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Papa Francisco empurrou indiretamente os católicos ao cisma, limitando missa tridentina e encurralando os tradicionalistas em comunhão com Roma


D. Lefebvre de clerygman protestantizado "aggiornate" em 1981. Nunca houve constante resistência por parte do alto clero no pós-concilio, mesmo por D. Mayer, que demorou para amadurecer sua posição. Veja mais fotos do bispo francês de uniforme aggiornate aqui, aqui e aqui. Imagens originalmente vistas aqui

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No dia 16 de Julho de 2021, o Vigário de Cristo Francisco decidiu, após durável ação da máquina de rumores do Vaticano (que mede a sensibilidade da opinião pública pontual a ser afetada), corroborar a insatisfação gerada pelos boatos de um documento anti-tradição e emitiu um Motu Proprio que, por fim, passa para o papel o que há décadas existia na prática: a perseguição à missa tridentina.

Embora haja desdém e desvalorização de todo rito tradicional em comunhão com o Santo Padre, esses se materializavam sempre silenciosamente por eficazes manobras psicológicas e doutrinárias locais, as quais visavam minar aos poucos a quantidade de celebrações que pediam eficazmente a clemência divina, categorizando o aspecto de sacrifício propiciatório existente em toda liturgia tradicional.

Aliás, parece ser a razão pela qual o rito novo de Paulo VI absorve vários elementos orientais também: como meio-termo entre oriente e ocidente, a nova missa quer atrair ambas as mentalidades, implantando a metafísica igualitária da Revolução na liturgia católica: a igualdade global na celebração de um rito que não pede bem o perdão de Deus.

Traçada a tática de cercear o Rito de S. Pio V em comunhão com Roma

Certos tópicos do Motu Proprio “Traditionis Custodes” deixam clara a intenção de acabar com a missa tridentina e, consequentemente, afastar todo fiel que a ela se sinta apegado [1]:

Rito de Paulo VI é a única expressão da lex orandi do Rito Romano (segundo os jesuítas,
“um passo para enfim eliminar o uso do Rito Tridentino” [2]): “Art. 1. Os livros litúrgicos promulgados pelos santos Pontífices Paulo VI e João Paulo II, em conformidade com os decretos do Concílio Vaticano II, são a única expressão da lex orandi do Rito Romano.”


"Apartheid da tradição", ou a visibilidade e crescimento do rito de S. Pio V distanciados dos outros fiéis que não o conhecem (há anos em prática)
: “Art. 3. O bispo, nas dioceses em que até agora haja a presença de um ou mais grupos que celebram segundo o Missal anterior à reforma de 1970:

§2. indique um ou mais lugares onde os fiéis aderentes a estes grupos se possam reunir para a celebração eucarística (mas não nas igrejas paroquiais e sem erigir novas paróquias pessoais);

"Controle de natalidade" de novos grupos ligados àquele rito: “Art. 3. §6. Terá o cuidado de não autorizar a constituição de novos grupos”.

Menos missas tridentinas mediante mais provavelmente um sacerdote (único?): “Art. 3. §4. nomeie um sacerdote que, como delegado do bispo, seja encarregado das celebrações e do cuidado pastoral de tais grupos de fiéis (...)”

Carta branca para exterminar toda paróquia canonicamente erigida para o Rito de S. Pio V: “Art. 3. §5. Proceda, nas paróquias pessoais erigidas canonicamente em benefício destes fiéis, a uma conveniente avaliação da sua efetiva utilidade para o crescimento espiritual e avalie se são ou não de manter.”

Vastos caminhos burocráticos e canônicos para que um sacerdote passe a celebrar o Rito de S. Pio V após o Motu Proprio (“chá de cadeira”): “Art. 4. Os presbíteros ordenados após a publicação do presente Motu proprio, que pretendam celebrar com o Missale Romanum de 1962, devem dirigir um requerimento formal ao Bispo diocesano o qual, antes de conceder a licença, consultará a Sé Apostólica.

Art. 5. Os presbíteros que já celebrem segundo o Missale Romanum de 1962, requererão ao Bispo Diocesano licença para continuar a valer-se dessa faculdade”.


Revela-se o paradoxo do ecumenismo pós-conciliar: só se persegue quem está em união com a hierarquia legítima, fora da qual não há salvação


A carta que acompanhava o documento pelo menos adverte que, realmente, o movimento de Dom Lefebvre foi cismático [3].

E, ironicamente, o Papa desagrada somente aqueles em comunhão com Roma, como se fossem estranhos no ninho, ou seja, empurrando-os ao cisma.

Afinal, diz o Superior geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X após a publicação do “Traditionis custodes”: “Essas medidas, tão claras e nítidas, não tocam diretamente a Fraternidade São Pio X” [4].

Quando D. Lefebvre foi excomungado por João Paulo II, um Cardeal afirmou que aquele bispo, dali em diante, precisava ser bem-tratado, pois estava fora da Igreja. O bem informado contra-revolucionário leigo Plinio Corrêa de Oliveira, que nunca apoiou aquele gesto de rompimento com a autoridade então detentora da escolha da sucessão apostólica, sobre isso soltou: “é o paradoxo do ecumenismo”. Ei-lo novamente.

Já a razão para limitar a liturgia antiga é uma instrumentalização que ocasiona o repúdio ao Concílio Vaticano II e à reforma litúrgica [5], disse o Papa que elogiou artigo do Cardeal Koch dizendo que no Concílio Vaticano II Martinho Lutero teria "encontrado o seu Concílio"”[6]. Afinal, "duvidar do Concílio é duvidar das próprias intenções dos Padres
(...) e, definitivamente, é duvidar do próprio Espírito Santo que guia a Igreja" [7], disse o Vigário de Cristo que confessou já ter duvidado de Nosso Senhor Jesus Cristo, repreendendo-O, e nesse contexto exortou que o cristão, "cuja fé não tenha entrado em crise, falta-lhe algo" [8].

Atitudes de gente de posição lefebvrista ante o Motu Proprio mostra quais são suas consequências: aumento da adesão ao cisma


Além do então superior-geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, já citado, outros sacerdotes de posição lefebvrista também alegaram que suas capelas, as quais não incomodam o mesmo progressismo revolucionário, encheriam após o Motu Proprio.

Tais capelas estão integralmente no mapa da confusão que a Revolução quer semear, pois
é indesejável ao progressismo afirmar que a religião Católica Apostólica Romana é a única verdadeira, bem como identificar Seus verdadeiros pastores. Afinal, nada mais anti-ecumênico que o instituto da excomunhão e da advertência pastoral sobre a verdadeira condição canônica de sacerdotes que exercem rotineiro ministério nas dioceses ligadas ao Papa, dão “crisma sob condição”, etc.

Respostas do Vaticano para algumas perguntas sobre o Motu Proprio acelera o cerco aos meios tradicionais ligados à missa tridentina


Ao final do ano de 2021, a Congregação para o Culto Divino, do Vaticano, respondeu certas perguntas de um bispo acerca da aplicação do Motu Proprio sufocando ainda mais qualquer vestígio da Tradição. E inclusive cita o Pontífice Francisco, em agosto 2017, dizendo que a “reforma litúrgica é irreversível” [9].

As aspas são do site da CNBB [10]:

Interditados os sacramentos do batismo, penitência, matrimônio, unção dos enfermos e sacramentais, como as exéquias, segundo o Rito de S. Pio V fora dos locais próprios: “a autoridade da Santa Sé, de fato, considera que, para avançar na direção indicada por Francisco, a possibilidade de utilizar livros litúrgicos revogados não deve ser concedida e que os fiéis devem ser acompanhados “para uma compreensão plena do valor da forma ritual” resultante da reforma litúrgica.”

Sacerdote nenhum pode ser ordenado no Rito de S. Pio V (crisma também não pode): “O “responsum” especifica que só será possível utilizar o Ritual anterior em “paróquias pessoais canonicamente erigidas”, ou seja, exclusivamente em paróquias já instituídas pelo bispo e dedicadas aos fiéis ligados ao rito antigo. Nem mesmo nessas paróquias, entretanto, será permitido utilizar o Pontificale para a crisma e ordenações”. Adendo de 2022: posteriormente foi conferida a faculdade de ministrar certos ritos para algumas comunidades ligadas ao antigo rito, mas menos afinadas com o dito exclusivismo do rito tradicional.

Mais burocracia canônica para que um sacerdote passe a celebrar o Rito de S. Pio V após o Motu Proprio (mais “chá de cadeira”): “É especificado que no caso de ausência ou impossibilidade do sacerdote autorizado, a pessoa que o substitui também deve ter autorização formal para usar o antigo Missal. A autorização também é necessária para diáconos e ministros instituídos que participam da celebração da Missa pré-conciliar.”

Perseguições que dali surgiam confirmam o que dizíamos sobre Summorum Pontificum e os movimentos oriundos do Ecclesia Dei: falsas alternativas

Ao sepultar o “Summorum Pontificum”, do qual há anos afirmamos ser um documento no mínimo insatisfatório aos tradicionalistas, o “Traditiones Custodes” parece dizer que a estratégia anterior de Bento XVI não vingou (fazer com que todos aqueles voltassem ao rito novo), e a tática atual agora é explicitamente limitar, e mais adiante impedir, a celebração da missa no rito antigo.

Dado o paradoxo do ecumenismo, é previsível que haja tratamento persecutório a todo sacerdote exclusivo do rito tridentino em comunhão com o Papa.

Como diz o ditado: “piensa mal, y acertarás”. Assim, será que a Revolução Progressista quer que o povo tradicional, confundido pelos mesmos ditos “tradicionalistas” e pelas concessões aos cismas dos últimos Papas, vá diretamente buscar sacramentos em cismas diversos (pecado de communicatio in sacris ativa, noção desde o ecumenismo pós-conciliar pouco pregada)?

Parece que a missa tridentina atrai maldição.

Ou melhor, parece que a missa de sacerdote legitimamente integrado na hierarquia atrai desgraça. “Piensa mal, y acertarás”: num mundo onde satanás reina nos corações, o errado é tomado por certo.

De fato, muitas perseguições de ordinários locais aos sacerdotes de rito tradicional pipocaram no ocidente após o documento, mas relatá-las foge do escopo deste artigo. Basta dizer que em muitas dioceses parecia já haver a intenção de seguir todas as restrições do Motu Proprio, ainda que elas não estivessem escritas.

Modus operandi da Revolução progressista com os tradicionalistas unidos à Roma: empurrar ao cisma, minando o valor espiritual da missa que, fora da Igreja, celebrariam


Ciente da infeliz admiração de padres de grupos da extinta comissão Ecclesia Dei pelo gesto cismático de D. Lefebvre, a Revolução quer abocanhar, numa dentada só, os padres e fiéis ligados à Roma exclusivos do rito antigo.

Encurralando-os e perseguindo-os, o maligno pretende cansá-los até o ponto de que desistam e, se acostumados com o comodismo, talvez queiram chamar um bispo e começar sua hierarquia, ou talvez desejem se juntar a alguma já criada, retirando suas liturgias da lista daquelas agradáveis a Deus.

Tal fato já se deu com religiosos ao redor do globo: houve quem enviasse carta com justificativas para a sua ida a algum cisma do momento [11], como se essa não fosse a verdadeira intenção da serpente antiga: reduzir ao máximo o número de fiéis ligados ao Papa, isto é, os fiéis católicos.

O cerco em torno dos padres tradicionalistas ao redor do globo parece ter uma só meta: fazer com que saiam da Igreja Católica Apostólica Romana. Se for isso, repara-se na falta de caridade por parte dos que alegam haver visível falta de vínculo de caridade que une a Santa Igreja nas comunidades da missa de S. Pio V.

Solução: celebrar missa privada abundantemente, erigir capelas privadas, e clamar aos Céus para que Deus Se lembre da glória de Sua Igreja e intervenha

Para que este trabalho não seja acusado de só apontar tragédias, apresenta-se uma solução ao sacerdote que quer ser exclusivo dos ritos tradicionais sem aderir a algum cisma.

Antes, não achar que tudo se resume à missa, posição errada de muitos tradicionalistas, como se não existisse batalha no campo temporal e político. Ideologias políticas afins com a Revolução são avessas a toda existência de clero e doutrina católica, quanto mais de missa! Ademais, a má influência que uma cultura imoral (via propaganda dominante, costumes, trajes, festas, arquitetura, decoração, modos de falar e gesticular, etc) exerce na esfera temporal geralmente causa uma força contrária à graça gerada pelas mesmas missas, estagnando a graça pairando na região.

Outras dicas:

1 – Procurar pessoalmente bispos que queiram verdadeiramente salvar almas e, portanto, sejam favoráveis a um ministério tradicional, pois um sacerdote precisa estar vinculado a uma diocese ou bispo da legítima hierarquia, ainda que seja enviado por missionário.

2 – Arregimentar almas caridosas que possam construir capelas privadas para receber os fiéis ligados ao rito tridentino.

3 – Celebrar missa tradicional privada abundantemente a fim de aplacar a cólera de Deus e atrair graças para os locais onde são celebradas (apesar de ir contra o Motu Proprio, justifica-se pelo fato de que uma das funções sacerdotais é alimentar espiritualmente os fiéis), sem se auto-conferir a autorização para celebrar só onde não se está legitimamente alocado, abandonando, na prática, a legítima hierarquia.

4 – Pedir o perdão divino, refletir sobre sua vida, e buscar com coração sincero as virtudes, clamando aos Céus para que Deus Se lembre da glória de Sua Igreja e intervenha logo por meio de Sua Mãe Santíssima, sem a qual nada se obterá.

Uma outra opção é se afastar do convívio humano, vivendo como anacoreta e se focar no ponto 4 tão somente, ponto que pode ser seguido por qualquer um em qualquer estado de vida, exceto o casado e outros com deveres de estado mais importantes para o próximo e para a Igreja.
 
 


 Salmo em reparação (Salmo 6)

"Senhor, não me arguas no teu furor, nem me castigues na tua ira. Tem misericórdia de mim, Senhor, porque sou enfermo; sara-me, Senhor, porque meus ossos estremeceram. E a minha alma turbou-se em extremo, mas Tu, Senhor, até quando? Volta-te, Senhor, e livra a minha alma, e salva-me pela tua misericórdia.

Porque na morte não há quem se lembre de Ti, e na habitação dos mortos, quem Te louvará? Estou esgotado à força de tanto gemer, lavarei meu leito com lágrimas todas as noites, regarei com elas o lugar do meu descanso. 

Os meus olhos se turbaram por causa do furor, envelheci no meio de todos os meus inimigos. Apartai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade, porque o Senhor ouviu a voz do meu pranto.

O Senhor ouviu a minha súplica, o Senhor ouviu a minha oração. Sejam confundidos, e em extremo conturbados todos os meus inimigos, retirem-se e sejam num momento cobertos de vergonha".


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[1] Visto no dia 30/12/2021. Conforme tradução disponibilizada pela Conferência Episcopal Portuguesa: https://www.conferenciaepiscopal.pt/v1/wp-content/uploads/PapaFrancisco_TraditionisCustodes_Texto.pdf
[2] Visto no dia 30/12/2021. Link: https://www.ihu.unisinos.br/611211-francisco-anuncia-o-requiem-para-a-missa-em-latim
[3] Em espanhol, com grifo nosso: “La facultad, concedida por un indulto de la Congregación para el Culto Divino en 1984 y confirmada por San Juan Pablo II en el Motu proprio Ecclesia Dei de 1988, estaba motivada sobre todo por el deseo de favorecer la recomposición del cisma con el movimiento guiado por Mons. Lefebvre.” Link: https://www.vatican.va/content/francesco/es/letters/2021/documents/20210716-lettera-vescovi-liturgia.html

[
4] Visto no dia 30/12/2021. https://fsspx.org/pt/publications/letters/carta-do-padre-pagliarani-apos-publicacao-do-motu-proprio-traditionis-custodes
[5] Em espanhol, com grifo nosso: “Pero también me entristece el uso instrumental del Missale Romanum de 1962, que se caracteriza cada vez más por un rechazo creciente no sólo de la reforma litúrgica, sino del Concilio Vaticano II, con la afirmación infundada e insostenible de que ha traicionado la Tradición y la "verdadera Iglesia"” Link: https://www.vatican.va/content/francesco/es/letters/2021/documents/20210716-lettera-vescovi-liturgia.html
[6] Papa Francisco aplaudiu a frase "Lutero teria encontrado o seu Concílio no Concílio Vaticano II", escrita por um Cardeal. http://www.oprincipedoscruzados.com.br/2017/01/papa-francisco-aplaude-frase-lutero.html
[7] Tradução livre nossa do espanhol: "Dudar del Concilio es dudar de las propias intenciones de los Padres, que ejercieron solemnemente su potestad colegial cum Petro et sub Petro en el Concilio Ecuménico y, en definitiva, dudar del propio Espíritu Santo que guía a la Iglesia.". Visto no dia 30/12/2021. Link: https://www.vatican.va/content/francesco/es/letters/2021/documents/20210716-lettera-vescovi-liturgia.html#_ftnref14
[8] Papa Francisco admitiu que, como Papa, já duvidou da fé e repreendeu Nosso Senhor Jesus Cristo. Link: http://www.oprincipedoscruzados.com.br/2016/06/papa-francisco-admite-que-como-papa-ja.html
[9] Responsa ad dubia sobre algunas disposiciones de la Carta Apostólica en forma de «Motu Proprio» Traditionis custodes (4 de diciembre de 2021). Link: https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccdds/documents/rc_con_ccdds_doc_20211204_responsa-ad-dubia-tradizionis-custodes_sp.html
[10] Visto no dia 30/12/2021. Link: https://www.cnbb.org.br/a-santa-se-responde-as-onze-duvidas-mais-frequentes-dos-bispos-sobre-a-celebracao-da-missa-antiga/
[11] Um exemplo foi o Fr. Wojciech Gołaski O.P. Visto no dia 30/12/2021: https://rorate-caeli.blogspot.com/2021/11/open-letter-by-dominican-theologian-fr.html

Papa Francisco recebeu bênção de uma bruxa pagã cultuadora da Pachamama (mãe terra)


No vídeo do Rome Reports referenciado [1] é possível observar um trecho do encontro citado abaixo, mas as imagens terminam segundos antes do cumprimento com a pagã e a "bênção".

Em fevereiro de 2017, o Santo Padre encontrou indígenas que estavam em Roma para o Fórum da ONU chamado "Third Global Meeting of the Indigenous Peoples for Investing in Rural People", organizado pela International Fund Agricultural Development (IFAD).

Na ocasião, o mais terrível foi a bênção que recebeu o Vigário de Cristo, por parte de uma bruxa que, conforme verificado por um blog, pertence à comunidade indígena Amaicha del Valle, situada nos Valles Calchaquíes, Tucumán, Argentina [2].

O homem que o Sumo Pontífice cumprimenta antes da mulher é o cacique deste mesmo lugar cultuador da Pachamama (mãe terra) [3]. Já ela, ao que tudo indica, é a bruxa da comunidade [4] [5].

Eis a foto da bênção, que seria melhor chamada de "maldição". Afinal, bruxa de religião pagã falsa não atrai graças, mas desgraças.


"Todos os deuses dos pagãos são demônios", Salmo XCV.

3 Ave-Marias em reparação dos pecados cometidos no mundo

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum. Benedicta tu in mulieribus et benedictus Fructus ventris tui Iesus. Sancta Maria Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostræ. Amen.

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Concílio Vaticano II aprovou a liberdade religiosa repudiada pela tradição católica  

João Paulo II celebrou missa com homens e mulheres nus (índios), que ajudavam a ler a epístola e a levar as oferendas  


Clique para entender a crise na Igreja

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[1] Link: https://www.youtube.com/watch?v=RMtApzr_MQI
[2] http://callmejorgebergoglio.blogspot.cl/2017/02/a-shaman-visits-francis-at-vatican-and.html
[3] Uma fonte confirma: https://www.servindi.org/actualidad/39795
[4] Fotos em que aparecem os dois: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhC8_JOQHFEF89ZVz-h8g3zyIOIBu85jFuLaCosBl5Bne2zE9w-8jAKkeDRrx-zhFjEZvKT6BBTmGZvlnvCJKAICAEvJ0ezZk1z0uQ8_FIFvNsQK9fK24RdMmDJvokYOKnluVHCSaGtGK8/s1600/sd.jpg
[5] Foto com zoom no rosto dela comprovando ser a mesma pagã da bênção no Papa: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTBKb3G8kind2D3BJgyrW4z_Z9839apmmNOrYUhcyuUcVr8x9w5GHlUh0-CINx1p1S2ajPWbHRuTIibep6ZGB0ua3pWrgYUu2_9Ukiu1znkdlZ7nS0C0GMG30sjufTrmZqWXV77GESobM/s1600/samelady.jpg 

O Nazismo é de esquerda e Papas o condenaram. Refutação do suposto apoio de Pio XII ao nazismo


Acima, vídeo em que Dr. Plinio trata de como o jornal católico que dirigiu, nos anos 30, combateu o fascismo e o nazismo. 
O mesmo grupo do jornal posteriormente deu origem à TFP,
associação de inspiração católica.

 
Extraído de: "O Príncipe dos Cruzados (Volume II, 2a edição)". 

Recomendamos a leitura prévia de:

O Fascismo é de esquerda e Papas o condenaram. Teria a Igreja aprovado o fascismo no Tratado de Latrão?

Bíblia, Papas, Santos e Teólogos sobre a luta entre duas forças, sendo a Igreja a Direita. Refutando "direita e esquerda são ruins"
 

Dada a definição dos termos "esquerda" e "direita" segundo o sentido católico e teológico demonstrado ainda nesta seção 3, bem como o fato de que a Igreja condenou o socialismo, resta mostrar, a partir disso e de declarações diretas, que a Igreja condenou o fascismo e o nazismo, mais especificamente na figura de seus líderes, respectivamente, Benito Mussolini e Adolf Hitler.


Pelo próprio nome do partido


"Nazi" era uma abreviatura de "der Nationalsozialistische Deutsche Arbeiters Partei", Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães.

Doutrina nazista claramente esquerdista tirada dos próprios ideólogos nazistas 

"Eu não sou apenas o vencedor do marxismo. Se se despoja desta doutrina seu dogmatismo judeu-talmúdico, para guardar dela apenas seu objetivo final, aquilo o que ela contém de vistas corretas e justas eu sou o realizador do marxismo"
(Adolf Hitler, apud Hermann Rauschinning, Hitler m'a dit, Coopération, Paris 1939, pp 211. Rauschning foi Governador Nazista de Dantzig, e muito próximo de Hitler).

7. Nós exigimos que o Estado especialmente se encarregará de garantir que todos os cidadãos tenham a possibilidade de viver decentemente e recebam um sustento. Se não puder ser possível alimentar toda a população, então os estrangeiros (não-cidadãos) devem ser expulsos do Reich"
(Programa do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães de 24 de fevereiro de 1920, Hofbrauhaus-Festsaal, Munique).


14. Nós exigimos participação nos lucros em grandes indústrias
(Programa do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães de 24 de fevereiro de 1920, Hofbrauhaus-Festsaal, Munique).


16. Nós exigimos a criação e manutenção de uma classe média sadia, a imediata socialização de grandes depósitos que serão vendidos a baixo custo para pequenos varejistas, e a consideração mais forte deve ser dada para assegurar que pequenos vendedores entreguem os suprimentos necessários ao Estado, às províncias e municipalidades
(Programa do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães de 24 de fevereiro de 1920, Hofbrauhaus-Festsaal, Munique).


17. Nós exigimos uma reforma agrária de acordo com nossas necessidades nacionais, e a oficialização de uma lei para expropriar os proprietários sem compensação de quaisquer terras necessárias para propósito comum. A abolição de arrendamentos de terra, e a proibição de toda especulação na terra
(Programa do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães de 24 de fevereiro de 1920, Hofbrauhaus-Festsaal, Munique).


“Somos socialistas porque vemos a questão social como uma questão de necessidade e justiça para a própria existência de um estado para nosso povo e não como uma questão para piedade barata e sentimentalismo humilhante. O trabalhador tem direito a um padrão de vida que corresponda ao que produz”
(“Die verfluchten Hakenkreuzler. Etwas zum Nachdenken”, 1932, Paul Joseph Goebbels, Chefe da propaganda nazista).
Jornal oficioso da Arquidiocese de S. Paulo
chamando o fascismo e o nazismo de
regimes de pseudo-direita já em 1938,
e notando como o Vaticano tinha mostrado
desgosto pela visita de Hitler à Itália.


“Tal é nossa tarefa como Nacional-Socialistas. Nós fomos os primeiros a reconhecer as conexões, e os primeiros a começar a luta. Porque somos socialistas, sentimos primeiro as maiores bençãos da nação e porque somos nacionalistas quisemos promover a justiça socialista na nova Alemanha”
(“Die verfluchten Hakenkreuzler. Etwas zum Nachdenken”, 1932, Paul Joseph Goebbels, Chefe da propaganda nazista).


Refutação da objeção: grandes empresas existiram no tempo do terceiro Reich

Sim, todas controladas em última instância pelo Governo Nazista.

A propriedade privada dos meios de produção existia apenas nominalmente. Era o governo alemão e não o proprietário privado quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, etc, bem como quais preços seriam cobrados e quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado receber. 

Refutação da objeção: Hitler era contra o marxismo, logo, anti-esquerda

Primeiro, essa objeção em si é falsa, pois é possível ser socialista e anti-marxista. Embora seja verdade que ele criticou o marxismo, principalmente no "Minha luta", Hitler era contra todos que não eram nazistas. O próprio diz: "Alguns de vocês podem não me perdoar por ter erradicado o partido marxista. Mas meus amigos, eu erradiquei todos os outros partidos".
(Discurso no dia 10 de Novembro 1933 na Indústria Seimens).


Pio XI (1922-1939) condenando o nazismo

A Encíclica "Mit brennender Sorge", de 10 de Março de 1937, escrita em alemão, foi lida no púlpito de todas as paróquias alemãs no Domingo de Ramos, dia 21 de Março daquele ano.

O Pontífice começa falando da concordata com o governo nazista em 1933 que queria salvar os direitos da Igreja, e condena a quebra desse acordo, bem como a perseguição aos católicos que ela resultou.


"3 (...) no verão de 1933, a pedidos do Governo do Reich, aceitamos a retomar os esforços para uma concordata, tomando por base um projeto elaborado já vários anos antes, e chegamos assim a um acordo solene que satisfaz a todos vós, moviso pela obrigada solicitude de guardar a liberdade da missão salvadora da Igreja na Alemanha e de assegurar a salvação das almas a ela confiadas, e, ao mesmo tempo, o sincero desejo de prestar um serviço capital ao pacífico desenvolvimento e ao bem-estar do povo alemão. 

7 (...) Todavia hoje, quando a luta aberta contra as escolas confessionais, tuteladas pela Concordata, e a supressão da liberdade de voto para aqueles que tem direito à educação católica, manifestam, em um campo particularmente vital para a Igreja, a trágica gravidade da situação e a angústia, sem exemplo, das consciências cristãs, a solicitude paternal pelo bem das almas nos aconselha não deixar de considerar as possibilidades, por escassas que sejam, que ainda podem subsistir, de uma volta à fidelidade dos pactos (...).

8 (...) nos dirigimos a vós [bispos], e por vossa conduta, aos fiéis católicos da Alemanha, os quais, como todos os filhos que sofrem e são perseguidos, estão muito próximo do coração do Padre comum. Nesta hora em que sua fé está sendo provada, como ouro, no fogo da tribulação e da perseguição, insidiosa ou manifesta, e em que estão rodeados por mil formas de uma opressão organizada da liberdade religiosa, vivendo angustiados pela impossibilidade de ter notícias fidedignas e de poder defender-se com meios normais (...)".

Doutrina nazista condenada: paganismo germânico, racismo, culto de personalidade, etc:

"10. Quem, com uma confusão panteísta, identifica a Deus com o universo, materializando a Deus no mundo ou deificando o mundo em Deus, não pertence aos verdaderos crentes.

11. Nem tampouco o é quem, seguindo uma pretensa concepção precristã do antigo germanismo, põe em lugar de Deus pessoal o destino sombrio e impessoal, negando a sabedoria divina e sua providência, a qual se estende poderosa de um a outro extremo (Sab 8,1) e o dirige a um bom fim. Esse homem não pode pretender que seja contado entre os verdadeiros crentes.

12. Se a raça ou o povo, se o Estado ou uma forma determinada do mesmo, se os representantes do poder estatal ou outros elementos fundamentais da sociedade humana tem na ordem natural um posto essencial e digno de respeito, contudo, quem os arranca desta escala de valores terrenos elevando-lhes a suprema norma de tudo, ainda dos valores religiosos, e, divinizando-lhes com culto idolátrico, perverte e falsifica a ordem criada e imposta por Deus, está longe da verdadeira fé e de uma concepção da vida conforme a esta.

13. Vigiai, veneráveis irmãos, com cuidado contra o abuso crescente, que se manifesta em palavras e por escrito, de empregar o nome três vezes santo de Deus como uma etiqueta vazia de sentido para um produto mais ou menos arbitrário de uma especulação ou aspiração humana (...).

20 (...) Em consequência, aquele que com sacrílego desconhecimento da diferença essencial entre Deus e a criatura, entre o Homem-Deus e o simples homem, ousasse por ao nível de Cristo, ou pior ainda, sobre Ele ou contra Ele, a um simples mortal, ainda que fosse o mais grande de todos os tempos, saiba que é um profeta de fantasias (...)".

Pio XII (1939-1958) condenando: a invasão nazista na Polônia, o regime totalitário que era usado pelos nazistas, e seu paganismo

"22 (...) A tão decantada laicização da sociedade, que tem feito progressos cada vez mais rápidos, subtraindo o homem, a família e o Estado ao benéfico e regenerador influxo da idéia de Deus e do ensino da Igreja, fez ressurgir, em regiões onde por espaço de tantos séculos brilharam os fulgores da civilização cristã, indícios, cada vez mais claros, mais distintos e angustiosos de um paganismo corrompido e corruptor: "Quando crucificaram Jesus obscureceu-se toda a terra" (...).

52. A concepção que atribui ao Estado uma autoridade ilimitada, veneráveis irmãos, não é somente um erro pernicioso à vida interna das nações, à sua prosperidade e ao maior incremento do seu bem-estar, mas prejudica também as relações entre os povos, rompendo a unidade da sociedade supernacional, tirando a base e o valor ao direito das gentes, abrindo caminho à violação dos direitos alheios e tornando difícil o acordo para a convivência pacífica (...).

72. (...) Os povos arrastados para essa trágica voragem, que é a guerra, estão ainda, por assim dizer, no "princípio das dores" (Mt 24, 8), mas reinam já, em milhares de famílias, morte e desolação, pranto e miséria. Do sangue de inúmeros seres humanos, mesmo de não combatentes, desprende-se lancinante brado, especialmente nessa dileta nação como a Polônia que, pela sua fidelidade à Igreja, pelos seus grandes méritos na defesa da civilização cristã, gravados em caracteres indeléveis nos fatos da história, tem direito à simpatia humana e fraterna do mundo (...)" [1].

Respondendo mentiras sobre ajuda de Pio XII aos nazistas

O Papa Pio XII, quando Cardeal Eugenio Pacelli, e secretário de Estado, nunca o contradisse, antes colaborava junto de Pio XI. No tempo de sua eleição, já era conhecido pelos mesmos esforços contra o nazismo e o fascismo.

Em 1937, quando Pio XI foi felicitado na publicação de sua Encíclica denunciando o Nazismo, "Mit brennender Sorge", sua resposta foi apontar para o seu Secretário de Estado e dizer desajeitadamente: "O crédito é dele" [2].

Dimitri Cavalli, escrevendo para o "Inside the Vatican" [3], nos conta como os próprios judeus ficaram felizes com a eleição de Pio XII, quando a Itália estava implementando as leis raciais nazistas. Esses mesmos judeus agradeceram os esforços do Papa contra estas ideologias no fim da guerra:

"Aplaudindo a eleição do Cardeal Pacelli, o "Jewish Chronicle" (Crônica Judaica) de Londres, 10 de Março, citou um discruso anti-Nazista que ele fez em Lourdes, em Abril de 1935, e também citu as hostis declarações contra ele na imprensa Nazista. "É interessante lembrar (...) no dia 22 de Janeiro [1939], o "Voelkischer Beobachter" publicou fotos do Cardeal Pacelli e outros dignatários da Igreja sob o título de "Agitadores no Vaticano contra o Fascismo e o Nacional Socialismo"', citou o "Jewish Chronicle".

Também no dia 10 de Março, o "Canadian Jewish Chronicle" (Crônica Judaica Canadense) elogiou o Colégio de Cardeais por resistirem às tentativas nazistas de influenciar a eleição e impedir o Cardeal Pacelli de se tornar Papa. "O plano para abafar o anel do pescador foi embora com a fumaça branca" o editorial brincou.

Muitas organizações judaicas também expressaram seu entusiasmo pela novo Papa. De acordo com "Jewish Chronicle", de Londres (10 de Março), o Vaticano recebeu mensagens parabenizadoras da "Comunidade Anglo-Judaica, da "Sinagogue Council of America", do Congresso Judaico Canadense, e do Conselho Rabínico Polonês."

A decisão de Pio XII de nomear Luigi Cardeal Maglione como o novo Secretário de Estado do Vaticano também trouxe reações favoráveis. O "Zionist Review" no dia 16 de Março de 1939 em Londres disse que a nomeação do Cardeal "confirma a visão que o novo Papa pretende conduzir uma política anti-Nazista e anti-Fascista (...).

No dia 11 de Outubro, o "World Jewish Congress" (Congresso Mundial Judaico) doou $20,000 para os centros de caridade do Vaticano. De acordo com o "New York Times" (12 de Outubro de 1945), o presente foi "feito em reconhecimento do trabalho da Santa Sé em salvar judeus das perseguições dos nazistas e fascistas".

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[1] Encíclica "Summi Pontificatus", 20 de Outubro de 1939
[2] Pham, John Peter. 2006. Heirs of the Fisherman: Behind the Scenes of Papal Death and Succession. Oxford University Press, p. 45
[3] The Good Samaritan: Jewish praise for Pope Pius XII, Dimitri Cavalli, Inside the Vatican © 2000, Urbi et Orbi Communications, October 2000, pages 72-77