante.

Ainda que possa haver algum milagre de glossolalia, o discurso profético será em italiano, pois o discurso é direcionado ao povo romano. Nessa parte o Papa poderá falar do cumprimento das profecias, do segredo faltante de Fátima, se há um, mencionar o NS, como dito acima, e pode convocar todos os bispos para a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria (não feita até hoje). A ordem é conveniente, já que as primeiras palavras do Pontífice eleito são as mais impactantes, tomando mais a atenção de Roma e do mundo. O discurso convenientemente será inspirado pelo Espírito Santo para ter bons frutos.

Em seguida, o duplo dogma, com tradução simultânea do latim por alguém ao lado ou milagre da glossolalia. Depois, segundo hipotetizamos aqui, ocorrerá o milagre com o Angelus, o Papa abençoará os fiéis, e o Sol começará a voltar ao seu lugar anterior, porém, só depois da bênção, porque se voltasse antes, ou durante, não haveria o sentido do Sol significar a luz oriunda do Papa Santo
. Mais simbólico ainda será o evento se a breve cerimônia de apresentação do Papa à Roma for feita diante de uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, que entrará previamente via andor na sacada da Basílica de S. Pedro, pois sua presença confirmará aquela missão épica e profetizada.

Resumo das hipóteses deste artigo: O Pontificado do Papa Santo, espelhando o Pontificado glorioso de São Pedro e o de Pio IX, começará exercendo a autoridade e restaurando. Assim, a primeira condenação dos erros será semelhante ao Syllabus de Pio IX. Esse novo Syllabus (NS) virá acompanhado de um catecismo novo já pronto na vinda do Papa, visando tanto os neopagãos, como os fiéis. O Papa Santo proclamará duplo dogma mariano (Mediação Universal e Co-Redenção) em sua primeira aparição pública. Na proclamação dos dogmas, quando o Papa Santo fizer sua primeira aparição pública, acontecerá um milagre. Então, com a nova indumentária, o Papa será coroado com a Tríplice Tiara de S. Pedro, mesmo sem a cerimônia habitual de coroação, e colocará a capa da TFP no Grande General e
no Grande Monarca. Como no passado da Cristandade, o Pontífice Santo, já catolicamente coroado, coroará o Grande Monarca. Os atos do Papa Santo, na primeira aparição, seguirão a sequência: Ave-Maria, coroação com a Tríplice Tiara, discurso profético inicial contendo a citação da Bula, dogma, Angelus, citação da Bula, bênção. Tudo na frente da imagem da Virgem de Fátima em um andor. Todos os Papas do Reino de Maria serão coroados com a coroa de S. Pedro, após a Ave-Maria inicial, e diante da Virgem de Fátima em um andor, rememorando este evento.


Próximo deste capítulo: A eleição do Papa Santo

Beato Francisco Palau fala de um restaurador da Igreja Católica: um novo Elias, um novo Moisés


Peçamos privadamente a intercessão do Beato Francisco Palau y Quer (1811-1872) , enquanto a Santa Igreja não autoriza seu culto público.

Extraído de "O Príncipe dos Cruzados (Vol. I, parte I, 3a edição, Cap. V)".

Anterior deste capítulo:
Beato Palau diz que nas trevas, "Deus despertará os homens com um horrendo cataclisma", "a sociedade moderna vai ser destruída"
 

B
eato Francisco Palau y Quer (1811-1872) foi um padre carmelita exorcista espanhol. Foi um dos primeiros a tentar aumentar o número de exorcistas nas Igrejas. Em 1868 fundou o semanário "El Ermitaño", onde escreveu muitas profecias.


Os negritos são nossos.

 "Antes que se levante Carlos, ou outro rei Católico, Deus dirá a um homem o que disse a Moisés: "Aqui tens uma vara: nela mostrarei a todas as nações minha existência e minha onipotência". A este homem serão entregados, a discrição, os demônios, para serem lançados fora do corpo da sociedade atual, do corpo das nações....A este homem obedecerão terra, inferno e céus, os elementos e a natureza inteira: este homem estará em pé firme "insignitis et potentis ante reges horrendos", diante desses reis com quem Pio IX agora tem que transigir, e nesse homem terminará os sistema das transigências;  

O restaurador terá dons incríveis, e expulsará os demônios da sociedade.

Quando virá? Quando ninguém o creia; quando todas as nações terem consumado, nas pessoas de seus reis, a apostasia da fé; quando vejas diabo glorificando-se em seu triunfo, resistindo ao poder dos católicos. Quando o diabo chegar ao extremo de se apresentar na frente de todos reis da terra declarando guerra contra Deus com seu lema: "Revolução!" Quando vós, os encarregados de jogá-lo no abismo, sejais impotentes para vencê-lo por causa da incredulidade deles. Então aparecerá no mundo este homem para anunciar seu fim" [1].

Virá no dia da apostasia geral, no dia da guerra geral, no dia em que o clero, isto é, os encarregados de combater o diabo forem impotentes por causa de incredulidade.

“Elias recomporá as coisas eclesiásticas em sua devida ordem com mão potente, banirá do seio da Igreja os falsos políticos, anticristãos, essas falanges de escritores e doutores que em nome de Cristo seduzem os povos, e limpará o templo de Deus das abominações com que o emporcalham os maus católicos” [2].

Daí a restauração do clero pela mão desse Elias, isto é, o fim do progressismo 

"Não se conhece outro restaurador senão ele. Se vem a restauração verdadeira que consiste na conversão a Deus de todas as nações e de seus reis, o restaurador não pode ser rei, e sim apóstolo....E este apóstolo será Elias, o Elias prometido, seja qual for o nome que lhe será dado ao aparecer. Chame-se João, Moisés, Pedro, o nome pouco importa: a missão de Elias restaurará a sociedade humana porque assim Deus em sua providência ordenou" [3]. 

Quem será? Não é o grande monarca das profecias, porque não é rei, mas restaurará a sociedade por completo 

"Será Elias o tesbita, aquele próprio que profetizou durante o reinado de Acab e Jesabel, reis de Israel? Não sabemos.

Mas não tem nada contra a fé acreditar que seja um homem qualquer, um pescador como Pedro, o filho de um marceneiro como Jesus, um pobre homem, ignorante segundo a ciência do mundo, mas sábio para sua missão” [4].

“Quando os apóstolos desceram do monte [Tabor], perguntaram a seu mestre sobre a missão de Elias, e Jesus respondeu: Elias em verdade virá, e quando vier, restabelecerá todas as coisas (São Mateus, cap. XVII). 

Eis o restaurador, preparado para a lei de graça, como Moisés o foi da lei escrita. Este restaurador vive? Afirma-o a tradição, e assim devemos crer.

No século XVI escolheu uma espanhola, a grande Teresa de Jesus, e a escolheu para restaurar o Carmelo. Apareceu-lhe muitas vezes, garantindo-lhe que nos últimos tempos sua Ordem se apresentaria com grande força ao combate".

Será da Ordem do Carmo, o que inclui um simples leigo carmelita terceiro.

“No Carmelo, isto é, entre os carmelitas, que herdaram pelas mãos de Eliseu sua capa, e com sua capa seu espírito, e sua missão” [5].

"este homem, o mais extraordinário que os séculos viram, terá o poder de "percutere terram omni plaga quoties cumque volverit”, esse homem é escolhido pela Rainha deste monte Carmelo para general e chefe de todos os exércitos de Deus, e este homem está às ordens de sua Rainha, escondido no monte santo, e preparado para o dia e hora que Deus marcou para a sua missão, e por este homem a Rainha do Carmelo restituirá a ordem na sociedade humana". 

Será o homem mais extraordinário já visto, muito mariano e oriundo do Monte Carmelo. O Venerável Holzhauser também fala de um vindouro "Grande General". 

Sim: "venturus est et restituet omnia”, mas será desprezado e horrivelmente perseguido pelos próprios católicos, porque são esses os tem perdido o mundo pela incredulidade.

Os eleitos se unirão a ele e os maus católicos formarão contra ele uma liga juntamente com os reis apóstatas” [6].

“Não há dia nem hora. Quando ninguém, nem sequer os carmelitas, o aguardarão, nem acreditarão nele” [7]. 

Apesar de tudo, muitos católicos o desprezarão, até mesmo no Carmelo

“Não aguardeis da política outra coisa senão enganos e traições. A restauração não virá daqui: virá do Céu, e nos será trazida por homens que vestidos de uma tosca túnica de pano, anunciarão ao mundo penitência” [8]. 

Fica claro de onde devemos esperar essa restauração.

Próximo deste capítulo:
Beato Francisco Palau prevê a vinda de novos e últimos apóstolos, junto com o restaurador 

Relacionados: Clique aqui para ler mais sobre o Grande Castigo e o Reino de Maria

Santa Teresa de Jesus vê a vinda de um grande Santo Carmelita e de Apóstolos fervorosos


São Luís Maria Grignion de Montfort profetiza o Reino de Maria e os apóstolos dos últimos tempos

Venerável Holzhauser profetiza a vinda do Papa Santo, do Grande Monarca, e do Grande General, que extirparão as heresias e o islamismo


Beato Palau profetiza "a mais encarniçada guerra", e a apostasia na ordem civil e espiritual

-----------------------

[1] “El Carmelo en 16 de julio de 1870”, El Ermitaño, Año III, n° 89, 21 de Julho de 1870
[2] “La guerra al imperio universal”, El Ermitaño, Nº 102, 20-10-1870 
[3] El Ermitaño, Año IV, n° 113, 5 de Janeiro de 1871
[4] “Cálculos del Ermitaño”, El Ermitaño, Nº 163, 21-12-1871 
[5] “El Carmelo”, El Ermitaño, Nº 154, 19-10-1871
[6] “El Carmelo en 16 de julio de 1870”, El Ermitaño, Año III, n° 89, 21 de Julho de 1870
[7] “Tres días de tinieblas”, El Ermitaño, Nº 119, 16-2-1871
[8] “La Restauración”, El Ermitaño, Nº 141, 20-7-1871